H225M - Marinha do Brasil
H225M (UH-15 Super Cougar) / © Anthony Pecchi – Marinha do Brasil

A Marinha do Brasil nos confirmou hoje, através de email, que por questões de segurança, colocou sua frota de helicópteros H225M Caracal, que na MB é designado UH-15 Super Cougar, indisponível para voo até que mais informações sobre a investigação do acidente ocorrido no último dia 29 de abril envolvendo um helicóptero Airbus Helicopters H225 na Noruega, matando os seus 13 ocupantes (11 passageiros e dois tripulantes), sejam prestadas pelo fabricante da aeronave.

A decisão de suspender os voos com os referidos helicópteros já havia sido tomada pela Força Aérea Brasileira (FAB), que também opera o modelo, e atende a uma diretriz de aeronavegabilidade que recomenda a parada total de toda a frota mundial de helicópteros H225/H225M(EC725) até segunda ordem, incluindo as aeronaves militares.

Pelo teor do email que nos foi enviado pela Marinha do Brasil, fica a sugestão de que o Exército Brasileiro (EB) tenha adotado a mesma postura com os seus helicópteros H225M, designados localmente como HM-4 Caracal, haja vista nos foi informado que a análise e revisão do relatório do acidente ocorrido na Noruega foi realizada em conjunto pelas três Forças Armadas (FAB, MB e EB). De qualquer forma, até o momento, o Exército Brasileiro não se pronunciou a respeito do assunto, a despeito da gravidade da situação e dos inúmeros emails por nós enviados neste sentido.

Em 2008, no âmbito do projeto H-XBR, do Ministério da Defesa, o então presidente Lula fechou acordo militar com o seu homólogo francês Nicolas Sarkozy para a compra de 50 helicópteros multimissão EC725, mais tarde redesignado H225M pelo fabricante Airbus Helicopters, para equipar Marinha, Exército e Aeronáutica, ao custo de 1,9 bilhão de euros. As primeiras entregas para as Forças Armadas brasileiras foram iniciadas em 2010. A partir de 2012, as aeronaves passaram a ser montadas aqui no Brasil, em Itajuba – MG, pela Helibras, cujo controle foi adquirido pelo então grupo francês Eurocopter, atual Airbus Helicopters.

Até o momento, salvo melhor juízo, as Forças Armadas brasileiras já receberam 22 aeronaves, do total das 50 unidades do contrato. Os 28 helicópteros restantes serão entregues até 2022.

No processo investigatório do evento ocorrido no dia 29 de abril, o Conselho de Investigação de Acidentes da Noruega – AIBN emitiu um relatório onde foram apresentadas evidências consistentes com fratura por fadiga, indicando que os meios disponíveis para detectar esta potencial falha catastrófica não apresentam efetividade. As informações preliminares indicam fortes indícios de que uma fadiga na engrenagem planetária do módulo epicicloidal da caixa de engrenagens principal (main gear box – MGB) do helicóptero teria causado o acidente.

H225 (EC225LP) similar ao acidentado, pertencente à empresa CHC
H225 (EC225LP) similar ao acidentado, pertencente à empresa CHC.
H225 main rotor norway
O rotor principal do H225 (EC225LP) separou-se da aeronave em pleno voo.

Aeronave voltava da plataforma de petróleo Gullfaks B, no Mar do Norte.

Assim que surjam novas informações sobre as causas do acidente, ou caso recebamos qualquer posicionamento por parte do Exército Brasileiro (EB), informaremos no site.

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EDIÇÃO: Cavok

 

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9 COMENTÁRIOS

  1. Vamos ser bacanas vai.. eu sei que muita gente aqui odeia a Kombi, mas fazer o que? Ela foi a escolhida então paciência…
    Erro em projeto é normal, e ocorre aos montes independente do fabricante, o F-22 em sí não teve um erro de projeto que gerou muitas piadinhas na rede?
    Vamos pensar positivo, ainda faltam unidades a serem produzidas sendo assim caso o defeito seja um erro de projeto há tempo para corrigir o mesmo já na planta e as unidades já fabricadas terão que passar por um recal.

      • Na MB, substituiria o Sea King, no EB, brigada aerotransportada. O que a Fab queria era um substituto para o sapão.

    • Mas é louvável a tua atitude. Agora é a hora de ver o copo cheio pela metade…

    • Só observo que o F22 foi uma aeronave revolucionária com tecnologia inovadora, logo problemas são esperados.

      Essa é a terceira esticada que dão no Puma, isto é, tecnologia da década de 70. O caracal é um F20 com radar aesa.

      • Só complementando o zeabelardo,

        Parece que erraram na mão mesmo. O Puma era um ótimo heli no seu tempo. Ou foram econômicos mesmo nesse reprojeto.

        []'s

  2. A caixa não aguenta a potência, já trocaram a cabeça do eixo e agora a redução foi embora. Conserta um lado, estraga o outro. Tem que fazer uma caixa nova.

    OBS: Como é que esse heli passou nos testes?

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