A frota de caças MiG-29 de Myanmar foi atualizada pela RAC MiG. Pacote de modernização foi oferecida à Malásia e a Bangladesh.

Dez caças MiG-29 da Força Aérea de Mianmar (Myanmar Air Force – MAF) foram atualizados nas instalações da RAC MiG perto de Moscou, revelou uma fonte da delegação russa durante o Langkawi International Maritime and Aerospace (LIMA) 2017 na Malásia. Moscou está oferecendo upgrades similares para a Malásia, que adquiriu 18 Fulcrums em 1994, e para Bangladesh, que adquiriu 10 caças em 2000.

A modernização para Myanmar é chamada de MiG-29SM (mod.). Acredita-se que é uma versão de baixo custo em comparação com o MiG-29UPG da Índia, mais caro e que é amplamente semelhante ao MiG-29SMT da Força Aérea russa. Detalhes sobre o MiG-29SM (mod.) ainda são desconhecidos, mas aparentemente, ainda mantém o radar original N-019E, embora tenha recebido algumas novas tecnologias.

Ao que tudo indica, os aviões Myanmar foram elevados a uma modernização única. Em 2001, o país assinou a compra de 10 caças MiG-29 monoplace e dois treinadores MiG-29UB. Em dezembro de 2009, Myanmar concedeu a RAC MiG um contrato para mais 10 MiG-29 Fulcrum-B e mais seis dos avançados MiG-29SE, com mais quatro biplaces. As entregas ocorreram no final de 2011 e início de 2012, com o último sendo entregue em março de 2013. A frota de Myanmar alcançou assim 32 Fulcrums. A oferta da RAC MiG era modernizar toda a frota de monoplaces para um padrão comum.

A Royal Malaysian Air Force (Real Força Aérea da Malásia – RMAF) encomendou 16 jatos MiG-29N e dois MiG-29UB-N em 1994, recebendo-as entre 1995 e 1996. A versão “N” era uma variante personalizada para a RMAF, dotado de sonda para REVO e capacidade de disparar dois mísseis guiados por radar RVV-AE (versão de exportação do Vympel R-77) em dois alvos aéreos simultaneamente. Após a perda de dois Fulcrums em 1998 e 2004, a RMAF ficou com 14 células. Acredita-se que 10 permaneçam operacionais. Desde 2010, a RMAF disse várias vezes que iria retirar o MiG-29 de serviço, mas eles continuam voando.

Em LIMA 2015, RAC MiG e seu parceiro local ATSC propuseram ao Ministério da Defesa da Malásia uma atualização para o padrão MiG-29NM, elevando-os a um padrão semelhante ao MiG-29UPG da Força Aérea Indiana, envolvendo a substituição do radar N-019E pelo mais avançado Zhuk-ME (modelo FGM-229). A atualização também teria permitido que o Fulcrum transportasse as mesmas armas guiadas e não guiadas do Su-30MKM da RMAF.

Mas membros da delegação russa em LIMA, disseram que a Malásia recusou essa modernização, considerando-a de alto custo, forçando a RAC MiG a apresentar uma nova opção, menos onerosa, nos mesmos moldes da atualização de Mianmar.

A RAC MiG continua trabalhando com empresas locais envolvidas na manutenção e suporte do MiG-29N. Como tal, o ATSC obteve acesso às células da RMAF e produziu um relatório da frota, descrevendo o hardware sobrevivente como em boas condições, tornando viáveis extensões e opções de atualização. Poucas células ultrapassaram às 2.000 horas de vôo. A RAC ofereceu uma extensão de vida para 6.000 horas.

O general da RMAF, Affendi bin Buang, disse que embora os Fulcrums ainda estejam operacionais, sua idade causa “uma lacuna na capacidade.” Avanços em tecnologias, especialmente na fusão de sensores e armamento, forçam a RMAF a considerar opções disponíveis para o futuro do MiG-29.


FONTE: AINonline

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2 COMENTÁRIOS

  1. Este é o cockpit da modernização parcial barata oferecida pelos russos, a escolhida pelo Peru.
    https://pbs.twimg.com/media/CXzgda6UwAAPRqv.jpg:s

    …Esta é a modernização mais completa, recusada pela Malásia pelo alto valor, pois so queriam esticar a vida util dos Mig-29 até escolher um substituto definitivo.
    https://f.ptcdn.info/679/016/000/1394756729-mig29

    …Este é o cockpit dos novos Mig-29K da Índia
    http://1.bp.blogspot.com/-p5Lld9UcZWU/VQWHwwMmmuI

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