A representação artística de um conceito avançado de aeronaves de transporte comercial utilizando sistemas CHEETA.

A Universidade de Illinois anunciou que a NASA está subscrevendo um projeto para desenvolver um sistema criogênico de célula de combustível a hidrogênio para alimentar aeronaves totalmente elétricas.

Financiado por um contrato de US$ 6 milhões por três anos, o Centro de Tecnologias Elétricas Criogênicas de Alta Eficiência para Aeronaves (CHEETA – Cryogenic High-Efficiency Electrical Technologies for Aircraft) investigará a tecnologia necessária para produzir um projeto totalmente elétrico para substituir os sistemas convencionais de propulsão de combustível fóssil.

O motor a jato em todas as suas variações revolucionou as viagens aéreas, mas com as margens de lucro das companhias aéreas se esgotando nesses tempos ecologicamente conscientes, há muito interesse em se afastar de aeronaves movidas a combustíveis fósseis e em direção a sistemas de propulsão elétrica livres de emissões que não depende do petróleo e seus preços voláteis.

O projeto CHEETA é um consórcio de oito instituições que inclui o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea (AFRL), centro de Pesquisa e Tecnologia da Boeing, unidade de Pesquisa Global da General Electric, Universidade do Estado de Ohio, Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Universidade do Arkansas, Instituto de Pesquisa da Universidade de Dayton e Instituto Politécnico Rensselaer. Embora o projeto ainda esteja em fase conceitual, os pesquisadores têm uma visão firme da tecnologia e seu potencial.

Esboço de conceito de uma plataforma de aeronave totalmente elétrica que usa hidrogênio líquido criogênico como um método de armazenamento de energia.

“Essencialmente, o programa se concentra no desenvolvimento de uma plataforma de aeronave totalmente elétrica que usa hidrogênio líquido criogênico como método de armazenamento de energia”, disse Phillip Ansell, professor assistente do Departamento de Engenharia Aeroespacial de Urbana-Champaign, principal pesquisador do projeto. “A energia química do hidrogênio é convertida em energia elétrica através de uma série de células de combustível, que impulsionam o sistema de propulsão elétrica ultra-eficiente. Os requisitos de baixa temperatura do sistema de hidrogênio também fornecem oportunidades para usar transmissão de energia supercondutora ou sem perdas de potência nos sistemas de motores.

“É semelhante como as ressonâncias magnéticas funcionam, mas esses sistemas de transmissão elétrica ainda não existem, e os métodos para integrar tecnologias de propulsão acionadas eletricamente em uma plataforma de aeronave ainda não foram efetivamente estabelecidos. Esse programa procura resolver essa lacuna do problema lacuna e fazer contribuições fundamentais em tecnologias que permitirão aeronaves totalmente elétricas do futuro”.

A equipe ressalta que, embora tenha havido progresso, há muitos problemas básicos que precisam ser superados antes de vermos tais aeronaves elétricas nos céus.

“Os avanços nos últimos anos em máquinas e motores não criogênicos trouxeram a propulsão elétrica de jatos comerciais regionais mais próxima da realidade, mas os sistemas criogênicos práticos continuam a ser o santo graal das aeronaves grandes por causa de sua incomparável densidade de potência e eficiência”, disse o professor adjunto Kiruba Haran, do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade de Illinois. “As parcerias que foram estabelecidas para este projeto nos posicionam bem para abordar os obstáculos técnicos significativos que existem ao longo deste caminho.”

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1 COMENTÁRIO

  1. Enquanto a Rússia remasteriza o passado, a China copia, os EUA inventam, reinventam. Como é saudável o capitalismo, a pesquisa, a evolução.

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