O ano era 2001 e o porta-aviões da Marinha dos EUA navegava ao largo da costa do Uruguai quando uma aeronave não identificada foi captado pela defesa aérea do navio. O capitão não titubeou e deu ordens de lançar imediatamente dois F-14.

No dia 9 de outubro daquele ano um Beechcraft B200T (matrícula 871) da Marinha uruguaia decolou do Aeroporto de Laguna del Sauce para mais um voo de rotina. Naquele dia, parte da frota uruguaia operava não muito longe da costa de Punta del Este. Acontece que ao mesmo tempo, o porta-aviões Nimitz estava esperando – a cerca de 130 km da costa – uma delegação de visitantes uruguaios, liderada pelo vice-ministro da Defesa, Roberto Yavarone.

O Nimitz era um dos emblemas da Marinha dos EUA. Ele passou dois dias em águas territoriais uruguaias durante trânsito do estaleiro Norfolk, na costa leste dos Estados Unidos, para San Diego, Califórnia, na costa oeste. A viagem era necessária porque suas dimensões o impediram de usar o Canal do Panamá e assim encurtar a viagem.

Pouco antes do pouso da aeronave americana com a delegação uruguaia, o comandante do porta-aviões foi informado da presença de uma aeronave na área em direção ao Nimitz. O alvo, não identificado, capturado pelos poderosos radares ativou imediatamente o sistema de defesa do navio.

O Comandante contatou a embaixada dos Estados Unidos no Uruguai. A embaixada, por sua vez, contatou a Força Aérea Uruguaia para estabelecer sua origem no Centro de Controle de Tráfego Aéreo do Aeroporto de Carrasco.

Enquanto os contatos estavam ocorrendo – as fontes não especificaram quantos minutos se passaram – o Comandante deu a ordem para “interceptar” a aeronave não identificada e dois F-14 Tomcat foram lançados.

A Força Aérea Uruguaia informou à embaixada que o avião detectado pertencia à Marinha do país e que tinha registrado o plano de voo no aeroporto de Laguna del Sauce, que foi então recebida no Aeroporto de Carrasco.

Com os F-14 já no ar, os pilotos foram informados que não havia perigo envolvido. Logo depois, os Tomcats retornaram ao navio. O episódio foi descrito por fontes militares uruguaias como uma “amostra da psicose” que envolvia os americanos naqueles dias, lembre, era 2001, menos de um mês depois do 11 de setembro.


FONTE: La Rede21

13 COMENTÁRIOS

  1. Isso não é psicose! É prontidão, treinamento, alerta, eficiência e profissionalismo.

    • Exato, operando em águas de outro país, muito distante de casa, independente de ter sido no quintal do Uruguai a prontidão deve ser mantida em grau elevado, tratando-se de uma Nau-Capitânia como um Porta Aviões Nuclear. Todo e qualquer contato é hostil até que se prove o contrário.

    • Isso…
      Ainda mais no litoral de um país tão hostil, perigoso e cheio de terroristas como o Uruguai..
      Poderia ser o Bin Laden tentando jogar o bimotorzinho no porta-aviões.
      Todo cuidado é pouco.

  2. Os americanos estavam certos na preocupação, poderiam ser um Zero japonês procurando vingança – quem assistiu o filme 'The Final Countdown' ( Nimitz volta ao inferno ) sabe o que eu estou falando.

    • O filme até que é interessante. E os F 14 abateram 2 zeros japoneses!!!!!!!!

      • Assisti no cinema quando eu tinha uns 13/14 anos, eu já gostava de aviação e história da 2ª GM, aquelas imagens na telona ( os F-14 variando o enflexamento das asas me tornou um fã desse bicho bem antes do Top Gun ) c/ o som alto… aquilo me marcou muito.

    • Não fossem nossos "queridos hermanos" argentinos como sempre nos prejudicando, hoje Cisplatina seria o quarto estado da região sul, de clima temperado e pastagens sempre verdes, e ainda teríamos o controle do estuário do prata.

  3. Um mês depois do maior atentado terrorista que os EUA sofreram, um avião não identificado se aproxima de um porta aviões nuclear deles, e alguns dizem que foi exagero mandar dois F-14 pra interceptá-lo…certo seria cruzar os braços e esperar pra ver né

  4. Uruguaios como sempre mal educados, chamar de "amostra de psicose" uma ação prevista de alerta.

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