Aeronave AF-1C N-1022, protótipo biposto, em voo realizado nas instalações da Embraer, em Gavião Peixoto-SP
Aeronave AF-1C N-1022, protótipo biposto, em voo realizado nas instalações da Embraer, em Gavião Peixoto-SP / Foto: Marinha do Brasil

Em continuidade ao Programa de Modernização das Aeronaves AF-1 (McDonnell Douglas A-4 Skyhawk), foi realizado, no dia 20 de janeiro, nas instalações da EMBRAER em Gavião Peixoto (SP), o primeiro voo de ensaio para a certificação da aeronave protótipo biposto modernizada AF-1C N-1022. O voo marca uma importante etapa do projeto e mostra a perseverança e o comprometimento da Embraer e da Marinha do Brasil na condução do Programa de Modernização.

Apesar das aeronaves mono e biposto serem aparentemente similares, somente 20% dos projetos coincidem e os estudos de engenharia desenvolvidos pela Embraer, para que estas aeronaves dispusessem de uma mesma arquitetura de aviônica, integração de armamentos e capacidades operacionais, exigiram um considerável esforço.

Tal fato representa um importante marco no cronograma do programa e, apesar das atuais restrições orçamentárias, há a previsão de entrega de duas aeronaves modernizadas ao Esquadrão VF-1 ao longo do ano de 2016, ampliando para três o número de aeronaves em uso no setor operativo.

RELEMBRE: “A” de ataque: McDonnell Douglas A-4 Skyhawk

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FONTE: Marinha do Brasil

EDIÇÃO: Cavok

48 COMENTÁRIOS

  1. Pessoal,

    Ter o Skyhawk hoje não é o problema… Em um cenário limitado, contra uma força naval sem proteção aérea ( como é o caso de 99% das marinhas do mundo que ousem se afastar de suas águas ), é um vetor plenamente utilizável ( principalmente se dotado de algum míssil anti-navio ).

    A questão maior, no meu entender, passa pelo fato de que essa plataforma está sendo desativada pelo mundo, o que naturalmente encurta a linha logística, tornando sua manutenção onerosa com o tempo. Em dez/doze anos, vai ser um sacrifício conseguir peças…

    Se esse upgrade houvesse ocorrido na década passada, então não haveria o que reclamar.

    • RR a marinha tem larga experiência em operar vetores dos quais peças de reposição são difíceis de conseguir!

      Basta olhar muitos dos nossos meios navais que operaram turbinas cujo modelos foram descontinuados e ou não possuem manutenção aqui no Brasil.

      Se tem uma coisa que a MB adora é um problema na cadeia logística de peças de reposição e manutenção dos equipamentos que ela mal possui e ineficientemente opera.

      Coisas que eu não entendo de jeito nenhum:

      – Nae A1 (acho q nem preciso dizer mais nada né)
      – Modernização dos AF-1
      – Modernização dos Tracker
      – Sub Nuc
      – E ter escolhido o Scorpene como plataforma para os 4 Sub Convencional por causa do Sub Nuc

      Meu sincero respeito à Marinha Brasileira mas acho bom verificar qual é a água que esse pessoal anda tomando pois certamente deve ter alucinógenos.

      • Jodreski,

        Vamos por partes…
        *
        Até eu acredito que o NAe deve passar para reserva ( com possibilidade de reativação ) para poupar recursos, mas desfazer-se dele por agora não seria viável…

        Primeiro, porque não tem como repor ( não há alternativas no mercado; e mesmo que houvesse, não haveria dinheiro para uma compra ).

        Segundo, porque o problema da MB não é ter um porta-aviões. É recurso que não vem ( apesar de muitos acreditarem que o vem é suficiente para as necessidades específicas de um País como o Brasil )…

        E terceiro, o casco do navio está em ótimas condições. Muitos dos reparos necessários já foram levados a efeito de 2010 até aqui ( incluso a troca das unidades de refrigeração ). A maior dificuldade é com relação a conjunto moto propulsor. Se passasse pelo PMM prometido ( que, estima-se, ficaria 1 bilhão de Reais ), poderia operar por uns dez anos antes de passar por outro PMM… Seria um desperdício…
        *
        Até concordo que os Skyhawk não deveriam ser modernizados. Se é para manter o Falcão com um mínimo de adestramento em aeronaves a jato, apenas uma revitalização de um punhado, para operar pelos próximos dez anos, já estaria de muito bom tamanho… Como disse, se fosse para modernizar, teria sido melhor ter feito na década passada, que seria um custo/benefício melhor…
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        Os Trader até tem outras funções. Podem ser utilizados para SAR, reabastecimento aéreo, esclarecimento em proveito da esquadra, etc… E a aeronave vai passar por uma completa revitalização e modernização, o que inclui a troca do motor e aviônica… Assim sendo, creio ser um dos menores dos "erros"…
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        O sub nuclear, apesar de todo o potencial estratégico, é algo que pode sim ser questionado… Se a ideia é mesmo negar o tráfego naval no Atlântico Sul, então eu particularmente acredito que um submarino convencional de umas 4000 toneladas, dotado de um AIP, pode fazer o serviço…
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        O Scorpène foi escolhido justamente pela flexibilidade da proposta francesa. A MB optou por não ter AIP, incluindo no lugar uma seção com mais combustível. Os alemães, que propuseram o U-214, foram menos práticos nesse ponto… Ou seja, não foi só o sub nuc que contou…
        *
        Saudações.

    • Quanto as pecas, ja e um problema hoje. A MB encontrou um museu dos azulejos nos EUA que recondiciona pecas, obviamente pelos olhos da cara.

      Os outros usuarios sao singapura e argentina, a unica empresa que da suporte e a IAI.Antes da IAI entrar na jogada nao havia um J52 funcionando. Sem a IAI a modernizacao seria impossivel e nem quero saber o custo verdadeiro, pois o trabalho de engenharia foi dividido por 12.

      Pior mesmo e o S2, pois so existem uma duzia remotorizados pela Marsh para combate a incendio.

      Ninguem nunca decolou com um Marsh S2 de um PA. Quais os parametros de decolagem e pouso?

      • zeabelardo,

        O Trader até que não vai ser tão problemático… Os motores originais serão trocados por um turboélice TPE331 ( mais de 13000 já produzidos ) e a aviônica será inteiramente nova… Quanto ao restante das peças, células extras em Davis Montain estão aí pra isso…

        Saudações.

        • A questao nao e a manutencao.

          Ninguem jamais catapultou um Marsh S2. Mudou o peso, a potencia e o regime de operacao.

          Quais os parametros de lancamento e pouso (carga, pressao da catapulta, velocidade do vento, velocidade da embarcacao)?

          Quem catapultou o A4 foram veteranos da US Navy baseados em sua experiencia.

          O Massh S2 vai ter que ser homologado no SP sem conhecimento previo.

    • Se eu quisesse operar o SP e procurasse um caca levissimo, compraria o t45 que tinha linha aberta ate 2009.

      Bastaria a integracao do radar que seria feita pelo proprio fabricante.

      A MB paga 1 milhao pelo treinamento de cada piloto nos EUA.

      Um T45 custa 20 milhoes e a MB poderia continuar a usa-lo por decadas.

    • Concordo contigo. Nossos maiores problemas hoje são os atrasos para emplemantar as modernizações, morosidade para dar andamento em compras de materiais e equipamentos novos, e principalmente, descontinuidade dos recursos, em um ano é maior e no outro é meno, não há garantia de continuidade nos investimentos. Deve ser terrível para as empresas ter parcerias com as FA.

  2. Quando estive em NY, visitei o museu do porta-aviões Intrepid e vi um A-4 Skyhawk exposto, o choque é grande de ver aviões sendo "modernizados" no Brasil que são peças de museu nos EUA!!!

    • A MB procura equipamento do mesmo jeito: fazendo turismo em museu.

  3. Esta modernização do A-4 não é tão ruim, o que é ruim, é que era pra ontem!! Esta cadência de entregar 2 por ano é um tiro no pé, cada ano que passa eles ficam mais obsoletos, todos os 12 caças já deviam estar em operação, pelo menos assim manteriam os pilotos da marinha "voando" até que a marinha receba um caça moderno. Gosto do A-4, mas o tempo dele já foi, o custo para mante-lo deve ser altíssimo.

  4. A verdade é dura….. Pelo menos serve para treinar pilotos e equipes… Só isso, num conflito armado de hoje, nenhum comandante seria irresponsável de mandar pilotos para o combate voando esses museus….

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