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Iraque provalvemente deve escolher jatos usados L-159A como aeronaves de treinamento avançado

Publicado em 20/12/2011 por em Militar

As duas versões do jato Aero L-159, a versão monoplace L-159A (voando acima) e a versão L-159B de treinamento. (Foto: AERO)

Enquanto os britânicos, italianos e coreanos estavam se acotovelando para ofertar suas aeronaves de treinamento para o Iraque, parece que os tchecos conseguirão uma venda de 36 jatos L-159A que foram retirados de operação na Força Aérea da República Tcheca em 2004.

Enquanto o Iraque continua uma longa caminhada para reconstruir algumas de suas capacidades militares, incluindo uma força aérea totalmente independente e capaz, a aquisição de uma aeronave de treinamento avançado a jato (LIFT) está sendo considerada de alta prioridade.

Parece, no entanto, que o interesse da nação já passou das aeronaves novas BAE Hawk, KAI T-50 Golden Eagle e Aermacchi M-346 Master para jatos usados tchecos Aero L-159As.

A nova Força Aérea do Iraque opera atualmente uma série de tipos, principalmente de segunda linha, incluindo Cessna 172, Lasta UTVA e Hawker Beechcraft T-6 de treinamento, aeronaves de transporte C-130E Hercules, helicópteros Aerospatiale SA342 Gazelle, Bell OH-58, UH-1N e Mil Mi-17, e uma mescla de aeronaves de combate Cessna Caravans, Beech 350ER nas funções ISRs e aeronaves SAMA CH2000s e Seabird SBL-360 Seekers da Jordânia que operam nos papéis ISR e de reconhecimento armado.

Helicópteros armados Bell 407 e Eurocopter EC635 foram encomendados e o país também encomendou 18 caças Lockheed Martin F-16IQs Fighting Falcons Block 50/52 para formar o núcleo de sua força de caças avançados, com possibilidade dos iraquianos encomendarem adicionais 18 unidades do F-16.

Eventualmente, o Iraque pretende adquirir cerca de 96 caças, suficiente para equipar seis esquadrões, como parte de seus esforços para estabelecer uma força aérea auto suficientes, num espectro total de possuir 350 aeronaves e cerca de 20.000 membros até 2020.

A construção de uma força aérea desse tipo levará anos e exigirá toda uma nova geração de pilotos para serem treinados. A aquisição dos treinadores turboélices T-6A Texans e dos aviões Lasta UTVA 95s tem permitido a abertura de uma escola de treinamento de asa fixa voando perto de Kirkuk, mas um avançado jato de treinamento ainda está faltando.

Num momento que parecia mais provável que o Governo iraquiano fosse comprar 24 aviões de treinamento Hawk e apoio relacionado que estava avaliado em 1 bilhão de libras, os jatos T-50 e M-346 também estavam sendo considerados. Os pilotos da Força Aérea Iraquiana visitaram a Grã-Bretanha em maio e junho de 2010 para avaliar o jato Hawk, que havia sido previamente selecionado pela força aérea iraquiana no final de 1980. Naquela época, um contrato para vender 50 jatos Hawks foi bloqueado pelo Governo britânico mediante as preocupações que o acordo seria contrário aos embargos de armas postas em prática durante a guerra Irã-Iraque.

Mas as perspectivas de uma compra do Hawk recuaram em 2011, quando o Iraque começou a olhar para opções mais baratas e mais acessíveis. Depois de uma visita ao Iraque pelo primeiro-ministro tcheco no final de maio, a atenção mudou para um pacote de 24 jatos Aero L-159As – parte de um lote de 38 aeronaves retiradas de uso e armazenados em 2004 (e posteriormente aumentado para um total de 47 aeronaves, de uma produção total de 72 aeronave construídas).

No dia 12 de agosto, Ladislav Simek, o chefe da Aero Vodochody, revelou que o Iraque estava negociando um lote maior de 36 aeronaves, que seriam trocados por petróleo bruto.

Esquema técnico do jato de treinamento L-159A.

O L-159A é um jato avançado leve, de assento único e multi-função derivado do antigo L-39 Albatros, alimentado por um motor turbofan Honeywell F124-GA-100. A Força Aérea da República Tcheca utiliza o jato no treinamento avançado a jato (LIFT – Lead-In Fighter Training), sob a designação L-159 ALCA. O assento traseiro original do jato L-39 de dois lugares foi retirado no L-159, onde agora está um tanque de combustível adicional, tornando a conversão para dois lugares da configuração do treinador relativamente simples, e uma produção variante de dois lugares, a L-159B, foi considerada na forma de protótipo.

Um número de L-159As já foram convertidos para L-159T1 normas para a Força Aérea Checa e, se o Iraque adquire a aeronave, espera-se que alguns ou todos serão igualmente convertidos.

O L-159 é uma aeronave avançada e capaz, com recursos abrangentes de armas ar-ar e ar-terra. O L-159A é equipado com um radar multi-modo pulso doppler FIAR Grifo-L, selecionado ao invés do norte americano Westinghouse AN/APG-68. O Grifo-L tem nove modos ar-superfície e cinco modos ar-ar, incluindo uma frequência de busca em stand-by, podendo rastrear simultaneamente até oito alvos.

O moderno cockpit no conceito glass é compatível com óculos de visão noturno (NVG) e fornece ao piloto um sistema HOTAS (mão no acelerador e no manche, além de ser projetado com duas telas coloridas multi-função e um HUD FV-3000, utilizando instrumentos analógicos apenas como backup.

O sistema de aviônicos digitais integrados baseia-se no databus MIL-STD-1553B, e incorpora um sistema de navegação GPS Honeywell, com Ring Laser Gyro INS, bem como rádios seguros no padrão OTAN.

O L-159 é capaz de transportar uma grande variedade de armas compatíveis da OTAN em seis pontos fixos sob a asa e uma ponto fixo central.

Fonte: Arabian Aerospace – Tradução e Adaptação do Texto: Cavok

 

Ministério de Defesa do Reino Unido investe em Futuros Sistemas de Combate Aéreo

O Veículo Aéreo Não-Tripulado de combate Taranis, desenvolvido pela BAE Systems. (Foto: BAE Systems)

O Ministério da Defesa do Reino Unido assinou ontem um novo contrato com a BAE Systems para assegurar que o Reino Unido mantenha uma vantagem na próxima geração de sistemas de combate aéreo.

O contrato de quatro anos de Pesquisa Focada no Futuro Sistema de Combate Aéreo (FCAS) tem por objetivo sustentar e desenvolver tecnologias críticas e competências nesta área no Reino Unido. Informará a estratégia de sistemas aéreos não tripulados ao Ministério de Defesa nas próximas décadas para garantir o melhor uso realizado por essas novas tecnologias.

Atualmente, a grande maioria dos aviões não tripulados de vigilância e reconhecimento que estão em missões de apoio na linha de frente junto com as tropas, proporciona uma inteligência vital e ajuda a salvar vidas de militares no Afeganistão.

Após o anúncio de hoje, uma quantidade significativa de financiamento está previsto para ir para as pequenas e médias empresas no Reino Unido, alargando a base de fornecedores e garantindo que o Ministério de Defesa tenha acesso às melhores tecnologias nacionais e internacionais.

 

Noruega amplia a vida operacional de seus F-16 até a entrada dos novos F-35

Publicado em 20/12/2011 por em Militar

Os caças F-16 da Real Força Aérea da Noruega terão uma nova modernização, dessa vez nas asas.

Os militares noruegueses continuam seu programa de extensão de vida dos F-16 e estão substituindo todas as asas de seus aviões de combate. Embora o custo das novas peças deva permanecer em segredo, os caças F-16 da Noruega receberão uma modificação nas asas, a fim de capacitá-los a permanecer em uso pelos próximos 10 anos, até a entrada em operação dos novos F-35.

Os 57 caças F-16 da Real Força Aérea da Noruega devem ser retirados de operação em 2023, quando o primeiro lote de caças F-35 estiverem em operação. Os caças F-35 da Lockheed não serão entregues para Noruega até 2018.

“Nós já mudamos as asas em cerca de 25 dos aviões F-16 e necessitamos substituir as asas dos restantes. Fazemos isso a fim de cuidar melhor das células”, disse o tenente-coronel Jorn Hoelsaether ao jornal Aftenposten.

Esta não é a primeira vez que os F-16 recebem uma modernização. Os motores foram substituídos na década de 1990. A maioria dos instrumentos também já foram modernizados.

“Temos um pouco de um Golf desgastado, um motor utilizável, e o melhor sistema de som”, disse o tenente-coronel.

 

Quinta aeronave de transporte Airbus A400M realiza seu primeiro voo

Publicado em 20/12/2011 por em Militar

O Airbus A400M "Grizzly 5" realiza seu primeiro voo a partir da unidade da Airbus Military em Sevilha. (Foto: Airbus Military)

O quinto avião de transporte militar Airbus Military A400M fez seu primeiro vôo de teste hoje, dia 20 de dezembro, marcando o fim de um ano de grande sucesso para o programa, e que significa que a frota total de aeronaves de desenvolvimento Grizzly agora está no ar, completando o programa de vôo teste. Conhecido como Grizzly 5, a aeronave decolou de Sevilha, Espanha, com um peso de decolagem de 125 toneladas, às 06:55 horário de Brasília e retornou para Sevilha 2 horas 10 minutos mais tarde.

A bordo da aeronave estavam o piloto de teste experimental Christophe Marchand, capitão do voo, com o apoio do piloto de teste experimental Etienne Miche-de-Malleray. A tripulação também incluiu os Engenheiros de Testes de Voo Jean-Paul Lambert, Ludovic Girard e Cesar Gonzales-Gomez.

O Grizzly 5 é o último membro da frota, que já completou mais de 2.500 horas do programa de 3.700 horas de vôo teste, antes da primeira entrega. Ele carrega uma carga de instrumentação leve de vôo de teste e será essencialmente dedicado à testes de interferência eletromagnética (EMI), desenvolvimento de carga, demonstrações operacionais e de ensaios de tempo extremo frio.

Durante 2011, o A400M concluiu com êxito um programa de testes extremamente intensivo e as aeronaves já foram pilotadas por mais de 60 pilotos. Os testes de decolagem rejeitada de alta energia foram aprovados, bem como as evacuações de emergência em diferentes configurações. Testes de operação em pistas com fortes ventos e com de pista molhada também foram completos, e agora as aeronaves estão passando por testes com formas de gelo artificial montado nas asas. Todos os testes de frenagem foram aprovados, juntamente com o desempenho de cruzeiro, e da velocidade mínima controlada (VMU), velocidade mínima de controle em terra (Vmcg) e controle de velocidade mínima no ar (Vmca), que também estão completos.

A frota Grizzly começa imediatamente 2012 com um programa de teste intensivo, incluindo uma proporção crescente de testes militares, em preparação para a primeira entrega por volta da virada do ano 2012/2013, para a Força Aérea da França.

 

Piloto de aeronave U-2 voa a última missão tripulada ISR sobre o Iraque

O Major Steve Eadie pousa sua aeronave U-2 após completar a última missão tripulada de ISR sobre o Iraque no dia 18 de dezembro de 2011. (Foto: Staff Sgt. J.G. Buzanowski / U.S. Air Force)

Nessa semana mostramos uma matéria onde informava que a aeronave de reconhecimento U-2 deve permanecer em operação na USAF até 2015. No dia 18 de dezembro, uma aeronave Lockheed U-2 completou a última missão tripulada de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) sobre o Iraque, quando as últimas tropas americanas retiraram-se para o vizinho Kuwait.

O piloto da aeronave U-2, o Major Steve Eadie, nascido em Lake City, Flórida, havia voado sua primeira missão sobre o Iraque durante a Operação Southern Watch no início dos anos 90, e por isso era adequado que o aviador do 99º Esquadrão de Reconhecimento Expedicionário concluísse este capítulo da história de sua unidade. Eadie, destacado a partir da Base Aérea de Beale, na Califórnia, disse que estava orgulhoso de fazer parte deste evento histórico.

Os membros da 380ª Ala Aérea Expedicionária realizaram as missões de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) sobre o Iraque oferecendo aos líderes militares informações necessárias para tomadas de decisão.

 
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Canadá e Noruega parabenizam a escolha do Japão pelo caça F-35

Publicado em 20/12/2011 por em Militar

O Japão é o mais novo país a adquirir o caça F-35, que agora passa a contar com 10 países que confirmaram pedidos do caça de quinta geração. (Foto: U.S. Air Force)

Após a confirmação da compra do F-35 pelo Japão nessa sexta-feira, os ministros da defesa do Canadá e da Noruega fizeram declarações sobre a escolha de seus países por aeronaves de quinta geração, e ao mesmo tempo parabenizaram o Japão pela escolha do Joint Strike Fighter.

O Ministro Adjunto de Defesa do Canadá, Julian Fantino, fez sua declaração onde dizia que a prioridade do governo canadense é de entregar para as forças canadenses uma aeronave que os militares concordam que lhes dá a melhor chance possível de sucesso da missão até o século 21. “O anúncio de hoje feito pelo Japão, mais uma vez demonstra que o F-35 é a melhor aeronave disponível para substituir a nossa frota de antigos caças e que poderá conter as futuras ameaças a nossa soberania,” adicionou Julian.

O envolvimento do Canadá no programa Joint Strike Fighter começou em 1997. Em 2001, o Governo do Canadá emitiu uma competição que foi vencida pela Lockheed Martin e seu caça F-35. Mais de 65 empresas canadenses já estão se beneficiando de mais de US$ 370 milhões em contratos de offsets com o Canadá e o Programa Joint Strike Fighter – o qual inclui oito dos mais próximos aliados militares do Canadá.

“Todas as pessoas razoáveis ??concordam que nossos bravos homens e mulheres precisam de aviões para proteger nossa soberania”, disse o ministro Fantino. “Continuamos plenamente comprometidos em oferecer para nossas Forças canadenses a melhor aeronave, com os melhores benefícios para os trabalhadores canadenses, e com o melhor preço para os contribuintes canadenses”.

No mesmo dia, o Secretário de Estado no Ministério de Defesa da Noruega, Roger Ingebrigtsen, também parabenizou a escolha do F-35 feita pelo Japão, dizendo que a nova venda do JSF será benéfica também para a Noruega, pois o número maior de jatos produzidos terá um impacto no preço de todas aeronaves do programa, tanto no preço de compra como no preço do custo de vida. Segundo Roger, o aumento no número de caças produzido também oferece oportunidades ainda maiores para a indústria norueguesa.

“Estou satisfeito que o Japão escolheu o F-35. Ela fortalece o programa e que ajuda a aumentar a demanda “, adiciona o Secretário de Estado Roger Ingebrigtsen. “É por si só um sinal importante quando um grande país focado em tecnologia como o Japão escolhe esta aeronave. Além disso, ele pode ajudar a impulsionar a demanda. Esta é também uma boa notícia para as empresas industriais norueguesas envolvidas na produção. Acho que a decisão japonesa irá contribuir para vários outros países que escolheram o F-35.”

As informações são de notas oficiais divulgadas pelos Ministérios de Defesa dos dois países.

 

VÍDEO: Apresentação do Rafale durante o Dubai Air Show 2011


No último Dubai Air Show, realizado nos Emirados Árabes Unidos na metade de novembro, a Força Aérea Francesa levou seu caça Dassault Rafale de demonstração, com o piloto oficial Michael Brocard nos comandos. A apresentação do Rafale foi considerada uma das melhores do evento, e demonstrou a capacidade e a agilidade do caça multimissão francês, conforme pode ser conferida nesse vídeo produzido pela Força Aérea Francesa. Um excelente trilha e câmeras especialmente instaladas a bordo, oferecem uma visão excelente do show aéreo do Rafale sobre a fantástica cidade de Dubai.

 

Austrália solicita compra de 10 aeronaves de transporte C-27J Spartan

Publicado em 20/12/2011 por em Militar

A Austrália, depois de adquirir as aeronaves C-17, agora escolhe o C-27J Spartan para substituir sua frota de aeronaves Caribou desativada em 2009. (Foto: Lockheed Martin)

A Agência de Cooperação de Segurança e Defesa (DSCA) notificou o Congresso dos EUA no dia 16 de dezembro de uma possível Venda Militar para Países Estrangeiros (FMS) para o Governo da Austrália de 10 aeronaves de transporte militar Alenia/Lockheed C-27J Spartan e equipamentos associados, peças, treinamento e apoio logístico, num custo estimado em US$ 950 milhões.

O Governo da Austrália, além das 10 aeronaves C-27J, também solicitou uma possivel venda de 23 motores Rolls-Royce AE2100D2; 12 Suítes de Auto-Proteção de Guerra Eletrônica; 12 Sistemas de Aviso de Mísseis AAR-47A(V)2; 12 sistemas de contramedidas adaptáveis ALE-47(V); 12 receptores de alerta radar APR-39B(V)2; 13 sistemas radar AN/APN-241; 44 sistemas de comunicação HF/UHF AN/ARC-210 Warrior; 12 unidades KY-100; 12 rádios HF 9550; 12 identificadores Friend or Foe APX-119 (Modo 4); 14 Rastreadores Blue Force, 12 Sistemas de Planejamento de Missão protáteis, apoio e equipamentos de teste; reparação e retorno; peças de reposição e reparação; translado de aeronaves e apoio de aviões tanque; treinamento de pessoal e equipamento de treinamento, publicações e dados técnicos; Simulador de Voo Operacional, treinamento de equipe de manutenção, logística e serviços de suporte técnico, e outros elementos relacionados com a logística e apoio ao programa.

A Força de Defesa da Austrália retirou de operação sua frota de 14 aeronaves DHC-4 Caribou em 2009 e em breve deve retirar suas 12 aeronaves C-130H Hercules. A proposta venda de aeronaves C-27J vai atender a capacidade necessária para as exigências emergentes e operacionais do Governo da Austrália.

A principal contratante dessa venda será a L3 Integrated Systems Group de Waco, Texas, e não existem contratos de offsets envolvidos na proposta.

 

Japão confirma o Lockheed Martin F-35A Lightning como seu futuro caça avançado

Publicado em 20/12/2011 por em Militar

O Japão deverá adquirir cerca de 50 caças F-35A nos próximos anos, sendo que inicialmente serão 4 aeronaves. (Foto: JSF)

O Ministério da Defesa do Japão anunciou a pouco nessa terça-feira, dia 20 de dezembro, que selecionou o caça Lockheed Martin F-35 Lightning II como a próxima aeronave de caça da Força de Auto-Defesa Aérea Japonesa (JASDF), seguindo um competitivo processo de licitação chamado de F-X. A variante F-35A, de decolagem e pouso convencional (CTOL) foi oferecido pelo governo dos Estados Unidos com a participação da Lockheed Martin. O contrato inicial será de quatro jatos no Japão no ano fiscal 2012, que começa no dia 1º de abril de 2012. No total serão adquiridos entre 40-50 aeronaves num contrato plurianual, conforme anunciado pelo Ministro de Defesa do Japão Yasuo Ichikawa.

O Japão é o mais novo cliente do caça de quinta geração Lockheed Martin F-35A Lightning II. (Foto: Lockheed Martin)

O chefe de segurança japonês escolheu o caça furtivo norte americano destacando a importância da interoperabilidade e a habilidade de compartilhar peças importantes e manutenção conjunta com os EUA, citando ainda a tecnologia de ponta num projeto de um caça stealth de quinta geração que possui “capacidades superiores aos demais caças rivais,” disse o Ministro da Defesa Yasuo Ichikawa.

“Estamos honrados pela confiança que o governo japonês colocou no F-35 e na nossa equipe de indústria para entregar este lutador de 5ª geração para a Força de Auto-Defesa Aérea do Japão,” disse Bob Stevens, presidente e diretor executivo da Lockheed Martin. “Este anúncio começa um novo capítulo em nossa longa parceria com a indústria japonesa e baseia-se na cooperação de segurança forte entre os EUA e o Japão”.

A participação global é uma peça central do programa F-35 e essencial para seu sucesso e acessibilidade através de economias de escala. O programa é composto por nove nações parceiras: os Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Holanda, Turquia, Canadá, Austrália, Dinamarca e Noruega. O Reino Unido e a Holanda já encomendaram as aeronaves de teste, e Itália e Austrália se comprometeram num longo financiamento para levar seus aviões iniciais operacionais. Em outubro de 2010, Israel escolheu o F-35A como o caça de próxima geração da Força Aérea de Israel e está programado para receber os F-35 por meio do processo do governo dos EUA FMS (Foreign Sales Militar).

O contrato inicial prevê a aquisição de 4 caças F-35A, de decolagem e pouso convencionais. (Foto: U.S. Air Force)

O F-35, o qual está ainda na fase de desenvolvimento, competiu no Japão com o caça F/A-18 Super Hornet da Boeing e o Eurofighter Typhoon, feito por um consórcio de companhias europeias, incluindo a BAE Systems, para um negócio que poderá chegar a US$ 8 bilhões, com o objetivo de substituir a antiga frota de 70 caças F-4 Phantom II que será completamente desativada até 2016. Cada caça deverá custar cerca de 114 milhões, mas se o pacote incluir peças, armamentos e treinamento, poderá chegar a 125 milhões de dólares por unidade, conforme declaração do ministro de defesa do Japão.

Os detalhes das propostas dos três competidores não foi divulgado, mas analistas da indústria disseram que o custo unitário de caça caça F-35 está bem acima dos US$ 100 milhões. O caça F/A-18 Super Hornet possui um preço estimado de menos da metade, dependendo da quantidade envolvida. Mas mesmo assim o Japão disse que o caça será muito necessário devido as suas características avançadas para enfrentar as crescentes ameaças de novas aeronaves na região, o T-50 da Rússia e o J-20 da China.

O F-35 Lightning II é um caça de 5ª geração, que combina a avançada capacidade stealth com velocidade e agilidade de combate, com sensores de informações totalmente integrados em rede, que permitem operações e apoio logístico avançado. A Lockheed Martin está desenvolvendo o F-35 com seus principais parceiros industriais, a Northrop Grumman e a BAE Systems.