A Hungria quer vender 19 caças MiG-29 desativados em 2010.

O leilão para a venda de 19 caças usados MiG-29 que eram da Força Aérea da Hungria não obteve sucesso, com nenhum lance, informou a Empresa Nacional de Gerenciamento de Propriedade Húngara (MNV).

O lance inicial era de 2,8 bilhões de florins (US$ 9,8 milhões) , o que reflete o valor justo das máquinas, já que em 1993, a frota de 28 aeronaves foi originalmente comprada por US$ 800 milhões pela Hungria – vindos de uma dívida com a Rússia.

No momento da compra, o governo húngaro realmente não escolheu, porque o partido russo não queria pagar por outros produtos e serviços que a Hungria precisava. Foi assim que os caças permaneceram, o que na época era um avanço técnico para a Força Aérea Húngara, mas eles nunca foram capazes de aproveitar o potencial da aeronave e, devido à constante falta de dinheiro, a frota utilizável foi rapidamente esgotada. As máquinas foram retiradas de voo em 2010, logo após 17 anos de serviço – quando apenas quatro das 28 aeronaves originais estavam em operação.

Das 28 aeronaves, havia apenas três que haviam passado mais de mil horas no ar durante os 17 anos, mas também havia máquinas que não chegaram a voar 200 horas até serem retiradas.

As máquinas eram gerenciadas pela MNV (Magyar Nemzeti Vagyonkezel?). Existia um anterior objetivo de vendê-las, mas não pode ser feito por vários anos. A razão para isto é que, de acordo com um acordo bilateral 2002-2010 entre a Hungria e a Rússia, a Hungria só podia vender as máquinas com a permissão do governo do país fabricante, isto é, a Federação Russa, e este duplo requisito reduziu significativamente a base potencial de clientes.


Fonte: Világgazdaság

16 COMENTÁRIOS

  1. Caças incompletos, pouco voados, realmente não deram o que poderiam dar.
    Achei que alguém iria arrematar como fonte de peças, Peru, algum país Africano ou até mesmo a Rússia.
    Irão virar sucata. Se eu tivesse grana levava todos.

    • Mas, alguns não voaram nem 200 horas, praticamente novos. Esses que voaram pouco não seriam uma boa para Argentina?
      Claro que fazendo um contrato de manutenção com a Russia.

      • Só seriam bons para os Argentinos, se fossem revitalizados e modernizados pelos Russos, além da assinatura de um belo contrato de manutenção. O que acredito que com o atual governo Argentino não iria acontecer.
        E também existem outras alternativas muito menos complexas, mais baratas e fáceis de operar e adquirir.

        • hipoteticamente falando ,estaria bom pra argentina , quem ta de a-4 e pampa….estaria bom demais,choque tecnológico…

          • Pelo que eu entendi, são 10 milhões de dolares por 19 unidades.
            Os Argentinos, contatam os Russos para colocar 15 em condições de voo, e para fornecer armamento basico.
            Os outros 4 servirão de fonte de peças.

  2. Aeronaves da Rússia são isso aí. Excelente capacidade teórica. Péssima capacidade real..

  3. Se estão vendendo em lote então vão ter que baixar muito o preço ainda. São muitos aviões penso eu (19), pra usar pra frota de simulação de ataque eu acho que são muito complexos, pra uso civil ficaria muito caro a unidade, pra uso operacional eles não estão em plena condição, então sobra o uso das peças…mas tem que baratear.

  4. Dizem que é muito difícil conseguir peças e manutenção do governo russo, que é muita buricracia, deve ser difícil manter esse aviões

  5. Seria uma bela oportunidade para a Força Aérea do Peru…

    • Também acho que a India é uma boa candidata. Eles tem um bom relacionamento com os Russos, e já utilizam a aeronave. Seria fácil revitalizar todos ou revitalizar 15 e deixar 4 como fonte de peças.
      Podem me xingar. Mas, acho que seria uma boa até para o Brasil. Claro que a FAB, faria um contrato de manutenção garantido pelo governo Putin.

  6. Os potenciais compradores seriam Sérvia e Síria, sob embargo.
    Parece que as células estavam abandonadas, daí pra colocar em operação fica complicado.

  7. Barato pra comprar. Uma fortuna pra modernizar e manter. Mais barato comprar Gripens novos.

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