Na próxima década, o mundo pode ver o mercado de novos caças entregar cerca 3.164 aeronaves.

Isso inclui impressionantes 1.771 Lockheed Martin F-35. As entregas do JSF devem subir de 147 em 2020 para 178 em 2021. Pelo menos 386 das aeronaves a serem entregues até 2029 ainda não foram oficialmente contratadas. Este é um dos maiores negócios de defesa em andamento. A seguir, vamos dar uma olhada sobre o que vem por aí:


Indian Air Force (Força Aérea Indiana – IAF)

Com os resultados da eleição nacional indiana dando ao primeiro-ministro Narendra Modi mais influência política, um pedido de propostas da Força Aérea Indiana deve sair em breve.

A disputa da competição contará com uma das mais longas listas de fabricantes de caças. Quem vencer levará o prêmio para fabricar 110 aeronaves. Estão na disputa a Boeing com o seu F/A-18E/F Super Hornet; a Dassault com o Rafale; a Airbus com o Eurofighter Typhoon; a Lockheed Martin com o seu F-21 (F-16 produzido na Índia); a Mikoyan com o MiG-35 e a Sukhoi com o Su-35.


Indian Navy (Marinha da indiana)

A Marinha Indiana quer 57 novas aeronaves de combate para substituir o MiG-29K. A competição deverá ser entre o Boeing F/A-18E/F, o Dassault Rafale e o Saab JAS 39M Sea Gripen.


Royal Canadian Air Force (Real Força Aérea Canadense – RCAF)

O Canadá está tentando substituir sua frota composta por 88 velhos caças McDonnell Douglas F/A-18 Hornet.

Inicialmente tudo indicava que o país iria optar – de forma natural – pelo norte americano Lockheed F-35A, mas durante a disputa eleitoral que deu a vitória ao primeiro-ministro Justin Trudeau, seu partido prometeu não adquirir o caça de quinta geração, alegando os custos do programa. Acontece que o Canadá é um importante parceiro do programa JSF, com sua indústria trabalhando desde o início, resultando em empregos bem remunerados. A administração Trudeau acabou arranjando um problema.

CF-188 Hornet

Quando a coisa se encaminhava para uma solução proposta pela administração Trudeau, adquirindo caças Boeing F/A-18E/F, irrompeu uma disputa comercial entre a Boeing e a Bombardier sobre o apoio do governo canadense a aeronaves comerciais, pondo uma pá de cal no negócio.

Agora o governo canadense, sob pressão, abriu uma nova licitação, onde os concorrentes devem ser o Lockheed Martin F-35, o Boeing F/A-18 E/F Super Hornet, o Eurofighter Typhoon e, talvez, o Saab JAS 39 Gripen E.

O Canadá provavelmente escolherá o F-35, já que é um parceiro internacional no programa.


Finlândia

Este vizinho escandinavo da Rússia também está olhando para o F-35, o F/A-18E, o Gripen E, o Rafale e o Typhoon. A Boeing fez tentativas significativas de influenciar os finlandeses em prol do Super Hornet, mas o F-35 continua sendo o grande favorito. Todas as empresas envolvidas apresentaram propostas iniciais; no entanto, a competição ainda está em um estágio inicial. O governo recém-eleito da Finlândia provavelmente não escolherá o novo caça antes 2021.


Suíça

A Força Aérea Suíça, como a Finlândia, está colocando seus contendores de combate em um teste de duas semanas para ver como a aeronave pode lidar com o terreno montanhoso do país, planejando testar o radar da aeronave e os sensores nas montanhas alpinas. O Typhoon e o Super Hornet já passaram por testes, enquanto o F-35 e o Gripen E estão devendo. A Saab ao que tudo indica não conseguirá levar o Gripen para os testes, mas prometeu que seu caça atenderá a todos os requisitos da competição.

Este é apenas um dos primeiros estágios do processo para fornecer até 40 novas aeronaves. Um contrato poderia ser assinado por 2022, com entregas para começar entre 2025 e 2030.


Cingapura

Esta pequena, mas rica nação asiática tem planos de comprar 60 caças novos nos próximos anos, quando começar a eliminar sua envelhecida frota de jatos Lockheed Martin F-16. A liderança da Força Aérea está propensa a adquirir o F-35A, mas o modelo F-35B também pode ser adquirido, uma vez que as reduzidas dimensões da ilha tornam o modelo ideal.

Outras aeronaves em consideração incluem o Boeing F-15E, o F/A-18E/F, o Rafale e o Typhoon. Atualmente Cingapura está no meio de um programa de atualização de seu F-16, elevando-os do padrão C/D para o padrão V, um processo que espera concluir em 2023.


Força Aérea de Israel (IAF)

A Força Aérea de Israel pretendia adquirir 50 novos F-35, mas recentemente indicou que pode comprar uma combinação de F-35 e F-15. Embora não seja uma competição formalmente declarada, alguns membros da Força Aérea de Israel se acostumaram à idéia de que o F-15 pode carregar um grande número de armas e que os militares seriam capazes de “personalizar” facilmente os sistemas do F-15.


Alemanha

A Luftwaffe quer comprar até 60 Typhoons ou F/A-18E, com o objetivo de substituir as missões de responsabilidade do Panavia Tornado. Embora os alemães tenham flertado com a ideia de comprar o F-35, o Ministério da Defesa eliminou o caça stealth norte americano e a versão avançada do F-15. Um Typhoon mais avançado seria capaz de cumprir as tarefas do Tornado ECR e facilitaria a transição da Força Aérea para o futuro Sistema de combate aéreo que a Alemanha e a França estão desenvolvendo com a Espanha.


Indonésia

Em 2018, a Indonésia fez um pedido para 11 caças Su-35 e está ajudando a financiar o desenvolvimento do sulcoreano KF-X da Korea Aerospace Industries. Ainda assim, as forças militares da Indonésia precisam de mais 48 aeronaves de combate e estão considerando o Typhoon, o Rafale, o F-16 Block 72 e o JAS 39 Gripen C/D (numa versão atualizada proposta pela Saab).


Peru

A Força Aérea do Peru tem uma exigência para 24 novos caças e está considerando Typhoons de segunda mão, o Korean Aerospace Industries FA-50, o F-16 e o MiG-35.


E o Brasil?

Embora a publicação da Aviation week não aborde o Brasil, é fato que a Força Aérea Brasileira deverá contratar um novo lote de caças Gripen E. Trinta e seis caças são insuficientes para dar à FAB uma real capacidade de dissuasão, ainda mais num território de dimensões continentais.

Ainda deve-se levar em conta a Marinha do Brasil. Ela vai descartar o A-4 ou vai substituí-lo? A aquisição do Atlântico, reverenciada por uns como uma excelente aquisição, deve ser visto como um alerta amarelo, pois praticamente elimina a aviação de asa fixa embarcada. Modificar o Atlântico e adquirir o F-35B é algo que o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim profetizou: é demais pra nós. Atualizando a frase, “é demais pra Marinha.”


Com informações de Aviation Week.

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31 COMENTÁRIOS

  1. Acho que muitos países da lista não farão compras na proxima decada.
    Não vejo o Brasil anunciando novo lote, pra mim morre com 36 e vão de MLU até quando der.
    Ja o Peru. seria interessante ver o Typhoon aqui no Cruzex.

    • Acho que um segundo lote sai por questões numéricas mesmo porque tem que completar os esquadrões. Mas um terceiro não sai não…e a marinha vai ficar sem aviões mesmo (embora eu pense que deveriam considerar operações ainda que limitadas no Atlântico, usando talvez o Harrier num primeiro momento)

      • Então, a mais de uns 10 anos atras, na revista força aérea (se não me engano), a revista conversou com o Cmd da época e esse disse que o FX2 seria para substituir os caças do GDA, jamais foi pensando para substituir o forevis5. Por isso eu acho que morre com 36 e vai de MLU até o talo.

        Quanto ao que vai substituir o forevis5, na real nem a fab sabe e imagino que no limite vão de umas dezenas de Gripen C de segunda mão. Essa coisa de completar esquadrão é pra inglês ver, sempre foi.

  2. A aviação supersônica da FAB sempre operou quantidades diminutas de aeronaves. Vejamos: Mirage-III (16 novos em 72' e outros tantos de segunda mão ao longo de mais de 30 anos de operação), Mirage 2000 nem conta, F-5 (36 E's+ 6 B's novos em 75' e depois disso só semi-novos por mais de 40 anos). Logo, acredito quedentro de uns 20 à 25 anos a FAB estará tentando comprar os Gripen E, de segunda mão, da súecia para reposição das perdas. Só isso..

  3. Estive pensando…o Atlântico não é feito para operar "de fato" aeronaves de asa fixa mas "suporta" aeronaves Harrier por exemplo. Será que não seria possível um esquadrão operando no Atlântico de forma simplificada? Com a manutenção mais complexa ocorrendo em terra? Sei lá…

    • O deck do Atlântico não suporta a operação de Harriers. Não suporta o calor gerado pelos gases do motor direcionados para baixo, os elevadores não suportam seu peso e ele precisa de Ski Jump para decolar com carga de combate. A Royal Navy jamais o utilizou no HMS Ocean.
      E não existe esta possibilidade de operar de forma mais simplificada. Nas agruras da operação em oceano, os desgastes e exigências de manutenção são maiores e ininterruptos. Tem que se ter toda uma estrutura, peças, ferramental, equipes, modificação no deck e no hangar, etc. O valor para todas as modificações necessárias seria proibitivo.

  4. Sem outros lotes do Gripen para a FAB todo esse programa não vai ter valido a pena. No caso da MB, o seu problema são navios, porém, olhando apenas para a Aviação, deveria manter os A-4 que serão modernizados e adquirir o Super Tucano para apoiar os Fuzileiros, ou quem sabe, hélis de ataque. Sea Gripen é um caça que ainda nem existe e para a MB embarcar nessa ideia, só se já tivesse resolvido o problema das escoltas e navios de apoio e só se um PA estivesse em produção.

      • Eu entendo o fetiche de ver nosso país usando os melhores equipamentos militares do mundo, compreensível, mas as coisas não são tão simples assim. No mundo real as coisas são diferentes, se informe um pouco mais, faz bem.

        PS: Não sei o que você anda lendo no Brasil247, mas sugiro procurar outro site pra se informar, esse aí é totalmente tendencioso!

          • O Brasil tem algo chamado Orçamento da União, onde estão todos os gastos previstos do governo, incluindo o setor militar. Para aumentar gastos com esse setor, teria que diminuir de outro como educação ou saúde, o que seria altamente irresponsável. O Brasil poderia sim ter optado pelo F-35, mas cairia nessa limitação orçamentária, então teríamos que ajustar o número de unidades. 12 talvez? O que seria muito abaixo do mínimo que precisamos. Você precisa entender que o F-35 é muito caro de se operar, não é apenas o valor da compra.
            Uma fatia enorme do orçamento militar vai para pessoal, o que precisa ser ajustado para as próximas décadas, principalmente as famosas pensões para filhas solteiras de militares.

            Na questão geopolítica, seria bacana se tivéssemos um aparato militar que nos colocasse no top 10 mundial (condizendo com nossa economia que está no top 10), porém as coisas são mais complicadas. Perceba que para um país se tornar um player global ele precisa ter a capacidade de influência, o que nós não temos não por falta de aparato militar, mas por falta de preparo, organização e por aí vai. Nós somos um player regional (desculpe a sinceridade aqui), e como tal, não necessitamos do caça mais avançado do mundo (ou o tanque, ou o navio). Primeiro temos que nos desenvolver como um país, fazer frente aos grandes, depois podemos pensar em investir mais em aparato militar. Não o contrário como fazem nações ridículas como Coreia do Norte.

            Mas eu entendo a vontade de muita gente em ver o F-35 voando nos céus do Brasil, eu gostaria também, mas muitas vezes a realidade é diferente de nossos sonhos!

            Um abraço e um bom domingo a todos.

            • 1- Gripen E custou no mais/ou o mesmo que o F35 de "não parceiro".
              2- Ah mais o F35 custa mais para voar, sim, mas o Gripen E vai voar? Eu so vi os M2000C saindo pra poucos rasantes e participando do Cruzex.
              3- Ah mais o Gripen é montado aqui, eu aposto que se quebrar um parafuso vão ter que trazer da Suécia, aqui é Brasilll!!
              4- ONDE, em que mundo comprar da Suécia que é irrelevante no mundo é mais negócio que comprar dos América?

                • O comentário mais "sem noção" da semana, trofeu abacaxi para o Eduardo.
                  E ainda tem a cara de pau de mandar os outros estudar…..

                • Falou o cara da remotorizacao do Pucara.

                  Nem vou me dar ao trabalho de dar links. Jogue no Google JSF e leia os requisitos do programa.

                  O caça já atingiu o valor de aquisição de 80 milhões.

                  O queda do valor da hora de vôo é o próximo. Na próxima década, será igual aos caças 4g atuais.

                  Isso é requisito do programa.

                • Vcs criam uma mentira, repetem exaustivamente essa mentira e começam a acreditar na mentira que vcs inventaram.

                  Tipo RD33 que não é fumacê.