Aeronave Airbus A321XLR nas cores da Qantas.

A australiana Qantas Airways Limited está apoiando a nova aeronave de alcance estendido da Airbus, o A321XLR, com um acordo cobrindo 36 aeronaves. Isso inclui a conversão de 26 pedidos existentes da Família A320neo, além de um novo pedido firme para 10 A321XLRs.

A aeronave permitirá que o Qantas Group, que inclui a Jetstar, operadora de baixo custo, melhore sua rede e flexibilidade de frota para atender melhor os mercados ponto-a-ponto na Austrália, Ásia e Pacífico Sul.

O A321XLR é o próximo passo evolutivo do A321LR, que responde às necessidades do mercado por ainda mais alcance e carga útil, criando mais valor para as companhias aéreas. A partir de 2023, ele oferecerá uma linha Xtra Long sem precedentes de até 4.700 milhas náuticas – 15% a mais do que a A321LR e com 30% a menos de queima de combustível por assento em comparação à aeronave concorrente da geração anterior.

Isso permitirá às operadoras abrir novas rotas mundiais, como a Austrália, a China e o Japão, além de estender ainda mais o alcance ininterrupto da Família em voos diretos transatlânticos entre a Europa continental e as Américas. Para os passageiros, a nova cabine de espaço aéreo do A321XLR proporcionará a melhor experiência de viagem, ao mesmo tempo em que oferece assentos em todas as classes com o mesmo conforto que em uma aeronave de longa distância, com os baixos custos de uma aeronave de corredor único.

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1 COMENTÁRIO

  1. A Qantas disse que irá aposentar seus A380 em cerca de 10 anos. Outras (Air France, Singapore, etc) irão reduzir a frota de A380 em breve; o mesmo A380 já não será mais produzido, segundo anúncio da própria Airbus. Boeing 747-8 para passageiros não deu muito certo. A321LR bem recebido e A321XLR aparenta já ser um sucesso. Ou seja: estão trocando wide-bodies por narrow-bodies para longas rotas. E não é só pela economia de bimotores, senão escolheriam A350, A330neo, B777x, 787.

    Na minha opinião, creio que estão prevendo queda na demanda por viagens de longa alcance em nível global: menos pax, aeronaves menores, para se tornarem lucrativas. E por que menos pax? Crise financeira global, menos dinheiro no bolso dos réles mortais. Ou seja, muito dinheiro se concentrando na mão de poucos. E isso é uma bola de neve: daqui a pouco, quem vai ter dinheiro para viajar pela Qantas, BA, Emirates? Ai, as aéreas fecham/falem (vejam Air Berlin, Avianca Brasil, Jet Airways), compram-se menos aviões, preços sobem e o ciclo continua. Esses enriquecimentos de poucos no mundo será um tiro no pé.

    Já viajei para o Panamá em 737-800 – narrow-body – e 6h30 de voo em aeronave de corredor único, apertada, é meio claustrofóbico, dá uma sensação ruim. Imaginem então um voo de 9, 10 horas?

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