Poucos caças, especialmente os de motores a jato, foram construídos em números tão grandes e em num alto ritmo como o Mikoyan-Gurevich MiG-23. Além disso, o avião ia contra a abordagem soviética ao conceito de caça tático. Designado Flogger pela OTAN, o MiG-23 na verdade é um grande e mal compreendido avião.

Diante do desenvolvimento de caças ocidentais tecnologicamente superiores durante os anos 1960, os soviéticos não tinham a intenção de projetar um caça de alta manobrabilidade, em vez disso, eles queriam um caçador poderoso e rápido, que pudesse aceitar ou recusar um engajamento em virtude de sua maior velocidade. Teria que se adequar à produção em grande escala e, ao mesmo tempo, ter a capacidade de ser mantido e operado sob condições austeras.

Consequentemente, o MiG-23 deveria ser mais rápido em nível de voo e aceleração, e também ter um alcance muito melhor do que o MiG-21 Fishbed, mas não mais manobrável.

A maioria desses requisitos poderia ser atendida pela escolha de uma fuselagem bem aerodinâmica, acoplada à uma asa de geometria variável capaz de enflechar de acordo com o regime de voo, e cuja corda aumentaria à medida que a asa se movesse para trás, reduzindo assim a espessura à relação de cordas.

Essa asa geraria assim mais sustentação em baixas velocidades, enquanto produz menos arrasto em altas velocidades. Portanto, os engenheiros soviéticos optaram por dar ao MiG-23 apenas três posições pré-definidas (16, 45 e 72 graus) para manter sua construção simples e barata. Ainda assim o MiG-23 era capaz de operar em velocidades muito altas em baixos níveis.

O uso de asas de geometria variável, embora com posições limitadas, oferecia uma plataforma de armas estável com razoáveis cargas de armas, mas a capacidade de manobra, que poderia ter sido alcançada por construções muito mais complexas e caras, foi claramente sacrificada. A faixa de manobrilidade do MiG-23 é geralmente descrita como algo entre o F-104 Starfighter o F-4 Phantom II.

Todas essas capacidades do projeto – incluindo sua produção econômica – fizeram com que o MiG-23 se tornasse o mais importante caça tático soviético, sendo fornecido a muitas forças aéreas de países alinhados com a URSS durante a década de 1970 e a maior parte da década de 1980.

Isso levou a que o tipo fosse intensamente usado em muitas guerras “locais”, de menor ou maior intensidade, durante as quais o Flogger ocasionalmente confrontaria a última geração de suas contrapartes ocidentais.

Pouco se sabe sobre as experiências operacionais dos vários operadores do MiG-23, salvo por alguns detalhes escassos sobre os confrontos entre Israel e Síria no Líbano entre 1981 e 1985, todos provenientes de fontes israelenses. Esses relatórios indicam que o MiG-23 no serviço sírio sofreu grandes perdas sem ganhos. A conclusão foi que os soviéticos estavam errados com suas exigências para o projeto da aeronave – e ainda mais seus sistemas de armas – já que nenhum deles poderia igualar seus homólogos ocidentais.

Sob um olhar mais minucioso, no entanto, isso não é inteiramente verdade. Pelo contrário, apenas o desenvolvimento de caças muito mais poderosos, complexos e mais caros no Ocidente (aviões que jamais seriam construídos ou comprados em números e em uma taxa similar à do MiG-23). Enquanto isso, os aliados da URSS viram-se obrigados a ir a luta com um equipamento limitado, mas que estava disponível e em grande numero. Isso fez com que o modelo fosse considerado um “azarão”.

Muito antes dos MiG-23MS sírios combaterem os israelenses em enormes batalhas aéreas sobre o Líbano, outras três forças aéreas árabes também estavam em processo de compra – e em grandes números – do MiG-23.

O primeiro foi o Egito, que no início de 1974 comprou oito interceptadores MiG-23MS, oito caças-bombardeiros MiG-23BN e quatro treinadores MIG-23U. O modelo não teve uma carreira muito longa com os egípcios. Além disso, as relações Cairo-Moscou azedaram de vez e o Egito se voltou para a França como fornecedora de armas. Consequentemente, no final de 1975, todos os MiG-23 egípcios haviam sido retirados de serviço, sendo então substituídos pelos Dassault Mirages comprados da da França.

Em 1978, a China comprou dois interceptadores MiG-23MS, dois MiG-23BN, dois MiG-23U, dez MiG-21MF. Os chineses usaram a aeronave como base para o projeto J-9, que nunca se aventurou além da fase de pesquisa. Curiosamente a compra chinesa tinha uma clausula: o fornecimento de peças sobressalentes e suporte técnico para a grande frota egípcia de MiG-17 e MiG-21 fornecidos pela União Soviética.

O Egito acabaria por vender aos EUA seis MIG-23MS e seis MiG-23BN, bem como 16 MiG-21MF, dois Sukhoi Su-20 Fitter, dois MiG-21U, dois Mil Mi e dez ASM AS-5. Todos foram comprados para a Divisão de Tecnologia Estrangeira, um departamento especial do Comando de Materiais da USAF, responsável por avaliar tecnologias “inimigas”. Estes foram trocados por apoio de armas e peças de reposição fabricadas nos EUA, incluindo mísseis AIM-9J/P Sidewinder, que foram instalados nos MiG-21 egípcios remanescentes.

Muito antes dos soviéticos terem tido a chance de colocar seus MiG-23 em operação, o Egito já solicitava entregas do MiG-23 em 1970. Na época, o Flogger nem sequer estava em produção, e o pedido teve de ser recusado pelos soviéticos, que em 1972 apresentaram o MiG-23M. Após pedidos adicionais do Egito e do Iraque, no início de 1973, foi desenvolvida a primeira versão de exportação, o MiG-23MS, um modelo degradado e equipado com o sistema de armas do MiG-21MF e motor R-27F2M-200. Curiosamente, este foi fornecido pela primeira vez para a Síria – dois MiG-23MS e dois biplaces MiG-23UB enviados em caixas em outubro de 1973, a bordo de dois Antonov An-12B Cub.

Embora houvesse um senso de urgência em colocar essas novas aeronaves em serviço, os sírios achavam o MiG-23 mais exigente para voar e operar do que o anunciado pelos soviéticos. A conversão para o tipo levava mais tempo e era mais difícil do que os soviéticos disseram. Durante o início de 1974, vários MiG-23MS sírios foram perdidos em acidentes e, em abril, o 54th Squadron, baseado em Dmeyr, ainda não estava completamente pronto para o combate, pois apenas oito MiG23MS estavam operacionais.

Os combates continuaram. Em 1973, depois da Guerra do Yom Kippur. A situação era tão tensa que uma nova guerra parecia inevitável, especialmente depois de 18 de abril de 1974, quando a IDF/AF lançou uma série de ataques aéreos contra sítios de SAM sírios. Os sírios enviaram então os seus 8 mais modernos aparelhos. O capitão al-Masry decolou num MIG-23MS para o noroeste de Damasco. Ele continua sua história: “Na época, o MiG-23 era o avião mais moderno do nosso arsenal, mas tínhamos apenas oito do tipo. Naquele dia eu estava voando em uma solitária missão quando vi sete ou oito inimigos à minha frente – em uma formação. Eu nunca havia encontrado tantos israelenses de uma vez. Eu tentei entrar em contato com o comando de solo pelo rádio, mas havia um bloqueio muito pesado. Eu tentei a frequencia secundária, mas também estava bloqueada. Então mudei para a frequência aberta e enviei um pedido de ajuda explicando toda a situação. Então eu envolvi o inimigo e eles vieram para cima de mim. Eu realmente não tinha muita escolha: eles teriam me atacado de qualquer maneira, então eu os ataquei primeiro. “Eu lancei três mísseis, dois atingiram dois aviões inimigos e os vi cair em chamas.”

O resto da formação israelense imediatamente se dispersou em direções diferentes, e o MiG-23 sírio voltou-se para o aeródromo mais próximo, mas enquanto manobrava sentiu um duro golpe direto. “Enquanto eu estava manobrando, fui atingido por um míssil disparado por um Phantom israelense. Foi uma situação terrível. Meu avião estava em chamas e eu não sabia o que fazer. Eu disse minhas últimas orações e de repente o avião quebrou em dois pedaços.”

Al-Masry não conseguiu mais manobrar quando outro míssil atingiu seu MiG, fazendo com que ele se partisse em duas grandes seções e caísse no chão. Análises subseqüentes do padrão do ataque, do tamanho da explosão e das reivindicações israelenses contra o MiG-23 indicam que ele foi atingido por dois SA-6 em um claro caso de fogo amigo. Até hoje, Al-Masry não consegue lembrar claramente como ele sobreviveu a essa missão: “Eu caí no chão junto com a aeronave, e fui resgatado imediatamente. Fiquei muito machucado no ombro e no peito, e acordei de coma um mês depois.

Por derrubar dois F-4E Phantoms (até hoje a IDF/AF só confirmou a perda de apenas um Phantom naquele dia, cuja tripulação foi capturada pelos sírios), al-Masry foi subseqüentemente promovido a Major e premiado com a Medalha “Herói da República”. No entanto, ele nunca mais voou.


>>>Continua na parte II

Anúncios

37 COMENTÁRIOS

  1. Os sírios são famosos por inflar seus resultados e relatar abates inexistentes tanto que no Vale do Bekaa alegam ter derrubado diversos F-15 e F-16, o que não condiz com a realidade. Assim o número informado pelas IDFs deve ser encarado como correto

    • Na guerra a verdade é a primeira baixa. Os israelenses precisaram mentir menos porque seus resultados foram muito melhores.

      Não seja tolinho.

      • Ao contrário das ditaduras árabes o Estado de Israel é democrático! Assim é mais complicado omitir e falsear dados de modo que os dados israelenses podem ser reputados como verdadeiros meu caro tolinho!

        • A mentira nao escolhe entre ditaduras e democracias! As famosas ADM do Iraque vieram da "maior democracia do mundo".
          Detalhe, a diversas passagens no Velho Testamento a qual historiadores hj comprovam que se trata de inverdades ou detalhes inflados, principalmente sobre os acontecimentos antes da tomada e saque de Jerusalem pelos Babilonicos. Ou seja, em materia de mentir, Israel já era boa nisso a milenios!!

          • Não é apenas a arte de mentir. É a arte de se enganar. Todos agora, com os novos relatos, sabem que Israel seria derrotado em 1973 não fosse a salvação americana,
            Ocorre que os ventos estão mudando, e Israel continua demonstrando a mesma empáfia abusando da paciência da comunidade internacional.

            • Como dizia o poeta meu caro Xings "Suas ideias não correspondem aos fatos" e estes e a histórias mostram que as forças israelenses chegaram a 40km de Damasco e a 100km do Cairo. Ou seja, ainda que tenham atacado primeiro e recebido antes, durante e depois do conflito quantidades incalculáveis de armas da antiga URSS os árabes foram mais uma vez derrotados.

              E reitero, seu antissemitismo velado não engana mais ninguém!

        • Quanto a democracia há de se considerar que um grande contingente de pessoas que são controlados por Israel não tem direito de eleger representantes no parlamento deste país. Isso coloca uma grande aspas na palavra democracia. Discussão que por sinal nada tem a ver com o belo MiG-23.

          Ok, você não é nenhum tolo, mas dá uma forçada de barra.

          • Deixe que novos ventos estão começando a soprar no Oriente Médio.

            • Os "novos ventos" estão levando os fascistas a serem caçados até mesmo na fronteira da Síria com o Iraque, segundo consta pelos novos F-35I.

              Tente outra vez Xings!

        • Antes de mais nada não existe óbice para que eu use aqui um pseudônimo ou um nick desde não seja para o cometimento de crimes, ilícitos civis ou violar valores constitucionais. Assim creio que o questionamento quanto a isso resta descabido.

          Ademais, usar de "carteirada" ( Estudei Direito por cinco anos) para tentar afirmar que você está correto e os outros mentem não difere muito de como o "Dr. Bumbum" se promovia nas redes sociais, e veja no que deu…

          No que se refere à democracia infelizmente existe a falsa percepção de que ela apenas existe quando é do nosso agrado, não é à toa que há quem ache que impeachment é golpe, que desembargador possa conceder ordem de HC violando resolução do CNJ e desrespeitando julgamento de órgão colegiado e que presidiário pode se candidatar à presidência da república. Quanto à Lei em si ela não transforma os israelenses não judeus em cidadãos de segunda classe visto que os outros grupos étnicos religiosos que lá habitam não sofreram redução ou supressão de direitos. Ou seja, continuarão a ter assegurados os direitos fundamentais básicos como saúde, educação, voto e acesso aos cargos públicos e à carreira militar. Aliás, até recentemente o comandante da Brigada Golani, talvez a mais prestigiada das IDFs, era um druzo e também um druzo ocupou o cargo de embaixador israelense no Brasil. Árabes podem ser oficiais nas IDFs e também cabe mencionar Ishmael Khaldi, beduíno, que exerceu o cargo de vice-consul em San Francisco, EUA, e depois o cargo de Assessor do então Chanceler Avigdor Lieberman, hoje Ministro da Defesa.

          De igual forma as mulheres árabes israelenses continuam a ter direito à guarda dos seus filhos em caso de divórcio e o seu testemunho em um processo judicial tem o mesmo valor do dado por um homem, algo que não acontece na maioria dos países muçulmanos do Oriente Médio. E também não correm o risco de sofrer violência de gênero promovida pelo Estado tal como a sofrida pela iraniana Sakineh Ashtiani, que teve a peça acusatória emendada para incluir homicídio junto com adultério depois da sentença condenatória de primeiro grau.

          A verdade é que de fato a referida lei é perigosa mas não por representar uma supressão da democracia ou institucionalizar um "Estado do Apartheid" mas sim por dar munição aos seus odiadores do Estado de Israel ao redor do mundo, aqueles que em nome de um “humanismo” ou dos direitos de um povo prega de forma aberta ou velada a destruição do Estado Judeu e o extermínio do seu povo. E cabe lembrar o fato da referida lei ter sido aprovada por estreita margem no Knesset (parlamento) demonstra de forma inequívoca haver democracia em Israel visto ser o legislativo a primeira vítima das ditaduras e simulacros de democracia.

          Outrossim, e reforçando o caráter democrático do Estado de Israel, o judiciário é um poder independente e a referida lei pode lá ser contestada lembrando que a Suprema Corte Israelense já proferiu diversos julgamentos condenando o Estado em favor de minorias e mesmo de habitantes dos territórios ocupados.

          Pode rasgar seu diploma mas seria de bom tom que exigisse o dinheiro de volta da faculdade.

        • Perfeito. Só que a paciência dos países que tiveram pena de Israel, agora está se esgotando.

          • Vira o disco Xings! Seu antissemitismo velado não engana mais ninguém…

  2. O MIG 23 foi uma grande evolução na tecnologia aeroespacial, particularmente na área de alvos aéreos tripulados.

    • De todas as guerras que o Mig-23 lutou, apenas na Guerra do Golfo ele foi derrotado! Certeza que sua afirmacao é pura bobagem, só isso…..

      • A única "pura bobagem aqui" é a sua afirmação que o Mig-23 foi derrotado apenas na Desert Storm Pedroca mas isso não me surpreende afinal você não pode ver uma vergonha que já quer passar.

        A verdade é que os Migs-23 ML/MLD sírios foram derrotados sobre o Vale do Bekaa e na Guerra Irã-Iraque foram vítimas principalmente dos F-4E iranianos equipados com o TISEO (sensor eletroótico instalado na raiz das asas). Isso sem falar nos pilotados por soviéticos que caíram vítimas dos F-16 paquistaneses.

    • Site sem fonte alguma e que se baseia praticamente 100% em fontes vindas do Ocidente. Ou seja, 100% propaganda.

      • O referido site usa como fonte o ACIG.ORG de Tom Cooper, historiador respeitado mundialmente. Já você apenas repercute as mentiras contadas por sites russos e árabes Pedroca!

      • Os dados de cada abate estão relacionados.

        Basta citar os que não ocorreram ao invés de reclamar.

  3. No texto fala que a Guerra do Atrito aconteceu depois da Guerra do Yom Kippur. Não seria o contrário?

  4. Fico me perguntando qual realmente é a porcentagem de responsabilidade do avião em um engajamento desses. Estratégia, treinamento, armas, radares de solo, Alerta aéreo antecipado, medidas e contramedidas eletrônicas. Culpar somente o avião é sacanagem mesmo.

    • Em um caso, vc tem razão. O problema é a ficha corrida da aeronave. Muitas derrotas nas mãos de diferentes usuários e em diferentes situações.

    • O Mig-23 foi um fator de dissuasão graças à capacidade BVR ausente na SAAF, que estava sob embargo.
      Esse fator foi mais que compensado pelo excelente GCI montado pelos sul-africanos, que monitorava os perfis de voos do outro lado da fronteira e montava armadilhas.

      • Balela…..bastou o primeiro embate do Mig-23 contra um F-1 e esse ser derrubado a SAAF evitava a todo custo colocar seus avioes onde havia possibilidade de encontrar um Mig-23. Nao é a toa que o dominio dos ceus pelos Cubanos foi um dos fatores principais para a derrota Sul-africana.

        • Não me caro Pedroca! A SAAF não evitou "a todo custo" colocar seus Mirages F-1 frente aos Migs-23 cubanos depois do abate do jato do Capitão Arthur Pierce mas sim foi buscar mísseis mais efetivos em Israel no caso o Python III.

          • Acho que você esta certo, os misseis V3V Kukri dos F-1CZ dos sul-africanos só tinham 6 km de alcance efetivo. Os Mig 23 dos cubanos tinham R-60 com 5 km e R23 com, 25 km. O grande problema dos sul-africanos foram os 50 00 cubanos na Angola com o maior sistema de defesa antiaérea da África sul ocidental e muitos mais equipamentos dos que tinham os sul-africanos na Angola, além de uma estratégia melhor executada pelos cubanos. Os angolano já tinha tomado porradas de mais da UNITA e da Sul África.

  5. Esse é um dos meus caças preferidos, talvez pelo enigma que eles eram e grande mudança em relação aos MIG-21.
    Um dos motivos de seu fracasso foi a venda de versões degradadas à forças com moral baixo e treinamento inferior. Nas versões para o Pacto de Varsóvia, na época que entrou em serviço, acrescentou uma capacidade BVR inexistente nos aviões da OTAN, exceto EUA.
    Porém, mesmo quase desdentados, OS Mirage F-1CZ da SAAF se opuseram aos Mig-23, que conseguiram superioridade aérea sob duras penas.

  6. Boa materia. Esse foi um excelente jato, onde a USRR conseguiu nos anos 80 ter uma massa de jatos, seja "leves" como "pesados" com capacidade BVR, coisa que a OTAN nao o tinha. Sem falar que seus equipamentos de navegacão, comunicacão, ECM e link de dados eram muito modernos para padrões dos anos 70 e 80. A USRR nao era boba de colocar um caça desse na mão de seus parceiros pois sabia que facilmente iriam cair em mãos erradas, assim fazendo o donwgrade deste para exportacao, o que mesmo assim conseguiram resultados positivos na Siria, Cuba e Iraque.
    Logicamente a propaganda israelence e americana (que faz muita gente viver no mundo de bob e acreditar em seus numeros) diz o oposto, mas basta ver que justamente naqueles conflitos (exceçao guerra do golfo) onde ele foi, segundo a midia ocidental, "varrido" seus usuarios lograram vitoria (Angola, Guerra Civil Linanesa, Ira-Iraque).
    Detalhe: 85% dos Mig-23 abatidos, eram das versões de ataque ao solo

    • Meu caro Pedroca você fala de um tal "mundo de Bob" criado pela "propaganda israelense e americana" ao mesmo tempo em que tenta colocar como verdadeiras todas as lendas contidas no mundo encantado da Sput(pe)nik. Diante disso vamos restaurar a verdade dos fatos senão vejamos:

      – A apregoada "capacidade BVR" do Mig-23 que você ora apregoa era anulada pela vantagem que a OTAN e Israel detinham em guerra eletrônica e alerta aéreo antecipado. Esse fato foi cabalmente demonstrado no Vale do Bekaa quando os Migs-23 ML/MLD sírios perdiam toda a comunicação com o GCI após cruzarem a fronteira com o Líbano. Desorientados, os aparelhos rumavam diretamente para as CAPs montadas pela Heyl Ha'Avir onde eram facilmente abatidos. O resultado final é que pelo menos 35-40 Migs-23 foram derrubados sem baixas para Israel;

      – Na Guerra Irã-Iraque os Migs-23 iraquianos, em troca de escassas vitórias, tiveram muitas baixas contra os F-14 e F-4 Phantoms iranianos. Aliás em um episódio interessante um AIM-54 destruiu 3 Floggers de uma única vez.

    • Evidente que grande parte do sucesso, ou, diria a maior parte, deve-se ao treinamento dos pilotos.
      Começou com os feitos dos pilotos soviéticos na Guerra da Coreia e a teoria se confirma com os relatos de Angola.
      O contrário também ocorre, basta ver o sofrível rendimento de pilotos árabes que continua até hoje.
      Tanto no que diz respeito a embates aéreos quanto aos ataques a solo
      É incrível que vc tenha um F-15 abatido por houthis que andam de chinelos pelos campos de batalha.

      • Estamos a discutir o péssimo histórico em combate do Mig-23 e não outros aparelhos.

        Tente outra vez Xings!

Comments are closed.