No próximo dia 21 de dezembro, o ultimo F-4 ativo com a Força Aérea dos EUA será definitivamente retirado de serviço.

A cerimônia de aposentadoria e o voo final da última aeronave F-4 Phantom II no inventário de serviço ativo da USAF está agendada para a próxima quarta-feira, 21 de dezembro de 2016, na base aérea de Holloman AFB, Novo México.

O Phantom é considerado o maior sucesso comercial de um produto de defesa. O avião foi por décadas a espinha dorsal do poder militar do Ocidente. Além do seu poder bélico, serviu como produto de diplomacia, reaproximando nações.
McDonnell Douglas F-4 ‘Phantom’ ostentando a pintura comemorativa ao 5.000º Phantom produzido. O F-4 foi o jato militar mais bem sucedido do ponto financeiro da história!
Por duas décadas o Phantom carregou a responsabilidade de defender o Ocidente.

A cerimônia de despedida deste icônico avião contará também com uma exposição aberta ao público.


FONTE: Holloman Air Force Base – USAF

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33 COMENTÁRIOS

  1. Olha, vai me doer bastante quando o F-15 for também… Espero que demore até lá!

  2. Presto aqui as minhas homenagens para um caça fantástico, marcou uma era, na época dele foi o melhor ou um dos melhores, descanse em paz velho pássaro e obrigado por tudo que fez.

  3. Reza a lenda que era o preferido da FAB,.mas os EUA só liberaram o F-5 e a FAB foi de.Mirage III. Não sei se é verídico.

    • Escutei a mesma coisa de fontes diferentes. Também não sei se é verífico.

    • Seria legal ver esse documento da negativa dos EUA. Deve ter algum papel, memorando, relatório, etc e acho que se fosse divulgado, não haveriam ressentimentos, mágoas, pois muito tempo já se passou… Quais teriam sido os motivos? Desequilibraria o poderio bélico na América do Sul? Décadas depois o F-16 foi para a Venezuela… Receios com o governo militar?

      • Os americanos venderam caças F-16 a Venezuela por causa de Cuba, pois eles construíram uma base em Granada, o que colocaria os campos e plataformas de petróleo ao alcance de ataque da Força Aérea Cubana. Isso exigia maior capacidade de defesa aos venezuelanos. Posteriormente, os EUA invadiram a Ilha se Granada, dispersando tal ameaça.

      • Sim, a desculpa para não nos venderem o F-4 foi desequilíbrio regional de poder. A Argentina não tinha nada parecido, por exemplo.

        O caso do F-16 para a Venezuela não significa absolutamente tchongas. Eram modelos iniciais dos F-16A, caças diurnos, com pouca capacidade de fazer qualquer coisa além disso. Bem próximo do F-5E, de qualquer forma e nada de mísseis de médio alcance.

        • Os EUA fizeram muito bem em não vender o F-4 para a FAB, pois o mesmo teria quebrado financeiramente a Força. Se o Mirage III foi aposentado com 50% de vida útil da célula, imagina o F-4…

          • Eu só discordo de você por um motivo extremamente egoísta.

            Queria MUITO ver um F-4 voando hehehehehe. Vou ter que sair do país para poder ver isso. Acredito que exista um ou dois F-4's em mãos particulares nos EUA.

            • Você pode ir pra Grécia ou Turquia! Hehe

              Dizem que aquele F-4 Turco foi todo modernizado.

    • Resumindo o veto é real! Mas era uma forma dos americanos garantirem o apoio certo dos países na guerra fria. A FAB começou a escolher o novo caça já no inicio do governo militar. Havia razões para isso eramos vizinhos de países instáveis politicamente (Uruguai, Bolívia e Paraguay principalmente) países que já tinham focos de guerrilha de esquerda. Os americanos hesitavam em vender um avião supermoderno como o Phantom para o Brasil como medo da ambiguidade política do Brasil. Eles experimentaram isto quando pressionaram o Brasil a não utilizar navios de guerra arrendados da US Navy contra a frotilha francesa no episódio conhecido como guerra da lagosta. Pra quem não sabe, pesqueiros franceses estavam pescando em águas territoriais do nordeste sem autorização (1961-1963), depois de vários incidentes e proibições todas desobedecidas pelos franceses, uma corveta apresou pesqueiros franceses. Depois de protestos da embaixada francesa eles foram liberados e voltaram a pescar protegidos por navios de guerra franceses! Ao que prontamente o Presidente João Goulart respondeu mobilizando marinha e aeronáutica para se contraporem a frota naval francesa se necessário. Forças terrestres também foram colocadas em alerta sob o Comando do General Castelo Branco em Recife. Enfim muita tensão, os EUA pressionaram o Brasil a não utilizarem os navios de guerra da marinha brasileira contra um aliado deles, navios que eram arrendados pela US Navy, inclusive exigindo a volta deles aos portos de origem! Exigência veemente negada pela chancelaria brasileira! No final tudo se resolveu diplomaticamente e os franceses foram embora…Mas os americanos não esqueceram! Mais tarde já com Castelo Branco como presidente a compra dos novos caças foi vetada! As razões nunca esclarecidas, mas sabia-se veladamente o motivo. Uma alternativa de liberação ao veto foi oferecida ao Pres.Castelo Branco pelo lendário Diretor da CIA no Brasil – Vernon Walters, conhecido de Castelo Branco quando participou na europa na segunda guerra mundial. Os EUA liberariam os caças, com preços subsidiados e um monte de equipamentos militares, seriam de veículos de combate a fuzis modernos, submarinos convencionais não nucleares mas modernos e excedentes da US Navy, Fragatas, destróieres, e até mais um Porta-Aviões com 150 aeronaves McDonnell FH3 Demon, Isso tudo seria feito a médio prazo, e também haveria o reconhecimento oficial da legitimidade do governo militar pelos EUA. Em troca o Brasil deveria se comprometer a enviar uma força expedicionária militar ao Vietnam de pelo menos 10.000 soldados e grupamentos da marinha e força aérea e mais o reconhecimento e apoio do Brasil da legitimidade da intervenção militar dos EUA no Vietnam, coisa que a ONU nunca aceitou! O Presidente Castelo Branco acertadamente declinou da oferta e disse que o Brasil tinha uma vocação defensiva para suas Forças Armadas, e ressaltou que a participação na segunda guerra mundial foi uma exceção pelo caráter do conflito. E ainda que o Brasil continuaria apoiando o esforço de guerra americano na forma de medicamentos e até café, e que estaria disposto a defender a posição americana na ONU desde que todas as perguntas e dúvidas dos delegados das nações participes fossem satisfeitas! Castelo Branco era um gênio! Um estadista!

    • Os americanos vetaram inclusive novas compras de F-5, mas depois liberaram! Isto aconteceu em meados dos anos '85 no Governo Reagan! A FAB chegou a testar caças chineses (os equivalentes a MIg 21 e 23) e isto acabou pressionando os americanos que liberaram novas compras de F-5 de segunda mão!

      • Talvez você esteja esquecendo que venda de material militar para países estrangeiros precisa passar pelo crivo do congresso americano, e não apenas a balança de poder regional é analisada (com ajuda de representante da foreign affairs comission do senado americano), mas também outras questões. No final da década de 1970 o Brasil foi 'blacklisted' pela administração Carter por ser um país com violações dos Direitos Humanos já denunciadas pela ONU, e portanto uma venda de material bélico era automaticamente vetada.

        Os EUA sondaram sim sobre o possível envio de instrutores brasileiros ao Vietnã para os ajudarem com guerra na selva. Meu tio foi sondado sobre isso quando fazia curso pelo EB em Fort Bragg e na época havia acabado de chegar à capitão, mas foi apenas uma sondagem, e não houve oferta à nenhum dos oficiais que estavam com ele. É bom lembrar de novo, que na época, os EUA sondaram TODAS as nações amigas que haviam tido algum tipo de experiência de guerra na selva. Os Australianos toparam e enviaram tropas, por exemplo.

        Os únicos Navios-aeródromo que os EUA jamais negociou com qualquer outra nação, eram CVE's, incapazes de operarem com Demons, por exemplo devido ao seu fraco motor, o que torna a estória que lhe foi relatada algo bem difícil de ter sido verdade.

        Se Castello Branco realmente disse aquilo tudo, minha opinião sobre ele cai imensamente. Até porque fomos atacados durante a SGM, e reagimos de acordo, enviando unidades de combate para o Teatro Europeu, e isso não muda em nada o caráter defensivo de nossas FFAA. Nem mesmo durante as operações na Guerra do Paraguai, quando fomos invadidos e novamente reagimos de acordo.

  4. Gawain,

    antes tivessem vetado esses lixos. Pode ser que estivéssemos pior servidos hoje, o que acho muito difícil, mas também pode ser que não.

    A única coisa que eu sei é que F-Lixo não pode ser caça de linha de frente de una nação que pleiteia(ava) se sentar em uma cadeira permanente do Conselho de Segurança da ONU.

    • Um avião que nos serve desde 1975, quando recebemos os primeiros F-5B biplaces e F-5E monoplaces não deveria ser tratado como F-lixo. Deveriamos ter investido antes em outro vetor para primeira linha, mas não é culpa do F-5.
      Singapura usa seus 40 F-15SG e 62 F-16 bk 52+ e ainda mantem seus 39 F-5 para serem usador como um primeiro passo depois do curso nos 19 Pilatus PC-21na Austrália e 12 M-346 na França, se bem que eles são meio malucos, seu país tem a metade da área do município de São Paulo e mais da metade dos seus aviões ficam na França, Eua e Austrália porque eles não tem area util para treinamento.. https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:A

      • Respeito sua opinião, e agradeço a polidez com que a exprimiu.
        Bom, mesmo nos idos de 1975 o Tiger já não era uma "Brastemp", imagine agora? Perna curta, armamento deficiente e limitado, radar insípido e inodoro, pista longa demais para pousos e decolagens… quer que eu continue?

        – O vetor merece respeito? Sim!
        – Prestou ótimos serviços à nação? Não sei. Há controvérsias!
        – Deveria estar ativo hoje em dia? De jeito nenhum!
        – Pode ele se bater com as aeronaves de 4ª geração voando por aí? Nunca!
        – Provê cobertura aérea eficiente? Never.
        – etc…

        Vê, WRStrobel, por que chamo de LIXO? Quem não respeita o vetor é fraqueza aérea brasileira, que já deveria tê-lo colocado na aposentadoria há tempos. Como lift ou treinador, do jeito que faz Cingapura, tudo bem; como ponta de lança da fraqueza, nada bem!

        • Uma coisa interessante de Singapura é que não conseguem acionar a pos conbustão dos seus F-15 e chegar a velocidade máxima sem invadir a Malásia ou a Indonésia, por isso alugam uma Base nos EUA para treinamento pleno dos F-16-C/D 52+ e os F-15SG. Agora querem alugar uma Base na India para treinamento. Eles estão sempre aproveitando qualquer operação conjunta para poder treinar.

          • Capaz de fazerem como a China, fazer uma Ilha e falar que aquele pedaço de oceano é seu.

            • Vejam um F-15SG de Singapura operando dentro da 28th Fighter Squadron at Mountain Home Air Force Base (AFB) em Idaho, que maluquice, pagar para operar dentro de um Esq. Americano. No conceito deles é válido, pois fazem a mesma coisa que os americanos, aproveitando toda a experiencia, não como um visitante, mas como parte integrante do esquadrão. http://3.bp.blogspot.com/-fpzO0RzV67w/U_dVBFHJJRI

              • O certo era atuarem na europa, onde podem fazer umas interceptações.

                Na Austrália, no Pitch Black 2016, fiquei sabendo que o pessoal de Singapura se saiu bem.

            • A Indonésia proibiu a venda de terra para Cingapura, empresários corruptos da Indonésia estavam vendendo quantidades absurdas de terra para Singapura aterrar sua costa, com estes aterros eles construiram o maior porto do mundo em quantidade de movimentação de número de conteiners, só perdendo em movimentação de toneladas para um porto chinês.
              Eles são exagerados em tudo, sua costa se resume a este porto e eles tem quatro submarinos suecos antigos e agora encomendaram dois Type 218 alemães, com esta costa minuscula tem um dos melhores navios de resgate a acidentes submarinos do mundo, agora a Austrália contratou Singapura para atender aos acidentes com seus submarinos.
              …….. http://news.asiaone.com/A1MEDIA/news/05May13/othe
              ……..
              Vejam a qualidade do equipamento usado no navio de resgate deles: http://3.bp.blogspot.com/_4Ulhsnr0_Co/TGy9oYLv4kI

          • E se me permite dizer, estão certíssimos.
            Existe uma máxima no futebol – que eu detesto – que diz o seguinte: "Você joga como treina".
            Além, claro, de ter os equipamentos indicados pra situação, treinar é fundamental.
            Que o diga nossos vizinhos portenhos.

            Sds

            PS – interessante essa questão do PC dos F-15. Obrigado por compartilhar.

            • É meio controversa esta necessidade dos F-15 de Singapura, com metade da área da cidade de São Paulo e com dois potenciais inimigos muito próximos, Malásia, separada por um canal de 800m de largura e Indonésia, separado por um estreito de 40km de largura, a sua defesa em um conflito é praticamentee impossível.
              Eles tem que confiar em parcerias que os possam liberar em caso de guerra, as suas 4 Bases Aéreas estão ao alcance da artilharia do vizinho, assim fica difícil.

  5. Primeiramente, obrigado a todos pelos excelentes comentários: aprendi muito, principalmente quanto a questão do veto ao F-4.
    Li há alguns meses atrás que havia se encerrado o trabalho do F-4 como alvo aéreo na USAF, no caso, o QF-4. Haveria um último voo, de despedida, e quem assumiria seu pape seria o QF-16 (é, lá eles usam F-16 como alvo, mesmo que seja lá das primeiras gerações).
    Então, esse F-4 aqui que se despede seria o que? Algo como demonstração aérea, acervo?

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