Bombardier CRJ-700 da Air Canada Express.

A Mitsubishi Heavy Industries Ltd, do Japão, que desenvolve seu próprio programa de jatos regionais, disse na quarta-feira que está em negociações para comprar o negócio de aviões CRJ da Bombardier.

O comentário ocorre após uma reportagem do site Air Current de que a Mitsubishi Heavy estava em negociações avançadas com a Bombardier e que um anúncio poderia ocorrer durante o Paris Air Show, que começa em 17 de junho, se um acordo for finalizado.

A Mitsubishi Heavy disse que estava em discussão, mas que nenhuma decisão foi tomada.

A fabricante de aviões canadense disse que pretende tomar uma decisão sobre o futuro de seu programa de jatos regionais CRJ, que está perdendo dinheiro neste ano.

A empresa está explorando “todas as opções estratégicas” para o programa, incluindo uma possível venda, disse o presidente-executivo da Bombardier, Alain Bellemare, em janeiro.

As negociações acontecem em meio a um desafio legal entre as duas empresas.

O jato regional MRJ da Mitsubishi.

A empresa sediada em Montreal processou a Mitsubishi Aircraft no ano passado, alegando que ex-funcionários da Bombardier repassaram segredos comerciais para ajudar no desenvolvimento e certificação do novo jato regional MRJ da empresa.

Em uma ação conjunta, a Mitsubishi disse que a Bombardier tentou coagi-la e a Aerospace Testing Engineering & Certification (AeroTEC), de Seattle, a assinar contratos que impeçam a contratação de funcionários da Bombardier.

O programa de jatos regionais da Mitsubishi foi adiado por vários anos, com o primeiro cliente ANA Holdings Inc agora esperando entrega em 2020, e não em 2013, como inicialmente planejado.

A venda do programa CRJ para a Mitsubishi seria o fim de uma era para a história aeroespacial da Bombardier, que começou em 1986, quando adquiriu a Canadair. O Canadair Regional Jet nasceu do jato executivo CL-600 e entrou em serviço no braço regional da Lufthansa em outubro de 1992.


Fonte: Reuters

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3 COMENTÁRIOS

  1. Tudo indica que será um acordo ganha-ganha, bom para a Bombardier, que já anunciava sua intensão de concentrar suas vendas em aeronaves executivas, e bom para a Mitsubishi que procurava se aproximar do maior mercado mundial para jatos regionais, os USA. Através da Bombardier, a Mitsubishi herdará toda a estrutura global da montadora Canadense, a engenharia aeronáutica moderna, a experiência em certificação de aeronaves, uma lista considerável de clientes ao redor do mundo, os centros de distribuição e suporte e abri-se a grande possibilidade de uma linha de montagem do MRJ-90 na antiga linha do CRJ, pertinho dos Estados Unidos. Quase certeza que o MRJ-70 nascerá no Canadá. Se a Mitsubishi conseguir produzir o MRJ-70 com peso máximo de 39.010 Kg e 76 lugares, será um sério concorrente ao Boeing Brazil E175, hoje, amplamente dominando o mercado americano e mundial. Na verdade, estamos presenciando o surgimento de outro grande competidor para as aeronaves comerciais produzidas no Brasil. Muito bom para os operadores e clientes que terão sob novas direções, empresas dedicadas ao setor regional como o Q-400 e família produzidos pela De Havilland (Lonview Canada), Airbus A220, MRJ-90 & 70, Boeing Brazil e outros pequenos produtores de aeronaves turboélices de 19 lugares. Enfim, será um tempo de alta competição no setor! Saudações,

  2. A vocação principal da Bombardier sempre foram os trens, até o dono resolver comprar a Canadair que foi do seu sogro e tinha sido estatizada e voltaria a ser privatizada.
    Foram bons anos dos CRJs e voltam agora a se dedicar aos trens e a aviação executiva.

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