Primeiros jatos JF-17 Block 3 devem ser entregues ao Paquistão em 2020.

Enquanto a oposição tem como alvo o atual governo indiano sobre o acordo para compra dos caças franceses Rafale, o vizinho Paquistão está empenhado em aproveitar ao máximo as oportunidades. O governo paquistanês se aproximou da China para adquirir o caça a jato JF-17 (Bloco 3) para a Força Aérea do Paquistão (PAF) o mais rápido possível.

De acordo com o relatório da inteligência da Força Aérea Indiana (IAF) acessado pela Zee News, a Força Aérea do Paquistão está no processo de adicionar 62 jatos JF-17 antes que a Índia consiga os 36 jatos Rafale. Conforme o acordo com a Dassault Aviation da França, a entrega dos jatos Rafale começará a partir de 2020.

O JF-17 do Paquistão é um avião multi-combate desenvolvido em conjunto pelo Complexo Aeronáutico do Paquistão (PAC) e pela Chengdu Aircraft Corporation da China. O governo paquistanês está empenhado em introduzir a versão mais avançada da série JF-17 – o novo JF-17 Block-3 – para fazer sua força aérea igualar-se à sua contraparte indiana.

De acordo com o relatório, o Paquistão pediu à Chengdu Aircraft Corporation da China para entregar 13 jatos JF-17 (Bloco 2) à Força Aérea do Paquistão até julho de 2019. Eles também pediram à empresa chinesa para entregar o mais avançado JF-17 Bloco 2 de dois lugares até 2020. A Força Aérea do Paquistão planeja colocar em operação 22 jatos JF-17 (Bloco 2) antes de 2020.

De acordo com relatórios de inteligência, o Paquistão e a China também estão desenvolvendo conjuntamente jatos JF-17 (Bloco 3), que é um jato de combate de quarta geração. A Força Aérea do Paquistão espera que as novas variantes do JF-17 (Bloco 3) sejam entregues a partir de 2020, o que será mais poderoso do que a série JF-17 já existente. O Paquistão planeja colocar em operação 28 novos jatos JF-17 (Bloco 3) até 2022.

O caça JF-17 é fabricado em parceria entre as indústrias paquistanesas e chinesas.

De acordo com o relatório de inteligência, dois jatos JF-17 (Bloco 3) seriam entregues pela Chengdu Aircraft Corporation, da China, e os 26 remanescentes serão fabricados no Paquistão.

O JF-17 (Bloco 3) tem avançados recursos de aviônica, como monitor e sistema de visão montado no capacete, um novo display multifuncional de painel único, um radar ativo de varredura eletrônica (AESA) emparelhado com um sistema de busca e rastreamento infravermelho (IRST). O JF-17 (Bloco 3) terá cockpit com um stick de controle de voo na lateral e uma opção de cockpit de dois lugares com velocidade máxima maior que Mach 2.

Enquanto a Força Aérea Indiana exige um total de 126 novos aviões de médio alcance, ela só receberá 36 jatos Rafale até 2020. Com o Paquistão aumentando seus esforços para obter os 62 novos jatos para sua força aérea, A Força Aérea parece estar olhando para um duro desafio pela frente.

A IAF ficou chateada com a falta de aviões de combate. Durante uma interação entre o Exercício de Avendra da Força Aérea Indo-Rússia em Jodhpur em dezembro do mês passado, o Chefe da Marinha Aérea da IAF, Birender Singh Dhanoa, disse que não deveria haver política em questões de segurança. O país precisa de um poderoso caça como o Rafale. A IAF, que atualmente possui 31 esquadrões, precisa de 45 esquadrões.

A Força Aérea da Índia tem cerca de 1700 aeronaves, enquanto o Paquistão tem 890 e a China tem 3 mil aviões. Em tal situação, a Índia pode ter que enfrentar os enormes desafios com o Paquistão e a China em caso de guerra.


Fonte: Zee News

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6 COMENTÁRIOS

  1. Se alguém souber me responder…

    Esse caça foi desenvolvido com a China mas não tenho notícias dele sendo operado pelos chineses. Porque isso acontece?

    • É um produto exclusivo para exportação, optaram por fabricar 400 J-10 superior para seu seu uso, um produto ainda só de uso interno até consiguirem sua cota de 400, já tem mais de 300

    • Podemos traçar um paralelo dele com o F-5 Tiger. Ambos são/foram produtos voltados para a defesa mediata do país, por meio de políticas comerciais estratégicas. São aeronaves que buscam entregar aos operadores o mínimo necessário para se combater, a um preço razoável para as mais variadas nações.

      É um produto feito para exportação, moldado para mercados emergentes. Nos próximos anos, será a ponta de lança da diplomacia militar chinesa, seu cartão de visitas no mercado marcial. Na esteira de um J-17, virão mísseis, radares, helicópteros e, mais importante, alianças.

  2. A comparação deve ser feita com o Tejas. O FC1 não tem desempenho, sistemas ou armamentos para enfrentar o Rafale.
    Em relação ao Tejas, tem performance cinemática melhor, mas perde em sistemas e armas.

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