A estratégia aeroespacial atual de Israel depende da saúde de seu relacionamento com os Estados Unidos. Isto é verdade tanto em termos de disponibilidade de plataformas como no contínuo desenvolvimento tecnológico mútuo.

Felizmente para Israel, há poucas razões para acreditar que este aspecto da aliança EUA-Israel pode se romper no curto prazo. A preocupação com a segurança do F-22 parou a exportação do Raptor, mas não prejudicou o relacionamento global.

Desde a década de 1960, o braço aéreo das Forças de Defesa de Israel (IDF/AF) tem desempenhado um papel central na defesa do país. A capacidade da Força Aérea Israelense de proteger o campo de batalha e a população civil contra ataques aéreos inimigos permitiu que a IDF lutasse com enorme vantagem. Ao mesmo tempo, a IAF demonstrou um alcance estratégico, atacando alvos críticos a distâncias consideráveis.

O domínio da IAF ocorreu através de treinamento efetivo, a fraqueza de seus inimigos e uma abordagem flexível para a concepção e aquisição. Ao longo dos anos, os israelenses têm tentado várias estratégias para preencher sua força aérea com aviões, incluindo a compra da França, comprando a partir dos Estados Unidos e construindo seus próprios aviões. Eles parecem ter resolvido uma combinação dos dois últimos, com grande efeito.

Base Tecnológica

Em seus primeiros anos, Israel conseguiu as armas que poderia ter e poderia encontrar. Isso significava que a IDF muitas vezes operava com equipamentos de uma enorme variedade, principalmente de fabricantes europeus. No final da década de 1950, no entanto, Israel tinha garantido relações de transferência de armas com vários países, principalmente o Reino Unido e a França. O relacionamento com a França finalmente floresceu, resultando na transferência de equipamentos militares de alta tecnologia, incluindo caças Mirage III (e também assistência técnica significativa para o programa nuclear de Israel). O Mirage IIIC formou o núcleo da IAF na Guerra dos Seis Dias de 1967, em que Israel destruiu em grande parte as forças aéreas de seus vizinhos nas primeiras horas do conflito.

Quando a França vendeu o Mirage IIIC à Israel, adicionou a letra “J”, daí a sigla IIICJ, de judeu.

Em 1967, no entanto, a França impôs um embargo de armas a Israel, que deixou Tel Aviv em um dilema. A IDF precisava de mais caças, e também procurou solucionar as deficiências do Mirage III, incluindo a capacidade de ataque ao solo de médio alcance. Sob estas condições, os israelenses adotaram a estratégia consagrada de simplesmente roubar o que precisavam. Para complementar suas estruturas existentes, os israelenses adquiriram planos técnicos do Mirage por espionagem (possivelmente com a tolerância de algumas autoridades francesas). O projeto resultou em dois caças fabricados pela IAI (Israel Aerospace Industries): o Nesher e o Kfir. O segundo empregou motor americano, mais poderoso e por um tempo serviu como caça de linha de frente da IAF. Ambos os aviões tiveram sucesso de exportação, com o Nesher servindo na Argentina e o Kfir voando com a Colômbia, Equador e Sri Lanka.

Esse investimento ajudou a impulsionar o desenvolvimento do setor aeroespacial de Israel, com grandes implicações para o resto da economia israelense. O grande investimento estatal no desenvolvimento tecnológico militar nem sempre impulsiona inovações mais amplas na tecnologia civil. No entanto, neste caso, o investimento estatal constituiu um pilar fundamental para o desenvolvimento precoce do setor de tecnologia civil de Israel. Para muitos, o sucesso do Kfir sugeriu que Israel poderia ficar sozinho em tecnologia aeroespacial, eliminando a necessidade de depender de um patrocinador estrangeiro.

Quando o equipamento americano chegou a Israel, consolidou a veia guerreira da IDF/AF.

No entanto, Israel continuou a investir pesadamente em aviões estrangeiros. A IDF adquiriu o McDonnell F-4 Phantom no final da década de 1960 e o McDonnell Douglas F-15 Eagle em meados da década de 1970. A chegada deste último em Israel provocou inadvertidamente uma crise política, quando os primeiros quatro aviões aterraram no início do sábado. A controvérsia que se seguiu acabou por derrubar o primeiro cargo de Yitzhak Rabin. Mas muitos em Israel, ainda estimulados pelo relativo sucesso do Kfir e esperançosos em desenvolver ainda mais o setor de alta tecnologia de Israel, acreditavam que o país poderia aspirar a desenvolver seu próprio avião de caça.

IAI Lavi

Tanto na URSS como nos Estados Unidos, o braço aéreo da IDF acreditava que uma mistura High/Low de caças melhor atendia às suas necessidades. Isto conduziu ao desenvolvimento do Lavi, um caça multifunção leve que poderia complementar o F-15 que Israel continuou a adquirir dos EUA. O Lavi preenchia exatamente o nicho que o F-16 eventualmente viria a dominar. Ele incluía alguns sistemas licenciados pelos Estados Unidos e visualmente se assemelhava a um F-16 com uma configuração de asa diferente.

Mirage “Nesher”

Mas o ambiente militar-tecnológico havia mudado. Desenvolver o Lavi a partir do zero exigia um enorme investimento estatal para uma aeronave que pouco ou nada tinha de vantagens em relação ao F-16 ‘comprado de prateleira’. Além disso, os EUA impuseram dificuldades na aquisição de equipamentos e nos controles de exportação, muito mais sério do que a França.

Apesar do otimismo inicial sobre as perspectivas de exportação do Lavi, logo se tornou aparente para os israelenses que os EUA não permitiriam a ampla exportação de um caça que incluía significativos componentes americanos. O Lavi acabaria competindo diretamente contra o F-16, algo que os EUA não tolerariam.

Em agosto de 1987, o gabinete israelense matou o Lavi, o que gerou fortes e agressivos protestos da IAI e dos trabalhadores associados ao projeto. No entanto, um esforço político para reviver o avião falhou e o governo de Israel adquiriu um grande número de caças F-16.

Kfir e Lavi

A curta vida do Lavi, no entanto, ajudou a matar as perspectivas de exportação do F-22 Raptor. A suspeita de que Israel tinha compartilhado a tecnologia do Lavi (e assim, por tabela, do F-16) com os chineses (resultando no J-10), o congresso dos EUA proibiu a exportação do F-22. Esta decisão impediu Israel e vários outros compradores interessados de adquirir o Raptor, e sem dúvida cortou a sua vida de produção global.

Em vez de perseguir a capacidade de construir seus próprios aviões de combate, Israel preferiu modificar extensivamente a aeronave que comprava dos Estados Unidos. O F-15I Ra’am (Thunder) e o F-16I Sufa (Storm) receberam grandes upgrades para otimizar o serviço israelense. Ambos os aviões têm maior alcance e aviônica melhorada, permitindo que a IDF pudesse lutar efetivamente a grande distância de suas bases. O F-15I, uma variante do F-15E Strike Eagle, é a plataforma de ataque de longo alcance mais importante da IAF. A IAF já tomou medidas para tornar o F-35A mais adequado para o serviço israelense, incluindo modificações avançadas de software.

F-35I Adir

A IAI continuou a ver grande sucesso, apesar da falta de um grande projeto de caça. A IAI desenvolveu componentes para uso doméstico e de exportação, incluindo munições e aviônica. A IAI também foi grande para o mercado de UAV, com grande sucesso tanto em Israel quanto no exterior. E, apesar do fracasso do Lavi, o setor de defesa de alta tecnologia de Israel tem feito muito bem para a economia civil. A política industrial estatal israelense se concentra exatamente nesse objetivo: fornecer investimentos para inovação de alta tecnologia que facilite a defesa nacional e o crescimento econômico.


FONTE: National Interest

 

35 COMENTÁRIOS

  1. Israel sobrevive graças às suas poderosas forças armadas. E a força aérea exerce o papel de espinha dorsal. Eles não podem se dar o luxo de não investir pesadamente em segurança.

  2. Eles são um povo unido, um país que NECESSITA sobreviver. Então, lá a coisa é pensada de forma diferente. Melhor Força Aérea do Mundo.

  3. Eles prescisam de uma Força Aérea poderosa porque são odiados por todos os vizinhos. Simples assim.

  4. Aproveitando a menção no texto: quais as diferenças entre o Nesher e o Kfir??

    • O Nesher é basicamente um Mirage 5. Já o Kfir, usa o motor J79, menor e de maior diâmetro, daí o bocal de escape ser diferente do jato francês.

  5. Este texto é bastante ilustrativo de como tornar uma Força Aérea capaz sem ideias megalomaníacas.

    Na minha humilde opinião o Brasil deveria agir de forma análoga, mas como a corrupção aqui faz parte do negócio, aderiram a uma tal de ToT que é a alegria dos corruptos, afinal a história está aí para nos mostrar.

    Por exemplo, a base de submarinos brasileira é mais cara do que qualquer base, de mesmo porte, em qualquer país do mundo.

    O Brasil quer construir satélites, foguetes, mísseis, submarinos nucleares, caças (até stealth, rsrssrsr), fragatas, etc.

    Peraí, desde que o mundo é mundo ou você é Bahia ou você é Vitória, não tem meio termo!

    Na época da Guerra Fria, ou você era aliado dos EUA ou era aliado da URSS, se fosse aliado dos EUA poderia contar com o apoio de França, Reino Unido, Itália, … Do outro lado, tinha a gigantesca URSS e a China pelas quebradas.

    Ainda hoje vejo gente criticando a Índia, mas eles vão colocar todos os ovos no mesmo cesto? Pela lógica não!

    o Brasil também deveria seguir a mesma trilha. Quando resolveu adquirir os caças, tivesse optado pelo Gripen NG mas sem ToT. Seriam 40% mais baratos no mínimo. Com essa economia comprava outra aeronave do "lado oposto", depois era só deixar os PAMAs resolverem. Afinal dizem por aí que conhecemos mais os F-5 que os próprios americanos (rsrsrsrsr).

    Já disse no fórum umas tantas vezes: Quantos Gripens vão ser construídos no Brasil exclusivamente para a FAB, descontados os 36 já encomendados?
    Que nova aeronave do futuro o Brasil vai construir a partir do Gripen, sendo que a Embraer é que vai ficar com a Expertise?

    Quantos Submarinos construímos a partir dos IKL?
    Quantas Fragatas construímos a partir das Niterói?
    Quantos Caças produzimos a partir do "Xavante" e "AMX"?
    Quantas usinas nucleares temos?

    Em suma, nossa política de defesa foi contaminada pela "política" tupiniquim, pois eles aprenderam que os segredos de defesa nacional são muito úteis …

    • Assino embaixo!

      O tempo dirá quantos subamrinos (vamos pegar ele como exemplo – aliás pra mim é o mais absurdo deles) serão construídos depois da quinta unidade ser construída. Aquelas instalações irão apodrecer de ferrugem e servirá de criador de mosquito e nada mais!

      Maldito seja esse ToT!

        • Projeto idêntico ao argentino? Só se você estiver falando do projeto anterior ao do PROSUB…

          Os Argentinos queriam construir pelo menos 8 TR-1700. Os dois primeiros construídos na Alemanha e o resto na argentina, aí o país se acabou com a Guerra.
          Nós nos saímos melhor… Comparado aos argentinos, podemos até dizer que o nosso programa foi um "sucesso".

          Aí a maluca senhora K saiu com a 'brilhante ideia" de retomar o projeto do Ara Santa Fe (Um dos dessa foto aí pois, são quatro os submarinos que aparecem nela), que estava encostado a quase(?) 3 décadas e transformá-lo em um "Submarino Nuclear".

          Uma boa semelhança com o projeto brasileiro é que ambos os governos foram incompetentes em honrar seus compromissos com os projetos de suas marinhas e não importa se alemães ou franceses forem os parceiros, sem dinheiro pingando na conta, a coisa não anda.

          • Se informe.

            A escolha do TR 1700, pelo tamanho e por ter dois decks, tinha o objetivo de instalar um reator nuclear em um casco adaptado.

            • Compraram na década de 70 os submarinos com intenção de torná-los nuclear?
              Não… Tanto que o projeto do tal de reactor CAREM surge depois dos primeiros submarinos serem entregues.

              Queriam 8 Submarinos no começo. 2 TR-1700 feitos na Alemanha, 4 TR-1700 e 2 TR-1400 feitos na Argentina, que posteriormente seriam apenas 4 TR-1700 feitos na Argentina até o projeto morrer…

              O TR-1700 por si só era um baita submarino para a época. Melhor que os nossos IKL. Mas daí querer colocar um reactor dentro disso ali são outros 500… É um submarino menor que um Rubis Francês!

              Isso aí de ARA Santa Fe nuclear é maluquice dos "Ks". Está no próprio link que tu colocou: "En una decisión política de trascendencia internacional, el Gobierno informó que se dotará de propulsión nuclear a buques de la Armada."

              Data: 04 DE JUNIO DE 2010
              Famosa propaganda eleitoral.

    • É surreal saber que a base do subnuc é a mais cara do Mundo! A Russia estaciona seus subnucs ao relento! Os americanos usam estaleiro que tem mais de 120 anos!!

      • A Base brasileira é a mais cara do mundo?

        Quanto custou?
        Quanto custaram as bases dos países que tem submarinos nucleares?

        • Foi a turma do naviozinho, que em mais de uma oportunidade, levantou essa lebre…

          • A base em si não é grandes coisas… É uma boa infraestrutura? é, como deveria ser se a intenção é operar tal arma. Saiu barato? Obviamente não, ainda mais com esses atrasos absurdos que encarecem ainda mais a conta.

            Mas é certo: Itaguaí é brincadeira de criança perto do que os Franceses tem em Île Longue, por exemplo.

            Quem opera SLBMs está em outro patamar. Nós estamos engatinhando para chegar a ser um meio termo.

      • Mas a Odebrecht entende de concreto e armação de ferro, era o único jeito dela justificar sua participação nisso tudo.

    • Super Hornet,

      "…depois era só deixar os PAMAs resolverem…"

      A coisa não é assim tão simples…

      Em outras épocas, quando tudo era mecânico e elétrico, você podia ( sei lá… ) pegar um caça francês, por um motor americano, um canhão suiço, mísseis israelenses, aviônica britânica e pronto…! Hoje, simplesmente não é mais possível fazer isso…

      Sem ter domínio de hardware e software específicos ( que é o que se propõe com o 'Gripen NG' ), há muito pouco que se possa fazer com uma aeronave de caça pelos nossos dias. Não se consegue fazer qualquer alteração de monta ( nem mesmo integrar uma bomba simples… ) sem auxílio do fabricante. O único país que ainda consegue realizar algo do gênero a contento é Israel, desenvolvendo e substituindo hardware na medida do possível ( e ainda assim, volta e meia dão com a cara na parede… ).

      Suas comparações também são injustas…

      Todos os trabalhos realizados no AMX e Xavante geraram uma expertise que foi utilizada no Super Tucano e nos produtos civis da Embraer.

      O submarino 'Tikuna' é um derivado direto dos IKL.

      O navio escola 'Brasil' é um derivado da classe 'Niterói'.

      A questão não só absorver. Na verdade, o que tem no País até é capaz de absorver considerável conhecimento. O problema maior é dar continuidade ao desenvolvimento do que foi absorvido. E aí a questão é o andar de cima, e não o de baixo…

      • O que eu percebo nefte paíf é a incapacidade de absorver toda e qualquer ToT. Simplesmente não há continuidade. Percebam que toda a ToT do Xavante e do AMX praticamente parou no A-29. A coisa começou bem:

        1º) produzir sob licença um avião (Xavante);
        2º) produzir um avião em parceria com outra nação (AMX);
        3º) produzir um avião indígena (A-29);

        Não parece, mas o F-X foi andar para trás, pois agora, depois do A-29, o país deveria ter total capacidade de montar um indígena. Talvez acabasse com um envelope de voo tipo Tejas ou Thunder, mas seria nacional, mas não! O país voltou para o primeiro item!

      • O Brasil não consegue projetar um patrulha de 500 tons, tiveram que comprar um projeto francês ultrapassado.

        Quanto a construção, não existe um único estaleiro em condições de fabricar um patrulha oceânico.

        • Existe alguém comprando patrulha oceânico?
          Pergunto pq se ninguém compra patrulha oceânico não vejo motivo para algum estaleiro construir um.

          Mas eu aposto que o INACE adoraria ter na carteira um meia dúzia de NaPOcs de 1.800 tons, pagos em dia… Se pagassem bem, também apostaria que a Vard seria capaz de arranjar um Cutter igualzinho ao da USCG.
          Mas eai? Quem contrata e paga a conta? O mesmo que atrasa os pagamentos de Prosub, KC-390, etc…

        • zeabelardo,

          A corveta Barroso é desenho nacional…

          Estaleiros como o INACE, citado pelo Bardini, tem o necessário para desenvolver vasos de até 2000 toneladas sem qualquer contratempo. A questão sempre passa pelo contratante e pela demanda… Quem paga…? Vale a pena produzir aqui…? São perguntas que devem ser respondidas antes de qualquer coisa. Eu acredito que vale, do ponto de vista estratégico…

  6. Engraçado que aqui mesmo nesse blog já me esculhambaram dizendo que o Lavi não tem nada com o J10.

      • Seu dentista!!!!!

        Os incríveis chineses o projetaram do zero e vc, capacho imperialista, espalha essas mentiras.

  7. Mas responde-se tambem esta pergunta com a seguinte pergunta : Por que o BRASIL nao possui uma poderosa força aerea ? As respostas possiveis sao ; Porque nossos vizinhos sao amistosos , porque ha prioridades sociais , porque nossos politicos julgam desnecessario , porque 80 % do orçamento (da FAB ) eh destinado com gasto pessoal ativo ,inativo e filhas , porque corre em nossas arterias o espirito carnavalesco , propinesco , futebolesco ,porque somos o povo mais alegre e amado da terceira D >

    • Porque tem um PIB per capita de 14.000 trumps, abaixo da média mundial.

    • Teropode, é que a FAB não tem interesse, não comporta um efetivo maior, não é profissionalizado e não quer muitas responsabilidades. Quando foi criado o Ministério da Defesa, já começaram a cortar os gastos das três forças, pessoal e materiais, a ordem de Brasília era: cortar tudo para não cortar os uísques, temos que manter as pensões ativas, as castas vivendo como verdadeiros senhores feudais dentro da aeronáutica, neste caso. Por outro lado, os governos ao longo do tempo repudiam a ideia de equipar bem as forças armadas, no caso a aeronáutica, e detestam a questão de profissionalizar as forças armadas, as quais necessitariam de investimento pesado em dinheiro, materiais e conhecimento tecnológico, de um efetivo bem maior de profissionais capacitados para manutenções que perdurariam ao longo das décadas. Com tudo, a ideologia da FAB coaduna com a do Governo brasileiro, somos somente uma repartição pública derrocada e eivada de burocracia para manter o Status Quo, o estado paquidérmico e endêmico na evolução para a defesa de um país. Simplificando, a maquina pública gerenciando as forças armadas numa constante, ladeira abaixo. Sempre lembrando, serve para as três forças esse raciocínio, e o resto é especulação.
      Saudações.

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