A Força Aérea dos EUA possuem hoje o que pode ser considerado a principal capacidade stealth do mundo, com seus caças F-22 Raptor e bombardeiros B-2 Spirit. (Foto: Master Sgt. Kevin J. Gruenwald / U.S. Air Force)

Tem sido um dos pilares da abordagem de alta tecnologia de guerra dos EUA por décadas. E agora, ela poderia se tornar obsoleta em poucos anos. A tecnologia Stealth – que hoje dá aos jatos fabricados nos EUA a capacidade quase única de escapar dos radares hostis – em breve poderá ser incapaz de manter aviões americanos encobertos.

“As vantagens da tecnologia stealth … podem ser corroídas pelos avanços em sensores e sistemas de mísseis antiaéreos, especialmente operados por plataformas de ataque tripulados operando dentro do espaço aéreo defendido”,

Essa é a conclusão surpreendente de um novo relatório de Barry Watts, um ex-membro do Gabinete da “bola cristal” do Pentágono e analista do Centro de Avaliação Estratégica e Orçamentária, em Washington.

“As vantagens da tecnologia stealth … podem ser corroídas pelos avanços em sensores e sistemas de mísseis anti aéreos, especialmente operados por plataformas de ataque tripulados operando dentro do espaço aéreo defendido”.

Os dois caças stealth dos EUA, o F-35 e o F-22, ambos fabricados pela Lockheed Martin.

Watts adverte em seu relatório de 43 páginas publicado na semana passada (clique aqui para ler o PDF).

Isso pode vir como um choque muito grande para a Força Aérea dos EUA, que apostou seu futuro nesta tecnologia, prevista em meio-trilhões de dólares para os próximos 30 anos. A Marinha, por outro lado, pode ter razões para dizer “eu avisei”. Ou seja, se a previsão de Watts se tornar realidade – e isso é um grande “se”, admite o analista.

“Nos últimos anos tem havido especulação de que os avanços em curso na detecção de radares e monitoramento terão, no futuro próximo, a capacidade de detectar os aviões furtivos, como o B-2, F-22 e F-35, que terão dificultadas as capacidades de sobreviver dentro do espaço aéreo negado “.

Sistemas de radares ligados em rede, poderiam anular a eficiência dos “escudos” eletromagnéticos dos caças Stealth, esta tecnologia foi descoberta incialmente por técnicos tchecos e foi testada com êxito por australianos, que detectaram a decolagem e epuderam acompanhar o voo de bombardeiros B2 que partiram de Guan no Pacífico, à milhares de queilômetros de distância.

Atualmente a tecnologia Stealth está ameaçada pelo avanço de tecnologias em radares VHF e UHF em desenvolvimento na Rússia e China, são sistemas de “detecção passiva”. Este sistema foi desenvolvido priemiramente por pesquisadores Tchecos. O último “usa o radar, televisão, telefone celular e outros sinais disponíveis para captar as ondas refletidas por aviões furtivos para encontra-los e monitorá-los”, explica Watts.

Os bombaredeiros B2 inauguraram a “era Stealth” dos bombaredeiros estratégicos, a USAF tenciona substituí-los, bem como os B 52 e B1-B por 100 novos bombardeiros Stealth.

Os caças F-35 JSF desenvolvidos pela Lockheed são a mais nova aposta na áres stealth dos EUA. (Foto: Lockheed Martin)

Estes novos sistemas de detecção poderiam inverter uma tendência de 30 anos que viu a USAF ganhar uma vantagem crescente sobre as defesas inimigas

Tudo começou com a introdução do caça stealth F-117 no final de 1980, seguido da adição do bombardeiro furtivo B-2 nos anos 90 e, mais recentemente, o F-22.

A suspensão do porgrama F 22 é um dos mais controversos revés nos programas dos “Stealth”, inicialmente a USAF espareava contar com cerca de 1200 caças, mas o F 22 poderia sofrer um novo golpe, segundo Watt, a “supremacia” do F 22 estaria ameaçada ainda antes do fim desta década.

Até agora, a Força Aérea tem procurado alinhar uma frota de aeronaves stealth de algumas centenas, o que de fato não tem ocorrido à contento.

Segundo Watt, até o momento a doutrina stealth que foi iniciada com a incorporação dos F 117 ainda não está plenamente operacional, há apenas algumas centenas de caças incorporados, enquanto que já se esperava para esta altura, alguns milhares.

A USAF planeja comprar mais de 1.700 caças stealth e cerca de 100 novos bombardeiros. Nesse sentido, a era stealth só agora está realmente surgindo, da mesma forma, as medidas eficazes de combate estão quase prontas, Watts ressalta. O que por outro lado demonstra que esta transformação prevista pela USAF ainda não é prática e que levaria ainda mais alguns anos, anos estes os quais as contramedidas desenvolvidas pelos adversários as tornariam obsoletas, antes mesmo de estarem plenamente operacionais.

Um jato de guerra eletrônica EA-18G Growler, da U.S. Navy.

O E/A-18G da Marinha dos Estados Unidos, é a aposta daquela arma para as ameaças dos radares, segundo Watt, um exemplo eficiente de resposta às ameaças.

Comparativamente, a Marinha tem jogado pelo seguro. Ao mesmo tempo que a Força Aérea estava investindo seus dólares de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia stealth, a Marinha optava por uma abordagem diferente para derrotar as defesas inimigas. Enquanto a Força Aérea planeja “ludibriar” os radares, a Marinha procura “jameá-los” desenvolvendo detectores e interferidores eletrônicos, destruindo-os com mísseis anti radar.

É por isso que aviões de guerra eletrônica como os E/A-18 G só estão incorporados no inventário da Marinha, e por esta razão, o F-35 C/B não agradar muito os almirantes com as suas “excepcionais” capacidades furtivas.

O UCAV X-47B da Northrop Grumman, uma das mais recentes armas stealth a voar nos EUA.

Um exemplo que demonstra claramente isto é a do diferença filosófica em desenvolver VANT-C ( de combate) como o X-47 construído pela Northrop, a aeronave é minimamente furtiva. Já o Boeing Phantom Ray que destina-se principalmente à Força Aérea, é indiscutivelmente mais furtivo que o F-35.

Watts no entanto não é tão catastrófico, em seu relatório ele ainda aponta algumas esperanças, especialmente galgadas em duas capacidades previstas para o F-35.

Seu artigo é tendencioso, mas Watt aponta sérios problemas e desafios para o programa F-35.

Primeiro, há o “poder da suite embarcada do JSF, sensor e computacional”, que como explica Watts “pode ??ser facilmente atualizado ao longo do tempo devido à arquitetura do avião e aviônica aberta, o F-35 possui a habilidade de ajustar a sua trajectória de voo em tempo real em resposta às ameaças, algo que nem o F-117, nem o B-2 foram capazes de fazer. ”

Até pouco tempo atrás, a formação de caças F-117 Nighthawk e B-2 Spirit representavam a força stealth da USAF. (Foto: U.S. Air Force

Em segundo lugar, o radar do F-35, o chamada ” radar de varredura eletrônica “, que poderia, em teoria, ser utilizado para bloquear um radar inimigo ou até mesmo colocar o código de software malicioso em seu sistema de controle.

Porém, nenhuma dessas capacidades é realmente perfeitamente eficaz isoladamente. Por isso o F-35 é completado com a sua capacidade de absorver ou desviar as ondas de radar.

Watts entretanto é duro ao afirmar que para sobreviver o F 35 teve de ser equipado com muitos sistemas “não furtivos”. Porém ele mesmo não apresenta uma outra forma para a USAF solucionar o problema, mas indica que VANT-C seria uma forma de desenvolver aeronaves mais furtivas.

Apesar de afirmar que em tese a “supremacia” stealth esteja ameaçada, Watt relembra que os adversários também apostam nesta tecnologia, o que não deixa de ser contraditório.

É importante notar também que os maiores rivais dos EUA, nomeadamente, China e Rússia, têm revelado novos protótipos de caças furtivos, nos últimos dois anos, o que demonstra os seus respectivos interesse nestes campo.

Watts descreve que o “fim da era stealth” é apenas uma das muitas grandes mudanças que poderiam ocorrer na guerra num futuro próximo, quando questionado sobre como fundamentalmente a condução da guerra poderia mudar ele responde “tudo depende “.

China e Rússia optaram por mistos de caças steath e semi-stealth, a aposta da USAF considera apenas os Steath, mas até o momento de nenhuma arma ou Força Aérea de fato opera única e exclusivamente estes sistemas.

Estaria Barry Watts, fazendo uma previsão catastrófica ou um alerta para o que muitos vem dizendo a duas décadas?

O elevado custo dos “stealth” justificam-se perante uma força ainda que tecninicamente inferirior, porém, numericamente superior e ligada a uma rede data link com radares e outros sistemas?

A mais recente entrada na tecnologia stealth veio da china, com o caça Chengdu J-20.

Curiosamente, uma das soluções aventadas é justamente a que tanto a Rússia quanto a China optaram, ou seja, por mistos de caças Stealth e semistealth para a defesa do seu espaço aéreo, será esta a solução que Barry quer apresentar a USAF em especial?

Pelo relatório, vê-se que ele claramente opta pela opção da Marinha dos EUA… Pode ser, mas como ele mesmo refere o “O fim da era stealth“ não é certo e dependerá de muitos fatores.

Fonte: Plano Brasil

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31 COMENTÁRIOS

  1. Acho que a interpretação é que o 'fim da era stealth' significa que muito em breve essas aeronaves furtivas poderão ser detectadas por radares no solo. Não terão mais passe livre…

    Mas daí, no que se refere aos caças furtivos, conseguir intercepta-los e dar lock on, é fora de questão…

    Um B-2, por exemplo, tem uma grande autonomia e não pode ser escortado por F-22 toda vida… uma hora ele vai aparecer no radar de alguém, assim como já chegaram a ' enxergar' o F-117…

  2. Tsc tsc tsc

    Bilhões de dólares gastos desenvolvendo aviões e técnicos tchecos descobrem um jeito de "dar a volta'

    Cadê a supremacia inquestionável da "América"?

  3. A marinha tem seus E/A-18G, e a USAF esta "reformando" alguns Eagles para atuar como batedores dos Raptors!

    Os 4G e os 4,5G vão voar por muito tempo!

    E por mas sombrio que pareça existe o risco da tecnologia se auto anular. O dia que as super potências tiverem os furtivos 100% operacionais o jogo fica igual pra todos, quem sabe não voltamos ao Dogfighter!

  4. Para quem se der o trabalho de ler o estudo em PDF, verá que é muito mais do questionar a tecnologia furtiva.

    Artigo muito bom, em que Barry Watts não aborda apenas a questão da furtividade nos caças, mas muitas das tecnologias, táticas e a forma de operar das FAs americanas e suas possíveis ameaças (China basicamente).

    O principal segundo o autor é a informação. Se você tiver a informação antes, terá a vantagem. Os americanos buscam isso usando de maneira extensiva sistemas de comunicação e controle baseado em satélites e redes internet. Ou seja o domínio do Espaço e Ciberespaço. A China tambem vai atrás disso. O resto é consequência, inclusive a tecnologia de furtividade dos caças e aprimoramento dos sistemas de detecção contra.

    Na questão da furtividade dos caças, nada de novo, o que haverá é sim novos meios ou aprimoramento dos atuais para detectar os caças furtivos, mas, ao mesmo tempo os caças furtivos estão desenvolvendo novos meios de evitar essa detecção como exemplificado no F-35 onde é capaz traçar um curso evitando radares, usar DRFM, e até mesmo cega-los através de ataque eletrônico.

    Ou seja, a guerra tecnológica continua, e quem está na frente tem de continuar investindo, e quem está atrás investir ainda mais.

    []‘s

    • Nick,

      com toda a certeza uma era ja deve estar ultrapassada muito mais rapidamente do q

  5. Que a invisibilidade dos caças stealth era questão de tempo para acabar era fato. Mas isso não desmerece os investimentos dos EUA nessa tecnologia, tanto que a Russia e a China também estão nessa mesma linha de raciocínio na produção de caças. O que vai acabar é o almejado "passe livre" que os EUA querem ter em todos os países. Eu li, porém não me recordo a fonte, que a Grã Bretanha já vinha estudando como anular os caças stealth até que os EUA deram um puchãozin de orelha e ofereceram o F-35 para que não prosseguissem nessa pesquisa.

    Os que produzem Stealth e também os detectam, estarão em uma situação superior aos outros países, não que o investimento tenha ido para o ralo.

    Eu sei que ainda é cedo para especular e que há as contra-medidas que serão instaladas nos caças… mas esses novos radares que passam a detectar caças stealth seria um golpe maior para o F35 que não tem um grande desempenho de velocidade e manobras, contanto muito com sua capacidade furtiva.

    Bem desculpe-me se eu tiver falando besteira mas sou só um curioso de aviação de caça.

    • Não está falando besteira.

      É que os caças em geral, são progetados como parte de um sistema maior. As vantagens que os americanos e europeus possuem em tecnologia eletrônica(radares, ECMs, decoys), em treinamento, consciência situacional e ou(C4IOSR) vão ser normalmente muito mais relevantes do que as difenças de performance entre cada aeronave.

      Embora o F-35 não tenha sido desenvolvido para ser super manobrável isso não significa que um piloto bem treinado não consiga vencer em dogfights. Principalmente com o sistema de abertura distribuída, que enxerga em todas as direções, e mísseis que poderão virar 180º, assim ele tem até vantagens.

      Quanto à velocidade, o supercruise seria mais útil para a interceptação, porém aumeta muito o consumo e reduz o alcance.

      Já a velocidade máxima quase nunca será usada e se for, o F-35 tem a vantagem de levar quase tanto combustível quanto um flanker, podendo manter o pós-combustor ligado mais tempo que os outros.

      Muitos afirmam que o F-35 foi progetado para ter grande capacidade de manobra em velocidades transônicas e supersônicas como o Raptor, talvez seja verdade.

      Abs.

  6. O Poder americano nunca esteve tão politizado como na atualidade e o pior é que são políticos ao melhor estilo tupiniquim. Se continuarem assim, a derrocada dar-se-á ainda dentro deste século…

    Não acredito que a capacidade stealth seja interrompida, pois para cada Quimera sempra haverá um Belerofonte…é uma Lei da Física, do Universo, para cada ação, uma reção de igual proporções…

    Vamos pintar nossos F(orever)-5 com tinta têmpera preta e ssair alardeando que são stealths…

  7. barry watts, o influenciador, o cara que tem a bola de cristal, ele influencia o futuro. Ora todos sabem que bola de cristal para ver o futuro não existe, então vamos analisa:
    1o. essa tecnologia de detectar o avião passivamente observando as ondas de radio dos celulares e tv refletida no campo eletromagnetico dos caças stealth. ora, essa informação deveria ser top-secret. então vem o mister barry e diz isso??????.
    Então e o mesmo que dizer, oi peesoal o nosso segredo e esse vão lá criem radares para nos detectar dessa forma.??????
    2o. O sr barry esta influenciando o futuro porque ele esta dizendo o que devemos fazer. então vamos nos acomodar e gastar muito dinheiro para detectar algo que já esta obsoleto a muito tempo. então os eua param de usar o campo eletromagnetico para anular as ondas de radar, e ai como num passe de magica o radar que o sr barry esta prevendo ficara inutil. e os caças stealths americanos continuaram sendo stealths, só mudaram o metodo de ludibriar os radares e sabendo eles os americanos como funcionaram os radares passivos futuros ficará mais facil ainda.
    3o muito bonzinho mister barry nos dando de bandeja o segredo dos caças stealths, voces não acham.
    4o. eu admiro muito os americamos como eles influenciam as pessoas e o futuro com o seu marketing, e fico pasmo como as pessoas se deixam influenciar sem nem mesmo questionar. um abraço amigos

    • Acabei esquecendo do Marketing, sem falar nos alienados de plantão.

  8. Como gerador de tecnologia, caças stealth já estão em estádio avançado.

    A capacidade furtiva, na prática, iniciou ainda nos anos 70, com os esquemas de pintura de baixa "visibilidade".

    Enquanto materiais compostos estavam em estudos avançados, para serem aplicados em aviões que estavam saindo das pranchetas dos projetistas tanto russos quanto americanos.

    Entretanto a tecnologia de radares não estavam preparados para esta nova geração de aviões, sem falar nos aviônicos, mas isto é outra história.

    Será interessante acompanhar o desenvolvimento de novos radares para detecção destas aeronaves, que, pelo visto, estão "nas fraldas.

    • Ewerton,

      Bingoooooooooooooooooo Esta tecnologia ja era perseguida nos anos 70 e bla, bla, bla……….e nem precisa escrever mais…….a caravana segue.

      PS; Us americanus ja estao na frente deles mesmo….hehehhehehe

      Sds

  9. Só para acrescentar Giordani … os nossos F(orever)-5 já são "stealth" , pois já não se vê eles voando … e concordo com o jose maria … pura fumaça esse Mr. Watts …

    • E acrescentando um pouco mais, os maiores especialistas em caças stealths são os suecos que inventaram um caça jamais visto por ninguém, mas que muitos juram que existe…heheheehehehehe…desculpem-me, mas não resisti…heheheehehe…

  10. O cara forçou a barra em alguns pontos, mas não disse nada absurdo.

    Se os EUA apostaram todas as suas fichas nos caças stealth, eles cometeram um erro primário. Os radares e sensores de bases terrestres "da concorrência" não vão parar no tempo por causa dos stealths. Isso é um desafio para eles, é assim que a tecnologia avança (coisas "impossíveis" que se tornam possíveis). Na surdina, estes eletrônicos estão a pleno desenvolvimento, não duvidem disso. Optar por caças stealth não é necessariamente abrir mão de radares e sensores avançados.

    A concepção das aeronaves stealth (não só as stealth) estadunidenses os torna totalmente dependentes de outros caças convencionais e dos AEW&C. Neste caso, o stealth é o atacante que vive na banheira. Ele recebe a bola, chuta, faz gol, e leva todo o crédito.

  11. Eu acredito sim que a capacidade stealth seja ameaçada a cada dia, pois foi assim com o dogfight após surgir a tecnologia pra BVR….

    Os radares não parám no tempo também evoluem e com certeza essa "nova" tecnologia vai dar trabalho aos stealths, não digo que irá acabar, mas sim que irá diminuir a capacidade furtiva!!

  12. Para um país que já teve quase 800 F-15 e quase 2000 F-16, num passado recente, ao mesmo tempo em serviço, ver sua redução quantitativa em detrimento de qualidade e furtividade, o assunto será sempre complexo e polêmico… e terá gente "bradando" suas conclusões e professias…! normal…

    Li o professor Bosco escrevendo por aí…, sobre a vantagem de se ser furtivo… ele dizia mais ou menos isso: que um avião furtivo sempre terá vantagens, pois se existem sensores que captam sua presença e anulam sua vantagem, estes mesmos farão isso com muito mais facilidade frente a um caça não furtivo… concordo em parte com isso… mas acho que o professor esqueceu de considerar o valor pago por um caça furtivo, sua disponibilidade perante sua complexidade maior, e, finalmente o número de unidade que irá se compor uma FA…. sendo assim de que adiantaria ter o F-22 numa guerra onde o inimigo, com o mesmo recurso gasto, teria 5 SU-50 para cada F-22? sendo que num mesmo range de sensores diversos (estes hipotéticos, mas prováveis, que o autor fala na materia) um aparece bem nítido (SU-50) e outro aparece pouco (F-22) mas o suficiente para ser descoberto, e perder sua única vantagem… pois a de combate ele já não tinha… a de manobrabilidade também… e a numérica se multiplicaria aritimeticamente, colocando o piloto do F-22 numa pressão psicológica brutal… compensaria, então, gastar recursos absurdos para "eu" entrar em combate, num descampado desértico, com farda bege de mesmo tom desértico, um belo fuzil tipo FNSCAR, todos os sensores mais modernos, onde o inimigo está em número 5x maior, usa farda preto mas tem sensor de movimento e 5 fuzis tipo M-16 para te aniquilar? o que eu pensaria? mesmo sabendo onde eles estão, não poderia me mexer da forma como eu fazia antes… se eu atirar num os outros me atacarão no mesmo momento… como posso dominar o cenário e negar superioridade e uso ao meu inimigo, inferiro em tecnologia, mas bem equipado, treinado, disciplinado e preparado para combater minhas tecnologias?

    Não seria melhor eu ter mais uns 2 ou 3 amigos, podendo assim trocar minha cara farda bege, por uma preta comum, mas manter minha supremacia em sensores e armas?

    Viajei legal eu sei… mas acho que a coisa vai por este lado!

    Onde as tecnologias vão estar mais próximas, onde o abismo não vai mais existir… e quem estiver bem informado levaria a real vantagem no campo estratégico e por consequência no tático também…

    Sds!

    • continuando… existe um exemplo, no mundo civil, hoje, que exemplifica isso:

      a 30 anos, para vc conseguir um desempenho de uma Ferrari, vc teria que comprar um Lamborghini ou um Porsche top, praticamente gastando a mesma coisa… Hoje vc compra um Nissan GTR ou até menos, por uma fração do preço de uma Ferrari… o que aconteceria com uma equipe que pudesse ter até 3 carros no grid? ela optaria por 3 Nissans ou por uma Ferrari para vencer o campeonato!? quais seriam as chances maiores? se vc bater a Ferrari uma única vez acabou! se preparar sua Ferrari para uma pista mista, sua pequena vantagem tb vai para o espaço, pois com 3 Nissans GTR, o teu adversário poderá ter 3 tipos de preparo…

      simplifiquei claro… mas é mais ou menos por aí… sempre falando em USAF e não como paises como o Brasil, que sempre terá o mesmo número de esquadrão/aeronave, não importa qual modelo… poderia ser 36 Rafales ou 36 Tejas…

      Sds!

      • Chicão,

        Acho que entendi sua visão 🙂

        Mas, para os EUA não tem volta. Duvido que venham a projetar e fabricar caças com design não furtivo. Seria um retrocesso. O que vejo é a utilização massiva de meios não tripulados como os Predators, Sentinels, Reapers para alguns tipos de missões… Em um nível mais acima o X-45/47 fazendo dupla com o F-35. E em um nível mais acima ainda, o F-22 até 2030 e seu sucessor depois disso.

        Comparado à frota atual, haverá uma diminuição, mas, não é o que vem ocorrendo desde a 2ª Guerra Mundial? A cada geração, os caças que sucedem a anterior tem mais capacidades, que suplantam a anterior e também custos maiores para aquisição e operação. O que estamos vendo com o F-22 e o F-35, não é diferente.

        Russos e Chineses não terão uma força aérea exclusiva de PAKFA e J-20, não teriam como sustenta-la. Farão um mix Hi-Lo com caças de 4ªgeração e posteriormente com 5ªG mas mais leves e baratos, como o F-35 . Ou seja o cenário de 4 PAKFA contra 1 F-22 dificilmente acontecerá.

        []'s

        • Nick, não é "minha visão"… na verdade quis entender a do sujeito… apesar de eu concordar com ele… até hoje não me desce o fato do F-22 ter tido cancelada sua produção… é um grande indício de que não vale a pena financeiramente falando… nem tanto pelo custo, altíssimo diga-se de passagem, de aquisição… mas pelos "cuidados" necessários que esta engenharia necessita…. sei lá…

          Abraço ao sempre perspicaz e cordial amigo!

  13. Vai chegar um dia , que o combate aéreo vai voltar ao tempos da 2ª guerra mundial e do VIETNÃ , combates próximos , com manobras defensivas e ofensivas , e com o uso de armamento de curta distância , como canhões , metralhadoras e mísseis de curto alcance, principalmente se o combate for entre duas aeronaves furtivas .

    • Ozeias,

      nao vou viver tanto para ver essa profecia, mas como vc acredito q a simplicidade das coisas terrenas deverao voltar as origens…..rsrsrrs

      Sds

  14. É uma briga de gato e rato. Tecnologia furtiva e depois anti tecnologia furtiva, e assim o mundo da guerra aérea vai.

  15. A tecnologia assim como a Natureza sempre acharão um curso a seguir, logo, uma nova forma de furtividade aparecerá, a guerra é um grande estopim para o avanço tecnológico.

  16. Pinçado do texto As vantagens da tecnologia stealth … podem ser corroídas pelos avanços em sensores e sistemas de mísseis anti aéreos, especialmente operados por plataformas de ataque tripulados operando dentro do espaço aéreo defendido”.

    O problema é que o comando e controle deste suposto sistema é destruído ou gravemente deteriorado nas primeiras 6h dos conflitos por mísseis de cruzeiro.

    Para mim, hoje, a tecnologia stealth não é crucial para a rápida obtenção da superioridade aérea pelos EUA, eles a conseguem a meu ver nesta ordem: uso maciço de informações obtidas pelos satelites militares, guerra eletronica, disparo de misseis de cruzeiro contra estações de radar, comando e controle, etc…, bombardeio estratégico ( na Libia os B-2 só fizeram rapina ).

    Falei dos EUA por que são os que puseram em operação a tecnologia stealth

  17. Eu sempre disse isso…que com os milhares de U$$$$$$ que custa um F-22, se pode investir em muitas coisas mais interesantes e supera-los em quantidade e tecnologias mais criativas e menos dispendiosas.

  18. Podem dizer que depois dessa é fácil falar, mas a muito tempo eu venho defendendo essa tese.
    O que aprendemos com a história das guerras?
    Toda nova arma gera o desenvolvimento de uma contra-arma para inutilizar as vantagens fornecidas pela primeira.
    Já durante a guerra nos balcans os sérvios conseguiram abater uma aeronave f-117 utilizando-se de radares de baixa frequência capazes de identificar aeronaves furtivas.
    Naquele mesmo dia eu me perguntei quanto tempo levaria até que todos os países que se sentissem ameaçados pela tecnologia stelf adquirissem ou desenvolvessem esses radares.
    Nesse quesito ponto para os europeus que desenvolveram aeronaves excelentes nas últimas décadas, sem a necessidade de gastar trilhoes de dólares numa tecnologia que em breve estará obsoleta.

  19. O que foi dito e que já foi abordado outras vezes é a capacidade de radares UHF/VHF terem a capacidade de detecção da tecnologia stealth, reparem que o artigo destaca a operação de radares em rede e a utilização de sinais de tv, celulares, etc.

    O principal problema que vejo é a capacidade de processamento necessária para filtrar a recepção dos sinais e também a rede necessária para levar tais sinais para a central de processamento.

    A estrutura necessária seria altamente complexa e com um alto grau de vulnerabilidade, nada que um bom trabalho de inteligencia e uma chuva de misseis de cruzeiro não resolvam, claro que é um grande obstaculo a mais para a força de ataque, mas não acho que seja intransponível a ponto da força desistir dos objetivos.

    Para anular tal sistema de radares de redes, bastaria anular a principal qualidade do sistema que é o sistema de comunicação e/ou as centrais de processamento. Sem contar que ainda demorará algumas décadas para tal capacidade se tornar móvel devido a capacidade de processamento necessária, quantidade de energia necessária e a rede necessária para transportar tais quantidades de dados.

    Entretanto com muito investimento em pesquisa e principalmente em infraestrutura seria possível montar um sistema parecido com a internet, onde o ideal seria ocorrer um pré-processamento em cada nó de tal sistema de forma a minimizar a necessidade em um local central e também criar uma forma de roteamento redundante do trafego de dados para se criar a ilusão de que um primeiro ataque possa comprometer a capacidade de análise de tais sinais. A grande vantagem é que seria praticamente impossível de se evitar a geração de tais sinais, pois para isso seria necessário o ataque a alvos civis o que nos dias de hoje é algo inaceitável e tambem seria inviavel devido a quantidade de alvos. O investimento seria em antenas de recepção e de análise de sinais tornando tais centrais invisiveis a misseis anti-radiação.

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