Argentina pretende alugar caças F-5M brasileiros durante a Cúpula do G20. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

A notícia sobre o possível aluguel de aeronaves F-5M da Força Aérea Brasileira, para otimizar o desempenho da Força Aérea Argentina na cúpula do G-20, causou uma grande agitação tanto dentro das instituições militares quanto na opinião pública interessada nas questões de defesa.

O caso da oferta, ou melhor, de transferência das aeronaves, acaba confirmando o que foi suspeitado por algum tempo e é que não existe um plano sério de re-equipamento que reverta a situação desastrosa operacional e estrutural em que as Forças Armadas da Argentina estão passando.

E, contrariamente ao que se esperava, as novidades podem tornar-se mais sombrias. Nem mesmo a reunião anunciada e planejada de líderes para a cúpula do G-20 a ser realizada no país pareceu mobilizar as diretrizes políticas do Executivo para que uma das forças que compõem o Sistema de Defesa Nacional tenha que receber pelas autoridades do país uma demonstração de “ajuda” vizinha que atinge fortemente o orgulho da Força Aérea argentina.

Pilotos brasileiros voariam com os F-5M enquanto operações na Argentina. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

Está previsto um empréstimo pela FAB de 4 a 6 aeronaves e tempos de operação dentro do território (cerca de 60 dias), e também incluiu um auxílio generoso muito difícil de ser aceito: na impossibilidade de um piloto argentino ser capaz de operar o sistema brasileiro, pilotos brasileiros pilotariam os caças… em um aviões brasileiros … com marcas, insígnias e emblemas brasileiros. A generosidade brasileira continua mostrando que o oitavo maior país do mundo é incapaz de planejar uma política de defesa séria e efetiva.

O pior dos cenários

A Argentina omitiu a agenda da Defesa por muitos anos e está prestes a ser defendida por uma aeronave estrangeira, pilotada por pessoal de outra bandeira e setorizada em terra e no ar por um major que realizou seus estudos militares para defender outro território. Isso implicaria uma terceirização da defesa aérea, e onde resultaria no rebaixamento da segurança nacional, implicando consecutivamente a perda definitiva da soberania prática e simbólica sobre o espaço aéreo.

Este simbolismo que se traduz em prestígio e capacidade para o Brasil tem sua contrapartida no ressonante fracasso da política de defesa na Argentina.

O melhor modo para a Argentina

“Quase dois anos de gestão do novo governo, constituídos por funcionários que criticaram a má administração da defesa anterior, já passaram, e resultados concretos e positivos não puderam ainda ser alcançados. É importante que medidas urgentes e prioritárias sejam tomadas para mudar a direção da colisão que os vários componentes militares da Argentina têm hoje”.

Entre estes existem um grande número de necessidades que vão desde o fator humano até os meios e sua própria operabilidade, através do fator simbólico. A Defesa Nacional, além de ser uma definição estruturada por diferentes agentes e capacidades, contém um forte peso de ideias e representações. A perda da capacidade de coação é a perda de um símbolo e hoje os símbolos da defesa estão caídos.

Os cidadãos devem apelar aos seus representantes para destacar esses símbolos e devolver a seus países a capacidade de fornecer segurança em seu espaço aéreo através de um plano de recuperação urgente e responsável para a aviação de caça.


Fonte: Zona Militar, via Mercado Militar

36 COMENTÁRIOS

  1. Seria interessante operacionalmente falando. 6 ou 8 caças F-5EM com Python IV ou Derby ? + 1 E-99 + 1 R-99.

  2. Nossa, tem uns comentários aqui assustadores kkkk.
    A fab é a USAF e a Argentina um país europeu amigo, estamos vivendo uma anomalia temporal, só pode kkkk.

    Os argies que se *****, e se a fab não criar vergonha na cara, lembre-se que pior pode ficar.

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