O novo Dubai World Central Airport (DWC) permitiria que a Emirates Airline operasse duzentos Airbus A380, duas vezes mais do que atualmente, disse o presidente da companhia aérea na ultima sexta-feira (3).

Tim Clark disse que o novo aeroporto terá 100 portões capazes de lidar com aviões de grande porte (very large aircraft – VLA), como o A380 e o Boeing 747-8i, o que facilita a operação de 200 aviões A380.

O DWC está sendo construído em fases, com a conclusão prevista para depois de 2023. A Emirates, entretanto, possui A380 para mais de 40 anos, além dos 100 que agora possui em sua frota. Em teoria, portanto, a Emirates poderia estar procurando encomendar pelo menos mais 50 A380 se quisesse utilizar completamente os portões VLA do DWC.

Mas a Emirates tem pressionado a Airbus por uma versão remotorizada, com menor consumo de combustível do A380 (a chamada variante neo), mas a gigante aerospacial européia está relutante em lançar porque não pode garantir clientes suficientes. Em junho a Airbus apresentou um estudo de desenvolvimento para o chamado pacote A380plus, que incluirá novos winglets e refinamentos para a aerodinâmica da asa para melhorar a queima de combustível em 4% e potencialmente ter mais de 80 assentos adicionais. A proposta está aquém de um avião remotorizado, mas Clark disse no Paris Air Show, em junho, que ele poderia estar interessado no A380plus se mais companhias aéreas mostrarem interesse para que o futuro da aeronave seja garantido.

O CEO da Airbus, Tom Enders, disse que ainda havia “um enorme potencial” para as atualizações do A380.

As três principais companhias aéreas do Golfo – Emirates, Etihad Airways e Qatar Airways – todas operam o A380 e os utilizaram para facilitar o rápido crescimento, mas 2017 foi um ano difícil para as companhias aéreas do Oriente Médio, com preços mais baixos do petróleo estimulando uma maior concorrência, distúrbios políticos na região que incluem o bloqueio do Qatar pelos países vizinhos e os efeitos das proibições de viagens dos EUA e regras de segurança adicionais que afetaram particularmente países muçulmanos. As companhias aéreas diminuíram alguns serviços para os EUA por causa da demanda reduzida.

Mas Clark disse que “o negócio melhorou muito. Os preços dos combustíveis aumentaram um pouco e a demanda estava retornando nas rotas dos EUA


FONTE: ATW Online

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