Boeing 777 Freighter nas cores da Qatar Airways.

A Qatar Airways, uma das maiores transportadoras de carga aérea do mundo, anunciou hoje um compromisso para comprar cinco novos 777 cargueiros da Boeing.

O acordo, avaliado em US$ 1,8 bilhão a preços de tabela, foi revelado no Paris Air Show e assinado na presença de Sua Excelência o ministro dos Transportes e Comunicações do país, Jassim Saif Ahmed Al-Sulaiti.

Quando a compra for finalizada, ela será lançada no site de Pedidos e Entregas da Boeing.

“Estou muito satisfeito que a Qatar Airways tenha assinado hoje este importante pedido de cinco novos cargueiros Boeing 777F para adicionar à nossa frota de carga”, disse Sua Excelência o Sr. Akbar Al Baker, CEO do Grupo Qatar Airways. “Aumentará nossa frota de cargueiros 777 em 20%, permitindo-nos desenvolver ainda mais nossos negócios e oferecer a novos clientes a oportunidade de experimentar um serviço de logística realmente de primeira classe. Esta é uma ordem que impulsionará nosso crescimento e, eu firmemente acredito que isso nos confirme como a operadora de carga líder no mundo”.

A Qatar Airways aumentou rapidamente suas operações de carga aérea para atender a mais de 60 destinos globais, tornando-se uma das principais operadoras de frete aéreo internacional do mundo. O mais recente acordo de cargueiro se baseia no livro de pedidos da companhia aérea 777 Freighter, já que o avião se tornou a espinha dorsal da frota de cargueiros da Qatar Airways. Atualmente opera 23 cargueiros, incluindo 16 Boeing 777 Freighters.

“A Qatar Airways continua implementando uma visão arrojada para ser a principal transportadora de carga aérea do mundo e estamos entusiasmados por terem novamente escolhido construir esse futuro com o Boeing 777 Freighter. É uma grande prova das incomparáveis capacidades do avião”, disse Kevin McAllister, presidente e CEO da Boeing Commercial Airplanes. “Estamos orgulhosos de nossa parceria de longa data com a Qatar Airways. Apreciamos profundamente seus negócios e o impacto positivo na Boeing, nossos funcionários, fornecedores e comunidades”.

O 777 Freighter é o maior e mais capaz cargueiro bimotor do mundo. Pode voar 4.970 milhas náuticas (9.200 quilômetros) com uma carga de 224.900 libras (102.010 kg). O longo alcance do avião se traduz em uma economia significativa, pois menos paradas significam menores taxas de pouso, menor congestionamento, menores custos de manuseio de carga e menores tempos de entrega.

Clientes de todo o mundo encomendaram 217 Boeing 777 cargueiros desde o início do programa em 2005, incluindo um recorde de 45 unidades em 2018. A Boeing é a líder do mercado de carga aérea, fornecendo mais de 90% da capacidade de carga dedicada ao redor do mundo.

A Qatar Airways também usa as soluções digitais da Boeing Global Services, incluindo o Maintenance Performance Toolbox, e o Airplane Health Management e as soluções de flight deck da Boeing AnalytX. Essas soluções fornecem aos funcionários da Qatar Airways acesso em tempo real a informações de manutenção, voo e desempenho de aeronaves para otimizar a eficiência e reduzir os custos operacionais da frota.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Na competição Airbus x Boeing não há como negar que há um certo equilíbrio, salvo no nicho dos cargueiros. Nesse, a Boeing domina com folga. Aos 757/767/777/747 agora se somam as várias conversões de 737 para carga. O resultado é um amplo domínio.
    Essa, na minha opinião, foi uma das causas de insucesso do A380: o abandono da versão F.
    Estranhamente, a Airbus, que tinha uma presença razoável no segmento dos cargueiros médios com o A300/A310, praticamente abandonou esse mercado. Quando resolveu recuperar terreno, lançou o A330F mas esse, não sei por que, não conseguiu fazer frente aos cargueiros da Boeing.
    Eu acho isso curioso. Sempre imaginei o A320 com um potencial bom nesse segmento, mas nunca fizeram uma versão cargueira. Penso o mesmo sobre o A350, sequer cogitaram esse tipo de versão nesse projeto. O A380 então, nem se fala, praticamente entregou esse nicho de bandeja para o 747-8.
    Parece que a Airbus realmente não tem interesse nesse mercado, só entra nele quando é empurrada à força.

  2. Dr.: creio que também o grande número de aeronaves mais antigas, usadas, que estavam a disposição para serem transformadas em cargueiros – 707, 747-200, 300, 757, 767 e os 737 mais antigos – sendo predominantemente Boeings e dos mais variados tamanhos/alcances fez com que a Boeing saísse na frente e ganhasse confiança do mercado. Quando começaram a aparecer A300 e A310 disponíveis para transformação em cargueiro a Boeing (e a Mcdonell-Douglas também) já estavam há anos à frente. Aí, para a Airbus correr atrás do prejuízo talvez fosse mais interessante concorrer em outros mercados.