Quando se fala no F-5, logo se desperta na comunidade aeronáutica uma relação de amor e ódio. Afinal, o avião atende ou não atende aos requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira?

Quando em 1974 trovejava sobre os céus brasileiros o segundo caça supersônico da FAB, o país entrava definitivamente na Era da “moderna Força Aérea”. Segundo o historiador e jornalista aeronáutico Rudnei Cunha, o F-5E foi o primeiro caça da FAB capaz de reabastecimento em voo. Enquanto o Mirage IIIEBR se destinava a cumprir missões de interceptação, ao F-5, desde o início, coube-lhe o papel de superioridade aérea, interdição e ataque. Mas afinal, foi uma boa escolha?

O F-5E Tiger II nasceu das lições aprendidas no Vietnã pelo F-5A Freedom Fighter, ‘sanando’ as deficiências do jato. Apesar do F-5A ter sido considerado o caça menos oneroso, tanto em homens/hora quanto em custos. O Freedom Fighter foi muito elogiado no ataque ao solo, embora usa-se em 1967 uma simples mira, tão moderna quanto a de um P-47 Thunderbolt, precisando executar um mergulho raso, mas devido a sua agilidade, o avião se esquivava fácil da AAA inimigo. O caça foi considerado o avião menos vulnerável do arsenal aéreo americano na guerra. Apenas dois jatos foram perdidos em combate. Em compensação, o F-5A foi muito criticado por necessitar de longas pistas, ter pouca autonomia e a incapacidade de levar a maior parte do arsenal de guerra dos EUA. O grande problema do caça era que a altura da pequena asa em relação ao solo praticamente impossibilitava o transporte de uma maior variedade de bombas. Até mesmo o transporte de napalm era complicado. Descobriu-se também que a posição do canhão ‘sujava’ o para-brisas, isso quando a munição não explodia dentro do cano, destruindo os aviônicos – em algumas vezes arrebentando o para-brisas. O uso do F-5A no Vietnã foi mais político do que efetivo. Alguns oficiais da USAF queriam um caça ágil em ação naquele teatro, mas o comando da USAF ainda estava sob a cartilha do caça grande, pesado e armado só com mísseis. Talvez se o Freedom Fighter tivesse tido a chance de engajar alguns MiGs, a história do caça fosse outra. Nunca saberemos.

O F-5 e o Brasil

Já em 1965, a FAB havia manifestado interesse no F-5A, mas por razões de outras necessidades, segundo o historiador Rudnei Cunha, a compra foi postergada. Nos anos 1970 a FAB precisava de um novo vetor para substituir o AT-33, que realizavam missões de interdição e superioridade aérea. Depois de analisar caças como o Harrier, o Jaguar, o Fiat G91 e o A-4, a FAB optou pelo Northrop F-5E.

Para manter a tal “austeridade” do F-5A, a Northrop manteve o mesmo pacote base aerodinâmico, com mínimas modificações. O resultado foi um avião mais potente, mas com os mesmos vícios.

O Brasil é um país continental. Países com tais dimensões procuram ter seus aviões dispersos pelo território. Isso demanda um elevado numero de aparelhos e aí é que começou, por assim dizer, o lado ruim do F-5 no Brasil.

Quem tem 10 aviões, em raríssimas oportunidades terá os dez para uso. Praticamente não existe disponibilidade de 100%. Uma parte sempre estará em manutenção, portanto, um baixo numero de aparelhos representa uma baixa disponibilidade. Atualmente a FAB tem a disposição, segundo fontes não oficiais, cerca de 48 caças F-5M. Se considerarmos todas as variáveis, deve haver cerca de 20 aviões pronto para ação. Convenhamos, para um país do tamanho do Brasil, isso soa como uma piada de mau gosto. Para piorar, o F-5E tem uma autonomia pequena. Diz-se que totalmente carregado (para ataque), seu alcance é de meros 300 km. Em 1974 isso poderia ser desconsiderado, mas lembre que atualmente existem bombas planadoras que podem ser lançadas de uma distância de 100 km! Portanto, o F-5E teria de operar próximo a linha de frente e aí já é outro problema.

Em 1951, durante a Guerra da Coreia, o F-86, o ápice da tecnologia da época, para dar partida no motor precisava de um auxílio mecânico externo, que era provido por um caminhãozinho. Em pleno século XXI, o F-5 ainda precisa deste mesmo caminhãozinho. Só isso já torna a operação do caça na linha de frente inconveniente. Desde o início da década de 1970 os aviões já possuem partida à gás. Além disso, voltamos ao caso das longas pistas. Bases próximas a linha de frente são desprovidas de quase tudo, tendo no máximo uma pista rudimentar. Os caças então são providos de pneus de baixa pressão e superfícies de hiper-sustentação, tais como slats e flaps Fowler. A FAB dispõe de uma aeronave totalmente capaz de operar desdobrada e próxima a linha de frente, que é o AMX A-1, que não por acaso é dotado destes dispositivos de hiper-sustentação.

Só por isso se vê claramente que o F-5 é limitado. Se ele deu a pequenas nações a capacidade de adentrar o reino do voo supersônico? Sim, claro que sim, mas a que preço? De que adianta ser supersônico se o uso do pós combustor diminui o alcance? De que adianta ser altamente manobrável (lembre que o F-5 não possui FBW) se o alcance é pífio e energia é igual a consumo de combustível?

O F-5E é um caça de defesa de ponto. Em 1974 fazia sentido ter um esquadrão aqui, um esquadrão ali, outro acolá. Devido ao baixo numero de aviões, a FAB dispôs o caça em míseros 3 esquadrões, sendo dois no Rio de Janeiro e um no Rio Grande do Sul. Dois esquadrões no RJ foi mais político e para atender interesses pessoais do que efetivo, mas isto já é outra história.

Com base no pífio alcance do F-5E, mesmo durante a década de 1970-80, podemos perceber que o país tinha apenas uma pequena área defendida. A perda de uma aeronave em combate seria significativa.

O F-5E é bom como defensor de curta distância. É um caça altamente manobrável, porém, tudo isso só podia ser explorado diurnamente. Caiu a noite, foi-se a capacidade do jato. Só com um ótimo GCI (Ground Controlled Intercept – controle de interceptação a partir do solo) para o caça poder combater a noite. Em 1982, durante a interceptação do Vulcan no RJ, o radar de bordo foi incapaz de localizar o gigantesco bombardeiro britânico. Não fosse o GCI, o Vulcan teria passado incólume pelo par de F-5E!

O problema do F-5E na FAB foi a pouca quantidade de aeronaves adquiridas. Como ele é um caça de defesa pontual, o correto seria um esquadrão em Santa Maria, um em Canoas, um em São Paulo, um no Rio de Janeiro, um em Salvador e um em Manaus. Só nesta conta, por baixo, temos 72 unidades! A FAB comprou 42 unidades (1º lote – 36 F-5E e 6 F-5B), mais 26 durante a década de 1980 (2º lote (usados ex-USAF) – 22 F-5E e 4 F-5F) e por fim os 11 jordanianos. Percebam que a defesa aérea do país só existe no papel!

O F-5M e a moderna guerra aérea

A moderna guerra aérea tem três importantes variáveis: guerra centrada em redes, BVR e stealth. Não vou nem entrar no mérito da capacidade stealth, simplesmente porque o F-5EM não é, nunca foi e nunca será furtivo. Vamos nos ater ao tema BVR. Como explorar a capacidade BVR e a guerra centrada em redes com uma aeronave de baixa autonomia? A guerra BVR força ao defensor interceptar o inimigo o mais longe possível, pois as modernas armas aéreas são capazes de serem lançadas a centenas de quilômetros, tais como certas bombas planadoras e mísseis de cruzeiro. Em média, o alcance de detecção efetiva de um radar é da ordem da casa do 400-500 km, considerando que o inimigo esteja em alta altitude e não seja stealth. De que adianta localizar o inimigo se o F-5EM não tem combustível suficiente para chegar ao seu melhor ponto de lançamento de um AAM BVR? Qual a efetividade de se carregar um míssil BVR com alcance de 120 km se o caça mal consegue se manter no ar por causa do pouco combustível? E outro detalhe, na guerra BVR, atira primeiro quem vê primeiro. Para “ver” primeiro, é preciso já estar no ar. Se o F-14, um caça grande, precisava fazer constantes REVO quando orbitando ao redor do porta-aviões, imagina um F-5 em missão CAP! Tem de voar ao lado do KC!

F-5, o primeiro caça da FAB capaz de REVO.

E lembre, o F-5M não foi modernizado pelo melhor, mas pelo o que de melhor poderia receber, pois o nariz e radome do F-5 limitou tanto a instalação da antena de radar e dos aviônicos necessários, que a EMBRAER teve de aumentar em alguns centímetros o comprimento do nariz e remover um dos canhões! E isso sem falar que o caça não gera a energia necessária para equipamentos de maior consumo!

Concluindo, a família F-5 é excelente, mas para os padrões de 1960, 1970 e 1980. Se considerarmos apenas na arena ar-ar e no combate visual, ele ainda é muito efetivo, tanto que ele treina os pilotos de Raptor na arte do corpo-a-corpo. O F-5, e todos seus contemporâneos correlatos, em especial o MiG-21, deixaram de ser efetivos quando a capacidade BVR se tornou realmente eficaz e isso foi na primeira Guerra do Golfo.

No Brasil, o F-5 cumpriu – e bem – o seu papel, embora seja difícil identificar qual é a estratégia da FAB. O erro da FAB, e aí talvez nem seja erro dela, mas dos sucessivos governos que nunca deram valor as forças armadas – mesmo os governos militares – de sempre contingenciaram os orçamentos, fazendo com que os planejadores militares brasileiros jogassem com o que tinham.

F-5M forma com um A-1M

Tanto o F-5E quanto o M teriam tido real poder de dissuasão se em grandes quantidades. Se o inimigo derrubasse Santa Maria, teria ainda de derrubar Canoas, depois São Paulo e por aí adiante. Hoje, e no passado, basta derrubar Canoas e todo o céu da região Sul do país estará nas asas do inimigo. Em 1990 a FAB deveria ter trocado o F-5 pelo F-16 ou pelo F/A-18 Hornet, este mais adequado, mas, isso não aconteceu. Que venha logo o Gripen, e que o F-5 seja definitivamente retirado de serviço e que o Gripen não seja contingenciado e usado como um F-5…


Ceiling and Visibility are OK!

NOTA DO EDITOR: O Brasil é um país de muita sorte, pois as forças aéreas dos países fronteiriços conseguem ser menos sofisticadas e quando são poderosas, como foi a Fuerza Aérea Argentina, arranjam uma guerra para serem destroçadas…é muita sorte! Mas um dia a sorte acaba…

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54 COMENTÁRIOS

  1. E o prospecto é que ficaremos com eles até 2025.Uma vergonha total
    Mas vergonha ainda foi o FHC falar que não precisávamos de avião. Quem sabe se tivéssemos metido um F-18 ou 16 como o autor disse a una 20 anos atrás ,não estaríamos em desesperos de FX-2 .

    Não tenho dúvidas que o Gripen ( E/F) será um excelente vetor. Só resta saber quantos serão pois o número 36 não é nada interessante para o país. Pelo menos o dobro e ainda assim a adição de outro aeronave de ataque/interceptação seria ideal.Pelo menos nesse caso estaríamos tranquilos para nos defender de vizinhos americanos ( com óbvia exceção aos EUA).

  2. Dúvida:
    Já ouvi uma história que o Brasil queria o F-4 mas o mesmo não foi ofertado, por que os EUA não quiseram vender o F-4 pra gente? Seria porque no fundo não tinhamos como pagar por algo melhor que o Forevis?

    • Reza a lenda que não quiseram nos vender por conta do equilíbrio regional, que seria alterado se tais armamentos nos fossem entregues. Mas pensa comigo, quem quer Phantom aceitaria um peso pena como o Tiger? É claro também que não teríamos condições de operá-lo a contento, mas para o período até que foi uma compra acertada.

      Respondendo à sua segunda pergunta, eu diria que comprar não é lá o maior problema, mas operar o vetor. A escolha pelo Tiger até que foi correta para o período, mas convenhamos, a guerra do Vietnã já acabou há anos. Justifica a fraqueza permanecer estagnada no tempo? O mundo gira, a vida segue, mas a fraqueza permanece igual, frágil e debilitada.

      Sds

    • O Brasil quis o F-4 durante a aquisição do que se tornou o Mirage III para a FAB e não durante a aquisição do F-5. O F-4 foi sim vetado e, por isso, fomos de Mirage III.

  3. E daqui a pouco aparecem os defensores dos milicos no mundo da lua e suas máquinas voadoras. E digo mais, a culpa é deles sim!!! Oras, contingenciou o orçamento, para tudo! Não estou falando de greve, mas sim de falta de possibilidade de trabalho. Ah, e sempre que vejo alguem dizer que os militares são boicotados e tal, lembro da fatídica audiência no congresso, onde um deles assegurou estar tudo às mil maravilhas e que não precisavam de nada.

    Tsc tsc

    Essa matéria conseguiu sintetizar de forma harmoniosa e educada o que não conseguiria exprimir sem o uso de um palavreado mais contundente.

    Joinha pra vc, Giordani.

    • As forças armadas brasileiras são inchadas.

      É cargo, prédio e carimbo que não acaba mais.

  4. Qdo compramos o F-5E, no inicio dos anos 70 já estavamos atrasados. TInhamos duas opções, ou comprar e usar por um tempo mesmo sabendo das limitações, ou esperar algo um pouco mais efetivo. Se a FAB espera-se até 1976 pode ser que tivessemos a opção do Mirage F1 e tivessemos um vetor um pouco menos limitado. Não acredito que os EUA liberariam o F-16 ja tão rapidamente e não poderiamos esperar até meados dos anos 80.

    Mas mesmo assim a grande questão é a aposentadoria. Deveriamos ter aposentado o F-5 no maximo em meados dos anos 90 e ter comprado o que fosse possivel, desde F-16/F-18, ou Mig-29 de segunda mão e ter modernizado esses para aguentar até 2020, ou termos feito uma concorrencia seria no momento do primeiro FX (na epoca do "Sociologo") e substituido de uma vez os Mirage e F-5 por um jato bom, multimissão.

    As opções seriam vastas, desde JAS-39 A/B, passando pelos F-16/F-18 e Su-30 que como o texto fala bem, tem na autonomia e poder de fogo a capacidade de poucas unidades fazerem mais estrago ou ter uma linha mais profunda de defesa.
    Massssss……..estamos a 20 anos lutando para substituir nossos caças e até agora só conseguimos escolher um, mesmo com corrupção e outros delitos. O Gripen é um bom jato, mas apenas 36 unidades (e sabe-se lá quando iremos receber) torna a situação não muito diferente do que temos hj ou a pouco tempo atras.

    • pedraoctba,

      FHC não foi um "paizão" para as FAs, mas fez seu melhor dentro do possível… O primeiro FX estava pra ser concluído. O orçamento já estava disponível. Contudo, a aquisição foi postergada pelo governo seguinte até sair o FX-2.

      Também acredito que o primeiro FX deveria ter sido concluído. E mais, acredito que deveria ir além dos doze exemplares originais, substituindo gradativamente a frota ao longo da década passada… Fosse feito antes de 2002, e não se estaria nessa pendenga agora…

      Mas paciência… No final das contas, a atual situação da FAB não é o pior dos mundos…

      • RR.

        Qdo o FX "original" estava para ser concluido com um vencedor ou uma short list, o "sociologo" soube que seu querido Mirage-2000 não estava entre os finalistas, e somando a isso ao lobby da Embraer na epoca que tinha se associado a Dassault com esse unico entuito, "Dom FHC" resolveu jogar o FX pro telhado. Na epoca tinha 22 anos e lembro bem disso, a "raiva coletiva" que existiu na internet por isso.

        Na epoca (2000/2001) surgiram boatos que os dois mais serios concorrentes eram o Gripen (A/B) e o Su-30 e até para evitar um atrito com a caserna, FHC colocou em banho maria. Ai veio "nine fingers" e cancelou o FX com a desculpa de "combater a fome" com os recursos do FX – que viriam de financiamentos externos unicamente para esse fim, sem poder usar a outros – mas na verdade era para fazer um FX-2 "a vingança francesa" e colocar o Rafale na jogada. Mesmo assim não deu certo.

        Sabe, qdo era mais novo era defensor enfático de um Brasil que produzisse da munição de .38 até tanques e jatos, mas hj sou mais a teoria das "vantagens comparativas" de Ricardo, produzir o que podemos ser relevantes e por isso se ao invés de gastarmos bilhões em programa só para fazer 10 ou 20 jatos aqui, poderiamos comprar de segunda mão o dobro ou o triplo de jatos em otimo estado e usar esses recursos em multiplicadores para o nosso país, como a questão da infra-estrutura, saúde e educação. É igual a comprar carro usado e zero; com o preço de um Jetta zero vc compra uma BMW em otimo estado!
        Nunca seremos e nem precisamos ser uma Israel ou India, mas tambem não podemos ser esse exemplo de falta de planejamento e visão que é nossas FAs.

    • Sem defender o Sociólogo, no governo dele, a Fab recebeu caças novos.

      O primeiro AMX foi entregue em 1999.

      O AMX drenou muitos recursos e ele não pode ser responsabilizado por uma escolha feita pela própria FAB.

      • O primeiro AMX foi entregue em 1992 ou 1993 não lembro direito e o ultimo que foi em 1999. Mas tambem foi a unica coisa nova que a FAB recebeu. Sem falar que o projeto de modernização do F-5 foi e voltou diversas vezes, sempre devido a "contenção de gastos". Não devemos esquecer que foi com ele que tivemos talvez o pior escando de corrupção nacional (SIVAM) antes do Petrolão.

        O AMX drenou recursos no inicio dos anos 90, e nos idos de 94 a 2002 a FAB só viu seu efetivo envelhecer ou diminuir. Em compensação o GTE viu seu efetivo mais do que dobrar.
        Não estou dizendo que o Molusco foi melhor ou pior que o Sociologo, pois ambos são farinha do mesmo saco, onde tanto um como outro empurrou com a barriga, com conivencia dos militares nossos problemas da FAB. .

  5. Belo texto! Esplêndida a situação que nossos militares nos colocaram! São textos assim que nos ajudam a ter uma idéia clara de como estamos tão desprotegidos e de como deixamos de ter uma política seria de defesa nacional! Muitos oficiais da f.a.b devem ler e ficar envergonhados perante nos contribuintes! Joga abaixo toda a áurea que os militares eram melhores gestores!

  6. O problema não é o forevis5 ser "isso ou aquilo", ele foi criado para ser um treinador, errado quem o usa em outra função.

    Quanto a fab, não podemos esperar muito de uma força criada as pressas, mesmo esta tendo feito bonito na 2GM, não podemos dizer o mesmo de sua gestão, independente da época, sempre esteve envolvida em corrupção e escolhas erradas.

    O FX2 não devia existir, o erro maior foi não ter concretizado o FX inicial. Estaríamos de Mirage2000-5 ou de F16 block 50/52, e agora estariamos discutindo o up dos mesmos para os padrões -9 ou block60…..

    Amo a aviação mas tenho vergonha da fab. A fab voa f5 e modernizou o mesmo para justificar sua existência, para justificar os bilhões anuais, "alimentar" a gorda e irrelevante força. Defesa nunca foi o foco da fab.

    • Concordo 100%.

      A propósito, a FAB tem histórico de usar treinadores operacionalmente: T33, Xavante, T27 e T29.

  7. Mandou bem, chefe! 🙂

    O F-5 sempre foi uma aeronave com baixa capacidade de atualizações, seu design não permite chegar nem perto de um caça para defender um país sozinho, como a FAB faz.

    Lá nos anos 90, deveríamos ter tentado a aquisição do F/A-18C. Se o F-16 não foi comprado simplesmente pois o sistema de REVO não era compatível com a FAB, simples, tá ai o Hornet. Que com o APG-73 e capaz de carregar o dobro da quantidade de mísseis ar-ar que o F-16, era/é superior em BVR, e pilotos dizem ser superior até em WVR.

    • É, mas teve um jornalista "especializado em assuntos militares" que, na bobo news, no programa Painel, disse que o F-5M rivaliza com os melhores modelos americanos…só se for da Guerra da Coreia! Coisa de Mocoronga!

      • O pior é que vc tem razão.

        Ainda, o F86 tem melhor taxa de ascensão, raio de combate…

    • Concordo.

      E se os americanos não vendem, compre de outra fonte.

      Poderíamos ter comprado o Mirage F1 ou 2000.

  8. Uma boa escolha? Difícil afirmar … Na época, nem pensar em aparelhos made in USSR, e o Ocidente jamais nos repassaria caças de primeira linha e de maior capacidade, como o F-4 Phantom II. Só isso já estreitava bastante as opções. De qualquer forma, lembro que a própria Northrop tentou vender mundo afora seus YF-17 Cobra (depois que perderam a concorrência para o F-16 na USAF), e acho que, com um pouco mais de ousadia, poderíamos comprá-los. E o Brasil não estaria adquirindo um avião que as próprias forças armadas americanas não usavam, pois o YF-17 foi aperfeiçoado pela McDonnell Douglas para ser o F/A-18 Hornet.

    Mas agora é tarde demais para lamentar.

  9. Na minha opiniao foi uma boa escolha,explico : Foi adquirido em uma epoca em que nao havia nada melhor na AL ,deixou o Brasil em uma situaçao confortavel por um certo tempo , economizou grana nao comprando um grandalhao que teria um custo de operaçao mais elevado e como estamos em 2016 e ( ai fica facil ), ateh o momento nao existiu uma situaçao real que poderia ter dado motivos para uma comparaçao entre um caça peso galo e um peso pesado , F5 ou F 4 teriam tido a mesma aplicaçao , em tempos de paz , hangar , voos panoramicos e treinos ,vez ou outra . Na minha opiniao foi uma escolha ruim,explico : A nao aquisiçao de um vetor mais capacitado , que liderou muitas forças aereas de ponta por muitos anos , que poderia ter elevado a cultura operacional da FAB a um patamar comparado as melhores do mundo e que deixaria a FAB com uma cultura operacional na utilizaçao de caças grandes , com e altos desempenhos , talves hoje a FAB estaria utilizando o sistema HI-LO ,utilizando velhos F15Cs e F16 e se preparando para troca-los por NGs e SU35 !

  10. O problema não é o F-5, é a FAB. A verdadeira pergunta a ser respondida na minha opinião é: A FAB cumpre todos suas obrigações perante a sociedade?

    Alguns vão responder que sim, mas é só lembra-los da recente recusa no transporte de órgãos, da peneira que é o espaço aéreo, dos antiquados e precários meios destinados a todas as missões… quer dizer, com exceção é claro no transporte de "autoridades", essa sim são feitas com primazia e com as aeronaves mais novas e modernas da frota…

    São estes pequenos detalhes que vão dificultando cada vez mais de dar algum prestigio por esta instituição.

    Lamento ter que escrever isto.

  11. Como tudo no Brasil é um acerto por vias tortas…

    Se preferiram o F4 e os gringos negaram, mais uma vez os gringos nos ajudaram e ainda tem gente aqui que fica xingando os americanos.

    Fazendo um trocadilho barato:

    Em tempos bicudos, só o Bicudo para manter o mínimo de operacionalidade.

    Os MIII, sempre foram sacrificados em tempos de orçamento curto.

    A FAB, não conseguiu modernizar a contento o MIII absurdamente mais simples que o F4.

    Senão é verdade que a FAB queria o F4 e recebeu o F5, parabéns aos fabianos pelo pé no chão, visão de futuro e uma pena que mesmo durante os governos militares, as ambições foram sempre pequenas.

    Mas como já disseram os colegas ai em cima, quando chega a hora de meter o dedo na ferida em público os comandantes sempre dão aquela arregada gostosinha e dizem estar tudo bem e que são conscientes do momento que o país passa e todo aquele bla bla bla…

    Reequipamento pode sempre ficar para depois, mas queixa de soldo nunca fica.

  12. Acho que as limitações do F-5 não são exatamente assim como diz o autor. O Coronel Potengy da reserva da FAB elogiou muito o F-5 sob o aspecto de disponibilidade operacional. Conta o Coronel em seus depoimentos a Revista Aero que foi questionado se os F-5 suportariam um translado de mais de 10.000 km sem problemas de manutenção ( seriam feitas revos e pelo menos dois pousos apenas para reabastecimento) A FAB cogitava comprar F-5's usados de algum país da Ásia. O Coronel topou o desafio e fez uma experiência voando pelo brasil ininterruptamente chegando a voar mais de oito horas sem qualquer problema. E o episódio da interceptação do Vulcan tem que ser esclarecido, por que a Revista Tecnodefesa em antiga reportagem diz que os radares não estavam operacionais pois estavam em manutenção, e aquelas eram as únicas aeronaves que podiam ser liberadas para voo imediatamente e mais fáceis de serem armadas! Outras aeronaves estavam fora em missões de treinamento de navegação, muito afastadas e desarmadas! Como aconteceu com a interceptação dos MIrage o controle em terra vetorou os interceptadores rumo ao alvo com precisão! Ninguém ficou procurando avião as cegas não! E esse alcance de 300 km é absurdo o envelope de operações autoriza pelo menos 650 km com decolagem pós-combustão e vel mach 0,7!

  13. Concordo com o texto. Nada a pontuar.

    Mas o que temos de fazer é colocar as coisas na perspectiva da América Latina… Um continente que fica digamos, fora do foco do mundo, a não ser quando se fala de futebol e carnaval. Países mal administrados, salvos o Chile, e quem sabe a Colômbia. Fazer o que? É a realidade, somos pobres e continuaremos a ser enquanto não acontecer uma catástrofe, que acorde e transforme nossos costumes e cultura. Até lá veremos mais e mais escândalos de corrupção e mal uso do dinheiro público, penalizando inclusive nossas Forças Armadas. O F-5E é consequência.

    []'s

  14. a minha dúvida é o seguinte,com o F4 sendo Negado,por quê a FAB não adquiriu mais Mirages III ? penso que seriam aviões da mesma categoria não ?,se tivessemos um número adequado de Mirage 3 Modernizados,poderíamos estar abrindo caminho pra F-18 SH,Su-35,e preparar caminho pra 5g.

    talvez tenha sido falta de dinheiro,mas se tinha dinheiro pra F4 pq não pro MIII ?

    sds.

  15. Pior do que está ficará, até a entrada dos primeiros Gripens operacionais. Hoje dos 48 F5 +/- 25 em condição de ação imediata, e hem 2022? Pela noticias os primeiros Gripens para o Brasil chegará no meio do ano de 2019 há 2020 até treinar e colocar operacional 2021 a 2022, Até lá quantos F5 em condição de voo imediato? Uns 15? Temos que ter muita sorte de não perder nenhum nestes 5 anos e não ter nenhuma alteração na politica com os Vizinhos Bolivarianos.
    Um pais que suas forças armadas conta com a sorte é puro amadorismo, se acontecesse um ataque em Manaus pelos SU-30 da Venezuela a FAB estaria frita. Sempre calculam pela politica da boa vizinhança e que todos são amiguinhos e que não temos conflitos. Na hora do conflito não valera as estrelas
    Se o Gripen fechar em 72 a historia se repetirá , conforme o texto nunca terá 100% disponível. O Bom seria ter umas 108 unidade do Gripen conforme especulado, + uns 16 F-18 na BAAN .
    Boa Sorte!

  16. Mirage F1 , Mirage 50 , Viggen , F-104S . Havia todas estas opções para compra , mas preferimos o F-5 por conta dos “custos “ . Eu sinceramente deixei esse negocio de caças de lado . Aqui não e pais serio para isso . Dois aviões provados em combate e prontos para entrega e escolhemos um demostrador que nem se quer voou ainda em sua forma final para o FX2 . Tudo por causa da “ transferensia de tecnulugia da putenfia “ .

    • Não foi apenas transferência de tecnologia que garantiu a vitória do Gripen no FX .

      • Não foi apenas, mas foi também. ToT era um requisito fundamental e, claro, a balela do mantra "aprender fazendo".

        GRIPEN – não estava pronto, como ainda não está, e demandava algum trabalho de engenharia para ser finalizado.
        SUPER HORNET – não nos foi autorizada a ToT.
        RAFAKE – a gente sabe como os comedores de lesma gostam de fazer essa transferência: "De mim pra eu mesmo".

        No fim das contas, e é o que está começando a aparecer agora, talvez foram os suecos que apresentaram a mala preta mais recheada… digo, a melhor proposta do programa FX-2.

  17. O problema da FAB não é suas escolhas, mas sim os cãezinhos adestrados pelo governo. AMX vem "todo errado da fabrica", não falam nada, 20 anos pra escolher um avião, não falam nada, vão ao congresso e falam que esta tudo ótimo…

  18. Deixa ver se entendi, estamos totalmente desprotegidos, e estes caças são de enfeite, nos dias de hoje não servem pra nada só pra gastar dinheiro do povo. São como uns Ford Galaxie ou Dodjões nos dias de hoje, só pra dar aquela passeada no domingo de manhã.
    Escuta se estamos gastando dinheiro para manter a FAB e não funciona, por que então a gente não terceiriza a força aérea ? Abrimos o território nacional para bases americanas por exemplo e pagamos para que eles tomem conta do espaço aéreo do Brasil. Falo isto com dor no coração mas é uma solução a essa bagunça, os caras não gostam, mas o Japão tem base americana até hoje.

  19. "Afinal, o Northrop F-5E Tiger II foi uma boa escolha para a FAB?"

    Deve ter sido tão até hoje voando

  20. A falta de opositores de FATO na América do Sul sempre permitiu ao Brasil ter Forças Armadas apenas para constar.
    Na época da chegada dos F-5E e F o pais vivia uma ditadura de direita gerada e apoiada pelos EUA e nesta época a política americana era "manter o equilíbrio" das forças militares no seu quintal (ops, digo na América do Sul) e isto geralmente era operacionalizado dando pequenas quantidades de material menos moderno para Chile, Argentina, Colômbia e Venezuela(pré-Chavez) e material ainda mais atrasado ao Brasil em quantidades um pouco maiores.

    Naquela época simplesmente não havia nada mais abaixo que o F-5 para fornecer ao Brasil e PELO MENOS não recebemos o F-5A, nem com dinheiro (que não era o caso) o Brasil conseguiria a liberação de qualquer outra aeronave americana mais atualizada na época e o governo da ditadura brasileira ao perceber o tratamento dado pelos EUA adquiriu quase que paralelamente os Mirage III franceses mais adequados a defender pelo menos Brasília.

    Era o que se podia fazer naquele momento (e nos 30 anos seguintes) uma Força Aérea mínima para constar…

      • SIM SENHOR, o governo brasileiro e os militares da FAB se satisfizeram por 30 anos com F-5, Mirage III e depois trocaram por Mirage 2000 e com o AMX de perna quebrada (que só depois da modernização virou uma aeronave militarmente PLENA).
        Era falta de vontade política de gastar recursos para ter uma força aérea COMPATÍVEL com o tamanho do pais.

        E CONTINUA ASSIM empurramos para debaixo do tapete o FATO que os suecos deram um CAMBAU e não cederam os Gripens C/D PROMETIDOS e ficaremos SÓ com os FOREVER-FIVE, já diminuímos o numero dos AMX que serão modernizados e SÓ DEUS SABE quando estarão efetivamente OPERACIONAIS os Gripen E e F no padrão brasileiro.

        Com o Programa de modernização dos Miragem 2000 Indiano em curso a chamada CORRETA era ter feito um acordo com os Indianos e a Dassault para modernizar os nossos Mirages 2000 num padrão próximo ao indiano permitindo fechar o GAP e não ficar ESPERANDO o desenvolvimento do Gripen, mas os Militares da FAB tinham ojeriza a Dassault, ao Rafale e aos franceses e ACREDITARAM INGENUAMENTE nas promessas suecas…

        O protótipo (que ainda não voou) é do padrão da Flygvapnet… Vale LEMBRAR !!!

        Se o F-X2 tivesse sido assinado no fim do Governo Lula com o Rafale ou o Super Hornet, os aviões JÁ ESTARIAM VOANDO com as cores da FAB E OPERACIONAIS…

        E se você ACHA que 36 aeronaves Gripen são suficientes para defender um país do tamanho do BRASIL não sabes nada de Defesa Aérea e é POUCO PROVÁVEL que depois desta a venda de ponta de estoque generalizada do Brasil Temerário que o que sobrar SEQUER seja capaz de levar ao fim o programa Gripen (principalmente a versão F) por falta de RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS. Tomara que eu esteja ERRADO.

        Quanto mais ter uma frota de mais de 100 aeronaves que é o que o Brasil DEVERIA ter.

        O Buraco da FAB é MERECIDO e é HERANÇA DIRETA do Brigadeiro Nipônico….

    • Venezuela : recebeu F-16 ( quando era aliada dos EUA ), Peru : Mirage 2000 e Mig-29 , Equador : Jaguar , Kfir e Mirage F1 . Haviam muitas opções . Não compraram porque não quiseram . E a ditadura ( que nem era tão dura assim ) era justamente para evitar que o BRASIL se torna-se naquela época o que é a Venezuela hoje .

  21. Avião bom é o avião que voa….e opera….
    .
    logico ele é limitado e sempre o foi….
    .
    Muitos não escreveram que o M-2000 é melhor? logico que ele é….vai lá então pegar os que estão estocados e encostados da FAB…tão no sereno e aposentados por algum motivo…poderiamos ter comprado qualquer outro….a questão é qualquer outro estaria voando…? Vamos parar de correr em circulos….foi uma das melhores escolhas sabe porque? porque nosso investimento era, foi e é minimo ….é o que se tem pelo que se paga…..então besteira conjecturar diferente….se eu tivesse um F-4 com o orçamento para F-4 otimo….mas ter F-4 com gana, desejo e orçamento suficiente apenas para F-5 não tem milagre…

    Foi a melhor aquisição para o contexto geral….neste nicho ai e com o orçamento tal como era ou é…eram poucas as opções reais….o resto é desejo que todos temos….mas não podemos confundir…
    F-104 tem a historia que teve…aposentou antes….Mirage mesmo um IIIE so se revelou dentro deste nicho se fosse via Kfir ou Cheeta….tinha o MIG-21…..o qual ainda tem muitos derivados muito afora….
    O F-5 so voa porque é simplão mesmo….vai pegar um fighter com FBw de 1a. ou 2a. geração para ver….na atualização dá uma dor de cabeça enorme….

    • Os Mirages 2000 na Índia estão sendo modernizados e vão bem OBRIGADO… Por mais 2 décadas ou mais…

      Mesmo que o Brasil na década de 70 QUISESSE E PAGASSE o F-4 não iria levar….

      • Uai, mas não estou depreciando o valor do M2000….é um baita avião……principalmente para quem esta disposto a gastar US$ 50 Milhões por unidade modernizada que é o que a India pagou na modernização dos seus….é um senhor avião….é exatamente por isto que tambem a FABnão consegue mante-lo….os nossos tem horas disponiveis ainda de voo, mas é um avião que não temos bala na agulha para ele….

        e o que o pobre do F-5 tem com isto….paga o pecado por ser o unico que o Brasil esta disposto a voar….

        • Se paga a reforma dos M2000 necas de FX. Ele veio com um tempo de voo disponivel, já era sabido na vinda. E ainda esticamos por mais 2 anos, se não estou muito enganado

  22. Carvalho2008,

    Pra voar em festejos do dia 7 de setembro eu concordo com você, pra defender nosso espaço aéreo eu te garanto que não adianta apenas voar. Se for voar o que interessa, é só colocar esses pilotos pra aprender como fazer isso numa asa delta ou em planador mesmo.

    Não adianta, o vetor é ultrapassado e já devia ter sido há muito aposentado.

    Sds

    PS – os Mirage dispõe de mais da metade da vida útil disponível e estão ao relento aqui em Anápolis por conta dos equipamentos ultrapassados e dos custos da revisão que os comedores de lesma cobram. Não compensa atualizar nem revisar, e ao que parece também não se pode vender. Esse contrato foi assinado por quem mesmo? Conto no dedo até 9.

    • Os Indianos pagaram e estão modernizando suas aeronaves.

      Brasileiro acha que os "comedores de lesma" tem de trabalhar no preço que NÓS queremos pagar…

      Acontece que eles discordam e se TU não paga o que ELES EXIGEM tu vais voar de Forever Five…

      Até os suecos terminarem o Gripen E que eles não tem pressa alguma pois os Gripen C/D AINDA os atendem BEM…

      E o brasileirinho acha que os franceses malvados cobram muito caro, deve ser MELHOR mesmo ficar com o FOREVER FIVE e esperar mais uma DÉCADA (no mínimo) para os Gripens COMEÇARAM a ser militarmente OPERACIONAIS…

      Indianos é que são gastões e burrolos…

      Brasileiros é que são todos espeertos…

    • Nem ao ceu nem a terra…..

      De novo…..O M-2000 é um baita avião….muito superior aos Mikes…

      A avaliação que temos dele (F-5M) hoje logicamente não tem o mesmo valor dos anos 2000, ou da decada de 90, 80 ou 70….obvio o desempenho se degrada comparativamente a evolução de novas gerações….

      Mas pegue um Mike e compare com os tão desejados LIFT Trainers da moda, que estão ai nas vitrines e que muitos cobiçam….os desempenhos operacionais são similares, principalmente guardadas as proporções da idade da eletronica embarcada….

      A verdade é que nos defendemos com um caça antigo….com modernização que agora tambem ja começa a ficar antiga…e que o tempo lhe confere apenas o desempenho de LIFT Trainers….ele caiu de categoria…..mas tal como os proprios lifts cobiçados, guardam algumas capacidades de emprego….

  23. Você é um comédia mesmo!!! kkkkk

    Só pq os hindus se propõe a pagar o valor exorbitante pedido pelos comedores de lesma não significa que tenhamos que fazer o mesmo.

    E por falar em espeeertos, vc é um dos que defendem com unhas e dentes o 9 dedos e todos os seus desmandos, portanto não tem envergadura moral para criticar os brasileirinhos, apesar de ser (eu acho) um deles…

    tigrinho eXpeeeeeeeeeerto

  24. Bom questionamento, parabéns.

    Para quem está discordando do artigo e teimando em falar que o alcance/raio de combate do F-5E é bom, queira ler o manual de vôo do F-5E/F Tiger II, de Agosto de 1978 (PDF de 456 páginas, 105 MB) : http://www.usaf-sig.org/index.php/references/down

    Usando tal manual, dá para ter cálculo aproximado do raio de combate :
    – HI-HI-HI supersônico de 78 mn (144 km) de F-5E só com 2 mísseis WVR (drag index = 18), 5 minutos de combate a Mach 1,4 e 35 mil pés, volta subsônica;
    – HI-HI-HI supersônico de 88 mn (163 km) de F-5E só com 2 mísseis WVR (drag index = 18), 5 minutos de combate a Mach 1,4 e 40 mil pés, volta subsônica;
    – HI-HI-HI supersônico de 83 mn (154 km) de F-5E com 2 mísseis WVR + 2 BVR (drag index estimado = 70), 5 minutos de combate a Mach 1,2 e 35 mil pés, volta subsônica.

    Ou seja, F-5EM saindo da Base Aérea de Santa Cruz não consegue fazer interceptação supersônica no norte do estado do RJ. A FAB teria que ter 2 bases aéreas no RJ para defender a contento o espaço aéreo do mesmo.

    Uma análise mais completa que fiz em 2014 : http://defesa.forums-free.com/viewtopic.php?f=7&a

  25. O título carrega a palavra "opinião", mas opinião de quem? A matéria não está assinada…

  26. Giordani é o autor da postagem, por acaso é o autor da matéria?
    É preciso dar um destaque maior para autoria; muito pequeno e discreto…

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