O infame comercial da Pepsi onde a empresa pediu 7.000.000 de pontos em produtos para um jato Harrier.

“Reúna 7 milhões de pontos e troque por um Harrier!” Este era o “slogan” de uma péssima(?) campanha de marketing da Pepsi nos anos 90.

Em 1996, um dos comerciais da “Pepsi-Cola” gerou polêmica enquanto a empresa exibia sua campanha promocional Pepsi Stuff. Segundo a CBS, a campanha era simples: você poderia acumular pontos comprando produtos da Pepsi. Depois de reunir uma determinada quantidade de pontos, você poderia trocar por prêmios como camisetas, óculos de sol ou no caso – por 7 milhões de pontos – um Harrier.

“Com certeza é melhor do que o ônibus”, diz o ator no comercial, enquanto pousava em um campus em um Harrier feito animação gráfica. Mais tarde, essa cena seria a chave para classificar o “quase” desastre jurídico que se seguiu.

A propaganda da Pepsi chamou a atenção de um estudante de 21 anos, John Leonard. Ele só estava interessado em somente um prêmio. “As pessoas dizem: ‘bem, você não queria uma camiseta?’ E eu digo: bem, quando há um Harrier por 7 milhões de pontos da Pepsi, por que não mirar um pouco mais alto”, disse Leonard.

Leonard notou algumas “letras miúdas” no anúncio. No lugar dos rótulos, os consumidores podiam comprar pontos da Pepsi por dez centavos cada. Ele fez as contas e rapidamente descobriu que levaria US $ 700.000 para comprar os pontos da Pepsi de que precisava para trocar pelo Harrier. Depois Leonard tentou convencer cinco investidores “abastados” do que precisava para conseguir o Harrier: os US $ 700.000. E convenceu!!! Ele enviou à Pepsi 15 rótulos de produtos específicos além de um cheque e esperou pelo “prêmio”.

John Harris, vice-presidente e chefe de comunicações da “Pepsi-Cola”.

Mas o Harrier nunca veio. De fato, a Pepsi disse que o anúncio era apenas uma piada.
“Dezenas de milhões de americanos e pessoas de todo o mundo viram o comercial, entenderam a piada e riram”, disse John Harris, vice-presidente e chefe de comunicações da “Pepsi-Cola”.

O Sr. Leonard, não satisfeito com a resposta, contratou consultores e advogados e decidiu tomar uma ação legal. Depois que a Pepsi foi ao tribunal pedindo que a reivindicação de Leonard fosse declarada “banal”, ele entrou novamente com processo exigindo o Harrier. “As pessoas comentam que esse comercial da Pepsi está apenas tentando vender”, disse Leonard.

“Alguém que está tirando proveito do sistema legal e realmente não compreende o comercial da Pepsi”, rebateu Harris.

Então a pergunta tornou-se: John Leonard estava entre os melhores e mais brilhantes clientes da Pepsi, ou ele era apenas um incômodo? O correspondente da BBC John Blackstone fez a pergunta a várias pessoas na rua que pareciam apoiar Leonard. “Acho que ele deveria receber o jato”, disse um homem. “Bem, se ele bebeu tanta Pepsi assim, provavelmente deveria receber”, disse um garoto.

“Talvez ele seja um pateta, mas quero dizer que ele está correto fazendo esta reivindicação; se não puderem cumpri-las, não deveriam colocá-las no ar”, disse outro homem.

John Leonard. Imagem CBS NEWS

O executivo de publicidade David Verklin disse que um cliente como Leonard deve ser comemorado, não processado. “Você tem um cara aqui que fez algo muito inteligente”, disse Verklin. “Eu faria uma turnê pelo país em um jato Harrier. Eu o transformaria em um comercial de TV “, comentou.

A Pepsi não fez isso. Além de sua ação legal, atualizou seu comercial, aumentando o número de pontos necessários para o Harrier de 7 para 700 milhões.

No final, o processo de Leonard fracassou. Um tribunal realizou um julgamento em favor da Pepsi e decidiu que “nenhuma pessoa em sã consciência poderia razoavelmente concluir que o comercial realmente ofereceu aos consumidores um Harrier”.

O tribunal também acrescentou na rejeição do caso: “O jovem apresentado no comercial não é um piloto, alguém que talvez mal possa se confiar as chaves do carro de seus pais, muito menos na aeronave premiada, um caça do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.”

O vídeo a seguir mostra o “infame” comercial da Pepsi, onde eles pediram 7.000.000 de pontos por um jato Harrier.


Fonte: CBS

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1 COMENTÁRIO

  1. Logo nos EUA, onde empresas que fabricam secadores de cabelos põem nas embalagens "proibido o uso, plugado na tomada e ligado, dentro de banheiras cheias d'água", para evitar perder processos, a Coca-Bizarro faz uma dessas? 😀

    Há uns três anos uma marca nacional de preservativos ofereceu um voo (e somente isso) num MiG-31 Foxhound, mas haviam umas cláusulas em letras grandes, numa delas: se o tempo estivesse fechado, o voo seria transferido para o dia seguinte. Caso se repetisse o céu escuro, o voo seria cancelado e somente seriam permitidas as fotos de terra.

    Certamente, o ganhador simularia "canastronicanente" ser um Tom Cruise russo para selfies…

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