A batalha pelos céus – Aviões de combate da Primeira Guerra Mundial.

Albatros D Series

Os alemães desenvolveram cinco variações do Albatros D. Cada um foi construído na busca pela melhor aerodinâmica, impulsionando a manobrabilidade dos caçadores alemães. Da aparência do DI na primavera de 1917, cada Albatros D, por sua vez, deu aos alemães um breve período de superioridade aérea antes que seus adversários recuperassem a vantagem.

Foi um padrão que foi experimentado por quase todas as aeronaves e fabricantes da guerra.

Bristol Fighter

Introduzido pelos britânicos em setembro de 1916, o Bristol Fighter foi o melhor avião biposto da guerra. O piloto comandava uma metralhadora Vickers montada no centro e o observador/artilheiro estava equipado com uma metralhadora Lewis. Seu poder de fogo tornou-o mortal no ar.

Quando a Real Força Aérea (RAF) foi formada em 1918, ao Bristol coube a honra de sua primeira missão de combate.

Caudron R.11

Era um avião francês incomum. Triposto, foi projetado para ser um bombardeiro de reconhecimento, mas encontrou seu lugar atuando como um avião de escolta. Uma máquina acrobática equipada com cinco metralhadoras Lewis que logo acumulou várias vitórias ar-ar.

Para reduzir o arrasto, os motores foram alojados em naceles simples.

Fokker Eindecker

Um avião de asa única, o Eindekker já estava sendo usado pelas forças alemãs no início da Primeira Guerra Mundial. Não era uma aeronave excepcional, mas tornou-se significativa como o primeiro avião de guerra a ser equipado com o equipamento de sincronização de Fokker, permitindo assim atirar por entre as hélices.

O equipamento permitia que um piloto mira-se uma metralhadora montada para à frente simplesmente apontando seu avião. Max Immelmann obteve a primeira vitória ar-ar com um Eindecker no dia 1º de agosto de 1915, iniciando um período de superioridade aérea alemã sobre os céus da Europa.

Fokker Dr.I Triplane

Este avião chegou as linhas de frente em outubro de 1917. Seus três pares de asas tornavam-no mais lento do que os melhores aviões já em uso na guerra, mas também o deixava altamente manobrável. Ele rapidamente se tornou o avião favorito de Manfred von Richthofen, o Barão Vermelho.

Infelizmente, a estrutura do Dr.I tinha defeitos. Às vezes rasgava-se durante mergulhos muito acentuados, por isso foi logo retirado de serviço, mas Anthony Fokker criou um Dr.I personalizado com uma estrutura melhorada para Richthofen, e assim o temido Red Baron continuou a voar com um Dr.I no conflito.

Fokker D.VII

O Fokker D.VII entrou em serviço em abril de 1918. Inicialmente foi usado pelo velho esquadrão de Richthofen, onde Hermann Goering assumiu o cargo de líder após a morte do Barão Vermelho. Robusto e fácil de voar, o D.VII acabou popular entre seus pilotos e temido por seus oponentes. Em 12 de agosto de 1918, uma unidade de D.VII derrubou 19 aviões britânicos sem sofrer uma única perda.

O avião criou tão temível reputação que foi especificamente mencionado no armistício. Todos os D.VII deveriam ser entregues aos Aliados.

Morane-Saulnier Tipo N

Este pequeno monoplano começou como um avião de observação antes de se tornar o primeiro avião de combate francês. Sua incomum hélice de metal, embora parecesse ser aerodinamicamente adequada, acabou levando a um aquecimento excessivo do motor.

O Tipo N foi equipado com uma metralhadora fixa antes que os Aliados tivessem desenvolvido a sua engrenagem para poder disparar por entre as hélices. Defletores contra as bala de metal foram adicionados às lâminas da hélice para garantir que os projéteis que as atingissem não as danificassem. Foi uma técnica desenvolvida pelo piloto francês Roland Garros.

Infelizmente, os defletores de bala eram uma solução imperfeita para um problema sério. As balas que atingiam as lâminas da hélice enfraqueciam a montagem do motor, quebravam a hélice ou ricocheteavam para trás e acertavam o piloto.

Sopwith Camel

Oficialmente o nome é Sopwith Biplane F.1, mas este avião britânico é quase inteiramente lembrado pelo seu apelido.

O Camel era uma máquina poderosa e manobrável. Seu centro de gravidade para à frente e controles sensíveis significava que era fácil girar. Foi uma boa notícia para os pilotos veteranos em combate, mas às vezes provaram ser fatais para aqueles que chegavam.

A característica mais incomum do Camel foi a sua capacidade de fazer uma curva à direita incrivelmente rápida, alcançada usando o torque de seu grande motor. O torque também significava que o piloto tinha de segurar no braço o nariz do Camel que tentava constantemente sair de controle quando indo para a esquerda. Logo os pilotos aprendiam como lidar e quanto força força aplicar no primitivo manche.

Série SPAD S.

O S.VII, produzido pela Société Pour l’Aviation et ses Dérivés (SPAD), foi o primeiro avião de guerra de sucesso da empresa francesa. Robusto, poderia realizar o tipo de mergulho de alta velocidade que destruíam os triplanos Fokker.

Provou-se imediatamente popular, levando a uma sucessão de modelos da série S, tal como aconteceu com os Albatros D, com cada aeronave, por sua vez, dando aos seus pilotos uma vantagem, antes que os desenvolvimentos no lado oposto o alcançassem, equilibrando a balança do terror.

A série SPAD S foi extremamente popular entre as nações aliadas. França, América, Bélgica, Grã-Bretanha, Itália e Rússia o usaram. Os pilotos americanos da Escadrille Lafayette estavam pilotando o SPAD VII quando se transferiram do serviço francês para a Força Expedicionária Americana em 1918.

Vickers FB5

Apelidado de Gun Bus, foi o primeiro avião britânico a transportar uma metralhadora montada. Incomum aos desenhos tradicionais, tinha a hélice montada atrás da tripulação. Como o equipamento de sincronismo ainda não estava disponível, a idéia era evitar o problema de como disparar por entre a hélice. Assim a metralhadora foi montada no banco dianteiro, ocupada pelo artilheiro/observador.

O Gun Bus era forte, mas muito lento e tornou-se vulnerável à medida que melhores e mais rápidos aviões alemães surgiam no cenário de guerra. Depois de alguns meses de combate na frente, foi retirado e usado para fins de treinamento.


Fonte: War History Online; Francis Crosby (2010), o guia completo para combatentes e bombardeiros do mundo

 

 

12 COMENTÁRIOS

  1. A coisa mais maluca que fizeram foi a metralhadora sincronizada que disparava por trás da hélice, se quebrasse o sistema do sincronismo a metralhadora arrancaria a hélice, algo desagradável, ainda mais se o avião perdesse só uma pá, a trepidação era incrível.
    Um piloto que perdeu um pedaço de uma pá de hélice nos EUA nos anos 90 por defeito na hélice disse que a trepidação foi tanta que ele não conseguia ver o painel, depois de cortar o motor conseguiu pousar, mas o avião foi seriamente danificado pela trepidação.
    . http://www.wwiaviation.com/drawings/350px-Interrupter_ge...
    .
    . https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:A

  2. Sem duvidas o Albatros é meu favorito. Além de ser um caça muito bonito e simples, ele foi um avião bem dócil de voar. Tenho boas lembranças de um jogo chamado "Rise of flight", que é baseado na primeira guerra mundial. Voando o Albatros com amigos foi muito divertido.

    Também tinha um avião que não possuia ailerons, então ele torcia a asa para fazer manobras como rolagem e outras. Outro avião não possuia uma manete de potência, então o motor não possuia potência ajustável, era sempre no máximo. Soluções como essas que fazem esse período bem único na minha opinião.

    • Pelo que eu já li, o piloto só podia controlar a potencia do motor através dos magnetos, desligando e religando rapidamente, p/ não chegar a parar o motor, porque aí era o fim já que a partida era manual, girando a hélice.

  3. Grande Gio, se me permite um acréscimo, muita gente não sabe, mas o Fokker Dr-1 foi uma 'cópia' do Sopwith Triplane que foi o 1º caça triplano e que estava tendo muito sucesso.
    Outra coisa incrível é que muitas aeronaves naquela época utilizavam motores rotativos ( nada haver c/ o motor rotativo patenteado por Wankel na década de 1930 ), a hélice era fixada no motor e o conjunto todo girava!

  4. Ótimo artigo, a Grande Guerra é imbatível em histórias de pioneirismo!

    Duas rápidas opiniões: o mecanismo do Roland Garros é exemplo do desespero francês na Guerra, teve cada ideia aquele povo… E sim, o complexo esportivo que recebe o Aberto da França de Tênis é uma homenagem a sua pessoa.
    Incrível como Goering capitalizou sua participação na guerra, suas condecorações esconderam um homem corrupto, vaidoso, alcoólatra e de competência duvidosa.

      • Goering foi de facto um herói de guerra, com 22 vitórias aéreas e com inúmeras condecorações, como a Pour le Merite, a mais alta medalha prussiana. O que foi mais tarde, a meu ver, não deve apagar o seu mérito em combate.
        Assim como o Marechal Pétain, o herói da Primeira Guerra Mundial, que mais tarde capitulou aos pés de Hitler e chefiou o governo colaboracionista de Vichy.

        A Guerra Aérea da Primeira Guerra Mundial é de facto pouco falada, mas devia ser bem colorida, nos céus conviviam balões de observação, caças, bombardeiros e zepelins.

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