A Força Aérea do Paquistão ativou um novo esquadrão de caças JF-17 Thunder, próximo da fronteira do Afeganistão.

A Força Aérea do Paquistão (PAF) ativou um novo esquadrão de caça composto por aviões de combate JF-17 Thunder em Quetta, Balochistan no mês passado, de acordo com relatos da mídia local.

O novo esquadrão, designado Número 28 “Phoenix”, é a sexta unidade da PAF a receber a aeronave de combate leve JF-17, fabricada pela Associação Aeronáutica Paquistanesa / Chengdu (PAC / CAC).

“De agora em diante, o Esquadrão N° 28, equipado com o JF-17 do Paquistão, tem a responsabilidade de fornecer a defesa aérea diurna e noturna do país, especialmente ao longo das fronteiras ocidentais do Paquistão [compartilhado com o Irã e o Afeganistão]”, disse o chefe da PAF, Marechal do Ar Sohail Aman, conforme citado pela Associated Press of Pakistan (APP).

Espera-se que a PAF injete 150 aviões de combate JF-17 nos próximos anos, divididos em três blocos de produção: bloco I, II e III. A PAC já produziu 50 aeronaves JF-17 Block I e 50 Block II. Mais doze aeronaves JF-17 Block II deverão ser lançadas em 2018. Espera-se que o Paquistão seja capaz de montar até 25 aeronaves JF-17 por ano sem assistência técnica ou logística da China. A PAC atualmente produz 58 por cento da estrutura e a chinesa CAC 42 por cento. Uma vez que a encomenda do JF-17 Block II esteja concluída este ano, oa PAC mudará para produzir a versão mais avançada da aeronave.

Entre outras coisas, “o caça JF-17 Block III, a mais recente variante da aeronave de combate, apresentará novos sistemas, incluindo um radar AESA (Active Electronically Scanned Array), que irá substituir o antigo radar de controle de disparo de armas Nanjing Research Institute of Electronic Technologies (NRIET) KLJ- 7 banda X e um novo sistema de guerra eletrônica, entre outras coisas”, detalha do chefe da força aérea em 2017. Um número selecionado de jatos JF-17 Block II e as futuras variantes Block III também possuem uma sonda de reabastecimento em voo, que sugere que a aeronave possa ser implantada para missões de ataque marítimo de longo alcance. A PAF e a Marinha Paquistanesa realizaram recentemente um exercício de disparo real, que incluiu o lançamento de um míssil anti-navio a partir de um JF-17.

Desenvolvido com um motor Klimov RD-93 (um derivado do RD-33), fabricado pela Rússia, a aeronave pode atingir uma velocidade máxima até Mach 1,6 e tem um alcance operacional de até 1.200 quilômetros sem reabastecimento. O avião de combate pode ser armado com uma variedade de armas e possui sete pontos fixos. O JF-17 é supostamente capaz de levar uma carga útil de armas de mais de 3,5 toneladas, incluindo mísseis ar-ar, ar-superfície e anti-navio.

O JF-17 foi originalmente desenvolvido para substituir a frota antiga da PAF de aviões de combate Dassault Mirage III/5 até 2020. O Paquistão procura substituir 190 aeronaves – principalmente Chengdu F-7 e Dassault Mirage III/5 aviões de combate – com uma mistura de aeronaves F-16 e JF-17.

O Paquistão e a China também estão trabalhando em uma variante de treinamento de dois assentos do JF-17, denominada JF-17B, que, segundo alguns relatórios, poderia ser a base para a versão JF-17 Block III da aeronave. Em comparação para o JF-17 de assento único, a variante JF-17B possui uma barbatana dorsal que contém um depósito de combustível adicional. O protótipo da aeronave também possui uma envergadura um pouco maior e uma seção de nariz modificada, possui um maior estabilizador vertical que abriga um novo sistema fly-by-wire de três eixos.


Fonte: The Diplomat

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12 COMENTÁRIOS

  1. Eu sou justo! O avião chinês é muito melhor resolvido que o Tejas indiano e é um excelente substituto para os Mirage III/5 e Chengdu J-7 da PAF

    • Que ele é mais bem resolvido que o Tejas ele é, levando em conta que ele foi projetado como uma opção de baixo custo para exportação para o Paquistão.

    • Neste caso também tenho que reconhecer isto. Um projeto simples, barato e eficiente para o que se propoe, enquanto o Tejas repleto de sofisticaçao se tornou um embróglio mal resolvido e perna curta.

    • Com certeza! Não tentaram reinventar a roda. Foram implantando melhorias aos poucos, como acontece com todo projeto que acaba tendo sucesso operacional e comercial.

      • Será? Nao conseguiram nem pagar ainda os 5 velhos SE Modernisé, e com uma onerosíssima encomenda de 3 Pampas de onde vao tirar mais grana?

      • Eles deveriam é ter comprado logo, a FAdeA não vai produzir um rival a altura por uns bons anos.

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