Doze anos depois de seu primeiro voo, um F-35 finalmente caiu. A aeronave, a variante “B”, produzida com os requisitos do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, caiu na Carolina do Sul.

O incidente ofuscou outro marco do programa F-35 que ocorreu no mesmo dia, as primeiras decolagens e pousos do F-35B no mais novo porta-aviões do Reino Unido, o HMS Queen Elizabeth.

Felizmente, não houve mortes ou ferimentos no incidente, com o piloto conseguindo se ejetar em segurança. O jato caiu nos arredores da base aérea do USMC em Beaufort, na Carolina do Sul. A causa do acidente é desconhecida e permanece sob investigação.

Beaufort é o único lugar no mundo onde os pilotos treinam para pilotar o F-35B, a versão VTOL do F-35. A pequena ilha, em grande parte desabitada, está localizada a 4 km a nordeste de Beaufort, um importante centro da Costa Leste da comunidade de caças da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais.

O F-35B atribuído ao esquadrão VMFAT 501 (“Warlords“), uma unidade de treinamento de caça baseada em Beaufort.

Apesar da quantidade considerável de impressões negativas que o F-35 recebeu ao longo de seu longo ciclo de desenvolvimento, principalmente no excesso de custos, problemas de desempenho, alegadas falhas de projeto e seu status como um exemplo voador do complexo militar-industrial americano, o acidente do dia 29 de setembro é o primeiro na história de todo o programa.

O F-35 voou pela primeira vez em 2006 e, a partir de junho de 2018, todos os 300 pertencentes aos Estados Unidos e seus aliados acumularam mais de 140.000 horas de voo sem acidentes. Apesar de todos os atrasos e problemas orçamentários, o recorde de segurança do F-35 tem sido extraordinariamente bom.

Os fuzileiros navais planejam comprar 420 F-35, sendo 353 da variante “B” e 67 da variante “C”. Até o momento, 75 F-35B foram entregues ao Corpo de Fuzileiros Navais e ao Reino Unido. O F-35B substituirá o Harrier AV-8B e o F/A-18C/D Hornet.

A boa notícia é que, em comparação com o avião que caiu, o custo de uma substituição será uma barganha. Os primeiros F-35B custaram US$ 226 milhões cada. O preço dos jatos declinou lento, mas seguramente, a ponto de os últimos aviões custarem “apenas” US$ 115,5 milhões por unidade.

A investigação segue. E fora um comunicado da base aérea de Beaufort para que a população não toque nos destroços da aeronave, alegando que os mesmos são tóxicos, praticamente nada se sabe.


FONTE: Foxtrotalpha

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7 COMENTÁRIOS

  1. Custou muito caro para começar a cair. Entrou em serviço faz muito pouco tempo.

    • Não é Sputnice não! Mas não se esqueça que o Su-57 não cai porque não é produzido. E não voa…

  2. "Doze anos depois do seu primeiro voo, um F-35 FINALMENTE caiu" (!!!). Deviam estar à espera que isso acontecesse, e nunca mais acontecia… Muito cuidado com as palavras, precisa-se!?

  3. Vamos aguardar o relatório final do acidente pra termos informações do que realmente aconteceu. Será que virá a público a verdadeira causa desse acidente??

  4. O preço caiu, também e sobretudo, por pressão do amiguinho Trump. Não venha a Lockheed, o Pentágono ou o Grinch dizer que é "natural a queda dos custos, devido a economia de escala" e outros malabarismos, que até fazem sentido, contudo não são determinantes. A reclamação do começo do governo do topete é um marco inicial de queda de preço inegável. Depois foram contabilizar outras coisas.

    E se o Gabiru B vai bem, todos gostam dele, é legal (esse caiu e ninguém morreu), o Gabiru C está demorando a reaparecer em cena, pelo menos voando — não caindo. 🙂

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