Os finalistas do experimento até então são o A-29 Super Tucano e o AT-6 Wolverine.

O experimento de ataque leve da Força Aérea dos EUA deve ficar muito maior, com o serviço considerando adicionar drones, helicópteros e aviões mais sofisticados à mistura no futuro, disse o general do serviço.

“Qual é a combinação certa de asa fixa, asa rotativa, tripulada e não-tripulada que pode fazer o ataque leve?”, questionou Goldfein em uma entrevista no dia 26 de janeiro. “Qual é a combinação certa e como nós trazemos aliados e parceiros agora conosco, mas como expandimos esse experimento para trazê-los no projeto conosco?”

Enquanto a Força Aérea ainda está finalizando sua estratégia de ataque leve, os comentários de Goldfein sugerem que a falta de interesse das nações parceiras pode ter moldado a decisão de não avançar com um programa de compra no final do ano passado.

A Força Aérea dos EUA estava pronta para emitir uma solicitação de propostas em dezembro para uma plataforma de ataque leve. A competição seria aberta apenas para o Super Tucano, da Embraer Sierra Nevada, e o Textron AT-6 Wolverine, dois turboélices de asa fixa que, segundo o serviço, eram os mais adequados para atender às necessidades do programa.

Mas agora, outras aeronaves poderiam se juntar a eles.

Goldfein disse que a Força Aérea optou por não divulgar essa RFP por dois motivos: incerteza orçamentária em andamento e o desejo de expandir os parâmetros do que o serviço está buscando.

“Para nós, emitir uma RFP quando não sabíamos qual era o orçamento e definir uma expectativa de que estamos prontos para entrar na seleção de fontes quando ainda estamos trabalhando na estratégia, na minha opinião, eu teria sido irresponsável”, disse Goldfein.” Eu conversei com os dois CEOs envolvidos, e queremos ter certeza de fortalecer a parceria e construí-la à medida que avançamos.”

Goldfein acrescentou que o ataque leve não era algo fundamental para o que a Força Aérea dos EUA precisava, dizendo que só seria financiado se o dinheiro estivesse disponível nos próximos orçamentos.

O aumento da interoperabilidade tem sido um objetivo de longa data dos experimentos de ataque leve, mas parece ter assumido nova importância à medida que o experimento potencialmente avança.

Goldfein e outros oficiais da Força Aérea dos EUA falaram longamente sobre o potencial benefício de uma aeronave de ataque comum, pronta para uso, que poderia ser comprada por países que não podem pagar o F-16, mas ainda querem aprofundar os laços com a USAF. Ao longo do esforço, delegações estrangeiras foram convidadas a observar demonstrações de voo do A-29, AT-6 e outros candidatos anteriores na Base Aérea de Holloman, Novo México.

No entanto, nem todas as nações poderiam querer um avião turboélice como o A-29 ou o AT-6.

“Alguns países, na verdade, talvez queiram ter uma opção não tripulada. Alguns países, avaliam ter uma opção de asa rotativa”, disse Goldfein. “Alguns países optariam por uma aeronave de asa fixa, mas [apenas com] um turbojato [motor] em vez de um turboélice”.


Fonte: Defense News

6 COMENTÁRIOS

  1. Maior papo furado esse daí, nada a ver uma coisa com a outra. As empresas perdedoras tão querendo melar o projeto que estava já avançado e bem definido tentando estabelecer novas diretrizes pra "enfiar" seus produtos . Lobby nos Estados Unidos é assim.

  2. Qual o objetivo dessa mudança de escopo?
    As empresas perdedoras não estavam satisfeitas de ver um produto Brasileiro como um possível ganhador?

  3. Como eu disse em outra postagem, lobby das empresas made USA contra projeto competente, mas vindo de país terceiro mundo.
    Nunca vão deixar passar.
    Mesmo após os A-29 fabricados pela Sierra Nevada estarem se saindo bem no Afeganistão.

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