O governo do Marrocos teria ordenado que seu destacamento de F-16 na base aérea de Al Dhafra, EAU, voltasse para casa. Os jatos são parte da contribuição do país à coalizão liderada pela Arábia Saudita contra os houthis no Iêmen.

A MRAF (Moroccan Royal Air Force – Real Força Aérea marroquina) retirará seus jatos F-16 da coalizão. O Exército marroquino foi colocado em alerta após as recentes tensões com os separatistas polisário, apoiados pela Argélia, no noroeste do país.

Citando fontes da Real Força Aérea, a volta dos F-16 não é uma retirada da coalizão, mas sim um movimento para fortalecer as capacidades militares marroquinas. O governo alertou que dará uma resposta militar se os separatistas do Polisário estabelecerem qualquer estrutura ou instalação permanente no território do Saara, a leste do muro de segurança construído pelos marroquinos. O Polisário, em flagrante violação do acordo de cessar-fogo mediado pela ONU, anunciou que estabelecerá uma capital em Bir Lahlou, a leste da Berma, em uma nova manobra que alterará o status da zona de ‘amortecimento’.

A mídia marroquina dá como certa possíveis ataques aéreos contra os milicianos do Polisario se eles violarem o cessar-fogo.

Em dezembro de 2009, o Marrocos assinou um contrato de US$ 841,9 milhões com a Lockheed para comprar 18 F-16C e seis F-16D, como parte de um programa para melhorar suas Forças Armadas.


FONTE: North Africa Post

5 COMENTÁRIOS

  1. Se o negócio esquentar, o Marrocos não tem poder para encarar a Argélia de frente. Tem que “resolver” logo, porque se as coisas se prolongarem, pode haver interferência argelina…

  2. Pra que diabos Marrocos, localizada na costa atlântica da Africa, foi se meter nesta coalizão saudita contra o Iemen?

    • Da mesma forma que um certo país continental Norte Americano o faz.

    • Apague o fogo enquanto ela ainda esta la no final da quadra , não deixe ele chegar no muro da sua casa para tomar alguma atitude

  3. Essa galera, sempre unida na treta…
    A situação entre os países islâmicos sempre foi conturbada, mas parece estar chegando à um ponto muito perigoso.

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