Documento do Ministério da Defesa da Argentina apresenta cortes e cancelamentos para as Forças Armadas que podem na pratica significar o fim do pouco poderio militar daquele país.

O documento, datado de março deste ano, apresenta diferentes cortes, cancelamentos e vendas de propriedades com as quais o MINDEF (Ministério da Defesa) detalha a sua contribuição para o objetivo de reduzir o déficit fiscal imposto pelo governo nacional.

O documento é um duro golpe para as Forças Armadas. Abaixo apenas alguns exemplos de uma longa lista:

  • Cancelamento do projeto de repotenciação do FMA IA-58 Pucará;
  • sistema de armas Fokker F-28;
  • Aeronaves de ligação da Força Aérea (Piper e Cessna);
  • Fechamento da VII Brigada Aérea e transferência de seu grupo aéreo para outra unidade;
  • Suspensão das obras de recuperação na doca número 2 no arsenal naval de Puerto Belgrano;
  • Suspensão da compra de mais radares primários INVAP RP3DLA;
  • Cancelar a manutenção geral anual e troca das baterias do submarino ARA “Santa Cruz” e adiar seu retorno à ativa para 2023;
  • Baixa de 90 veículos blindados de infantaria M113;
  • Baixa em veículos de rodas, principalmente caminhões, que estejam com 35 ou mais anos de idade, o que afetará 527 veículos;
  • Cancelamento e modernização das obras de infraestrutura em plantas e indústrias militares;
  • Cancelamento das obras de modernização que está sendo executado nos radares Westinghouse AN/TP3-43 da Força Aérea;
ARA Santa Cruz

A severidade das medidas, com enxugamento de pessoal, equipamentos e propriedades, se realmente posta em prática, será um duro golpe para as Forças Armadas Argentinas, da qual talvez elas não possam se recuperar de beijar a lona…


FONTE: Fuerzas de Defensa Argentinas

26 COMENTÁRIOS

  1. Eu ja tinha postado sobre a situação da remotorização dos Pucará:
    Faltavam peças para manter os Turbomeca em funcionamento, e o que encontravam era muito caro. Todos os usuários deste motor ja o aposentaram ou remotorizaram, como os Pilatus PC-6 mais antigos.
    A Argentina gastou um dinheirão mandando um Pucara para Israel na IAI para projetar a troca do motor e montar o protótipo, quando ficou pronto aconteceu um reviravolta.
    Os franceses se tocaram que o ultimo cliente do motor deixaria de existir e seu estoque viraria lixo, resolveram vender todo o suprimento barato e até alguns motores novos na caixa apareceram, não precisavam mais da remotorização com o PT6 para voar mais uns 15 anos com o Pucara.

  2. herança maldita da máfia kirchner como da máfia pt é de décadas. e pelo visto é pior que do Brasil tem que pagar. Presidente macri governa com o tesouro nacional na pior e tendo que pagar a bolsas-suborno e dividas da mocreia cristina. Ela é pior. que um ataque britânico. falklands estão salvas por décadas do perigo argentino

  3. Gente , vamu pegar leve , afinal foram 16 anos de kicherbolivarianismo , a Argentina pode-se dar por sortuda por ainda existir como naçao , geralmente cancer seguido de metastase nao tem jeito , mas torço para que a Argentina se livre desta molestia , conseguirao e serao nossos rivais de peso novamente , expresso minha torcida para os argentinos e peço -lhes : Pelo amor de Bergonio , evitem cair no conto de estelionatarios novamente , !

  4. Gente, o problema com as FFAA da Argentina nada tem a ver com politicas de direita ou de esquerda. O Problema são os próprios militares que se acomodaram na sua situação e criaram a sua "zona de Conforto", permitindo que governo atrás de governo, fosse acabando com a credibilidade das FFAA. Isto começou com a aventura nas ilhas do Canal do Beagle, pasando pela Operação soberania, Guerra das Falklands, Guerra do CENEPA, Implosão da Fábrica de Rio Tercero, encobrimentos, etc. Tudo isso veio gerando um descontentamento e principalmente uma desconfiança nas FFAA por parte da população civil argentina que hoje se materializa numa completa aversão à visão militar da segurança do país. Os Militares estão tão desacreditados que se reclamassem hoje pela sua situação, não encontrariam apoio nas multidões. Levará muitos anos pra reverter isto. Não é o único país que vá por este caminho.

  5. Será que não estamos indo para o mesmo caminho ? Quanto aos presidentes não quero defender ninguém, mas nem Jesus Cristo como presidente ia dar jeito no Brasil e na Argentina depois de tantos anos de farra com o dinheiro público.