O modelo X-47B da Northrop Grumman.

A Northrop Grumman retirou-se da competição da Marinha dos EUA para desenvolver o MQ-25 Stingray, dizendo que a empresa não conseguiria executar o programa nos termos do pedido de propostas do serviço.

O anúncio veio como uma surpresa durante uma divulgação dos lucros do terceiro trimestre, no dia 25 de outubro, onde o CEO da Northrop, Wes Bush, disse aos analistas que a empresa não apresentaria uma oferta para o Stingray após uma intensa análise interna.

A decisão da Northrop deixa três outras empresas concorrentes para os contratos na competição do MQ-25: Boeing, General Atomics-Aeronautical Systems e Lockheed Martin. Ele também vem depois que a Marinha dos EUA reduziu o escopo da missão do MQ-25 para fornecer reabastecimento em voo para jatos de combate tripulados e embarcados em porta-aviões. A missão de reabastecimento evoluiu depois que o Marinha dos EUA descartou uma série de conceitos anteriores para um jato não tripulado baseado no porta-aviões, que incluiu versões furtivas e não furtivas para tarefas de vigilância e ataque.

“Nosso objetivo não é apenas ganhar, mas se você não pode executar o que estão pedindo, então você fez a coisa errada”, disse Bush. “Trabalhamos arduamente para ter uma ótima clareza sobre quais são nossos objetivos. Quando você tem a confiança do governo dos EUA para fazer algo na arena de defesa, isso é um vínculo de confiança”.

O anúncio marca a terceira vez na última década que a Northrop retirou uma oferta para um contrato de desenvolvimento de uma aeronave militar dos EUA. Em fevereiro passado, a empresa anunciou que se afastaria do programa de treinamento T-X da Força Aérea dos EUA depois que Bush insinuou durante um comunicado dos lucros que a Northrop estava reavaliando o caso de negócios para enviar uma oferta. Nesse caso, a Northrop decidiu que os benefícios financeiros de vencer o contrato superavam os custos.

Em 2010, a Northrop retirou uma proposta para o programa de aeronaves de reabastecimento aéreo da USAF, baseado no Airbus A330 MRTT, forçando a Airbus a competir como contratada principal contra o finalista Boeing KC-46.

A Marinha dos EUA mudou os requisitos para o programa Stingray várias vezes. O conceito evoluiu a partir de uma plataforma furtiva, de ataque e de inteligência, vigilância e reconhecimento, denominada The Unmanned Carrier Launch Airborne Surveillance and Strike (UCLASS), para um Sistema de Reabastecimento Aéreo Baseado em Porta-Aviões mais reduzido, que a Marinha designou MQ-25.

Em setembro, um relatório do Government Accountability Office (GAO) enfatizou uma versão sem muito aperfeiçoamento do MQ-25, com foco na capacidade básica de operar a partir de um porta-aviões e ajustou o foco da missão para reabastecimento aéreo. No ano passado, o Pentágono tentou controlar os custos de desenvolvimento projetados pelo Stingray, ao dirigir a marinha para deslocar seu foco para a vigilância e para o reabastecimento aéreo.


Fonte: Flightglobal

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