A Marinha da Índia pretende adquirir 20 novos caças embarcados para seu novo porta-aviões que será construído.

A Marinha da Índia iniciou um processo de seleção para compra de novos aviões de combate bimotores, que servirão para equipar seu novo porta-aviões, o INS Vishal (IAC-2). A versão naval do monomotor Tejas (LCA), fabricado pela indiana HAL, foi rejeitada para operar embarcado nesse último porta-aviões.

O HAL LCA Tejas na versão naval foi descartado para operar no novo porta-aviões.

A Índia pretende utilizar o jato de combate leve Tejas Naval a partir de bases terrestres e complementar as frotas existentes que equipam o porta-aviões Vikramaditya, que foi adquirido da Rússia, e que atualmente opera com caças embarcados MiG-29K, e no novo porta-aviões INS Vikrant (INS-1). A Índia adquiriu 45 unidades do MiG-29K e até o momento recebeu 41 unidades, com as quatro remanescentes devendo ser entregues até o início do ano que vem. Os caças MiG-29K devem ser atualizados a partir de 2019 e serão retirados de operação em 2029.

O porta-aviões INS Vikrant da Marinha da Índia deve começar a operar no início de 2018.

De acordo com informações preliminares disponíveis, a Marinha Indiana pretende adquirir 20 novos aviões de combate bimotores, independentes dos caças “Make in India” em vigor para a Força Aérea. Na fase inicial do projeto, a Marinha da Índia estuda três tipos de aeronaves para o novo porta-aviões: Mikoyan MiG-29K, Dassault Rafale M e o Boeing F/A-18E/F Super Hornet. A nova aeronave então praticamente descarta a versão do Sea Gripen que a empresa sueca continua estudando, e agora trabalha em conjunto com a brasileira Embraer. Alguns sites dizem que uma versão naval do Flanker também poderia ser avaliada.

A informação foi dada pelo Almirante da Marinha Indiana, Sunil Lanba, que disse: “A versão naval atual da Aeronave de Combate Leve (LCA) não atende aos requisitos qualitativos da Marinha Indiana. Enquanto a Marinha continuará a apoiar a Organização de Desenvolvimento de Pesquisa de Defesa (DRDO) no desenvolvimento de uma aeronave Tejas embarcada, procuraremos aeronaves [alternativas] em outro lugar ao mesmo tempo”.

Os três caças que estão sendo avaliados pela Marinha da Índia.

As novas aeronaves provavelmente serão do tipo assistidas por catapultas na decolagem, mas com ganchos de frenagem (CATOBAR – Catapult Assisted Take-Off But Arrested Recovery), para coincidir com o projeto do IAC-2 que será na classe de 65.000 toneladas, e que deverá ter incorporando a nova tecnologia de sistema de lançamento eletromagnético de aeronaves (EMALS) da General Atomics. (O Vikramaditya e o IAC-1 têm rampa ski-jump para auxiliar na decolagem).

Sobre o Tejas Naval, atualmente apenas dois demonstradores da tecnologia estão voando, mas vazios. “Estes são apenas capazes de decolagem e aterrissagem. Embora esta seja uma experiência de aprendizagem boa, o LCA naval é demasiado pesado para seu motor atual. Ele não atende a relação de empuxo necessária para decolar com a carga total de armamentos”, disse um oficial da Marinha. Ele acrescentou que o nível de esforço aerodinâmico em uma aeronave transportadora é alto. Por exemplo, o projeto para a versão naval tem que incorporar um radar “que precisa ser montado com capacidade anti-impacto, já que a aeronave aterrissa a 135 nós com pós-combustores e flaps completos”.

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40 COMENTÁRIOS

  1. Todos o 3 concorrentes atendem às demandas dos indianos, sendo evidente a superioridade do Rafale. Mas eu quero ver esse IAC-2 sair do papel, pois essa tecnologia de lançamento magnético não vai sair barata, e talvez nem seja disponível para eles. A Índia tem um sistema tributário mais corrupto que o nosso, e também vem se endividando muito. Tenho dúvidas se esse projeto vai para frente.

    • Desculpe amigo Rudel41 mas um sistema mais corrupto que o nosso não. Somos campeões da galáxia.

    • Sea Gripen é um sonho distante. Parece que os indianos querem algo concreto, já que o próprio sonho deles não vingou.

    • Caro fabiodarth,

      E se emitem moeda a rodo, mineram e exportam cereais, para gastar com jatos de todo tipo, deveriam também trocar logo esses velhuscos HAL Chetak (Alouette III) que "insistem" em aparecer em fotos navais embarcadas (desde que não sejam por Dhruvs, os cai-cais exportados mais famosos do mundo aeronáutico de asa rotativa moderna)… 😀

    • O Rafale é dito ser o capaz, com payload limitado é claro. Não sei o SH.

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