capa_RH-53D_sobre o USS Nimitz_abril de 1980
Helicópteros RH-53D sobrevoam o USS Nimitz em Abril de 1980.

A tentativa norte-americana de libertar à força os reféns mantidos em Teerã resultou em fracasso, principalmente por inoperância dos helicópteros.

FL13Com a revolução que derrubou o Xá Mohammed Reza Pahlevi e levou ao poder um governo fundamentalista muçulmano, o Irã foi tomado por uma febre de antiamericanismo. Os Estados Unidos eram odiados por terem apoiado firmemente o regime anterior. Como protesto pela concessão de asilo ao ex-Xá pelo governo norte-americano, militantes islamitas invadiram a embaixada dos Estados Unidos e o edifício do Ministério das Relações Exteriores em Teerã em 4 de novembro de 1979.

Em cinco dias, o presidente Jimmy Carter autorizou a criação de uma força-tarefa conjunta para estudar a possibilidade de resgatar os 66 reféns norte-americanos tomados pelos iranianos. Essa “opção militar” foi mantida em segredo, enquanto eram tentadas medidas diplomáticas para a libertação dos reféns. Com o passar do tempo, foi ficando cada vez mais claro que não havia perspectivas de resolução do impasse. O regime dos aiatolás demonstrava a impotência dos Estados Unidos diante do fato de dezenas de seus cidadãos estarem sendo retidos no Irã.

Em 8 de janeiro de 1980, Carter declarou ao Congresso de seu país que “qualquer medida militar visando a libertação dos reféns quase certamente resultaria em fracasso e na morte deles“. Mais tarde viu-se, porém, que se tratava apenas de uma cortina de fumaça, porque o planejamento da missão de resgate estava praticamente completo, com os preparativos para a operação, chamada de “Eagle Claw” (garra da águia), já em andamento. Medidas pacíficas, por via diplomática, continuaram a ser tentadas até 11 de abril, sem nenhum resultado.

A Força Delta

A unidade escolhida para tentar o resgate por via militar foi a Força Delta, do Exército, baseada em Fort Bragg, Carolina do Norte. A Força Delta havia sido montada em 1977, nos moldes do SAS (Special Air Service, isto é, Serviço Aéreo Especial) britânico. Seu organizador tinha sido o coronel Charles Beckwith, que estivera com o SAS na Malaísia e com os Rangers e os Boinas Verdes no Vietnam; seu propósito era o emprego de tropas, de elite “de maneira criativa e sem despertar a atenção do público”, especialmente no combate a terroristas. Apesar de a maioria dos membros da força possuir, individualmente, substancial experiência de combate, a unidade enquanto tal não havia sido testada em ação.

No convés do Nimitz, o nervosismo cerca os preparativo para a partida dos helicópteros RH-53D.
No convés do Nimitz, o nervosismo cerca os preparativo para a partida dos helicópteros RH-53D.

Desde o início, a missão se defrontou com muitas dificuldades. Bem poucos oficiais mais graduados e políticos sabiam da existência da Força Delta e do que ela poderia fazer; muito tempo foi desperdiçado em análises de sugestões despropositadas feitas por pessoas que ocupavam cargos elevados, mas que não estavam realmente informadas do que se pretendia.

A Força Delta foi submetida diretamente à autoridade do Estado-Maior Combinado, para diminuir o tempo gasto com a tramitação de ordens e informações pela escala hierárquica, mas essa vantagem foi anulada pela divisão do comando da operação entre vários oficiais, nenhum deles com responsabilidade geral e absoluta sobre a missão.

Havia muita falta de informações precisas e confiáveis sobre o edifício da embaixada e seus arredores, sobre a quantidade e a disposição dos militares que guardavam os reféns, e até mesmo o número e a localização precisa destes últimos. Ao que se soube, a CIA não havia deixado pessoas trabalhando para ela no Irã, de modo que a Força Delta teria que selecionar e infiltrar seus próprios agentes, ou então operar em um país hostil sem informações adequadas.

Inicialmente, a solução preferida era a infiltração da força por caminhões procedentes de território turco, mas esse plano foi rejeitado devido às desvantagens políticas de os Estados Unidos utilizarem a Turquia como base da operação. O risco de um grande número de baixas fez descartar a possibilidade do lançamento da força em paraquedas, à noite. A escolha recaiu, afinal, sobre o uso de helicópteros.

Já escurecia quando os RH-53D puderam decolar. Dos oito que saíram do porta-aviões, apenas o nº 5 regressou. Ele interrompeu o trajeto após ser danificado por uma tempestade de areia.
Já escurecia quando os RH-53D puderam decolar. Dos oito que saíram do porta-aviões, apenas o nº 5 regressou. Ele interrompeu o trajeto após ser danificado por uma tempestade de areia.

A determinação do tipo de helicóptero a ser utilizado foi muito difícil; foram considerados o Boeing Vertol CH-47 Chinook, o Boeing Vertol CH-46 Sea Knight, o Sikorsky HH-53 e o Sikorsky RH-53D Sea Stallion. Por fim, foi selecionado o RH-53D, em boa parte devido à sua grande capacidade de transportar cargas pesadas. Completamente abastecido, o RH-53D pode levar trinta pessoas e, com menos combustível, cinqüenta. Além disso, um helicóptero caça-minas não pareceria fora de lugar a bordo de um porta-aviões.

Os pilotos da Marinha originalmente convocados para a Força Delta deixaram a desejar e foram substituídos por uma unidade de pilotos dos Fuzileiros Navais, comandada pelo tenente-coronel Ed Sieffert. O treinamento de voo noturno foi realizado no deserto, próximo à base de Nellis, em Nevada, e à base de Yuma, no Arizona.

Pouca autonomia

Mesmo com tanques extras, porém, os RH-53 não tinham autonomia suficiente para voar de Omã ou de um porta-aviões até o local escolhido no deserto, próximo de Teerã; teriam de ser reabastecidos no deserto. Inicialmente, planejou-se que eles seriam reabastecidos enquanto aguardassem no solo, obtendo combustível de enormes reservatórios de borracha, lançados por aeronaves de transporte C-130. As tentativas de lançamento destes reservatórios foram demoradas e sem muito sucesso, acarretando a mudança no plano original. Ao invés de percorrer toda a distância de helicóptero, a Força Delta agora voaria até o ponto de reabastecimento a bordo de três Hércules MC-130, enquanto os helicópteros voariam até o mesmo ponto diretamente do porta-aviões, sendo reabastecidos por três Hércules EC-130, cada um equipado com reservatório de combustível de 11 356 litros. Os EC-130 foram obtidos junto ao 7.º Esquadrão de Comando e Controle Aerotransportado, e os MC-130, junto a Esquadrões de Operações Especiais: o 1.º baseado nas Filipinas, o 7.º, na República Federal da Alemanha, e o 8.º, na Flórida.

Listras especiais de identificação são pintadas na asa dobrada de um Phantom F-4N do Esquadrão de Aviões de Caça/ Ataque (VMFA) 323, do Corpo de Fuzileiros Navais, a bordo do Coral Sea.
Listras especiais de identificação são pintadas na asa dobrada de um Phantom F-4N do Esquadrão de Aviões de Caça/ Ataque (VMFA) 323, do Corpo de Fuzileiros Navais, a bordo do Coral Sea.

Aos poucos, a situação de informações melhorou, com valiosos conhecimentos sendo colhidos dos treze reféns libertados em novembro e dos agentes infiltrados no Irã. A unidade antiterrorista da RFA, a GSG-9, ofereceu-se para pôr agentes em uma equipe de TV alemã que havia sido convidada para ir à embaixada; o SAS também ofereceu sua assistência para espionagem anterior à missão. Ambas as ofertas foram recusadas, pois não se desejava envolver governos estrangeiros.

Gradualmente, no entanto, o plano de resgate tomou forma. Foi escolhido um ponto de encontro no deserto, cerca de 500 km a sudeste de Teerã, e feito um reconhecimento pela tripulação de três homens de uma aeronave de transporte STOL (possivelmente um de Havilland Canada Caribou), em 31 de março. Nesse ponto de encontro, conhecido por “Desert One“, a Força Delta deveria transferir-se dos MC-130 para os RH-53, que seriam reabastecidos naquele mesmo local. Em seguida, a Força Delta seria levada até um esconderijo no deserto, em um distante leito seco de rio, cerca de 80 km a sudoeste de Teerã, chegando lá aproximadamente uma hora antes do alvorecer. Os helicópteros, então, voariam até outro esconderijo, onde haveria mais proteção. A Força Delta deveria repousar durante o dia, deslocando-se de caminhão até Teerã à noite, pois uma chegada de helicóptero faria muito barulho. Os reféns deveriam ser libertados pela invasão direta dos edifícios da embaixada e evacuados para um estádio de futebol de Teerã, ao qual se dirigiriam os RH-53. Dois vetores Hércules AC-130E estariam, nesse ínterim, no ar: um circulando sobre o Aeroporto Internacional de Mehrabad para evitar a decolagem de dois McDonnell Douglas F-4 Phantom da Força Aérea Iraniana, e outro circulando sobre a embaixada, pronto para deter qualquer blindado iraniano que tentasse intervir. Depois que a embaixada tivesse sido evacuada, a segunda aeronave destruiria os edifícios. No estádio, a Força Delta e os reféns deveriam embarcar nos helicópteros e voar para Manzariyeh, uma base não utilizada entre Teerã e a cidade sagrada de Qom. Em certo momento os norte-americanos consideraram a hipótese de retirada das forças do estádio em um Hércules equipado com sistema de decolagem auxiliado por foguete. Porém, quando a aeronave usada num teste caiu, essa idéia foi abandonada. Caso houvesse helicópteros insuficientes para transportar, de uma só vez, a Força Delta, os reféns e os agentes, seria feita uma ponte aérea. A Força Delta estaria preparada para se evadir por terra, caso fosse necessário.

A base aérea em Manzariyeh seria tomada por uma companhia dos Rangers que, juntamente com a Delta e os reféns, seria transportada até Omã por um Lockheed C-141 Starlifter. Em todas as fases da operação, a Força Delta poderia pedir apoio aéreo do USS Nimitz (CVN-68), que possuía aeronaves de ataque Grumman A-6 Intruder e Vought A-7 Corsair, bem como aviões de interferência Grumman EA-6B Prowler; a cobertura superior seria realizada por aparelhos Grumman F-14B Tomcat. Uma aeronave-ambulância C-9A Nightingale também estaria no ar.

Depois de decolar do Nimitz, os CH-53 assumiram uma formação em losango, mas logo passaram a voar aos pares, para enfrentar intensa tempestade de areia. Os seis CH-53 vistos aqui foram fotografados do próprio Nimitz, antes de se dirigirem para Desert One.
Depois de decolar do Nimitz, os CH-53 assumiram uma formação em losango, mas logo passaram a voar aos pares, para enfrentar intensa tempestade de areia. Os seis CH-53 vistos aqui foram fotografados do próprio Nimitz, antes de se dirigirem para Desert One.

No final de 1979, seis RH-53D foram transportados à ilha de Diego García, no oceano Indico. Nesse local, eles foram montados e testados em voo antes de serem embarcados no USS Kitty Hawk (CV-63) que estava prestes a partir para o mar Arábico. Em janeiro de 1980, eles foram transferidos para o Nimitz, que já trazia consigo dois outros RH-53D. O presidente Carter deu o sinal verde para a missão em 14 de abril, e a Força Delta,partiu para Frankfurt em 20 de abril; lá, juntou-se a ela uma equipe de treze homens cuja função seria a de resgatar o grupo de reféns presos no edifício do Ministério das Relações Exteriores. O grupo, então, voou para Wadi Kena, no Egito, lá chegando na manhã de 21 de abril. Apesar da intenção de controlar a missão a partir do Egito, onde havia instalações de comunicação via satélite, a missão em si seria lançada de Masirah, uma ilha ao largo da costa de Omã. Aquela altura, os RH-53 a bordo do Nimitz já haviam recebido uma camuflagem cor de areia, e as aeronaves da ala aérea do porta-aviões ostentavam faixas específicas que as identificavam como participantes da operação. Idêntico tratamento foi dado aos aparelhos a bordo do USS Coral Sea (CV-43), que substituíra o Kitty Hawk na área.

Permanece incerto o papel reservado a essas aeronaves na operação. Algumas fontes insinuam que elas deveriam ser utilizadas para lançar um ataque contra Teerã, para confundir e sobrecarregar as defesas iranianas. Na época, pelo menos, isso pareceu improvável, porque certamente provocaria muitas baixas civis e acarretaria um incidente internacional (não havia o precedente do ataque à Líbia que o presidente Ronald Reagan ordenaria em 1986). No entanto, um golpe punitivo contra as refinarias de petróleo iranianas pode ter sido uma opção considerada. As forças a bordo dos dois porta-aviões tinham capacidade para causar pesados danos. A bordo do Nimitz encontravam-se os A-7 Corsair do VA-82 “Marauders” e do VA-86 “Sidewinders”; os A-6 Intruder do VA-35 “Black Panthers”; os F-14 Tomcat do VF-41 “Black Aces” e do VF-84 “Jolly Rogers”, além de numerosos aparelhos Prowler, Lockheed Viking, McDonnell Douglas Skywarrior e Grumman Hawkeye. O Coral Sea levava os A-7 Corsair do VA-27 “Royal Maces” e do VA-97 “War Hawks”, juntamente com os Phantom F-4N do VMFA-323.

Um A-7 Corsair do Esquadrão de Ataque da Marinha (VA) 27 posiciona-se na catapulta do Coral Sea, enquanto outro aparelho do mesmo tipo, do VA 97, espera sua vez.
Um A-7 Corsair do Esquadrão de Ataque da Marinha (VA) 27 posiciona-se na catapulta do Coral Sea, enquanto outro aparelho do mesmo tipo, do VA 97, espera sua vez.
Um F-4N do Esquadrão de Aviões de Caça/Ataque 531, dos fuzileiros, é lançado da catapulta de bombordo do Coral Sea. O aparelho está armado com mísseis Sparrow e Sidewinder.
Um F-4N do Esquadrão de Aviões de Caça/Ataque 531, dos fuzileiros, é lançado da catapulta de bombordo do Coral Sea. O aparelho está armado com mísseis Sparrow e Sidewinder.

Em 24 de abril, a equipe de 132 homens embarcou em três MC-130 em Masirah, para o longo e desconfortável voo para o norte, até Desert One. O grupo consistia em 93 componentes da Força Delta, em treze homens destinados ao edifício do Ministério das Relações Exteriores, em doze motoristas, e em uma equipe de observação de estradas, além de dois generais iranianos, partidários do soberano deposto. O primeiro MC-130 decolou uma hora à frente do resto do grupo, passando a sobrevoar território iraniano a 120 m de altitude, a oeste de Chah Bahar. O voo não foi fácil mesmo com o radar de rastreio de terreno, com o sistema de navegação por inércia e com o equipamento infravermelho de visão frontal do MC-130. Afinal, a aeronave chegou a Desert One e acionou um sinalizador deixado pelo avião de reconhecimento, antes de pousar e pôr em ação a equipe de observação de estradas. Antes que o MC-130 pudesse partir, um ônibus iraniano apareceu no local, com 43 passageiros civis. Ele foi retido e revistado, sendo seus passageiros postos sob guarda. Pouco depois, passou um caminhão que, ignorando as ordens de parada, foi inutilizado por uma arma leve antitanque M72. O motorista conseguiu escapar em um carro que já o vinha seguindo. Logo em seguida, o primeiro MC-130 partiu.

Atraso na chegada

Os oito RH-53D estavam programados para chegar a Desert One cerca de trinta minutos após o último Hércules. Quando eles finalmente chegaram ao local, um a um, vindo de todos os quadrantes, registravam atrasos entre sessenta e noventa minutos. No todo, apenas seis helicópteros chegaram; um teve de fazer um pouso forçado no deserto sob suspeita de iminente ruptura de uma lâmina do rotor, e um outro retornou após perder parte do sistema de controle de voo e diversos instrumentos numa violenta tempestade de areia. O resto da formação havia atravessado grossas nuvens de poeira suspensa, e a dupla-chefe de RH-53 havia pousado no deserto e aguardado vinte minutos antes de prosseguir. As dificuldades encontradas pelos pilotos dos Fuzileiros Navais não foram amenizadas pelo fato de terem sido obrigados a depender do novo sistema de navegação inercial paletizado ao invés do Omega, ao qual estavam acostumados. Eles ainda tinham de voar com óculos noturnos passivos, com os pilotos e co-pilotos revezando-se no trabalho a cada trinta minutos. Quando o coronel Beckwith caminhou ao encontro do piloto do primeiro RH-53, surpreendeu-se ao ver que não era o líder da formação, o coronel Sieffert, mas sim o major James Schaeffer, um piloto cuja habilidade o havia impressionado profundamente. Ele ficou chocado ao perceber que Schaeffer estava em péssimas condições, esgotado fisicamente e quase incapacitado de continuar a missão. No entanto, à medida que os helicópteros chegavam, eles eram reabastecidos para a próxima etapa da jornada. Durante o reabastecimento a tripulação de um dos helicópteros localizou uma falha potencialmente perigosa no sistema hidráulico. Informações contraditórias dizem que a causa foi um pouso malfeito em Desert One, ou que o problema apareceu durante a jornada. Logo tornou-se claro que o defeito não poderia ser reparado e que, se aquele helicóptero continuasse, incorreria no risco de paralisação total do sistema de controle de voo. Fora previamente definido que seriam necessários, no mínimo, seis helicópteros para completar a missão, e portanto a operação Eagle Claw foi suspensa. Algumas informações sugerem que os comandantes no local pediram permissão para prosseguir. Fontes de informações em Paris disseram que israelenses que monitoravam as conversações de rádio revelaram que ocorreram debates ‘acalorados’. O certo é que o presidente Carter mandou suspender a missão, instruindo o Nimitz para “levar a cabo qualquer ação militar necessária para retirar as forças norte-americanas”.

E#14Apesar de que, conforme o plano original, os RH-53D teriam sido abandonados em Manzariyeh, foi decidido não abandoná-los em Desert One. Os Hércules, agora, já estavam ficando com pouco combustível, tendo ficado presos ao solo por mais de três horas com seus motores ligados, e o primeiro dos RH-53 a chegar a Desert One agora necessitava ser reabastecido para retornar ao Nimitz. Ele se ergueu em meio a uma grande nuvem de poeira, inclinando-se quando passava sobre a asa de um dos aviões-tanque EC-130. Uma das lâminas do rotor principal do helicóptero cortou a fuselagem do avião, causando enorme explosão. O fogo envolveu ambas as aeronaves. A munição detonou, impedindo a evacuação dos sobreviventes e impossibilitando a recuperação dos corpos dos três homens que haviam morrido no helicóptero e dos outros cinco que tinham perecido no EC-130. Vários dos outros helicópteros foram danificados, e todo o pessoal foi encaminhado para os Hércules que restaram. Os RH-53D foram abandonados, pois o combustível que os EC-130 tinham àquela altura era muito pouco para permitir que aguardassem a destruição dos helicópteros. A Força Delta voou de volta para Masirah, onde os homens foram transportados para aviões C-141 Starlifter e um C-9A. Dali, eles partiram com destino a Ramstein, na RFA, depois de reabastecidos em Bahrein.

Foi negada permissão para um ataque aéreo que destruiria os RH-53, evitando que caíssem nas mãos dos iranianos. Os helicópteros acabaram sendo explodidos pela Força Aérea Iraniana, e isso demonstrou que o Irã preferia ficar sem peças sobressalentes para os RH-53 de sua Marinha a deixar em aberto a possibilidade de outra operação norte-americana para a recuperação das aeronaves.


FONTE: Aviões de Guerra #22


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12 COMENTÁRIOS

  1. Excelente artigo, Gio.

    Só uma correção, o F-14B não estava no CVN-68, e sim o F-14A, afinal o F-14B(que até 1991 se chamava F-14A+) só entrou em operação em 1987.

    • Um dia ainda vai ser inventado um para ser usado com o capacete da motoca! Aí sim…aí sim…

  2. Texto excelente. Muito necessário trazer os textos da Aviões de Guerra ao público atual!

  3. mas no cinema a força delta do chuck norris derrota um exercito inteiro

  4. Fizeram aquele filme, Argo, com esse tema dos reféns na embaixada… Se tivessem feito um filme mostrando o drama das tentativas desses resgate ai do texto teria ficado um filme mais bacana.

  5. Amigos, esse é o tipo de história que só umas poucas potências são capazes de levar a cabo. Só um player global pode pensar nisso, num resgate de seus cidadãos do outro lado do mundo. Imagina se fossem cidadãos da Ilha de Vera Cruz…imagina…ainda iam dizer que a culpa era dos cidadãos…

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