Caças da FAB terão a disposição os mísseis Meteor de longo alcance. (Foto: Saab)

A empresa européia MBDA recebeu um contrato de € 200 milhões para fornecer 100 mísseis ar-ar Meteor para equipar os caças Gripen E/F da Força Aérea Brasileira (FAB).

As aeronaves devem começar a chegar na linha de voo da Força Aérea Brasileira em 2021. A participação da França, no contrato de € 200 milhões, está estimada em cerca de 15%, de acordo com o jornal francês La Tribune, em reportagem no sábado.

A Saab anunciou em março de 2015 que finalizou a assinatura de um contato de venda de 36 Gripen E/F com o Brasil, avaliado em US$ 4,55 bilhões. O contrato envolve a compra de um sistema completo de armas, e o pacote total inclui treinamento, peças de reposição, suporte, planejamento e manutenção. O pedido inclui 28 aeronaves Gripen E monoposto e oito aeronaves de dois assentos Gripen F.

O míssil ar-ar além do alcance visual (BVRAAM) guiado por radar Meteor foi testado nos jatos Saab Gripen, Dassault Rafale e Eurofighter Typhoon da Saab. O míssil oferece uma capacidade multi-disparo contra alvos em manobra, desde jatos, UAVs e mísseis de cruzeiro, em um ambiente pesado de contramedidas eletrônicas (ECM) com alcance bem acima de 100 quilômetros (62 milhas).

O alcance máximo é desconhecido, mas é uma dos maiores alcances entre os mísseis ar-ar, de acordo com a fabricante. O motor a jato de combustível sólido permite que o míssil navegue a uma velocidade de mais de Mach 4.

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16 COMENTÁRIOS

  1. Agora podemos dizer que iremos possuir algum poder de dissuasão. Embora a quantidade de aeronaves esteja aquém da real necessidade, face ao quase continental território que possuímos.Pelo que andei lendo, estes mísseis possuem um grande alcance, elevada capacidade de manobra e muito difíceis de ser "jammeados".
    Agora, tá só faltando um bom sistema antiaéreo.

  2. Excelente, falta o pedido de mais aeronaves e futuramente de mais mísseis desses. Depois é só fazer tecnologia reversa, haha

  3. Caramba essa foi pra pagar a boca dos descrentes como eu. MAS e esse valor, 200 milha de euro que vale mais que doletas, mais de US$2 milhões por cada míssil, ou mais de 8 milhões de reais por cada míssil ahahahaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

    Crise, onde?

    • Taparam minha boca…Nem acredito…Agora sim o bicho esta ganhando dentes de verdade.

    • Tirando o preço "estranho", o fato de não irem de Derby, é pra louvar.
      Se dependesse de mim eu iria de AIM120-C, aposto até que o "D" é mais barato, mas a fab não sabe o que é crise, do mais o Meteor em si é fantástico, se não for o melhor.

      • A primeira compra inclui ferramental. TB deve haver mísseis de manejo. Sem detalhes, não dá pra afirmar se é caro ou não.

      • ..Ta bom demais, a expectativa era de a curto prazo não ter nada disso.

  4. Gripen + Meteor = maior fator de dissuasão da América Latina. Não tem Flanker ao norte, Fulcrum à oeste ou Pampa III ap sul que resista… apesar que usar contra Pampa seria um desperdício.

    • Ao sul foi a melhor, haha.

      Mas agora em prol do "equilíbrio regional" vai acabar chegando (antes dos Gripens) F-16V na Colômbia, F-35 no Chile, MiG-35 no Peru e Su-35 na Venezuela.

      Não duvido nada.

  5. Levando em consideração que esse número de 100 unidades do Meteor seja para as 36 unidades do primeiro lote, temos um pouco menos de 3 mísseis por aeronave. Não é muito.

    Me parece que a FAB pretende continuar utilizando o missil que tem em boa quantidade, e que ainda estarão em validade por um bom tempo, que são os Derby (talvez seja necessária a troca dos propulsores das primeiras unidades adquiridas), que sãos os Derby, como arma secundária (pelo número maior acaba se tornando a principal, deixando para os Meteor apenas as situações em que estes sejam muito necessários.

    É possível até vermos configurações que mesclam Meteor + Derby + A-darter ou Iris-T

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