Um dos dois Boeing 767 adquiridos pela equipe do New England Patriots, já com a pintura exclusiva da equipe. (Foto: ESPN)

A equipe de futebol americano New England Patriots tornou-se a primeira da NFL (National Football League) a comprar seu próprio avião – na verdade dois Boeing 767, sendo um para uso regular e um como aeronave reserva.

A equipe adquiriu os dois jatos widebodies, que podem voar sem escalas por cerca de 12 horas, e que foram adaptados todos com assentos de primeira classe, alguns dos quais se reclinam completamente. Pelo menos um dos aviões tem o logotipo dos Patriots pintado na fuselagem e os cinco troféus Lombardi pintados na cauda.

Conforme informado pela equipe no Twitter, as “New Airkrafts“, aparentemente, errando a palavra de propósito em referência ao proprietário dos Patriots, Robert Kraft, ficarão baseados em Providence, o aeroporto mais próximo para o estádio da equipe em Foxborough, Massachussets.

De acordo com a Darren Rovell, da ESPN, os aviões podem custar entre US$ 5 milhões e US$ 65 milhões, embora um avião novo pode custar até US$ 200 milhões, conforme consta no site da Boeing.

Por que os Pats precisam da sua própria mini-frota? As principais operadoras aéreas estão começando a retirar de voo ao invés de manter as aeronaves maiores que as equipes da NFL precisam para seus jogos fora de casa, elevando o custo dos voos fretados. A American Airlines, por exemplo, encerrou recentemente seus contratos para voar com seis equipes da NFL.

Apresentação conceito do interior do 767 dos Patriots.

Os times da NFL precisam realizar cerca de 10 voos de ida e volta de longa distância por ano com a equipe, sendo mesmo assim uma operação dispendiosa, com Rovell relatando que essas viagens custam cerca de US$ 4 milhões no total.

3 COMENTÁRIOS

  1. Se os grandes times de futebol brasileiros possuíssem um mínimo de organização e tivessem formado uma 'Liga' de fato, acredito que com uma boa operação financeira e de marketing poderiam operar por leasing ou até adquirir alguns jatos de médio porte para utilização em competições internacionais – que agora duram o ano todo.

    Evitariam-se novas tragédias, haveria ganhos esportivos e financeiros e até de publicidade para as empresas que participassem da empreitada.

    Mas é pedir demais de uma galerinha que nem cota de TV consegue negociar em conjunto…

    • Se não me engano no passado alguns clubes chegaram a fechar parcerias com companhias aéreas em troca de publicidade mas que pouco compensavam, e mesmo com a CBF fechando uma parceria única pra todos os clubes ainda não agrada. Já a CONMEBOL até fez uma parceria mais barata e flexível mas com resultado trágico.

      Acho que o que dificulta mais esse tipo de parceria é a concentração de jogos em certos dias e horários por causa de transmissão de TV, são quase mil passagens nas sextas e terças e acaba ocupando muitas aeronaves simultaneamente, o que limita os ganhos com escala da empresa. Se distribuísse os jogos pela semana e com horários melhores, aí ocuparia menos aeronaves/tripulação na função e imagino que até que a própria CBF poderia operar uns 3 E170 ou menos até, uns 3 ERJ145 já dá conta.

      Importante lembrar entretanto que essa aquisição de aeronave dos Patriots tem sentido mais de criar atrativo de recrutamento que custo ou facilidade, por causa do draft esses mimos acabam saindo do controle.

  2. Alguns times brasileiros tem parcerias com empresas para transporte, mas com aeronaves comuns de voos comerciais ou charter com nenhuma ou poucas poltronas executivas ou primeira classe.
    Hoje estes jogadores estrela querem luxo, por isso será cada vez mais comum terem seus próprios aviões como estes B-767 que terão todo o interior de primeira classe, não pode ser uma configuração VIP como a de um Boeing BBJ porque não transportariam todo o time e comitiva.
    Tambem não precisa ser operado pelo time com pilotos e pessoal próprio, pode se comprar um avião e este ser operado por uma empresa aérea através de contrato de operação e manutenção, o que facilitaria e melhoraria a disponibilidade e segurança.
    .
    Segundo o Wall Street Journal, a Delta reserva o Airbus A319 para os voos dos times da NBA.
    Ao invés de 126 assentos, diminui para 54. O avião é segregado em três cabines: a da frente com os atletas com camas específicas para jogadores com mais de 2,10m, 10 poltronas no meio para os técnicos e 28 para o resto do staff, segurança e jornalistas.
    No ano passado, o Miami Marlins, da MLB, fretou um avião para usar durante a temporada. O Boeing 767-200 tinha 84 assentos extra-grande de primeira classe, sofás e mesas para massagem e baralho.
    . http://espn.uol.com.br/noticia/652601_jatos-parti

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