O novo radar passivo em desenvolvimento pela Cassidian, poderia detectar aeronaves furtivas em voo como o F-35. (Foto: Lockheed Martin)

A Cassidian, a divisão de defesa e segurança da EADS, desenvolveu o que é conhecido como “radar passivo” que pode localizar até mesmo difícil de detectar objetos voadores, tais como aviões furtivoss, os quais são praticamente indetectáveis.

Em contraste com um radar convencional, o radar passivo não emite nenhum tipo de radiação, mas sim analisa as reflexões de outros emissores de radiação, tais como estações de rádio e televisão, para detectar objetos.

“O princípio do radar passivo é conhecido há muito tempo”, diz Elmar Compans, Chefe de Sensores e Guerra Eletrônica na Cassidian. “No entanto, temos agora integrado as últimas capacidades do receptor digital e uma tecnologia de processamento de sinal para melhorar significativamente a precisão, alcance e detecção através do monitoramento de vários emissores ao mesmo tempo.”

O novo radar passivo da Cassidian pode ser instalado numa pequena van. (Foto: Cassidian)

Com seu radar passivo, a Cassidian está centrando-se nos requisitos de controle do espaço aéreo civil e militar que até agora não podiam ou não são suficientemente atendidos por meio de um radar emissor ativo. Na aplicação civil, o radar passivo torna rentável o possível controle de tráfego aéreo, sem quaisquer emissões adicionais e sem fazer exigências sobre freqüências de transmissão em falta. Em aplicações militares, o sistema permite uma grande área de vigilância utilizando receptores em rede, oferecendo a vantagem decisiva operacional já que um radar passivo não pode ser localizado por forças hostis.

As características particulares dos sinais de rádio onipresentes utilizados para operação permitem a detecção de objetos mesmo que sejam difíceis de detectar, como aviões stealth ou navios stealth. Uma outra vantagem da nova tecnologia é a sua capacidade de aumento de detecção em áreas de sombra radar, tais como regiões montanhosas e da sua capacidade para localizar objetos voadores extremamente lentos e em voo baixo.

Um sistema de demonstração já foi entregue ao Escritório Federal de Tecnologia de Defesa e Aquisições da Alemanha (BWB). O radar passivo Cassidian pode ser usado como implantação móvel num veículo do tamanho de uma van comercial e, portanto, pode ser movido rapidamente e com pouco esforço logístico. Depois de testes bem-sucedidos, incluindo no Aeroporto de Stuttgart, o plano é a criação de um protótipo de sistema de produção e realizar os programas de avaliação tanto pela Cassidian como pelo cliente até o final do ano.

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47 COMENTÁRIOS

  1. Pronto…daqui uns poucos aninhos o F-35 e o F-22 se tornarao alvos faceis de rastreio..rsrsssss
    Que piada! Americanos investiram tanto pra nao servir pra nada..rsrsrsss

    • Quando militarizarem isso aí o negócio vai ficar bom.

      Por hora, mais um motivo pros EUA e sua corja de puxa-sacos idólatras se preocuparem.

      • Relojoeiro:

        E quem ainda faz apologia à extinta URSS é o que meu amigo? E quando conseguem juntar meia dúzia de gatos pingados?

        • A resposta é simples, chama-se sonhador incompetente, que utiliza o capitalismo para tentar propagar ideias de girico.

          Caboclo escreve tudo de ruim do capitalismo e dos americanos utilizando-se de um processador americano, tecnologia americana e sistema operacional americano.

          Nada contra expressar suas ideias, mas tudo contra comunistas, a escória da humanidade.

    • Claro…vamos voltar a usar caças como o Mig-25, que mais se parece com uma árvore de natal……no mais esse tipo de comentário apenas traduz despeito pelo fato de o preferido de alguns no FX-2, o que promete "Transferênfia irristrita di tequinúlugia" não ser nada furtivo….

    • A beleza voltará aos desenhos aeronáuticos, com o fim dos "perfis stealth".

  2. Ih! Furtividade já era!! Hehehehe O jeito é mandar o F-22 e o F-35 fazer umas aulas de super manobrabilidade com o Su-35. 😀

    • concordo os pigs americanos vao ter que se se rebolar agoraaa muito dindin jogado fora rsrsrsrs

      • Você já leu algum capítulo de "As Veias abertas da América Latina" hoje? E quantas músicas do Pablo Milanés já ouviu?

    • Amigo Andre Bacha, não acredito nessa notícia, será que esse radar pode detectar os caças invisíveis do FX-2? 😀

  3. Se essa tecnologia radar realmente funcionar, ira colocar em em cheque o gasto de bilhões que foram utilizados para dar origem a tecnologia stealth.

  4. Interessante… Mais interessante ainda será quando transformarem todas as torres de antena celular em detectores passivos. Mas a parte mais difícil deve ser filtrar todas as emissões e dizer que é um F-35 invadindo o espaço aéreo.

    []'s

  5. Interessante. Bela propaganda de um sistema terrestre, a ser usado de forma civil e/ou militar. Opa, agora coloquem essa "anteninha" minúscula no nariz de um avião e testem contra um stealth russo ou chinês. Aí, sim. Contra o Gabiru Voador não tem graça… 🙂

    • O primeiro radar embarcado tinha 11 antenas entre transmissoras e receptoras e pesava mais de uma tonelada, depois foi sendo reduzido e hoje um Seaspray AESA pesa 45 kg.

    • Nunca li nada sobre um stealth "passeando" tanquilamente sobre a URSS ou Russia. Nem mesmo o lendário SR-71 Blackbird, que sempre realizou missões em países periféricos, o Saab 37 Viggen conseguiu bloquear o radar do SR-71 em várias ocasiões, alem disso dos 33 SR-71 fabricados 12 unidades foram perdidas em acidentes, uma taxa de atrito absurda. O F-117 foi abatido durante uma missão contra o Exército da Iugoslávia em 27 de Março de 1999, durante a Operação Allied Force, não sei se estou falando bobagem más o F-111 seria em tese também stealth ao menos em seu tempo, no entanto não passou de um decepcionantemente elefante branco. O B-2 Spirit ao custo de 1,07 bilhões dólares (hoje, com a inflação) a unidade, concebido como bombardeiro nuclear, utilizado sobre a Sérvia durante a Guerra do Kosovo, Iraque e Afeganistão, a custo igualmente absurdo para lançar bombas convencionais.

      Como mera opinião, acho que há um enorme exagero sobre a capacidade stealth, que deveria ser mais uma das qualidades do vetor. Na prática tais aeronaves stealth não tiveram desempenho imbatível em combate. Outros vetores sem tais capacidades, ou sem focar demasiadamente apenas esta capacidade, realizam o mesmo trabalho com custo imensamente inferior.

      Bem como a capacidade de radares de nova geração talvez deixem esse "vantagem" muito menor.

      • F-111 Stealth?

        As missões realizadas por aeronaves furtivas como o B-2 e o F-117 foram totlamente diferentes das realizadas por aeronaves convencionais. O F-117 voou tranquilamente sobre o iraque e destruiu alvos impossíveis para outros caças, foi muito bem sucedido o B-2 a mesma coisa. Na líbia os B-2 atacaram áreas onde o Rafale nem se atreveu a chegar perto sem mísseis de cruzeiro.

        Por enquanto o Stealth tem fucnionado muito bem, sempre realizando as missões mais perigosas de todas as guerras.
        A prova disso é que o mundo intiero trabalha em projetos de aeronaves furtivas em um caminho sem volta.

  6. Nada surpreendente, toda tecnologia é superada com o tempo, uma ação que gera uma reação.

    Estava conversando com um colega aposentado da FAB e ele me disse que depois do sucesso dos UAVs controlados remotamente, o futuro poderá ser de UAVs que decolarão com um planejamento feito e realizarão a missão na rota prevista sem receber comandos, para evitar interferência, somente transmitindo. E com os velhos navegadores inerciais em conjunto com os GPS, para detectar interferências na recepção do sinal de satélite.

    • Um comentário inteligente, cada tecnologia obriga o exponenciamento da próxima, agora cabe as nações que tem projetos stealth correrem atrás, e assim nós dirijimos a evolução.

    • O Problema é o GPS, só o utilizamos se os EUA permitirem, no Iraque o sistema por motivos óbvios foi bloqueado durante o conflito. Como ficaria o uso desta tecnologia em caso de conflito do BRASIL contra um país membro da OTAN por exemplo?

      União Europeia (Galileo), Russia (GLONASS), China (Beidou) e Índia (IRNSS), desenvolve (ou já possui Russia) sistema próprio de localização por satélite. UAVs com tais capacidades demostram que provavelmente serão o futuro do combate aéreo, no entanto, tal tecnologia vai muito alem, necessitando de um alto investimento em satélites. Isso hoje está muito distante da realidade da maior parte dos países, nos incluindo também.

  7. A maior vantagem do F22 e F35 é a invisibildade, no mais tem pouca autonomia e armamentos, se realmente o avanço dos radares tornarem os stealth visíveis será complicado a vida para eles.

    • Sem ofensa colega, mas o F-22 e o F-35 não tem pouca autonomia.
      Mil quilometros de raio de combate sem cobustível externo não é pouco, é mais autonomia do que os F-18, Rafale, EF, harrier e fulcrum e etc.

      E mesmo que possam ser detectados continuarão muiot mais furtivos que os caças convencionais que levam armaneto externo.

  8. Caro W.Strobel, sim, e já estou esperando a compactação dos meios para ver essa tecnologia embarcada. E efetiva — já que eles devem ESTIMAR detectar um F-35 (não me consta que os EUA tenham cedido qualquer um dos Gabirus, ou mesmo mínimas informações sobre materiais compostos de construção, tintas ou demais substâncias reflexivas usadas nesse caça, para testes dos espertinhos da EADS). Futuramente, com o aparecimento de maiores minúcias de como os europeus chegaram a essa conclusão de eficácia, o assunto tende a ficar melhor…

    • Eles não vão revelar as minúcias, e vão poder acompanhar de perto os F-35 da Inglaterra voando. De graça, sem ter que pedir autorização.

      Antes poderia se dizer que é uma traição dos europeus contra os americanos, mas com os chineses e russos avançando passa a ser uma necessidade este tipo de radar.

      • Caro W.Strobel, eu não disse que minúcias a respeito serão reveladas. Disse que elas vão "aparecer"… E se eles "vão poder acompanhar de perto os F-35 da Inglaterra" é porque, até agora, não fizeram nenhum teste prático… 🙂

  9. A tecnologia e utilização como dito no próprio texto é conhecida a tempos, o que devem ter aprimorado é a seleção dos reflexos radar, até chegar no que se aproxima do alvo que estão a procura, ahahhahah

    Tão de sacanagem fazer isso num caça que pouco reflete e que lança brinquedinho a 300KM ¬¬

      • kkkkkkkkkkkkkkkk essa foi de lask. concordo com vc nossas forças são o maior museu do mundo kkkkkkkkkkkkkkk

    • Caro Jackson,

      Menos 🙂

      Mesmo essa tecnologia se mostrando eficaz, furtividade nunca será demais. E é bom lembrar que os futuros projetos de caças e ucavs dos EUA, tem em mente um novo nível de furtividade, o "broadband Steahlt". Um exemplo é o X-47.

      []'s

  10. E agora pro F-35? Qual será a vantagem de ser Stealth, então servira pra nada as baias internas, já que ele será detectado do mesmo jeito…

    Mas mesmo assim, ainda terá muito ganho operacional contra radares antigos, mas e aqueles radares checos e ucranianos que diziam detectar aeronaves furtivas como que fica?

  11. Muitas capacidades e tecnologias do ditos caças de 5G podem ser replicadas em plataformas 4,5 G, especialmente, radares, sensores, aviônicos, armamentos, etc…

    Más uma das principais características que diferenciam um vetor de 4G de um 5G , a furtividade, invisibilidade aos radares…não pode ser alcançada por um vetor originalmente de 4 ou 4,5 G.

    Só que esta furtividade já está sendo colocada em questão com o surgimento de radares capazes de detectar os ditos caças “invisíveis”…Perdendo assim a principal vantagem que possuem os 5G sobre os 4,5 G…Pelo menos na função de penetração e ataque ao solo…

    Quanto ao combate aéreo entre caças, acho difícil este tipo de radar ser eficiente e creio que fica mantida a vantagem proporcionada pela furtividade dos 5G.

  12. Olha, de um conceito até a finalização do produto vai um tempo ainda, mas quero ver conseguir atualizar ou filtrar todos os dados e dizer que uma aeronave steath está invadindo seu espaço aéreo.

    Bom, mas isso é problema para americanos, soviéticos e chineses, nós não temos com o que nos preocupar, nem aviões de combate temos mesmo.

  13. Mesmo assim continuará quase impossível realizar cálculos de tiro contra aeronaves stealth!
    Algumas pessoas acima acham que os americanos não sabem dessas coisas. Não adianta a furitvidade continuará sendo uma vantagem absurda sobre a concorrência.

  14. que pena, agora o SUPER-ULTRA-PUCHA-MEGA-HIPER AVIÃO DE COMBATE TABAJARA STATES F-35 NÃO É MAIS INVISIBLE!!!.

    KKKKKKKKKKKKKK.

    eu acho que esse projeto Stealth do f-35 foi uma pegadinha do malandro.

    hahahahahahahahaha.

    • "KKKKKKKKKKKKKK"

      Realmente risível seu comentário!

      Você acha que se fosse tão simples assim o mundo inteiro estaria investindo em aeronaves stealth. Mesmo que seja possível localizar caças F-35 ainda vai ser mais difícl do que localizar aeronaves convencionais com armas externas.
      Sempre haverá menos tempo de reação contra aeronaves furtivas, todas as forças aéreas do mundo sabem disso. Por isso china, Japão e Rússia estão projetando caças de baixa observação.

      Basta observar para ver que a era stealth está apenas começando.

    • Invisível é o Forevis-5 da sua força aérea né!

      Não voa, não aparece nos radares hahahahah

  15. Santa ignorância…

    Aeronaves stealth não são invisíveis: QUALQUER radar pode detectá-las. Invisível só o avião da mulher-maravilha e o FX2…

    O que ocorre é que como sua “radar cross section” é ínfima, tal detecção ocorre apenas quando o radar detector já está muito próximo da aeronave. E aí já é tarde demais.

    Além disso, o difícil não é detectar o alvo stealth, mas sim diferenciá-lo de outros sinais como pássaros, insetos, flares, chaffs, etc.

    Nesse sentido, não duvido que o radar passivo da Cassidian seja uma excelente máquina. Mas daí a pregar a obsolescência da tecnologia furtiva vai uma distância enorme. Até porque, se fosse assim, mais burros que os americanos seriam russos (T-50), chineses (J-20) e europeus (nEUROn) que tentam replicar tal tecnologia.

    Não adianta: a supremacia americana em termos de tecnologia de discrição ainda é décadas à frente dos “rivais”.

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