A França receberá os 28 Rafales adicionais, de um pedido total de 180, já na versão F4. Outros 30 caças serão encomendados até 2023.

No dia 14 de janeiro de 2019, a ministro das Forças Armadas da França, Florence Parly, viajou para a fábrica da Dassault Aviation em Merignac, perto de Bordeaux, para anunciar a concessão do contrato de desenvolvimento e integração do novo padrão F4 do Rafale. Hoje, o Ministério de Defesa divulgou detalhes do acordo avaliado em US$ 2,3 bilhões.

A França dará um salto operacional e tecnológico com a versão F4 do Rafale, “um padrão baseado em quatro pilares: conectividade, comprometimento, disponibilidade e detecção e combate às ameaças”, disse a ministra. “Este padrão F4 é um salto tecnológico, um salto industrial, um salto estratégico”.

O Rafale F4 tem como objetivo principal melhorar a conectividade do Rafale e os modos de rede associados, tanto em um contexto nacional quanto no conjunto. O Rafale F4 será o primeiro passo para o combate colaborativo conectado em rede, em conjunto e em rede, e, portanto, para o Futuro Sistema de Combate Aéreo (SCAF).

A capacidade do Rafale de lidar com novas ameaças será aprimorada pela melhoria de seu SPECTRA (Système de protection et d’évitement des conduites de tir du Rafale, ou Sistema de Prevenção e Proteção de Controle de Armas do Rafale), seu sistema de busca e rastreamento infravermelho (OSF), o seu pods de designação de alvos TALIOS e de seu radar com antena de matriz eletrônica ativa (AESA) RBE2

Esta nova versão também prevê a integração dos desenvolvimentos futuros do míssil nuclear de médio alcance ASMP-A, do míssil de cruzeiro ar-terra SCALP (ou Apache) e dos mísseis ar-terra AASM (pronunciado A2SM) de 1.000 kg. Por fim, novos desenvolvimentos facilitarão a prontidão operacional e o suporte em serviço, com a introdução de assistência de diagnóstico de falhas, manutenção preventiva e modernização do computador do motor M88.

A decisão de lançar o padrão F4 é parte dos planos delineados na Lei de Planejamento Militar 2019-2025, que visa, em particular, preparar a futura defesa da França.

“A lei de programação militar prevê quase 300 bilhões de euros para as forças armadas permitirem a renovação em grande escala dos equipamentos, incluindo a completa modernização e renovação dos caças franceses. Até 2024, 28 Rafale adicionais serão entregues, já na versão F4 e a França encomendará 30 novos em 2023”, disse Florence Parly em um discurso também assistido por funcionários da Dassault.

“Essas encomendas reforçam a defesa da França. É nossa capacidade de intervir rapidamente e com precisão. Essas encomendas também significam trabalho para o povo francês e empregos na França e para o nosso setor de defesa”.

Um Rafale da Força Aérea do Emirado do Catar, na linha de montagem da Dassault em Merignac.

A versão F4 é o resultado do trabalho realizado em uma plataforma colaborativa pela Direção Geral de Armamento (DGA), pelas forças armadas e pelo Departamento de Manutenção Aeronáutica (DMAé).

Lançado menos de um mês após a qualificação do padrão F3-R, esse novo padrão é parte do processo de desenvolvimento do Rafale, permitindo que ele permaneça na vanguarda em face da evolução dos requisitos nacionais e de exportação.

Quatro lotes de 13, 48, 59 e 60 aeronaves Rafale foram encomendados pelo Ministério da Defesa francês, totalizando 132 aeronaves para a Força Aérea Francesa (63 Rafales B bipostos e 69 Rafale C monopostos) e 48 monopostos navais Rafale M para a Marinha Francesa.

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11 COMENTÁRIOS

      • Concordo, 5.5 seria forçado. Mas "stealth" não é uma característica binária; a própria Dassault diz em relação ao Rafale:

        "Most of the stealth design features are classified, but some of them are clearly visible, such as the serrated patterns on the trailing edge of the wings and canards.

      • Não Johnny, ele não é Stealth e tem menos funcionalidades e uma fusão de sensores inferior à um caça de 5 geração.
        EngCarioca os Rafales F3R e F4 são superiores ao SU-35.

  1. Bom, mas tomem aqui dez reais para reaprenderem a fazer uma sonda de reabastecimento em voo retrátil (aquela conversa de nariz curto só engana crianças, e das mais bobinhas, que repassam memes)…

    Será que algum dia um Rafale, provavelmente do Oriente Médio, lançará um Mica contra um bandit real (saudita, barenita ou emiradense)? 🙂

    • não cara que o sauditas compram armas da França e melhor atirar no Irã terrorista.

      • Caro engcarioca

        O problema é que a tríade de nacionais citada acima, atualmente, acusa o Catar de ser apoiador do terrorismo e (olha só) aliado do Irã.

        Mas como os ventos mudam mesmo, futuramente, pode sim haver um embate com os F-4, F-14 — se restarem algum — ou alguma versão intergalática do F-5 persa…

  2. França gasta bilhões de euros e não adianta nada. Com defesa aérea russa atual tudo que voa e não é stealth. Ele são teimosos em não comprar o F-35 que é mais barato que a ultima versão do Rafale para ataque tático.

  3. O que está na mira da Dassault é o Typhoon, que pela primeira vez, após as últimas atualizações, superou as capacidades do Rafale.
    1) Esperava uma nova versão mais potente do M-88
    2) Continua a filosofia de usar somente armamento francês.

    • 1) se tivesse que apostar diria que o Rafale jamais terá um M88 atualizado.
      2) é ai que eles faturam, cada Mica custa cerca de 1 milhão de doletas, se houver compatibilidade adeus lucro da MBDA.

  4. Tirando espeto probe, é um caça muito bonito e caro ahaha, se bem que o Gripen também é, e tem só um motor lol

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