Militares japoneses junto ao primeiro caça F-35A JSF da Força de Auto-Defesa Aérea do Japão.

Buscando reativar a indústria de defesa do país, alguns oficiais militares japoneses estão preocupados que os altos custos de manutenção da aeronave e temem ver prejudicadas as outras capacidades de segurança do país.

Tóquio deverá alocar aproximadamente US$ 771 milhões por ano para manter a frota de 42 jatos de 5ª geração F-35A, 17 tiltrotores MV-22 Osprey, 3 RQ-4 Global Hawk e 4 E-2D que foram adquiridos nos últimos anos.

Para os oficiais, estes irão comer parte do orçamento de defesa e as Forças podem ser forçadas a cortar gastos em manutenção de plataformas mais antigas. Isso poderia resultar “em uma taxa operacional reduzida“, disse um oficial.

O Japão adquiriu 17 tiltrotores V-22 Osprey.

O Ministério da Defesa tenta encontrar maneiras de reduzir os gastos, mas não foram apresentadas idéias viáveis, exceto o possível desenvolvimento da própria indústria de armamentos do Japão.

Os fundos de manutenção para outros helicópteros e pequenos aviões serão reduzidos, tornando impossível repará-los ou substituir suas peças“, disse um alto funcionário das Forças de Autodefesa.

O Japão agora planeja introduzir quatro tipos de aeronaves avançadas dos Estados Unidos: os aviões de transporte Osprey, os caças furtivos F-35, as aeronaves de vigilância não tripuladas Global Hawk e as aeronaves de alerta antecipado E-2D.

O custo médio anual de manutenção dessas aeronaves é estimado em 86 bilhões de ienes (US$ 772 milhões) num período de 20 a 30 anos.

Tóquio tem uma série de maneiras de comprar aeronaves e outros equipamentos militares dos Estados Unidos, incluindo compra direta com as empresas ou através de governo-a-governo, via FMS.

O primeiro F-35A da JASDF.

A maior parte do armamento de última geração, incluindo os F-35, Osprey e Global Hawk, que a administração do primeiro-ministro Shinzo Abe está querendo, estão sendo adquiridos através de FMS.

As armas compradas via FMS possuem custos de manutenção mais elevados do que os desenvolvidos pelas empresas japonesas.

A despesa do Japão por meio de compras FMS foi de 43,1 bilhões de ienes no ano fiscal de 2011. O número subiu dez vezes para 470,5 bilhões de ienes no ano fiscal de 2015 e 485,8 bilhões de ienes foram destinados para o ano fiscal de 2016, colocando uma pressão adicional sobre o orçamento de defesa de Tóquio.

Equipamento comprado através de FMS são reparados e mantidos por empresas e técnicos dos EUA durante toda a sua carreira operacional com o país adquirente.

O Ministério da Defesa estima que 460 bilhões de ienes, ou uma média de 23 bilhões de ienes por ano, serão necessários ao longo de 20 anos para atender os 17 Osprey, além do custo da compra de 184,2 bilhões de ienes.

Estima-se que os 42 caças F-35A que o Japão planeja comprar alcancem despesas de manutenção de 1,2 trilhões de ienes durante o período de 30 anos, ou uma média anual de 40 bilhões de ienes.

Aeronaves E-2D da Northrop Grumman, que o Japão também adquiriu recentemente.

Cerca de 1 trilhão de ienes do orçamento total de defesa de Tóquio tem sido recentemente usado para comprar equipamentos produzidos no Japão e no exterior, enquanto cerca de 800 bilhões de ienes são usados anualmente para manutenção.

Mas os custos de manutenção estão aumentando porque as armas de alto desempenho se tornaram ainda mais sofisticadas.

As despesas de manutenção do Japão totalizaram menos de 500 bilhões de ienes na década de 1990, mas quase dobraram para 867,1 bilhões de ienes até o ano fiscal de 2016.

O Ministério da Defesa tentou reduzir os custos de manutenção, realizando reparos periódicos com menos freqüência e revisando seus contratos com empresas de armamento, no entanto, as despesas de manutenção devem aumentar ainda mais com as aeronaves adquiridas via FMS. Quase metade do dinheiro de manutenção para aeronaves (quase 390 em 2016) será usado apenas para os 17 Osprey, de acordo com fontes.

Embora o Ministério da Defesa tenha considerado contramedidas, um executivo do ministério disse: “Nenhuma boa idéia foi proposta“.

O primeiro voo do caça F-35A para a JASDF.

Outro funcionário do ministério envolvido na aquisição via FMS disse que Tóquio não tem escolha senão fazer esforços discretos. “Só podemos aumentar as negociações com Washington para reduzir os custos de manutenção e reduzir as despesas associadas às armas fabricadas no país“, disse o funcionário.

Heigo Sato, professor de segurança nacional da Universidade de Takushoku, disse que a incapacidade do Japão para produzir armas de alto desempenho é uma das principais razões pelas quais o montante através do FMS aumentou. “É difícil persuadir o governo dos EUA a reduzir os custos de manutenção. Tóquio simplesmente tem que aumentar o orçamento de defesa e controlar os custos como parte de sua estratégia de curto prazo e exortar as empresas japonesas a desenvolver alta tecnologia”.


FONTE: The Asahi Shimbun

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15 COMENTÁRIOS

  1. Se quiseram V-22, F-35, Global Hawk e companhia, sabiam o quanto iriam ter que desembolsar com compra e manutenção ao decorrer da vida útil dos equipamentos.

  2. E perceberam isso agora? Tão bem planejado quanto um ATD-X que só mudou de nome… 😀

  3. Nem o Japão pode com os custos dessas armas de alta tecnologia! Nesse âmbito foram desenvolvidos o GRIPEN, o F-16 e o SUPER TUCANO, e pela mesma razão não se aposentam os A-10 WARTHOG. CUSTOS DE AQUISIÇÃO + CUSTOS DE MANUTENÇÃO + CUSTOS DE HORA DE VOO = CUSTO REAL DURANTE O CICLO DE VIDA DE UMA AERONAVE MILITAR. Os caças stealth parecem que serão espremidos entre esses custos, a alta taxa de manutenção, e o surgimento da nova tecnologia de radar fotônico, pelos italianos, russos e chineses, que no caso dos italianos já foi testada em um laboratório em Pisa, mas no caso chinês e russo só há alegações, nada se tem de comprovado – é algo desejável para um futuro upgrade em nossos caças GRIPEN E/F BR. A tinta stealth dos caças stealth é problemática pois costuma se dissolver sob mau tempo, e seu reparo é complicado, pois para se aplicar ela de novo tem de se raspar a superfície de materiais compósitos. Por hora não há solução no horizonte para os problemas dessa tinta. Há uma patente brasileira de tinta stealth. Os capacetes dos F-35 não lhes permitem ser usados sob mau tempo ou a noite sem ficarem inundados de luz verde, e seu peso elevado praticamente impede a visualização de informações no F-35C, a versão tradicional de caças de porta-aviões, com parada e decolagem por gancho e cabo de aço, exatamente no pouso e decolagem dos mesmos F-35C. Para este último caso a solução passa pelo redesenho do trem de pouso dianteiro, para evitar que chacoalhe a dianteira da aeronave, mas não é só isso, é preciso estar mais ajustado pelo cinto ao assento, e ver se é possível aliviar o peso do capacete. O capacete em sí só é CARÍSSIMO, pois concentra toda a informação situacional no visor. A meu ver o custo disso tem de cair junto com o peso dele e ter uma solução no futuro para voar sob mau tempo e a noite. Os V-22 OSPREY são aeronaves muito interessantes do ponto de vista funcional, pela sua elevada rapidez, porque decola como helicópeto e voa como avião, por isso são chamados de TILT-ROTOR, mas para conseguir isso a máquina se torna muito complexa, cara de adquirir, cara de voar e de manutenção cara. O E-2D é uma aeronave que em sí não deve ser cara ou ter custo alto, nem custo de hora de voo(É turbo hélice.) alta, mas seu conteúdo é BASTANTE CARO e isso também deve exigir treinamento especializado. O Japão está comentando erros Crassos por fazer compras de prateleira, sendo no entanto capaz de criar suas próprias tecnologias, afinal JAPÃO = TECNOLOGIA.

    • "…a alta taxa de manutenção…"

      Qual o "Maintenance Manhours per Flying Hour" (MMH/FH) de um F-35A? E de um F-22, para comparar aeronaves de 5ª Geração? E no comparativo com aeronaves 4ª Geração +++… Como fica?

      "A tinta Stealth dos caças Stealth é problemática pois costuma se dissolver sob mau tempo…"
      https://www.youtube.com/watch?v=Ma4P91lWvjM

      O que "detona" com o revestimento é o regime de voo.

      "O capacete do F-35 não lhes permitem ser usados sob mau tempo…"

      potalamerda… Essa é nova.

      "O capacete é caríssimo, pois concentra toda informação no visor…"

      Essa é a intenção de um sistema HMD. Até o Gripen E terá um sistema semelhante.

      "O E-2D é uma aeronave que em sí não deve ser cara…"

      Barato os 4 não foram… http://www.dsca.mil/major-arms-sales/japan-e-2d-a

      "Japão está cometendo erros crassos por fazer compras de prateleira…"

      Compensa fazer/montar 4 E-2D por lá? E os poucos V-22 e Global Hawk?
      Acho que não.

      O F-35A vai ser montado lá. https://www.f35.com/global/participation/japan-na

      De resto, o que eu acho é que as forças armadas dos americanos/ Japas estão realmente ficando caras demais para enfrentar uma China que tem mais volume do que qualidade. Mas sou apenas um achista…

  4. Quem está preocupado com os custos normalmente não é quem comprou a aeronave, quem compra o faz por necessidade do setor operacional que quer o que considera melhor, e é claro que analisam o custo.
    Mas o setor de finanças é que no final faz as contas de todos os projetos e chega a conclusão que alguns projetos custam muito e podem prejudicar vários outros.
    Não pensem que um setor se preocupa com o outro, o caçador quer o melhor e faz de tudo para convencer a Força de suas necessidades, se faltar verba para outra especialidade como o transporte, ele não está muito preocupado.
    Claro que os administradores tem que planejar, mas mesmo para um país como o Japão alguns projetos são muito caros.
    .
    O E-2 tem manutenção tão cara que Israel desistiu de operar e vendeu barato, o México se empolgou e comprou, voaram muito pouco e encostaram o avião por falta de verba para operar. Compraram o Embraer para substituir.

  5. Link de matéria sueca : https://www.svd.se/intensiv-strid-om-gripens-moto
    1 SEK = US$0,11312. SEK 9 bi = US$ 1,02 bi para aquisição de 60 (ou mais ?) motores GE F414G, ou US$17 mi cada motor.
    Estima-se que por 30 anos, contratos de manutenção e desenvolvimento do motor possam custar SEK 25 bi (US$ 2,3 bi), ou US$1,57 mi/ano por cada Gripen NG (dentre os 60 da Suécia).
    Considerando 200h/ano cada caça, dá US$7,86 mil/hora-voo só com custos de motor (manutenção e desenvolvimentos futuros), sem incluir custos de combustível, outros sobressalentes (radar, IRST, ECM, aviônicos em geral), etc. Quero ver ao final quanto ficará a hora-voo real de cada 1 dos 96 Gripen NG…

    • Gripen C/D tem um MMH/FH bem razoável. O E/F segue o mesmo princípio de engenharia.

      Obviamento a F414-GE-39E é mais cara que uma RM12, mas por outro lado será mais barata que 2x F414-GE-400 (Super Hornet) ou 2x SNECMA M88 (Rafale).

      Uma F414-GE-39E talvez não venha a ter um custo muito diferenciado do custo de uma F110-GE-132 que equiparia um possível F-16 E/F Block 60 Brasileiro, que seria o "caça barato" de manter e operar nos dias de hoje.

      Não dá para sonhar com muito menos do que um F-16 C/D custa para voar no caso do Gripen E/F.

      • O que a Saab e Suécia fazem é divulgar custos de hora-voo do Gripen C/D sem ter todas as manutenções (mais complexas) incluídas. Incluem tipicamente custos (combustível, lubrificantes, troca de filtros, etc) e serviços na base aérea. Daí que surgem números baixos, até US$4-8 mil hora-voo, alegados.

        O texto que citei mostra que a manutenção e desenvolvimento futuros do motor GE F414G implicará em aprox. US$7,86 mil/hora-voo só considerando o motor. Então somando tudo, espera-se custo do Gripen NG de algumas dezenas de milhares de US$/EUR, comparável a F-16, F-18 C/D/E/F, etc.

        Avaliação de custos de operação feita pela Suíça, que quase comprou 22 Gripen E : http://www.lematin.ch/suisse/gripen-serait-rafist
        Dados de 2012 :
        "Mas principalmente, os custos de operação do caça (Gripen NG) serão nitidamente superiores aos CHF 10.000/hora-de-vôo divulgados pelo fabricante Saab quando o caça foi apresentado. No projeto de mensagem do Conselho Federal (Suíço), os custos de operação de 22 novos Gripen NG são contabilizados em CHF 102 mi/ano.
        Considerando os custos com pessoal (CHF 24 mi/ano), manutenção (CHF 51 mi/ano) e combustível (CHF 21 mi/ano) mencionados e 180 horas de vôo por ano por caça (Gripen NG), o (jornal) Balser Zeitung conclui que o custo horário de operação do "Gripen E" excederá CHF 24.000."
        Dá um total com combustível+manutenção+pessoal (câmbio de 12/2013) : Gripen NG (US$ 24,1 mil).
        O custo equivalente do Rafale, na mesma época, seria aprox. US$ 36,6 mil. Porém é um caça de outra categoria (9,5 ton. de carga externa x 5 ton. de carga externa).

        O risco maior do Gripen E/F é ficarem em 96 unidades, o que acarretará aumento de custos de sobressalentes devido a problemas de escala de produção. Isso pois em 2014 a Saab divulgou oficialmente que Gripen C/D novos serão concorrentes do Gripen E/F.

        Se fosse só por economizar e comprar caça leve, caça F-50 coreano custaria menos de US$40 mi para adquirir, teria 1as entregas em 1-2 anos, com opção de radar AESA (em desenvolvimento), mais armamentos integrados que Gripen NG.

        • Cara, nunca foi um mistério que o custo de hora de voo que a SAAB divulga não tem diluído no valor as manutenções mais críticas. Eles contabilizam separado, assim como o custo do pessoal, que varia. A ideia é que uma vez feitas estas manutenções mais específicas, pagasse o valor divulgado para voar o bicho.

          O Gripen C/D sempre teve o custo de hora de voo cotado bem abaixo do custo dos F-16 C/D, mas apresenta desempenho inferior. O Gripen E/F certamente rivalizará com os blocks mais novos do F-16 C/D. Até pq entrega um pacote tão completo quanto, em que pese a diferença de peso.

          Esse é o valor aproximado dos caças que a Janes divulgou a um tempo já: <a href="http://2.bp.blogspot.com/-cfNFCrTWNGY/UTvmiAL79RI/AAAAAAAABFs/VuA7IO6NPJA/s1600/flight+hours+cost.png&quot; target="_blank"&gt <a href="http://;http://2.bp.blogspot.com/-cfNFCrTWNGY/UTvmiAL79RI…” target=”_blank”>;http://2.bp.blogspot.com/-cfNFCrTWNGY/UTvmiAL79RI

          Mas para a Africa do Sul, veja o que acontece: "Bayne disse que os “custos secos” (sem combustível) para um Gripen são de 104.600 randes por hora de voo (US$ 10.232,00) e combustível custa 30.800 randes (US$ 3.013), dando um “custo molhado” total de 135.400 randes." <a href="http://www.aereo.jor.br/2013/09/05/voar-um-gripen-a-africa-do-sul-custa-us-13-245-por-hora/&quot; target="_blank"&gt <a href="http://;http://www.aereo.jor.br/2013/09/05/voar-um-gripen…” target=”_blank”>;http://www.aereo.jor.br/2013/09/05/voar-um-gripen

          Pagar US$ 13.245 para voar um Gripen C/D é praticamente o que pagamos para voar um F-5EM!

          No caso do custo Suíço é preciso saber quanto o pessoal deles custa se comparado com o nosso, que certamente ganha menos. Talvez isso poderia impactar em alguns "mil dólares" no custo por hora.

          "O risco maior do Gripen E/F é ficarem nas 96 unidades"

          De acordo, esse é o maior de todos os riscos. Se ficarmos só nas nossas 36 unidades vai ser uma bela porcaria. Mas existem ressalvas, afinal o projeto ainda é novo e existem concorrência abertas. Mas quem pode prever o futuro?

          "A SAAB divulgou oficialmente que Gripen C/D novos serão concorrentes do Gripen E/F"

          Ai eu não concordo. Uma pq eu nunca vi a SAAB divulgar isto. Ela mesma adotou a política de manter o Gripen C/D para poder oferecer a países que podem pagar pouco e não podem comprar muito mais que uma dúzia de caças.

          Veja o mapa: <a href="https://pbs.twimg.com/media/C-ca_BdW0AE-6AK.jpg&quot; target="_blank"&gt <a href="http://;https://pbs.twimg.com/media/C-ca_BdW0AE-6AK.jpg” target=”_blank”>;https://pbs.twimg.com/media/C-ca_BdW0AE-6AK.jpg
          Os países em que o Gripen C/D é oferecido são um bando de pelados. Se a SAAB matar o C/D para oferecer E/F para estes paises ela ou perde mercado para os F-16 MLU, ou perde para um FA-50, que você mesmo acha atrativo.

          O Gripen C/D é um produto competitivo para a SAAB. Está pronto e testado, não demanda gastos extras de desenvolvimento. Apenas atualizações.

          O pessoal tem mania de olhar para o C/D como concorrente do E/F. Dizem que se o C/D tiver um "banho de loja" e absorver os componentes do E/F, como radar e IRST ele vai matar o irmão mais novo. Eu não acho isso assim como não vejo vantagem e sentido em tal proposta.

          Mas oras… Se o C/D absorver a tecnologias do Gripen E/F, como radar e IRST é bom pro nosso lado, pois aumenta a escala destes componentes. Mas isto não tem cara de que vá acontecer. A SAAB não aparenta querer encarecer o Gripen C/D e o Gripen C/D está vivo para brigar por concorrências em países pelados.

          Mas enfim… Sobre o FA-50… Se fosse "só" pra economizar, não precisava comprar nada.

          • Os custos de hora-voo dependem muito da metodologia adotada pelo operador (Força Aérea do país, etc) :
            – tem país que divulga o custo total do programa do caça dividido pelo número de caças;
            – tem país que pega todo o custo da base aérea em que operam 20 caças, divide por 20 e soma ao custo operacional hora-voo de cada caça.

            Então as melhores comparações são as feitas pelo mesmo operador, usando a mesma metodologia.

            Por exemplo, na Suíça, a revista Cockpit divulgou em 2012 informação do marketing sueco que "os custos de operação (do Gripen E) são 40% inferiores aos dos concorrentes", que eram Eurofighter e Rafale.

            O então Ministro da Defesa da Suíça, em 2012, disse na entrevista : https://www.nzz.ch/konkurrenz-jets_sind_eine_mill
            que os pacotes de 22 Eurofighter e Rafale custariam aprox. 1/3 a mais (CHF 4 bi, ao invés de CHF 3,1 bi) que o pacote de 22 Gripen E.

            Em comparação, o marketing da Saab no Brasil divulgou durante anos que o custo de operação do Gripen NG seria 1/3 do Rafale e Super Hornet.

            Comparação da FAB que virou pública foi do DIRMAB 2011 :
            VALOR DA HORA DE VOO (USD)
            A-1 11.752,57
            F-5M 12.872,34
            F-2000 18.872,09
            Fonte: DIRMAB (28/JUN/2011)
            Aí o certo (para comparação) será usar a mesma metodologia da FAB e calcular o custo de hora-voo do Gripen E/F quando estiver em operação no Brasil. Detalhe, tal custo nos 1os anos é maior (em qualquer país) devido a problemas de escala e custos iniciais da infra-estrutura de manutenção.

            • É, esse negócio de custo de hora de voo é complicado.

              Se o Gripen E/F ficar em um patamar entre Mirage 2000 e F-16 eu vejo vantagem. É esperar pra ver.

  6. JPY 40 bi/ano (US$359 mi/ano) para manter 42 F-35A japoneses, isso usando FMS. Dá US$8,55 mi/ano por F-35A em custos de manutenção, colocando 200 horas/ano por F-35A, daria US$42,7 mil/hora-voo de cada F-35A só com custos de manuteção. Para ter o custo completo de hora-voo, adicione custos de operação (combustível, lubricantes, pessoal, etc).

  7. Só parar de olhar pra planilha e entrar no Google Mãos, que vão lembrar o porque precisam de material tão caro.

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