Polônia se aproxima da compra de 32 caças F-35.

O ministro da Defesa da Polônia classificou a compra de caças de quinta geração como uma “tarefa prioritária” para o governo, e o F-35 seria a única opção. Marius B?aszczak anunciou que até 2026 o país gastará cerca de 43 bilhões de euros na modernização das forças armadas polonesas.

Falando durante uma coletiva de imprensa sobre o plano de modernização militar da Polônia na quinta-feira (28/02), Blaszczak disse esperar “ações imediatas” das principais autoridades militares para compra de 32 caças multi-funções de quinta geração. Ele acrescentou que o programa Harpia aumentaria as capacidades de sua frota de F-16, ao mesmo tempo em que eliminaria a necessidade de aviões de guerra mais antigos da era soviética como o MiG-29 e o Su-22.

O novo Plano de Modernização Técnica prevê ainda a compra de novos submarinos, helicópteros navais e sistemas de defesa antimísseis. 

“Nós sabemos como modernizar as forças armadas da Polônia, e vamos fazê-lo”, escreveu B?aszczak no Twitter na quinta-feira.

Embora o programa do Ministério da Defesa deixe em aberto quando o novo equipamento será adquirido, B?aszczak anunciou que “em geral” os equipamentos modernos em geral serão direcionados ao fortalecimento da região leste do país.

Blaszczak não mencionou diretamente o nome F-35, embora dentre as várias empresas ocidentais previstas na competição, apenas o F-35 atende à exigência de um jato de quinta geração definida por Varsóvia.

A França, a Alemanha e a Espanha também estão desenvolvendo seu próprio jato de geração de quinta (ou mesmo sexta), mas deve demorar pelo menos uma década antes do novo jato se tornar operacional. O mesmo se aplica ao futuro caça Tempest do Reino Unido, que não entrará em serviço até 2035. Isso deixa apenas o F-35 como o único caça de quinta geração que atende aos requisitos de interoperabilidade da OTAN atualmente disponível para venda.

Polônia quer substituir seus MiG-29 e Su-22 e tem interesse no F-35 para voar junto de seus F-16. (Foto: Filip Modrzejewski / Foto Poork)

No entanto, o desejo de Varsóvia de comprar o mais moderno modelo de caça sobre as alternativas de quarta geração oferecidas terá um custo. Os 32 jatos F-35s custariam ao contribuinte polonês cerca de US$ 2,5 bilhões.

Além de seu alto preço, o F-35 teve um desenvolvimento conturbado com várias falhas de projeto decorrentes da ambição do programa de trilhões de dólares de ser uma aeronave para vários ramos das forças armadas dos EUA. Juntamente com seu design experimental, o jato teve problemas com seu compartimento de armas, um assento ejetor mortal e um capacete avançado para os pilotos com algumas deficiências.

Para 2019, o Ministério da Defesa da Polônia tem um orçamento de cerca de 11,83 bilhões, um aumento de 9% em comparação com o ano anterior.

20 COMENTÁRIOS

  1. 2,5 bilhões por 32 aeronaves são 78 milhões cada um.

    Muito mais barato que qualquer caça europeu.

    Vide os 5,4 bilhões por 36 aeronaves Gripen.

    • Por hora a desculpa oficial é o tal custo de operação destes vetores que teoricamente são muito maiores, agora quando sair a notícia que estes custos se nivelaram aos de gripen e afins amigo ai eu quero ver

      • O grande objetivo do programa F35 é ter custo de vida baixo. Isso só saberemos no futuro.

        O calcanhar de Aquiles do Gripen são as poucas unidades vendidas, os componentes que são específicos tendem a ter custo alto, principalmente quando a linha fechar.

    • Notavelmente este é a apenas o preço de prateleira. Quando se incluir o suporte logístico, armamento e treinamento, certamente esse preço vai subir. Mas com certeza o ganho operacional supre esse gasto.

      • Cada Gripen Br vai custar 150 milhões de dólares, somando estes custos que voce mencionou voce acredita que deve superar este valor ?

      • A FAB comprou as armas em separado.

        Pelo que entendo, a compra brasileira inclui suporte por cinco anos e dois simuladores.

  2. F 16 block 70 já não está bom não? Tá parecendo a Bélgica pobretona torrando dinheiro com f35 sem necessidade. Block é super moderno e é um modelo que eles já operam (F 16).

    • A Polônia é hoje um pais rico, e está em uma posição estratégica.
      E historicamente, o território belga sempre sofreu com.as guerras continentais, sendo palco.de grandes batalhas.

      • Seus argumento não estão errados, porém, Permaneço com minha pergunta: F 16 Block 70 já não estaria bom para essas necessidades? Poxa a ficha técnica dele é excepcional…sei lá é mais seguro…

        Só acho que o F 35 é bacana mas tem tanto marketing e lobby encima dele que eu acho meio esquisito. Complicado não ter opções.

        • JoaoSouza1994, acho que a questão é que a Polônia, além da Finlândia, Romênia, Bulgária e até mesmo a Ucrânia, é uma porta de entrada para a uma invasão Russa à Europa Continental. Então, mesmo concordando com a ficha do F-16, principalmente versões mais atuais como o Block 70, acredito que o F-35 como um dos primeiros vetores baseados no Leste Europeu será uma grande arma dissuasória convencional.

          E mais, se o F-35 é apenas lobby e marketing não sabemos. Mas se ele realmente entregar o que ele promete, como fusão de dados, armas, sensores, radar e consciência situacional, aí meu amigo, qualquer agressor estará em grande desvantagem.

        • Depende das suas intenções, F35 é um atacante nato. É um vetor de dissuasão.

  3. Ainda acho que o caça franco-alemão-pan-europeu vai subir na árvore em algum momento. E vai ser culpa dos franceses, como sempre.

  4. Para um país do tamanho da Polônia é muito dinheiro. O F16 de última geração dava e sobrava. Sob o guarda chuvas da OTAN, poderiam embarcar em algum programa comun e guardar o dinheiro.

    • Eles estão na linha de frente por causa da Ucrânia. Trump já mandou o recado que cada um deve fazer a sua parte.

      De um lado, vc ganha um vetor para entrar no território inimigo e fazer o trabalho.

      Por outro, ganha argumento para a volta das divisões blindadas retiradas pelo Obama.

      • No contexto geopolítico realmente se justifica, por todos os outros fatores envolvidos. Concordo com seu ponto de vista Eduardo…

  5. Vejo excesso de preocupação nos comentários com o preço dos caças, como se isso fosse o principal ou único critério de aquisição [muitas vezes desconsiderando o custo total de operação]. Mesmo no caso da Polônia que afirma precisar de aeronaves de quinta geração para voar junto com os F-16 que ela já utiliza. Ou existem argumentos para sustentar que a Polônia trabalha com requisitos errados?

  6. Para a Polônia, formar um esquadrão de F-35 substitui com folga os Su-22 e Mig-29.

  7. Como um F-35 vale 4 F-16, deve valer 8 SU-22 e MIG-29. Artigo diz que tem defeitos, mas o medo que causa nos Russos compensa o preço e defeitos. o ruim é o governo comprar o patriot PAC-3 que não serve como proteção antibalística.

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