A aeronave AF-1B "N-1011" da Marinha do Brasil, que caiu hoje no Rio de Janeiro.
A aeronave AF-1B “N-1011” da Marinha do Brasil, que caiu hoje no Rio de Janeiro.

A Marinha do Brasil divulgou a pouco uma Nota Oficial onde lamenta a queda de uma aeronave AF-1B (A-4) Skyhawk do 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1), ocorrida na tarde do dia 26 de julho, no Rio de Janeiro.

A aeronave que caiu, Af-1M “N-1011”, era a primeira que foi modernizada, e estava realizando um voo em formação com outro jato AF-1B, quando colidiram no ar.

A segunda aeronave conseguiu pousar em segurança na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia.

Tanque de combustível subalar do jat AF-1B que caiu no Rio de Janeiro.
Tanque de combustível subalar do jato AF-1B que caiu no Rio de Janeiro.

13781968_1118155698243348_7032393340322510224_n 13781696_1118155908243327_5296188495401479305_nAté o momento, imagens do que seria o local da queda, mostram um tanque de combustível subalar boiando no mar. O piloto da aeronave que caiu não foi localizado, e as buscas prosseguirão durante toda noite, com o apoio de helicópteros e navios da Marinha.

Seguem as duas Notas Oficiais:

Nota I

A Marinha do Brasil (MB) lamenta informar que, na tarde desta terça-feira (26), ocorreu um acidente envolvendo uma aeronave da Força, modelo AF-1B, obrigando o piloto a se ejetar. A aeronave caiu no mar, nas proximidades de Saquarema – RJ.

A Marinha deu início às buscas pelo piloto e está prestando todo o apoio necessário à família do militar.

O acidente aconteceu quando a aeronave retornava de exercícios operativos e suas circunstâncias estão sendo apuradas.

Nota II

A Marinha do Brasil, em complemento à Nota publicada anteriormente, informa que duas aeronaves AF-1B encontravam-se realizando treinamento de ataque a alvos de superfície com a Fragata “Liberal”, a cerca de 100 Km ao largo do litoral de Saquarema-RJ.

Durante o voo de afastamento do navio, em formatura tática, para a realização de um novo ataque, houve a colisão entre as aeronaves, com a provável ejeção do piloto e queda de uma delas no mar.

As operações de busca e salvamento foram iniciadas imediatamente com o emprego de navios, aeronaves, além de lanchas de apoio do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. A segunda aeronave conseguiu retornar e pousar, com segurança, na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia-RJ.

Até o momento, o piloto não foi encontrado. As buscas prosseguirão pelo período noturno com o emprego de navios e aeronaves.

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48 COMENTÁRIOS

  1. O aviao era velho , mesmo modernizado sabemos que serve estritamente para treinamento , agora não terem encontrado o piloto ainda me desespera . Pilotos navais nao usam nenhum dispositivo que permita rastrear ele em caso de queda ? Lembro do resgate de alguns aviadores em zonas de conflito por conta de tal dispositivo

    • Mas o que caiu era monoposto, portanto…não era estritamente para treinamento. E durante a modernização toda estrutura foi revitalizada e revisada, A aeronave, portanto, não era velho. E outra…ele caiu por colisão e não por fadiga. E existe um dispositivo, ao estilo das caixas pretas no sistema de ejeção.

  2. Putz velho….. colidiram as 2, e a modernizada é que caiu no mar! Que azar cara!!!!!! 🙁

          • Tem que ver o quanto a outra aeronave está danificada. Um sério dano estrutural é uma possibilidade.

            • Se fosse sério assim, será que ele teria conseguido voltar pro continente? Se bem que uma ave se chocando com uma aeronave já faz um puta estrago, imagina outra aeronave…

  3. Com a noite, vem o perigo da hipotermia. Espero que o piloto seja logo resgatado.

  4. Será que esse acidente pode ser relacionado com a falta de horas de voo dos pilotos, ou seja, falta de treinamento adequado?

  5. Poxa que triste, espero que encontre o piloto vivo.
    Agora a MB não tem mais interceptadores ¬¬

      • KKKKKKKKK
        Esse vai ser o primeiro caça interceptador, com somente o A de ataque no nome! lol
        E ainda, vai ser um interceptador sem mísseis BVR, decepcionante.

        • A Marinha designa o A-4 como AF-1, portanto há um F na designação.

            • Um fato curioso é que em abril de 1973, durante seus testes, um F-14A disparou um AIM-54A contra um drone, e o acertou a 201km de distância. Nem a USN sabia o exato alcance do sistema Phoenix. O AIM-54C foi uma grande evolução devido ao sistema INS, capacidades ECCM e sistema de guia, o mesmo usado no AIM-120C.

              Enfim, de volta ao tópico. Caso fosse um dogfight de verdade, os F-14 só precisariam subir para ganhar dos A-4.
              O A-4 nunca foi ou será um interceptador.

          • Não muda nada, ainda é só uma aeronave ataque. Chamar de interceptador é uma vergonha.

  6. E o para-quedas não é de cores contrastantes com o mar e flutuante?

    • Depende do kit do assento ejetor. Cores com contraste não ajudam muito durante a noite.

  7. Poucas horas de voo, baixo orçamento, aeronave velha, pouca experiência e modernização gatilho são o roteiro para a tragédia.

      • Muito pelo contrário. Tem tudo a ver.

        Se a aeronave tem pouca disponibilidade, os pilotos voam pouco. Logo, a probabilidade de erro é exponencialmente maior.

        Óbvio que a investigação concluirá erro humano.

  8. "provável ejeção do piloto e queda de uma delas no mar."
    Não gostei desse "provável" ai hein…espero que ele realmente tenha ejetado e que seja encontrado!

  9. Traduzindo , eles não sabem se o piloto ejetou.. que #erda.. 🙁

    Torcendo para que encontrem logo o piloto.

    []'s

    • Realmente não sabem… Tb não sabem se a ejeção ocorreu com sucesso, saca?

  10. E agora marinha? Ainda vão ficar insistindo nessa porcaria de banheira flutuante com aviões do Vietnam???

    Cade o dinheiro pra repor as perdas agora??? E o resto dos navios??

    • São as perguntas que os almirantes nunca nos respondem, cansei de fazer críticas diretas aos mesmos.

      Na minha opinião os Almirantes tem exatamente e marinha que eles querem.

      • Olha, tenho que discordar quanto aos aviões! Até onde sei, os nossos Skyhawks estão entre as células mais preservadas do mundo. Foram o último lote a ser produzido (para o Kuwait) e com pouco tempo de uso foram vendidas ao Brasil. Aqui, novamente, pouco utilizadas. Pode até ser um projeto dos anos 60, o que torna a célula obsoleta, mas a modernização é um paliativo interessante. E se for só pra manter o treinamento dos pilotos…. acho que está ótimo!! Se o avião tivesse caído por falha, eu me calaria… mas foi por choque em voo!! Pode ser um projeto antigo, mas as células estão bem conservadas, olhando-se num plano geral, e com aviônicos novos serão de grande valia para o treinamento dos aviadores. Merecemos coisa muito melhor, mas tendo em vista nossos problemas orçamentários e o descaso de alguns comendantes/políticos, até que não está ruim….

        Quanto ao NAe São Paulo, sou a favor da baixa IMEDIATA desta embarcação!! Mas acho interessante ficar com os aviões, para manter o treinamento dos pilotos em missões de ataque, substituindo-os no futuro por algo melhor, quando o dinheiro e a politicagem permitirem….

        Saudações e grande abraço

        • Em primeiro lugar, vc caiu nesse papo de preservado. Na MB, sempre é assim. O SP sofreu inspeção e o casco está melhor do que quando foi fabricado. Como a fonte das informações é a própria, a credibilidade é menor do que zero.

          De nada adianta um caça naval, se o piloto não tem nae para pousar.

          Colisão no ar em voo de formação (o que parece) é falta de treino e está relacionado com o baixo orçamento e baixa disponibilidade.

          Ninguém mais voa esse caça e faltam peças que são compradas a preço de ouro nos museus de azulejo dos EUA. O motor então é o ó do borogodó.

          Com o dinheiro da modernização, dava para comprar meia dúzia de T45 e ter uma aeronave decente para treinamento.

          • Bom, se o dinheiro da manutenção e modernização dá pra comprar T45, então de fato é uma melhor opção! Mas a informação que eu usei, de que as células têm bom estado de conservação, não é da Marinha, e sim de alguns conhecidos do ramo e de meios jornalisticos. Aliás, é até a lógica, basta ver a historia deste lote (pouco uso no Kuwait, aposentadas prematuramente para dar lugar a Hornets, estocadas e vendidas à MB, que por sua vez tbm fez pouco uso).

            Não concordo que as aeronaves tenham pouca valia só porque não temos um NAe operacional. No meu entender, a MB deveria manter alguns jatos para treinamento para poder preparar seus pilotos, que deveriam tomar os postos dos aviões de patrulha P-3AM, hoje na FAB. Mas isto tudo é só conjectura minha….

            Se os planos da MB forem no sentido de ter um NAe decente no futuro, acho que pelo menos um punhado de jatos têm de ficar operacional, para os pilotos terem um mínimo de treinamento. E nem custa tão caro assim…..

            Abraços

            • Cara, se a MB um dia encomendar um NAE, ele vai demorar ANOS pra ficar pronto.
              Nesse período dá tempo de sobra pra treinar pilotos, pode até terceirizar o treinamento com empresas ou marinhas mundo afora.
              Agora, ficar voando porcaria e gastando dinheiro para QUE TALVEZ UM DIA agente compre um NAE é pra acabar.
              Fecha essa marinha que quer brincar de Força Aérea. Não são, NUNCA serão!

              • Eles sabem disso.

                De consultoria em consultoria, de estudo em estudo, de projeto em projeto, a galinha enche o papo.

            • A célula ter poucas horas voadas não significa nada.

              O Mirage III e 2000 foram pro saco sem atingirem o limite.

              Vai arranjar peça aonde? Só no museu dos azulejos por uma fortuna.

              De bom estado em bom estado, o requisifuquis continua.

              O preço do A4 era o mesmo de seis T45.

  11. Sobre a aeronave, não perdemos nada, sobre o piloto tragédia, só mostra que a força não está preparada para resgate em alto mar, os pilotos aeronavais pelo jeito não contam com sistema de posicionamento global de emergencia, pedimos a Deus que de forças para o piloto ter resistido a noite fria todos sabemos que a hipotermia mata muito rapido, mais uma vez a culpa é da Marinha do Brasil, que manda seus pilotos treinarem em aeronaves que deviam estar em museus não na ativa de uma força de um pais do tamanho do Brasil.

    • Se a culpa é da Marinha que usa aeronaves velhas, o que eu vou falar da FAB?

    • não acho que a colisão tenha sido causada pela idade das células, obsolencia do projeto ou qualidade da modernização, mas concordo quando a ideia de que a-4 e os demais dinossauros voadores em operação no brasil deveriam ir prum museu

      quanto ao piloto n ter um sistema de S.O.S por rádio com posicionamento por stélite, isso é lamentável pra não dizer o minimo

    • Você se refere ao sistema INS? Olha, nunca ouvi falar de sistema INS de emergência. Tenho certeza que os AF-1 tem um sistema INS, afinal isso é padrão na aviação faz bastante tempo, é essencial a navegação. O sistema INS não transmite a posição do jato para lugar nenhum, somente o piloto vai saber suas coordenadas. Lembrando que certamente a fragata que estava perto deu a ultima posição do radar.

      Se fosse assim, o 777 da MA seria facilmente localizado, afinal o 777 tem navegação via GPS.

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