A Força Aérea da Índia e o Ministério da Defesa daquele país, conseguiram reduzir o custo de aquisição do Tejas junto a HAL.

O DAC (Defence Acquisition Council – Conselho de Aquisição de Defesa), o mais alto órgão de decisão do Ministério da Defesa sobre compras, aprovou, em novembro de 2016, a compra de 83 Tejas (73 monoplaces Tejas Mk.1A e 10 biplaces Tejas Mk.1) pela IAF ao custo de US$ 64,5 milhões a unidade. Agora o valor caiu para US$ 43,6 milhões.

Em dezembro de 2017, a IAF havia emitido uma proposta de fornecedor único a HAL pela aquisição de 83 jatos, mas as negociações e outras questões relacionadas emperraram o negócio, principalmente devido a questões relacionadas ao preço. A liderança da IAF não admitia que um Tejas Mk.1A custasse o mesmo que um Gripen C.

A ala de finanças do Ministério da Defesa considerou o preço dos sistemas oferecidos no Tejas Mk.1A muito alto e o então Ministro da Defesa, Nirmala Sitharaman, formou um comitê para analisar o assunto. Desde então, houve várias rodadas de reuniões entre o Ministério da Defesa, a Força Aérea e a direção da gigante estatal de defesa HAL.

A HAL alega que o Tejas Mk.1A terá capacidade de manutenção aprimorada, tempo de carregamento de armas mais rápido, maior capacidade de sobrevivência, melhor suíte de guerra eletrônica e radar AESA (Active Electronically Scanned Array) que aumentará significativamente sua capacidade.

Tejas disparando um BVRAAM Derby

O Centro de Aeronavegabilidade e Certificação Militar (Centre for Military Airworthiness and Certification – CEMILAC) havia fornecido a FOC (Final Operational Clearance – liberação operacional final) para o Tejas no início de 2019, aprovando suas capacidades, incluindo combate ar-ar BVR (beyond visual range – além do alcance visual), ar-solo e reabastecimento aéreo.

Em um contrato anterior, a IAF havia assinado um acordo com o HAL para 40 Tejas, sendo que 18 já foram entregues, formado o primeiro esquadrão do tipo.


Com informações do jornal The Economic Times e IDRW.

Anúncios

2 COMENTÁRIOS

  1. Algo que está errado não está certo:

    1) O custo para desenvolvimento de um caça é muito maior que a compra de prateleira. Mesmo que o Tejas não seja um Gripen, não é um disparate pensar que seja mais caro comprar um de prateleira, pensando que tem dimensões similares, mesmo motor e até uma versão naval. Vide-se nosso AMX em relação ao F-16

    2) Baixar de uma vez o preço em 20 milhões, algo estava errado na composição de preços ou a HAL vai tomar prejuízo.

    3) Os comandantes da Força Aérea estão comparando com o Gripen, o que mostra que há sim chances muito fortes paea sua escolha.

Comments are closed.