Uma aeronave C-130 Hercules da Força Aérea Eapanhola visto na unidade da OGMA em Alverca.

A OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal anunciou no dia 10 de julho que assinou um novo acordo com a Força Aérea Espanhola para manutenção pesada de quatro aviões C-130 Hercules

De acordo com uma postagem da OGMA na sua conta do Twitter, os trabalhos que se desenrolarão durante os próximos dois anos. O serviço faz parte da renovação de um contrato assinado em 2016 entre as duas entidades.

A OGMA é uma empresa portuguesa que fornece serviços de manutenção de aeronaves civis e militares e que se dedica também na fabricação de estruturas para aeronaves, incluindo do novo KC-390 da Embraer.

O seu capital é mantido 65% pelo consórcio Airholding SGPS, composto pela Embraer, sendo os restantes 35% detidos pela Empordef – Empresa Portuguesa de Defesa, S. A., uma holding do Estado Português tutelada pelo Ministério da Defesa Nacional e pelo Ministério das Finanças, que detém empresas públicas que se dedicam à produção de artigos utilizados pelas Forças Armadas.

A OGMA é uma empresa de referência no setor da manutenção de aviões militares Lockheed C-130 Hercules para as forças aéreas de diversos países, incluindo da frota C-130 da FAB.

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9 COMENTÁRIOS

  1. A OGMA pertence em 65% a Embraer e vai junto no pacote de compra pela Boeing, que irá investir mais na empresa elevando-a a um novo patamar de representatividade mundial.
    Parabéns a Embraer por ter investido em Portugal e alavancado de forma tão relevante o crescimento de seu setor aeronáutico.

      • Sucra, pode ter certeza que o KC-390 é uma opção em Madri. Mas quem tem C-130 não vai se desfazer dos seus tão cedo, pode apostar!! Vão modernizar e manter enquanto fizer sentido econômico e operacional.
        Mas a compra portuguesa ajuda a romper a inércia e a desconfiança de outros países. Já temos o BR com 28 unidades contratadas (peço perdão se o nº estiver errado, mas é o que tenho conhecimento) e agora PT com 5. Já são 33 unidades… nada mal!

        Boa tarde, forte abraço! ; )

      • A Espanha tem dezenas de A400M encomendados. Está sobrando aeronave de transporte.

    • Nada indica isso, pelo contrário, o que se espera é que a percentagem brasileira na OGMA continuará brasileira, por meio da Embraer.

  2. Amigo, o link nada diz que me contrarie, são 500 engenheiros para as fabricas da Embraer, que em Portugal são em Évora e chama-se isso mesmo, Embraer.
    As OGMA, eventualmente beneficiam, não só porque contam com acções da Embraer, conectando-a por essa via à Boeing, como também porque se envolvem em projectos, nomeadamente o KC, que são de interesse americano.
    As OGMA, ao que tudo AINDA indica, terão os 65% "de" Embraer conservados. Empresa portuguesa, com sede portuguesa, gerida maioritariamente pela Embraer. Ou seja, nada indica que a Boeing entrará nas OGMA de forma directa, eventualmente talvez com a Embraer como intermediário.

    • Amigo, independentemente de você estar correto, a tônica do meu comentário, o objetivo central dele, foi exaltar o impulso que a Embraer está dando ao setor aeronáutico português, apenas isto. E a questão sobre quem vai ficar com o controle majoritário é algo secundário e até irrelevante dentro do que eu quis expor. Portanto, OK, você está certo, agradeço pelo esclarecimento mas não há necessidade de criar um embate em cima disto.

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