Caça Rafale dispara um míssil ar-ar MICA. (Foto: C.COSMAO – AIR & COSMOS)

A Agência Francesa de Aquisição de Defesa (DGA, na sigla em francês) concedeu à MBDA o contrato para o programa MICA NG (Míssil de Interceptação e Combate Aéreo de Nova Geração) para desenvolver a próxima geração do míssil ar-ar MICA. Com entregas programadas para começar em 2026, a MICA NG estará disponível para armar as versões atuais e futuras das aeronaves de combate Rafale.

O MICA NG destina-se a substituir os mísseis MICA atualmente em serviço operacional com as forças armadas francesas e exportados para 14 países em todo o mundo. O programa NG inclui um extenso redesenho da atual família MICA, mantendo a mesma aerodinâmica, massa e centro de gravidade. Isso é feito para minimizar a quantidade de adaptação necessária para operar o novo sistema com plataformas e lançadores existentes. O conceito único que garantiu o sucesso contínuo da MICA por duas décadas permanece: a opção de dois buscadores diferentes (infravermelho e radiofreqüência) e dois modos de lançamento (trilhos e ejeção) em um único invólucro de míssil.

Míssil de próxima geração MICA NG da MBDA equipado na ponta da asa de um Rafale.

As mudanças tecnológicas introduzidas com essa mudança de geração fornecerão a capacidade de combater futuras ameaças. Isso inclui alvos com assinaturas eletromagnéticas e infravermelhas reduzidas, alvos atípicos (UAVs e pequenas aeronaves), bem como ameaças normalmente combatidas por mísseis ar-ar (aviões de combate e helicópteros).

Mais especificamente, o buscador de infravermelho usará um sensor de matriz, proporcionando maior sensibilidade. Enquanto isso, o buscador de radiofreqüência usará um AESA (Active Electronically Scanned Antenna), permitindo estratégias inteligentes de detecção. O volume reduzido de componentes eletrônicos dentro do MICA NG permitirá que ele carregue uma quantidade maior de propelente, estendendo assim significativamente o alcance do míssil. A utilização de um novo motor de foguete de pulso duplo também fornecerá energia adicional ao míssil no final de seu voo para melhorar a capacidade de manobra e a capacidade de interceptar alvos a longa distância. Por último, a adição de sensores internos permitirá o monitoramento do status da arma ao longo de sua vida útil (inclusive durante o armazenamento e o transporte), contribuindo para reduzir significativamente os requisitos de manutenção e o custo de propriedade.

O CEO da MBDA, Antoine Bouvier, disse no lançamento do programa: “Estamos orgulhosos do trabalho concluído com a DGA para alcançar máxima otimização técnica e financeira. O fato de termos alcançado esse estágio é graças à visão que pudemos compartilhar com nosso cliente francês para enfrentar seus desafios operacionais, bem como nossos próprios desafios comerciais de longo prazo. A modernização da família MICA nos permitirá apoiar as forças armadas durante toda a vida operacional restante do Rafale”.

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5 COMENTÁRIOS

  1. 2026 e´muito tempo. já deviam ter pensado nisso anos antes. parece que a ind. de defesa francesa lança um produto e não pensa no futuro deste. Já tem o Meteor e a França é sócia para desperdiçar verba.

    • não é uma comparação 100% correta mas o AIM-9 esta para o MICA tanto quanto o AIM-120 esta para o Meteor. são projetos distintos e investir em um não pode interferir no outro afinal o MICA não vai ter as mesmas capacidades do Meteor

      • Não, tem o Mica EM e essa nova geração de Mica obviamente terá aumento de alcance e englobará as tecnologias do AIM120D e Meteor.

        A unica critica é o preço, como tudo que é francês, certa vez vi que o preço do Mica EM era o mesmo que o de um cruise missile Tomahawk ahahaha

      • oi! vc não leu que esse vai usar radiofrequência também. vai concorrer com o Meteor quando foi nesta versão

  2. Ah, esses MICAs IR ar-ar são aqueles mísseis que provêm acompanhamento infravermelho dos alvos aos Mirages 2000 de Taiwan, Emirados, Grécia, França, Catar e Índia (e mais aos F-1 de Marrocos), pois a cabeça do míssil é usada como sensor para esses tipos de avião — que não tem um IRST orgânico e podem estar com os cabides todos ocupados? Uuuh, e é aquele que, quando em falta (mísseis lançados, em combate), deixa os citados caças cegos? Legal… para o irmãozinho Rafale (IRST OSF).

    Como será que eles treinam isso em combate aéreo dissimilar? Lancei tudo e fugi? 😀

    É difícil comprar um brinquedo que só funciona a contento com as pilhas do fabricante, mas é mais difícil ainda quanto o fabricante lança pilhas novas que deixam o brinquedo antigo manco, logo depois de ligado nas mãos da meninada.

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