A aeronave conceito Sceptor X-57 "Maxwell", proposta pela NASA. (Foto: NASA Langley)
A aeronave conceito Sceptor X-57 “Maxwell”, proposta pela NASA. (Foto: NASA Langley)

Com 14 motores elétricos girando hélices e todos eles integrados em uma asa de design exclusivo, a NASA vai testar a nova tecnologia de propulsão utilizando um avião experimental agora designado de Sceptor X-57 e apelidado de “Maxwell”.

O administrador da NASA Charles Bolden destacou a primeira designação “X-plane” da agência em uma década, durante seu discurso de abertura na sexta-feira no Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica (AIAA) em Washington, durante o Fórum e Exposição Anual de Aviação e Aeronáutica, comumente chamado de Aviation 2016.

“Com o retorno dos X-planes pilotados a capacidade de pesquisa da NASA – o que é uma parte fundamental da nossa longa iniciativa de 10 anos “New Aviation Horizons” – para aviação geral de do porte do X-57, vai dar o primeiro passo na abertura de uma nova era de aviação”, disse Bolden.

O X-57 marca o retorno da família de aeronaves conceito X-planes da NASA depois de uma década. (Foto: NASA Langley)
O X-57 marca o retorno da família de aeronaves conceito X-planes da NASA depois de uma década. (Foto: NASA Langley)

Até cinco maiores escalas de X-planes de transporte também são planejados como parte da iniciativa. Seus objetivos – assim como o X-57 – incluem a demonstração de tecnologias avançadas para reduzir o uso de combustível, emissões e ruído, e, assim, acelerar a sua introdução no mercado.

A designação do número X-57 foi atribuída pela Força Aérea dos EUA, que administra o processo histórico, na sequência de um pedido da NASA. O primeiro X-plane foi o X-1, que em 1947 tornou-se o primeiro avião a voar mais rápido que a velocidade do som.

“Dezenas de X-planes de todas as formas, tamanhos e finalidades, desde então seguiram o X-1 – todos eles contribuem para a nossa posição como líder mundial em tecnologia de aviação e espaço”, disse Jaiwon Shin, administrador associado da Diretoria de Missões de Pesquisas Aeronáuticas da NASA. “Aviões, como o X-57, e os outros que virão, nos ajudarão a manter esse papel.”

A aeronave X-57 foi baseada no avião italiano Tecnam P2006T. (Foto Tecnam)
A aeronave X-57 foi baseada no avião italiano Tecnam P2006T. (Foto Tecnam)

Os pesquisadores da NASA que trabalham diretamente com o avião elétrico também escolheram o nome da aeronave “Maxwell”, para honrar James Clerk Maxwell, o físico escocês do século 19 que fez o pioneiro trabalho em eletromagnetismo. Sua importância na contribuição para a compreensão da física é, apenas rivalizado por Albert Einstein e Isaac Newton, parte de um plano de demonstração de voo de quatro anos, o projeto da NASA chamado “Scalable Convergent Electric Propulsion Technology Operations Research“, que vai construir o X-57, modificando um recém-adquirido bimotor leve P2006T projetado pela italiana Tecnam.

Sua asa original e os dois motores a pistão com combustível fóssil serão substituídos com uma asa longa, mais fina, com 14 motores elétricos incorporados – 12 no bordo de ataque para decolagens e pousos, e um motor maior em cada ponta da asa para uso enquanto em altitude de cruzeiro .

As inovações aeronáuticas da NASA esperam validar a ideia de que a distribuição de energia elétrica através de um número de motores integrados com uma aeronave resultará em uma redução de cinco vezes a energia necessária para um avião privado voar a 175 mph.

Uma nova série de aeronaves conceitos estão sendo desenvolvidas pela NASA. (Foto: NASA Aeronautics)
Uma nova série de aeronaves conceitos estão sendo desenvolvidas pela NASA. (Foto: NASA Aeronautics)

Vários outros benefícios resultarão também. O “Maxwell” será alimentado apenas por baterias, eliminando as emissões de carbono e demonstrando como a demanda para combustível de aviação à base de chumbo, ainda em uso pela aviação geral, será reduzido de forma considerável.

A eficiência energética em altitude de cruzeiro usando a tecnologia X-57 poderia beneficiar os viajantes, reduzindo as horas de voo, o consumo de combustível, bem como a redução dos custos operacionais globais para pequenas aeronaves em até 40 por cento. Normalmente, para obter a melhor eficiência de combustível de um avião, ele precisa voar mais lento do que ele é capaz. A propulsão elétrica elimina essencialmente a penalidade de voar em cruzeiro em velocidades mais elevadas.

Finalmente, como a maioria dos motoristas de carros elétricos híbridos sabem, motores elétricos são mais silenciosos do que os motores de pistão convencionais. A tecnologia de propulsão elétrica do X-57 deverá diminuir significativamente o ruído das aeronaves, tornando-as menos irritantes para o público.

A pesquisa do X-57 começou como parte do projeto de soluções convergentes do departamento da NASA de pesquisa de novas tecnologias aeronáuticas, com as demonstrações de voo sendo realizadas como parte do projeto de sistemas integrados de demonstração de voo de novos conceitos de aviação.

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7 COMENTÁRIOS

  1. Duvido que isso vira comercial. Se manter 1 motor é custoso, imagina 14!
    E outra, toda vez que falam que é a bateria parece que é mágico e não polui nada. Baterias são altamente poluentes tb.

    • Sobre a questão do motor, é bom lembrar que a manutenção de um motor eletrico é absurdamente mais simples que a de um motor a explosão. Um motor eletrico não deve ter nem 1/10 do numero de peças de um motor a pistão ou um turboélice.

    • Quando vejo um comentário deste nível me da ânsia de vômito, pela completa falta de conhecimento da tecnologia e da evolução das mesmas, simplesmente um comentário de ataque gratuito para uma tecnologia que ainda engatinha.
      Pelo que venho acompanhando o Cavok e lendo os comentários, de 10 comentários seus no máximo 1 se aproveita.

      • então não leia sr. sabe tudo.
        Tecnologia que engatinha a mais de 100 anos? passa amanhã.

        História

        Veículo elétrico de Thomas Parker de 1880.

        Camille Jenatzy na direção do La Jamais Contente em 1899.
        O primeiro projeto de motor elétrico começou com o húngaro Ányos Jedlik em 1828, contudo, o primeiro veículo elétrico foi construído por Thomas Davenport em 1835.

        Chupa essa manga sabichão!

        • Não vou me trocar com criança….
          como falei no meu comentário passado, irei reforçar neste, vai jogar battlefield menino!

  2. No início do século passado, há pouco mais de 100 anos, falar em voar soava como uma heresia para muitos. Onde chegamos podemos considerar uma evolução fenomenal. O homem demonstrou que para o céu não há limite. Creio que essa aposta da Nasa é só um embrião de uma revolução que está por vir. Talvez o gargalo seja ainda o sistema de baterias, mas poderá evoluir, é uma questão de tempo.

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