McDonnell Douglas F-15C Eagle & F-15E Strike Eagle, Foto - John Dibbs
McDonnell Douglas F-15C Eagle & F-15E Strike Eagle / Foto: John Dibbs, em caráter ilustrativo

Pouco mais de um mês após ter implantado 12 unidades do caça F-15 na Base Aérea de Incirlik, na Turquia, a USAF, através do Comando Militar Americano na Europa (EUCOM), anunciou o fim do desdobramento, informando que já a partir de ontem as aeronaves estariam retornando para a sua base de origem, em Lakenheath, no Reino Unido.

A Turquia faz parte da OTAN e é um importante aliado dos EUA na Operação Inherent Resolve (OIR), que combate o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria. O Departamento de Defesa americano anunciou no dia 30 de outubro que enviaria 12 unidades do F-15 à Base Aérea de Incirlik, das variantes  F-15C ‘Eagle’F-15E ‘Strike Eagle’, sendo 6 exemplares de cada.

De acordo com a USAF, desde a sua chegada, no dia 6 de novembro, os F-15C participaram de missões de treinamento com aeronaves da Força Aérea Turca (THK), melhorando assim a interoperabilidade de ambos as forças.

Ainda segundo a USAF, os F-15C foram enviados à Incirlik em resposta a um pedido do Governo da Turquia para apoio na garantia da soberania do espaço aéreo daquele país, além de ter servido como um importante exercício para a USAF demonstrar a sua capacidade de rapidamente implantar aeronaves e aviadores em curto espaço de tempo naquele teatro de operações, caso haja necessidade.

McDonnell Douglas F-15C Eagle, Foto - John Dibbs (5)
McDonnell Douglas F-15C Eagle / Foto: John Dibbs, em caráter ilustrativo

Já os caças F-15E chegaram à Turquia no dia 12 de novembro e foram empregados em missões contra posições do EI no Iraque e na Síria, em apoio à força tarefa americana já implantada na Base Aérea de Incirlik, e que já contava com 12 unidades da aeronave de ataque Fairchild Republic A-10 Thunderbolt II, além de algumas aeronaves não tripuladas.

A USAF afirmou que o retorno dos caças F-15 à Base Aérea de Lakenheath, no Reino Unido, não implica necessariamente em uma diminuição nas sortidas contra as posições do EI, tendo garantido, inclusive, que haverá um aumento no número de missões para aeronaves que continuam baseadas em Incirlik.

Por fim, o Comando Militar Americano na Europa (EUCOM) afirmou que mantém um diálogo contínuo com a Turquia no sentido de avaliar as opções sobre os meios mais eficazes para combater o EI, incluindo ao longo da fronteira turca, enfatizando o seu compromisso com a segurança e estabilidade da região.

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McDonnell Douglas F-15E Strike Eagle / Foto: John Dibbs, em caráter ilustrativo

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FONTE: EUCOM

EDIÇÃO: Cavok

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18 COMENTÁRIOS

  1. Pergunta: Será um puxão de orelha na Turquia por ter derrubato o Su-24 russo?
    Será que eles iriam embora em tão pouco tempo se o incidente não tivesse acontecido?

      • As bases americanas devem estar muito bem protegidas, duvido que os misseis russos passem pelas defesas…

    • Olá pessoal, não esta diretamente ligado a essa notícia mas gostaria de saber porque a Rússia não está usando o SU-35 na Síria?
      Se está não vi nenhuma notícia.

    • Ou apenas esperaram o Putin se resignar com o abate e a impossibilidade de retaliar…

    • É o que parece. O próprio envio dos F-15 pareceu mais que foi pra acalmar os turcos e impedir eles de fazer besteira que aumentar a proteção do espaço aéreo turco. Não resolveu de nada, então os americanos vão deixar os turcos sozinhos já que eles decidem as coisas sozinhos.

  2. Suspeito que sim! Mensagem tipo: não fiquem se confiando tanto assim na Otan e fazendo loucuras…

  3. Acredito que para bons entendedores meia palavra basta. Turquia pisou na bola feio, e os Estados Unidos não querem comprar esta briga com a Rússia. Não teriam nada a ganhar com isso. Águias voltem pra casa.

  4. Às vezes vejo muita “mitologia” sobre o poder militar Russo!

    Creio que o objetivo era apenas esse que foi divulgado:

    “ Os F-15C foram enviados à Incirlik em resposta a um pedido do governo da Turquia para apoio na garantia da soberania do espaço aéreo daquele país, além de ter servido como um importante exercício para a USAF demonstrar a sua capacidade de rapidamente implantar aeronaves e aviadores naquele teatro de operações, caso haja necessidade.”

    No máximo o que os russos têm é uma capacidade aérea equivalente. A USAF têm mais (quantitativamente) e aposto que melhores (qualitativamente).

    Os SU-30SM que estão na Síria (são aeronaves fantásticas), mas não são “super-superiores” aos F-15C USAF, têm alguns aspectos superiores, outros inferiores, mas na média são equivalentes.

    A Turquia pode ter agido de forma precipitada em derrubar o SU-24 Russo (foi desnecessário), mas ainda faz parte da OTAN, certamente um dos 5 membros mais “importantes”, e os americanos não virariam as costas para um parceiro de peso como eles por causa dessa “besteirinha”.

    Pode estar havendo alguma divergência geopolítica no tocante ao financiamento do DAESH, mas nunca por causa “medo militar” da Rússia.

    Os F-15C e F-15SE chegaram antes da bronca com o SU-24 e estão saindo num momento apropriado.

    E outra, não sei qual o inventário da Força Aérea Turca, mas num eventual confronto com a VVS/VKS para conquistar a supremacia aérea sobre os céus da Turquia, não seria nada fácil para os Ursos.

    Lembremos que a Turquia não é uma Geórgia ou Ucrânia.

    • Turquia pode não ser Ucrânia ou Georgia, mas a Rússia é segundo país mais poderoso militarmente do mundo. Não é a toa que a Turquia mandou suas caças ficarem no chão após eles abaterem SU-24. A Turquia pode ser louco, mas burros não são. A Turquia não se arriscou a entrar no espaço aéreo Sírio depois do incidente.

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