O governo liderado por Narendra Modi, que venceu as eleições federais por mais um mandato de cinco anos, pode ser uma boa notícia para a Hindustan Aeronautics Ltd (HAL).

Espera-se que a vitória traga boas notícias para os vendedores de defesa indianos e para pequenos e médios empreendedores aguardando grandes contratos enquanto o país avança agressivamente em seu modo “Make in India“.

Com o ex-ministro do Interior Rajnath Singh agora entrando na defesa, as compras provavelmente sofrerão um aumento. Um grande projeto próximo à decolar inclui a compra de 111 helicópteros navais a serem construídos sob um complicado esquema de parceria estratégica (strategic partnership – SP) de US$ 3 bilhões. Se funcionar de acordo com o planejado, o contrato poderá ser enviado a uma empresa indiana juntamente com um parceiro estrangeiro até meados de 2020. O SP avalia empresas estrangeiras e empresas indianas e, em seguida, escolhe aqueles com os preços mais baixos e aqueles que atendem aos requisitos qualitativos.

Com a Airbus e a Lockheed Martin propensas a entrar na briga, a HAL, com sua instalação de helicópteros estabelecida, poderia ser um concorrente em potencial com o Kamov 226-T. Uma equipe da Marinha Indiana já visitou a Rússia para conferir a versão naval do Kamov. Em fevereiro, durante o Aero India, a Russian Helicopters assinou memorandos de entendimentos com cinco fabricantes indianos para a produção de conjuntos e componentes para os Ka-226T na Índia. Embora este pedido tenha sido dado à joint venture HAL/Rostec para 200 helicópteros o projeto naval provavelmente será beneficiado. A nacionalização do Ka-226T “é um projeto chave dentro do escopo do programa Make in India”, disse Victor Kladov, diretor de cooperação internacional e política regional da estatal Rostec.

A HAL atingiu um faturamento recorde de US$ 2,96 bilhões no ano passado, um crescimento de 7,8% em relação ao ano anterior. Sua carteira de pedidos ficou em US$ 8,71 bilhões em 31 de março, o final de seu exercício financeiro. A HAL espera novas encomendas de aviões de combate Tejas. Dezesseis aeronaves já foram entregues à Força Aérea como parte de um plano para substituir o MiG-21, e ainda existem vários pedidos que a HAL precisa resolver urgentemente.

Embora o governo da Índia não tenha aplicado multas por entregas atrasadas, no mercado global, o desempenho pontual é essencial. “O potencial é imenso, pois existe uma lacuna no mercado internacional de plataformas provenientes de fornecedores não ocidentais. A HAL possui uma gama de produtos diversificada e capacidade técnica nessa área. A empresa vai precisar aumentar suas habilidades de marketing também”.


Com informações de AINonline

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