A Nova Zelândia pretende adquirir 4 novas aeronaves P-8A Poseidon. (Foto: U.S. Navy / Erik Hildebrandt)

O ministro da Defesa da Nova Zelândia, Ron Mark, está um passo mais perto de fazer a maior aquisição em defesa do país nos últimos anos, quando levará sua proposta para o Comitê de Administração e Despesa do Governo para comprar até quatro aviões de patrulha marítima Boeing P-8A Poseidon dos Estados Unidos.

Os aviões, que substituiriam a frota atual de aeronaves de patrulha marítima P-3 Orion, poderiam custar até US$ 1,4 bilhão. Essa seria uma das aquisições mais significativas, desde o upgrade de fragatas. No entanto, a Força de Defesa da Nova Zelândia diz que o preço provavelmente será menor do que isso.

Uma vez que o comitê do gabinete avaliar a proposta, ela teria que ir para votação pelo gabinete, antes de uma decisão sobre a compra ser feita. Não havia data definida para a proposta ir para votação, mas Mark disse que era esperado que acontecesse antes do final de julho.

Durante uma audiência do Comitê de Relações Exteriores, Defesa e Comércio, no início deste mês, Mark disse que teve que começar “do zero” no plano de aquisições, quando assumiu o cargo de ministro, no ano passado.

O antigo governo Nacional iniciou o processo, mas Mark disse que não havia nada que sugerisse que houvesse um artigo entregue ao comitê do gabinete, e ele não endossaria uma recomendação, sem entender o processo de tomada de decisão.

A Nova Zelândia segue os mesmo passos da Austrália que trocou seus Orions pelos P-8A Poseidon. (Foto: RAAF)

“Estou confiante agora de que a recomendação que levarei ao comitê do gabinete é sólida, justificável e estou no estágio em que estou consultando as pessoas”, disse ele.

No briefing para o novo ministro, a Força de Defesa da Nova Zelândia (NZDF) e o Ministério da Defesa disseram que a frota de seis quadrimotores P-3K2 Orion realizou missões militares e contribuiu para a administração da área marítima de responsabilidade da Nova Zelândia nos últimos 60 anos.

“A aeronave e seus sensores foram atualizados várias vezes, mas agora estão além de novas atualizações”.

O Livro Branco de Defesa de 2016 concluiu que os Orions precisavam ser substituídos em meados da década de 2020.

Enquanto isso, documentos oficiais liberados descobriram que a NZDF gastou cerca de US$ 360 milhões em manutenção e reparos de aeronaves antigas nos últimos 10 anos, o dobro da década anterior.

Em 2008, manter os aviões adequados ao propósito custou cerca de US$ 24 milhões. Dois anos atrás, o custo subiu mais de US$ 50 milhões, e este ano a conta é de mais de US$ 43 milhões.

Mark disse que não queria ser criticado pelas decisões que tomou durante seu tempo como ministro, especialmente considerando que o pessoal da NZDF teria que lidar com o equipamento por 30 anos.

Ele disse que também analisou o Livro Branco de Defesa Nacional em 2016 e que uma Declaração de Política de Defesa será produzida no início do próximo mês.


Fonte: Stuff

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9 COMENTÁRIOS

  1. Nossa é tanto dinheiro para manter meios antigos ou defasados que fico pensando quanto o Brasil gasta para manter os seus meios e porque não fazemos como os outros países que preferem sempre produtos novos ou semi novos para evitar o custo alto de manter estes meios, sei que muitos vão dizer que não temos dinheiro para meios novos mas ai eu pergunto se pra manter um P3 Orion custa isso tudo na NZ isso quer dizer que aqui não é muito diferente então se comprar um avião novo com pagamentos feitos em parcela eu acredito que logo esta diferença de manutenção acaba se pagando, tudo é uma questão de administração o que pelo visto nossos chefes militares estão vendo agora pois todos estão adquirindo meios novos ou com meia vida o que é ótimo em vez de revitalizar algo no fim de sua vida útil (acima de 30/40 anos).
    O que vocês que entendem e conversam com os militares tem a dizer sobre o assunto, seria bem interessante saber o quais os planos de nossas forças para os próximos 10 ou 15 anos.

    • Mas aeronaves antigas ou defasadas gastam muito dinheiro só se voarem né?

  2. Totalmente desnecessária a compra destes P-8, para fiscalizar sua ZEE um ATR-42/72 ou similar muito mais barato que o P-3 ou P-8 já serviria, o país não tem inimigos e nem vizinhos que ameacem pela sua posição geográfica.

    • Não é apenas para fiscalizar sua ZEE. A Nova Zelandia faz parte da Commonwealth, é um importante aliado extra Otan e precisa de equipamentos deste nível para atuar a altura se houver um grande conflito. Com as tensões crescentes no mar da China sua posição é estratégica e assim como a Austrália estará sempre ao lado da Inglaterra e EUA para o que der e vier.

  3. N. Zeland não tem corruPTo como no Brasil. o cmte da FAb no governo da mocreia do pT ROussef comprou essa velharia do p-3 e fez festa como se fosse novo. todos que operam esse velharia estão jogando fora e vão servir para canabalização que os da FAB estão no chão com asas empenando tendo sido alertados pela Lockheead que tinha que as trocar quando da compra.
    Agora os Bandeirulhas vão ter que durar até a Embraer fazer seu jato patrulha que o p-8 é caro demais.

    • Muitos países como Alemanha, Chile, Canadá e outros estão modernizando seus P-3, pois a LM está oferecendo modernização com aviônicos da Rockwell Collins e novas asas.
      A compra dos P-3A com modernização da CASA, hoje Airbus, foi a mais barata, a unica que coube nas verbas disponíveis, se o Brasil for voar mais do que os 15 a 20 anos que pretendia poderá fazer a troca da asa aproveitando uma grande revisão onde o avião é praticamente desmontado.
      Na nossa modernização os motores foram trocados por novos mais atuais e toda a célula foi revisada com colocação de todo o recheio, aviônicos, radar e consoles novos, só não trocaram a asa por ser muito caro e isso pode ser monitorado para que se voe até o limite, os primeiros recebidos já voaram quase metade do planejado.

      • A Nova Zelândia opera 06 P-3, como está comprando apenas 04 P-8, a possibilidade de completar a frota com aeronaves mais baratas, como os ATRs, é algo plausível. É esperar para ver o desenrolar disso.

  4. Para a responsabilidade que a NZ assumiu e sua extensa zona marítima, os unicos vetores adequados são o Boeing P-8 ou o Kawasaki P-1, outra excelente aeronave, porém muito provavelmente mais cara de operar.

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