Três helicópteros Mi-24 Hinds da Força Aérea Polonesa. (Foto: Bartek / UK Foruns Airshow)

A Polônia planeja adquirir 32 helicópteros de ataque através de um novo programa de compras chamado Kruk. O país pretende ainda modernizar seus helicópteros Mi-24, em paralelo aos procedimentos de aquisição, de modo a manter um nível adequado de capacidades, e os Hinds permanecerem em operação até seu sucessor ser adquirido e colocado em operação.

O Ministério de Defesa polonês disse que as conclusões do documento de Revisão da Defesa Estratégica sugerem que as necessidades relacionadas a este tipo de armamento têm maior relevância.

O Ministério da Defesa da Polônia informou que o programa de aquisição de helicópteros de ataque no programa Kruk está passando por análises legais em relação ao método de aquisição.

“A Inspeção de Armamentos está aguardando a avaliação com relação ao surgimento do ‘Interesse Básico de Segurança Nacional, que influenciaria o novo plano de ação”, de acordo com o departamento de mídia polonês junto ao Ministério de Defesa do país.

A atribuição de um estatuto de interesse de segurança nacional aceleraria o processo evitando um longo processo do concurso. Também permitiria ao Ministério da Defesa indicar os contratados preferenciais e simplificar o envolvimento dos Estados Unidos no concurso.

Tanto os helicópteros AH-64E Apache Guardian e AH-1Z Viper oferecidos à Polônia pela Boeing e Bell, respectivamente, estão disponíveis apenas como parte do programa FMS. Esta é uma configuração intergovernamental (G2G), com um conjunto rígido de regras que definem a forma do procedimento. As referidas regras muitas vezes não possuem conformidade com os processos de licitação.

Ao mesmo tempo, o Ministério de Defesa polonês tem emitido declarações e requisitos relativas à aquisição, definindo vários aspectos diferentes em relação ao Programa Kruk desde meados de 2016.

A modernização da frota Mi-24 também é considerada uma opção viável. Isso também foi confirmado pelo Ministério de Defesa polonês, juntamente com a informação sobre o progresso, ou a falta de progresso, no Programa Kruk, que a modernização do helicóptero de ataque Mi-24 também está sendo considerada como uma opção viável.

O objetivo de tal procedimento seria manter a capacidade operacional no caso dos Hinds poloneses, pelo menos, até serem criadas novas aeronaves. O comunicado emitido pelo Ministério sugere que o Comando Geral esteja atualmente analisando as opções para um MLU (Upgrade de Meia-idade).

Estender as vidas do Mi-24, com a provisão simultânea de capacidade anti-tanque para o helicóptero em questão, são, no momento, uma prioridade. Não só o objetivo acima seja feito para manter as capacidades operacionais das Forças Armadas dentro desse escopo, pois a relevância que é ainda mais crítica diz respeito ao treinamento da tripulação aérea.

O Mi-24 polonês não usa mísseis guiados anti-tanques. Seu armamento consiste em foguetes não guiados e uma metralhadora de 12,7 mm. Isso torna a plataforma em questão incapaz de combater os tanques e de atacar precisamente a maioria dos alvos, especialmente os que se deslocam.

Além disso, o inventário de peças sobressalentes para as metralhadoras de quatro canos também é limitado, o que significa que existe o risco de que outra peça de artilharia seja perdida. Outros problemas incluem aviônica e sistemas ópticos/eletrônicos obsoletos, ou desempenho fraco dos motores antigos, especialmente em uma configuração operacional quente e alta.

O processo de modernização pode ser completado pelas empresas domésticas, lideradas pela instalação WZL-1 com sede em Lodz. No ano passado, a fábrica estava reformando os Hinds senegaleses, aumentando significativamente seu desempenho. A empresa também apresentou um pacote de modernização para as plataformas polonesas Hind e Hip (Mi-24 e Mi-17), durante a mostra de defesa MSPO do ano passado, organizada em Kielce.

Uma atualização como tal exigiria, juntamente com o financiamento, as decisões do administrador quanto ao alcance das modificações que digam respeito a armamento, sensores ou aviônica. A questão continua sendo altamente importante no contexto da instalação dos sistemas de orientação de armamento.


Fonte: Defence24.com Poland

32 COMENTÁRIOS

  1. Será que a Rússia leva essa? Eu acho muito difícil tendo em vista o posicionamento político do Governo polonês nos últimos anos.
    Entretanto, acabei de leu uma notícia muitointeressante.
    Parece que a Índia e a Rússia vão desenvolver um projeto de caça de 5ª geração baseado no Su-35, mas que leve em conta as características indianas. Em se confirmando, será um grande golpe para indústria ocidental.
    Deste modo teríamos 3 das 4 grandes nações do mundo (China, Rússia e Índia (basicamente) basicamente distante de esquipamentos ocidentais, principalmente americanos.

  2. O lugar onde os russos são mais odiados no leste europeu é justamente na Polônia, então pode esquecer que não há a menor chance um aparelho russo ganhar.

    Aliás o país que mais incita a OTAN a ir cada vez mais para perto das fronteiras russas é justamente a Polônia.

  3. O trabalho certo seria para a Rosoboronexport – Russia. Mas provavelmente será realizado pela empresa Romena que já atualizou os seus Mi-3. O tempo passa e os Hind são de confiabilidade extrema, um projeto com mais de 40 anos. Só para constar, o exército brasileiro está muito satisfeito com o desempenho deste vetor. Fontes internas do exército já abriram solicitação de informações sobre o Mi-28N.

    • Na verdade quem opera o Hind no Brasil é a Força Aérea e não o Exército. Não acredito muito na aquisição do Mi-28 por parte do EB. O mais sensato seria manter a mesma cadeia logística que a FAB e adquirir o Hind. Existem também os que preferem a compra de oportunidade dos AH-1 dos USMC.

      • Mais provável serem os ucranianos ou alguma empresa polonesa.
        Os poloneses tem grande experiencia na fabricação e manutenção de equipamentos soviéticos, eles fabricavam o Mi-2.
        Creio que não terão dificuldade em modernizar o armamento dos Mi-24 para esperar a aquisição e recebimento dos novos.