Bombardeiros B-2 Spirit na linha de voo da Base Aérea de Andersen, Guam, enquanto uma tempestade se aproxima ao fundo. (Foto: U.S. Air Force / Senior Airman Jovan Banks)
Bombardeiros B-2 Spirit na linha de voo da Base Aérea de Andersen, Guam, enquanto uma tempestade se aproxima ao fundo. (Foto: U.S. Air Force / Senior Airman Jovan Banks)

O bombardeiro B-2 Spirit está recebendo assentos ejetáveis atualizados, a mais recente em uma série de atualizações para o bombardeiro multifunção furtivo para manter a aeronave voando até 2050.

A Força Aérea dos EUA, na terça-feira, concedeu para AMI Industries Inc., uma subsidiária da United Technology Corp., um contrato de US$ 14,4 milhões para desenvolver um atualizado assento de ejeção ACES II (Advanced Conception Ejection Seat) como parte do Programa de Segurança e Sustentabilidade do serviço, de acordo com um anúncio de contrato do Departamento de Defesa.

O B-2, como outras aeronaves, como o A-10, F-15 e F-16 já utilizam essa tecnologia.

O trabalho de atualização dos assentos ejetores dos B-2s da USAF será realizado em Colorado Springs.
O trabalho de atualização dos assentos ejetores dos B-2s da USAF será realizado em Colorado Springs.

Documentos da Força Aérea dos EUA para o orçamento do ano fiscal 2017, que começa em 1° de outubro, mostra que o serviço vem planejando adquirir assentos melhorados para o B-2, sob uma linha de pesquisa, desenvolvimento, teste e avaliação (RTDE). O prêmio, no entanto, também vai usar os fundos do RDTE a partir do ano fiscal de 2015.

“Este contrato prevê um meio mais seguro de evacuação dos pilotos da Força Aérea, e reduz o custo e o tempo de manutenção ao remover ou instalar assentos”, disse o anúncio.

O assento ejetável contará com um encosto removível e estrutura que não requer a remoção das portinholas do B-2 para qualquer tarefa de manutenção”, disse.

Em 2008, o B-2 “Spirit of Kansas” caiu ao decolar da Base Aérea de Andersen, em Guam, a única queda de um B-2 na sua história. Ambos os pilotos conseguiram ejetar com segurança através do teto do cockpit.

A maior parte da aeronave, incluindo o seu teto, é envolto em revestimento que absorve sinal de radar, chamado de material de alta frequência alternativa, que permite a sua furtividade.

O assento ACES atualizado será mais modular porque as tripulações poderiam remover o assento através da escotilha de entrada, sem ter que remover as portinholas acima, como seria necessário se o assento fosse somente uma peça. Se isso poderia ajudar a preservar algum do revestimento furtivo devido a uma ejeção piloto, não estava imediatamente claro.

A companhia sediada em Colorado Springs deve concluir a fase de desenvolvimento e testes em dezembro de 2018.

A aeronave da década de 1980, com 20 de operação na frota atual da Força Aérea dos EUA, deve continuar voando com outras melhorias de comunicação, software, armas e arquitetura stealth. Com as novas tecnologias que aparecem para aeronaves de linha de frente dos inimigos, as atualizações do B-2 são concebidas para permitir que a aeronave passe a perna em vários momentos de combate.

Um tal aumento irá impedir que as ameaças emergentes de detectar a sua localização aumentando a consciência da frequência do B-2 com antenas e outros equipamentos eletrônicos de hipervigilância como parte de um programa chamado Modernização do Sistema de Gestão Defensivo.

“A chave toda é para nos dar uma melhor sensibilização do situacional para que sejam capazes de tomar decisões sensatas no cockpit, onde estaremos sobrevoando”, disse o Maj. Kent Mickelson, diretor de operações do esquadrão de treinamento de combate 394.

O B-2 tem operado em diversos cenários de combate, incluindo a Operação Allied Force, em Kosovo; Operação Liberdade Duradoura no Afeganistão, a Operação Liberdade do Iraque e, mais recentemente, na Líbia, durante a Operação Odyssey Dawn.

Fonte: DoD Buzz

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4 COMENTÁRIOS

    • Verdade! Se tem um país que tem larga experiência em ejeções esse país é a Índia.

  1. Esse é o verdadeiro brinquedo caro! Negócio de maluco investir num troço desses…

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