Os grandes porta-aviões de propulsão nuclear são a expressão máxima do Poder militar dos Estados Unidos.

Nenhum outro sistema de combate disponível para os caças de guerra dos EUA chega perto de entregar tanto poder ofensivo por longo tempo sem exigir uma base terrestre próxima ao campo de ação. Como resultado, os dez porta-aviões da frota atual estão sendo continuamente solicitados pelos comandantes militares, tanto que os períodos de combate no exterior estão sendo estendidos e se tornando normal para os tripulantes.

Ninguém realmente duvida da utilidade destes navios de grande porte. Não há nada como eles no arsenal americano e os Estados Unidos são a única nação que opera uma frota grande o suficiente para manter três ou mais porta-aviões em operação contínua em em qualquer tempo. No entanto, duas questões surgiram repetidas vezes desde o fim da Guerra Fria, que levou alguns observadores a questionar por que estes navios são a peça central da frota naval da América. Uma preocupação é que eles custam muito. A outra é que eles são vulneráveis ao ataque.

Custos

Estes navios custam apenas uma fração de 1% do orçamento americano para construir, operar e sustentar todos os porta-aviões da Marinha e ninguém ofereceu ainda uma alternativa credível para realizar os objetivos militares dos EUA em sua ausência. Os críticos dizem que os porta-aviões são mais caros do que parecem, porque uma contabilidade precisa incluiria o custo de seus navios de escolta, mas a verdade da questão é que a Marinha precisaria muito mais desses navios de guerra se tivesse que lutar sem o uso de porta-aviões.

Vulnerabilidade

A questão da vulnerabilidade é mais difícil de resolver porque colocar 5.000 marinheiros e seis dúzias de aeronaves de alta performance em um navio de guerra de US$ 10 bilhões cria o que os especialistas militares chamam de alvo muito lucrativo. Tirar um deles de combate seria uma gigantesca conquista para os inimigos dos EUA e um grande revés para os militares americanos. No entanto, a probabilidade de qualquer adversário realmente conseguir isso, sem recorrer ao uso de armas nucleares, é muito perto de zero. Isso não vai acontecer e aqui estão cinco grandes razões.

A Marinha dos EUA está enfrentando uma crônica falta de pessoal, porém, estes continuam sendo os mais experientes marinheiros na operação em porta-aviões, fruto de décadas de experiência.

Os grandes porta-aviões são rápidos e resistentes. Porta-aviões da classe Nimitz, modelo que domina a frota atual, são os maiores navios de guerra já construídos. Eles têm 25 decks e 76 metros de altura, e deslocam 100.000 toneladas de água. Com centenas de compartimentos estanques e milhares de toneladas de armadura, nenhum torpedo convencional ou mina é capaz de causar sérios danos. E porque os porta-aviões estão se movendo constantemente – até 56 km/h – rápido o suficiente para ultrapassar os submarinos (encontrar e rastreá-los que é difícil). Trinta minutos após ser avistado por inimigos, a área dentro da qual um porta-aviões pode estar operando aumentou para 1.126 km²; Após 90 minutos, expandiu-se para 10.000 km².

As defesas dos porta-aviões são formidáveis. Os porta-aviões dos EUA estão equipados com extensas defesas ativas e passivas para derrotar ameaças como mísseis de cruzeiro de voo baixo e submarinos hostis. Estes incluem uma série de sensores de alto desempenho, mísseis guiados por radar e canhões de 20 mm que disparam 50 projéteis por segundo. A ala aérea do navio, com mais de 60 aeronaves, inclui um esquadrão de aviões de alerta aéreo antecipado, que pode detectar ameaças de aproximação (incluindo periscópios de radar) em grandes distâncias e helicópteros equipados para a guerra anti-submarino, anti-superfície e contra-mina. Todos os sensores e armas defensivas do porta-aviões são reunidos por meio de um centro de comando a bordo para ação coordenada contra adversários.

Os concorrentes: Tanto a Rússia quanto a China, tem porta-aviões que são dependentes diretos da proteção de suas bases e sistemas de defesa em terra. Fora dessa “camada” de defesa, seus navios não são capazes de se igualarem ao poder dos porta-aviões da Marinha dos EUA. Na imagem, o porta-aviões Liaoning.
Admiral Kuznetsov

Os porta-aviões não operam sozinhos. Estes navios normalmente se desdobram como parte de um “grupo de ataque do porta-aviões(carrier strike group – CSG) que inclui vários navios de guerra com mísseis guiados equipados com o sistema de combate Aegis, o mais avançado sistema de defesa aérea e de mísseis do mundo, capaz de derrotar todas as potenciais ameaças aéreas, incluindo mísseis balísticos. Ligado a outros sistemas ofensivos e defensivos a bordo dos navios de superfície dos Estados Unidos, podem derrotar submarinos, navios de superfície e minas flutuantes, ou atacar sensores inimigos necessários para guiar os mísseis dos atacantes. Em combinação com a ala aérea transportada, estes navios de guerra podem rapidamente degradar os sistemas inimigos usados para rastrear o grupo de ataque. O CSG geralmente incluem um ou mais submarinos de ataque, furtivos e capazes de derrotar ameaças submarinas e de superfície.

As táticas da Marinha maximizam a sobrevivência. Embora os porta-aviões dos EUA estejam protegidos pelo mais potente escudo defensivo de várias camadas já concebido, eles não se arriscam quando são colocados perto de potenciais adversários. Suas táticas operacionais evoluíram para minimizar o risco enquanto ainda entregam o poder ofensivo que é a principal razão para existir. Por exemplo, um porta-aviões geralmente não operará em áreas onde minas poderiam ter sido colocadas até que a área tenha sido completamente limpa. Ele tenderá a ficar em mar aberto, em vez de entrar em áreas confinadas onde as ameaças que se aproximam são difíceis de distinguir do outro tráfego local. Ele vai continuar se movendo para complicar o desafio de segmentação para os inimigos. Também usará links para coleta de dados, desdes sensores no fundo do mar até satélites em órbita para alcançar uma consciência da situação.

A nova tecnologia está reforçando a defesa do porta-aviões. Embora tenha havido muita especulação sobre ameaças emergentes a porta-aviões, a Marinha investe pesadamente em novas tecnologias ofensivas e defensivas destinadas a combater tais perigos. O avanço mais importante dos últimos anos tem sido a compensação conjunta de todos os recursos navais em uma área de modo que os sensores e as armas possam ser utilizados com o máximo efeito. Iniciativas como o Naval Integrated Fire Control, unem todos os sistemas de combate disponíveis em uma rede defensiva que poucos adversários podem penetrar. Inúmeros outros avanços estão sendo introduzidos, desde as capacidades de detecção de caças furtivos a avançados sistemas de interferência de bordo que confundem os sistemas de guiamento de mísseis.

Por ultimo, a linha de sobrevivência de um porta-aviões dos EUA é que apenas um punhado de países pode realmente representar uma ameaça para os navios de guerra mais valiosos da América e, sem o uso de armas nucleares, nenhum deles é capaz de afundar um. Embora a Marinha tenha mudado suas táticas para lidar com a proliferação de rápidos mísseis anti-navio e o crescente poder militar da China no Pacífico Ocidental, os grandes porta-aviões permanecem entre os mais seguros e úteis sistemas de combate do arsenal americano. Com uma gama ilimitada e flexibilidade proporcionada pela propulsão nuclear, existem poucos lugares que não podem ir para impor os interesses dos EUA. E como a Marinha dos EUA continua investindo em novas tecnologias de combate, é provável que estes gigantes do mar permaneçam reinando por muitas décadas.


FONTE: Warrior


NOTA DO EDITOR: Porta-aviões é uma máquina complexa. Se utilizado da forma que ele exige, uma nação terá o melhor dele, ou seja, poder. A França, com apenas um ‘carrier strike group’, é um exemplo, já, um certo ‘país’, insiste em brincar de ter porta-aviões. Não tem nem escolta (na verdade, nem navio…), mas insiste em torrar bilhões com a pífia desculpa de “criar doutrina”. Porta-aviões é para quem leva à sério a sua defesa e os interesses de seu povo. Simples assim.

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80 COMENTÁRIOS

  1. Contra marinhas mais fracas certamente um grupo com NA já é suficiente para não somente varrer a região e fazer pressão sobre o territorio do país adversário, mas países que tem mais poderio contra meios navais, como Russia, China, India ou então um local que a geografia é a favor do defensor (no caso do Irã, onde ou o NA entra no golfo persico para dirigir ataques mais fortes contra o mesmo e fica vulnerável, ou faz os ataques via Oceano Indico, mas seus ataques seriam menos contundentes), talvez tal cenário não fosse assim tão confortável.

    Alem disso, não precisa-se "neutralizar" o NA mas já avaria-lo ou sobrecarrega-lo seria suficiente para deixar na defensiva uma frota, sem falar que meios como submersiveis modernos dotados de misseis podem dissipar parte da sua escolta para funções de busca e destruição destes para a segurança do grupo. Nesse momento, ou o NA protege a esquadra – que será obrigada a vasculhar e dissipar seus meios, tornando-a mais vulnerável, ou lança-se contra a a estrutura militar ou frota propriamente dita.

    Nos idos dos anos 80 e 90 com o time F-14/E-2/Aim-54 a USN tinha grandes chances de estabelecer um guarda chuva maior e mais forte, em uma epoca que poucos misseis anti-navio tinham mais de 100km de alcance e com perfil subsônico. Hoje, com misseis que tem alcances que chegam a 600km, com perfil de voo supersonico, um vetor "lento" e com menos autonomia como o F-18E (nem mach 2 alcança) e sem um missel com grande alcance, pessoalmente acredito que a USN até certo ponto, esta para um adversário bem equipado, treinado e motivado, relativamente vulnerável. É dificil, mas não é impossivel.

    • pedraoctba,

      Concordo que o pedaço de mar onde se desenrola a ação é fundamental. Contudo, o porta-aviões jamais irá se expor. E em uma situação em mar aberto, ele terá a vantagem…

      Normalmente, um Carrier Group conta com escoltas próximas e meios designados unicamente para servirem de "piquete". É comum que sempre haja a frente da frota um batedor deslocado alguns quilômetros, e um elemento fechando a retaguarda na mesma condição. Logo, o porta-aviões nunca estará desprotegido e sempre haverá uma escolta mínima ao seu lado… Fora isso, em situações de combate certamente haverá um SSN em pontos sensíveis.

      Um porta-aviões americano foi pensado tanto para proteger a frota quanto para atacar os objetivos. Sempre é possível fazer os dois ao mesmo tempo… Por isso é dotado de aeronaves que cobrem praticamente todos os espectros da guerra aérea sobre o mar.

      O binômio F-18E/AIM-120 é suficiente, se considerarmos o raio de ação das aeronaves. É possível estender o circulo defensivo por mais de 800km, se for necessário, o que coloca a absoluta maioria das aeronaves atacantes fora do alcance do lançamento de suas armas…

      • Mas a questão aí é fazer o NA se expor. E como disse, países do tipo Brasil que "acham" que tem uma marinha, não é o problema e tenho certeza que nem chegar perto dele irão conseguir, mas países como China, Russia ou India, tem meios e aí entra fatores distintos que não apenas a "quantidade ou qualidade" do material penderá ao vencedor.
        Veja, Midway e Guadalcanal a USN estava inferiorizada quali e quantitativamente e ganhou. Pq? Porque soube aproveitar melhor seus meios, usou de inteligencia, soube onde atacar e usou a geografia a favor. No caso que citei do Irã, se a USN atacasse o país – a qual sua principal infraestrutura esta longe das costas do Indico, os vetores americanos deveriam sobrevoar centenas de Km dentro do Irã para disparar seu equipamento, o que tornariam mais expostos a interceptação e antiaerea. Se ele entrar dentro do Golfo, os vetores rapidamente podem chegar e sair as zonas mais "quentes", e até mesmo levarem mais equipamento, mas aí o NA estará mais exposto. E o Irã sempre "jogou" com isso e pessoalmente tenho a certeza que é isso (e alguns fatores politicos) que impede a realização de qualquer tipo de ataque a nação persa.

        Sobre os Piquetes, aqui vale o mesmo. Se há por exemplo, 4 naves 200km a frente do NA os aviões terão que fazer patrulhas. Vc nao pode colocar todos os aviões para isso, senão o proprio NA ficará sem escolta, mas se colocar poucos jatos, suas patrulhas serão em pequena quantidade, e como o F/A-18 não tem o mesmo desempenho e alcance do F-14, essas patrulhas serão menores e com mair tempo para uma reação. Sem falar que os helicopteros dessas embarcações precisarão de cobertura aerea, ou seja, cada vez mais um numero expressivos de jatos deverá ser alocado para tal. Se houver mais de 1 NA, ai vc tem mais meios, mas mais alvos e terá que ter uma forte estrutura de coordenação e comunicação.

        Enfim, há milhares de possibilidades que poderiam ser descritas, mas o que eu quero passar é que ao contrario do post com base no tal "Warrior", não é apenas uma questão de "Ah, tenho mais jatos, meu missel tem mais alcance e meu radar é segundo a revista XY o mais fodastico" que vai determinador o ganhador. Os EUA fizeram exatamente isso na Coreia, Vietnã e até mesmo no Afeganistão e o resultado nunca foi dos melhores.Geografia, disposição, clima, moral e motivação ainda são tão ou mais importantes que tecnologia e numeros.

        • pedraoctba,

          A USN em Midway tinha vantagens cruciais de inteligência, como a quebra do código JN-25 dos japoneses. E a qualidade estava onde realmente importava: sistemas de detecção e comunicação ( os japoneses eram muito deficientes nessas áreas ).

          A tendência é o Carrier Group operar o mais afastado o possível da costa. Somente uma área geograficamente muito desfavorável poderá coloca-lo em questão.

          Seja como for, sempre haverão zonas onde ele pode operar com tranquilidade. No caso específico do Irã, da mesma forma que a geografia serve a defesa, ela também os confina. Se os americanos quiserem, nenhuma embarcação iraniana passa por Ormuz ou deixa os portos no Índico… E para os americanos, há países aliados próximos onde sempre é possível basear algum elemento em terra. Aliás, se for para atacar as instalações Iranianas voltadas para o Golfo Pérsico, é certo que as aeronaves ou partirão de território saudita ou do Mar Vermelho ( podendo ser reabastecidas sobre a Arábia Saudita ), onde o porta-aviões estará fora de alcance para os iranianos…

          Um NAe americano, em situação de combate, estará levando mais de 60 aeronaves de caça… Mesmo considerando elementos indisponíveis ( por manutenção ), difícil não sobrar alguma coisa pra defender a frota…

          Até onde sei, o piquete nunca vai muito a frente ou muito atrás ( algumas dezenas de quilômetros ). E ele é apenas uma parte do elemento de vigilância. Em zonas quentes, sempre haverá um AWACS no ar e ao menos uma PAC, com outro elemento sempre pronto pra partir. Os SSN também varrerão a frente com seus sensores e informarão o Carrier Group de qualquer anormalidade ( navios ou submarinos hostis ). Em suma, é extremamente difícil surpreende-los, estando os mesmos em alerta… E mais uma vez: o NAe sempre terá uma escolta próxima ( no caso de Carrier Strike Group americano, será sempre no mínimo um 'Ticonderoga' e três 'Arleigh Burke' ). Verdade seja dita, creio que diante de um inimigo poderoso, é até provavel que os submarinos façam a função de piquete e os destróieres e cruzadores permaneçam junto ao NAe, com os elementos de abastecimento também.

          Os helicópteros destinados a caçar submarinos provavelmente partirão dos contratorpedeiros. Em contato com outras aeronaves de patrulha ( P-3, P-8 ou mesmo Hawkeye ) ou, se possível, com algum SSN, podem atuar como elementos de ASW ou ASuW sem que se precise deslocar algum navio para fazer isso… Dentro do raio de proteção dos sistema AEGIS dos contra-torpedeiros, terão elevado nível de proteção…

          O raio operacional do F-18E, com dois tanques subalares, supera os mil quilômetros… Considerando que a esmagadora maioria das marinhas do mundo não tem mísseis que percorram essa distância ( e mesmo as que tem, o é em quantidade mínima ), difícil alguém ter a oportunidade de surpreender um NAe, que estará sempre operando no limite do alcance para cumprir com sua missão…

          • Apenas uma correção:

            Os piquetes podem eventualmente se deslocarem para até umas 300NM a frente do porta-aviões, com os meios de alerta aéreo antecipado indo a até 400NM se precisar…

    • A aposentadoria do Tomcat deixou uma lacuna na USN, na época que o SH entrou em operação com APG-73 e AIM-120C não podia sequer chegar perto de defender frotas como o Tomcat faria.

      E como o Tomcat não recebeu seu devido upgrade (mesmo sendo uma aeronave com um enorme potencial de evolução devido ao seu grande radome e capacidade de levar mísseis de longo alcance), creio que o futuro F/A-XX vai preencher esta lacuna.

      • Exato! Contra marinhas mais fracas isso não fará diferença alguma. Mas para países mais fortes, essa decisão economica (e por que não tambem politica?) poderia custar caro.

    • Um SH com 10 AMRAAMs ou um F-35 com doze são muito melhores que o F14 /phoenix. O F-35 tem até mais alcance que o Tomcat e leva o até 14 mísseis com carga externa

      E ainda poderão guiar mísseis SM-6 lançados pelos Aegis contra alvos à baixa altitude a 250km ou mais.

      • Não, não são.

        E antes de iniciar qualquer comparação, considere que o F-35 é o caça operacional mais avançado tecnologicamente voando por aí, o SH recebeu upgrades, e o Tomcat é dos anos 70. Mas vamos lá, mesmo o assunto sendo chato.

        Um SH, com 10 AMRAAMs, mesmo com o APG-79, não consegue ser tão bom. E o motivo principal, é a capacidade cinética, que comparado à um Tomcat que pode atingir mach 1.9 com carga máxima (Mach 2.4 limpo), não consegue ter todo alcance de um AIM-120D, diferente de um F-14 que já bateu um recorde no começo dos anos 70 com um disparo sucedido de um AIM-54 á 203 km de distância…

        Não adianta usar como argumento que o F-35 pode guiar os SM-6, é o mais novo caça sendo comparado com um caça dos anos 70.

        O F-14 tem um radome maior que o F-22 e F-15, o que permite ter uma antena (leia-se alcance de radar) maior. Se o F-14 fosse devidamente atualizado no programa da Grumman, teríamos hoje um F-14 com um radar tão ou mais potente que o APG-77 (V1), disparando mísseis com mais de 350 km de alcance, e com RAM aplicado.

        Segue o link de como era o F-14 dos sonhos da Grumman:
        http://www.cavok.com.br/blog/o-f-14-do-seculo-21/

        Se o ST-21 e AST-21 fossem escolhidos sobre o SH, a capacidade defesa seria muito, muito maior do que é hoje. Com um caça com alcance, velocidade, e manobrabilidade incríveis. Por isso peço ao amigo para ler o texto indicado acima.

        • Disse tudo. A questão é fisica pura. Um F-14 irá dar lock on em um alvo com o AIM-54 antes que o SH ou o F-35 com o AIM-120. Ou seja, ele terá mais tempo para disparar um missel anti-navio ou no caso, terá que se expor a escolta de um suposto atacante com o SH e o F-35.

          Argumento semelhante é quanto ao R-27 ainda estar em uso na FA Russa. Ele consegue, nas versões de longo alcance, um lock on antes do que o R-77. Independente dele ser SARH ao dispara-lo antes, vc coloca seu adversário na defensiva.

          • Sou fã da dupla F14-AIM54, contudo ele não é o que vc está falando.

            Apesar de seu longo alcance, seu objetivo eram alvos pouco manobráveis.

            Vc acha que a marinha que o usou por tantos anos teria o tirado de serviço se fosse mais útil que o AIM-120?

            • Como um próprio ex-piloto de F-14 que voou entre 89 e 97 pelo VF-101 Grim Reapers me falou, isso é um mito!

              Embora de fato o AIM-54 foi desenhado para abater aeronaves grandes, foi testado contra alvos manobráveis e se saiu muito bem. Ainda mais com o AIM-54C que tinha o mesmo sistema de guia que o AIM-120A/B.
              http://sistemasdearmas.com.br/aam/aim54interno2.j

              Segue imagens de um dos testes contra alvos manobráveis em 1983:
              https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/th

              E a razão que o AIM-54 foi retirado de serviço Zeabelardo, é extremamente simples. A razão foi que o único caça que podia carregar o AIM-54 foi aposentado, e o F-14 era o único com design para carregar o AIM-54 que pesava 1.000 lbs. Não tinha outro vetor que era tecnicamente e operacionalmente capaz de carregar o AIM-54.

              • A capacidade de abater ou não um alvo, de acordo com o tamanho e manobrabilidade, depende da distância.

                Quantas vezes um caça pode manobrar no limite do alcance e quantas vezes o míssil pode corrigir até atingi-lo?

                Se ele só pode fazer isso a distâncias médias, o AIM120 o substitui com inúmeras vantagens.

                • Você está esquecendo que a capacidade cinética de um AIM-54 é muito maior, mas enfim.

                  E há outro fator que a maioria não sabe. Os RWRs soviéticos (SPO-15) dos caças 4G como o Su-27S(também é o RWR do Tu-22M3), em tése, não seriam capazes de alertar o piloto até que o míssil entrasse em fase ativa, que seria à 18 km de distância do alvo. Como seria uma bomba de 1.000 lbs, warhead de 60 kg, descendo à Mach 5, o piloto não teria tempo de reação.

                  O motivo do SPO-15 não ser capaz de alertar quando o míssil for lançado é o tipo de guia que o AWG-9/APG-71 usam. Quando disparam o AIM-54, em vez de manter um hard-lock, só mantém um soft-lock, atualizando o AIM-54 sobre a posição do inimigo a cada 6 segundos, dito isso a frequência não é detectada. Hoje é claro, com os modernos RWRs, seriam facilmente detectados.

                  E o AIM-120 não substituiu o AIM-54, e sim o AIM-7.

            • Colega, o AIM-54 abateu caças como o Mig-21 na guerra do Irã-Iraque! Não posso lhe confirmar mas o F-14 teve alguns abates até de helicopteros mas não sei se foi com o AIM-54.

              Isso que vc mencionou sobre os misseis para abater alvos grandes é um "mito" que vem da epoca do AA-6 Acrid, onde o DoD Americano afirmava que tais misseis eram apenas razoavelmente uteis para derrubar bombardeios como o B-52, mas quando um F-18 foi abatido por esse missel na Guerra do Golfo, tal afirmação se mostrou completamente descabida.

              • Óbvio que isso depende da distância do alvo.

                Não é um mito, foi requisito do projeto.

          • Em modo TWS, contra 6 alvos ao mesmo tempo, o alcance do phoenix era próximo dos 100 km. O Mesmo que um F-35 faria com o AMRAAM hoje.
            Contra mísseis de cruzeiro voando baixo era ainda menos.

            180km a 200km era contra um alvo de cada vez nos modos de alcance máximo.

            • Bom, como dito acima ele abateu um avião a mais de 200km, ou seja, no limite maximo do alcance. Não pense que esse alcance de 100km do Aim-120 é o alcance normal, e sim é o alcance maximo de um abate as "12 horas". O problema do AIM-54 era que na aposentadoria do F-14, não havia mais ninguem que o utiliza-se e por questões financeiras e de padronização, preferiu-se aposenta-lo e focar no Aim-120.

              Sobre abate de misseis, esse assunto é bem controverso pois depende muito da velocidade e trajetoria do mesmo. Abater um missel subsônico vindo contra um alvo é bem diferente de abater um missel a Mach 3 ou Mach4 em alta altitude. E esse ultimo perfil que foi pensado para o AIM-54, que é muito mais dificil diga-se.

                • Ainda não entendi seu ponto, ainda mais em comparar com o F-35. Todos 4G (não 4.5G) no TWS perdem alcance e precisão.

                  Há, e esse número é válido para o antigo AWG-9, com o APG-71 do F-14D o papo é outro.

          • O F14 poderia ter o radome do tamanho de um radar de um E3, mas é tecnologia da década de 60.

            Comparar o radar do F14 com o APG79 é fugir da seriedade.

            Na USN ao contrário do que vocês acham não tem bobos.

            O SH tem um tempo de vôo maior que o Tomcat com uma carga de defesa aérea com mais do dobro de mísseis e com uma quantidade de aviões a bordo maior que a de Tomcats..

            A frota hoje em dia é melhor defendida e contra um maior nro de tipo de ameaças que na década de 80.

            • De boa, re-leia que eu falei acima. Momento algum falei que o Radar do F-14 é melhor ou pior, e quem esta fugindo da seriedade aqui é vc por inventar um discussão que não existe!
              O que estou discutindo aqui é que a plataforma do F-14 juntamente com o AIM-54 dava a frota americana uma proteção maior e até mesmo mais efetiva do que a encontrada hj. E o motivo disso? Custos + Politica!

              O Lobby a favor do F-18E e da propria Raytheon a favor do AIM-120 era muito maior do que se concentrar em modernizar o F-14. A plataforma ainda era muito acima do F-18 mas precisava-se de um motivo para as encomendas do F-18E. Não pense que por ser a USN a mesma esta isenta de tomada de decisões estranhas, financeiras ou politicas.

            • Não, a tecnologia é dos anos 70. 😉

              O primeiro caça no mundo a ter um HUD completo, microchip e uma série de coisas que não importam no momento.

              E bem, ninguém comparou radares.

              E ninguém falou que a USN é boba, não bote palavras na minha boca.

              A único motivo que o Tomcat foi aposentado, foi o mesmo motivo por que o F-22 teve sua linha de produção cancelada.

              • Aí que está!

                Ao contrário do que o outro comentarista disse, a decisão da USN pelo SH e o AIM-120 não foi política. Mas sim prática!

                Eles escolheram o melhor meio de se manterem plenamente operacionais e dentro de seu orçamento. As vezes esquecemos do volume de missões e meios desta marinha em particular. Além de toda uma força de submarinos nucleares e navios dos mais variados tipos, ainda mantém – em minha opinião – a 2ª ou 3ª maior força aérea do mundo. Chega uma hora que não se pode ter tudo.

                Além do mais, o Vespão é um representante de peso da alegada 4,5 geração e se mostra uma das plataformas mais completas atualmente. O que falta para o coitado é uma produção hollywoodiana 😉

                • Bem, eu não havia dito que foi política, mas sim a mentalidade de fim de guerra fria.

                  Lembro-me de ter lido em algum lugar, que quando um alta-patente da USN foi questionado sobre a aposentadoria do Tomcat, ele disse: "Não podemos ter o que queremos, mas sim o que podemos".

                • Contratar esse senhor para prestar assessoria em um certo Principado localizado em uma bela paisagem tropical.

        • Então você está dizendo que as defesas de hoje são piores que as dos anos 80?
          É claro que um F-14 atual seria diferente, isso não precisa nem dizer.

          Estou falando do F-14 que existia, amigo.

          • Olha, é bem claro que a afirmação "as defesas seriam muito melhores" é no contexto de defesa de frota! Se o Tomcat tivesse recebido seu devido upgrade.

        • O texto dele é bem claro, o F-14 dos anos 80 é melhor do que o que se tem hoje.

          É isso que estou contrariando, lógico que um f-14 do século XXI seria melhor, mas ele não existe.
          O comentário foi sobre o f-14 dos 80 e 90, como se naquela época estivessem melhores que hoje.

          • JPC, eu seriamente te recomendo reler os comentários.

            Eu já falei, é preciso considerar a diferença tecnológica de um caça dos anos 70 com um caça dos anos 90. Até por que o SH entrou em operação com APG-73 e AIM-120C, mas recebeu upgrades pra ser o que é hoje.

            Toda a questão desde o meu primeiro comentário sobre o assunto seria "se o Tomcat tivesse recebido seu devido upgrade", e atualmente o F-14 ainda é uma plataforma melhor. Repito, plataforma.

            Se a guerra fria não tivesse acabado, pode ter certeza que teriam F-14s atualizados voando até hoje.

            • O amigo lá em cima falou sobre o F-14 dos anos 80 e 90. É sobre o comentário dele a minha resposta.

              Que a um F-14 atualizado seria melhor não tem o que discutir.
              Não discordo de nada do que você disse.

              Meu ponto é que hoje estão muito melhores do que nos anos 80 que o prezado colega mencionou inicialmente, se tivessem um supertomcat 21 estariam ainda melhores.

              • Então estamos de acordo.

                O meu ponto é que o F-14 é uma melhor plataforma para a função, e se o ST-21 fosse escolhido a USN teria uma capacidade de defesa de frota jamais vista, assim como capacidade multimissão.

      • Antes do SH ou o F-35 disparar qualquer um dos seus 10 misseis, o F-14 ja estaria disparando o primeiro Phoenix e obrigando o vetor inimigo a ficar em uma posição defensiva. Sem falar que o F-14 iria chegar mais rapido tanto comparado ao F-18 como o F-35.

        • Mas em compensação os sensores são muito melhores e a capacidade de encontrar alvos e muito maior do que era nos tempos do F-14.

          É isso que eu estou dizendo.

          Lógico que um F-14 atualizado seria muito melhor.

  2. Promoção do dia… Afunde um CVN da US Navy e leve uma bomba nuclear da USAF no pacote!!!

    • Isso depende do adversário para levar esse pacote. Se o adversário for : Rússia, China, India e Irã, garanto que não vão levar esse pacote.

      • Acho que tudo depende do contexto!

        Porém tenho certeza que o pacote seria discutido em uma sala cheia de mentes pensantes.

  3. quanto a aérea de atuação após 90min, 10.000Km² parece muito mais não é, seria um circulo com pouco mais de 56Km de raio muito aquém do alcance de torpedos e mísseis

      • convenhamos que um NAE não é algo fácil de se esconder, talvez eles ressussitem o projeto philadelfia kkkkkk

        • Talvez ele até exista. Esses navios tem uma capacidade de ECM absurda. Essa parte é tão importante quantos os mísseis, porém mais secreta.

          Pode ser que nenhum míssil guiado por radar esteja imune.

  4. Falam em u.s.n usar bombas atômicas ! Tem o acordo de não proliferação de armas atômicas que garante ao país que assine o acordo a garantia dos países que detem esse poder de nao utiliza-la em conflito com quem não o tem e assinou o acordo !
    se fosse assim, os U.S.A a teriam usado no Vietnã, que matou 50.000 americanos ! Fora o chocolate !
    porque Israel não admite que tem esses artefatos ? Porque teria que se comprometer a não usa-los contra quem assinou o acordo ! Simples , não!

  5. Ate o Irã que e mais bobo assinou o tratado de não proliferação de armas atomicas !!! E um seguro contra o arsenal nuclear dos u.s.a e europeu ! Se tentarem invadir , vai te que ser no convencional..

  6. A unica forma de afunda um Carrier, alias o Carrier group é com isso: http://www.inquiriesjournal.com/article-images/ui

    Quanto a MB, é outra que lá pelos anos 80 começou a se perder, a queda foi tão vertiginosa que só com um homem sério e milagre pra tirá-la desse limbo.
    Uma instituição que prefere gastar bilhões de dólares no maior alvo da AL, num monte de ferro velho que só serve pra vitimar jovens, que compra Napoc para suprir a lacuna de no minimo Corveta…

    Defesa não é intenção da MB a um bom tempo.

    ps* Entra comandante, sai comandante e pelas entrevistas fica evidente a falta de conhecimento.
    Não entendo muito de MB, mas ao ler material do pós 2GM, a MB tinha uma proposta racional de se equipar com navios americanos, dá entender que havia um "norte".

    • Galileu,

      As rupturas políticas dos anos 70 tiveram certa influência nos rumos da MB. A partir daquele instante, a Marinha passou a equipar-se e preparar-se mais aos moldes europeus.

      Isso foi até interessante e deu realmente um novo horizonte. Marinhas como a britânica ( que aparentemente serviu de grande referência nesse período para a MB ) eram um modelo para marinhas de águas azuis…

      Pode se dizer que até os anos 90, a MB era de fato uma marinha de primeiro mundo. Projetos racionais, como a classe 'Tamoio' de submarinos e a classe 'Inhaúma' de corvetas, era o que o País precisava. As Type 22 ( que haviam acabado de ser adquiridas, e eram navios excepcionais ao seu tempo ) e a classe 'Niterói' eram suficientes. O 'Minas Gerais', operando com sua modesta ala aérea, cumpria bem o papel de complementar a força ASW, que era bastante poderosa com a classe 'Pará' ( classe 'Garcia' da USN ).

      Penso que o ponto fora da curva foi a END… Aquilo seria praticável, mas os recursos não poderiam minguar… E aparentemente o GF ou MD a época não tinha um plano B…

      A MB evoluiu como uma força ASW e ASuW, detendo também uma respeitável capacidade de projeção de força no âmbito regional. É, por assim dizer ( me atrevo dizer ), sua natureza, que está associada a atual e futura importância do Brasil no mundo ( ao menos ao que se projeta para os próximos trinta anos ). Torna-la uma marinha de águas azuis e capaz de exercer a completa dominância da luta no mar em todo o seu espectro, exige não somente uma necessária reestruturação física ( o que evidentemente determina um investimento financeiro monstruoso ), mas uma reestruturação do próprio pensamento de como combater, exigindo a implantação de novas doutrinas. Isso leva tempo, e se por ventura ocorrer de se perder pelo caminho, então os danos são inevitáveis.

      Dada a atual situação, acredito que o caminho lógico para a MB seria retornar ao ponto de partida, o que significa a manutenção e renovação da capacidade ASW e ASuW, conservando a projeção de força que já tem ( o NDM Bahia e os atuais NDCC ). Resumo: focar pensamento em vasos de no mínimo umas 5000 toneladas ( necessários para nossa época e que tem que vir nem que seja um por vez ), na conclusão dos submarinos convencionais e na aquisição de um novo NaPaLog para substituir os tanqueiros da Esquadra. Mas de imediato, buscar garantir ao menos nessa década uma força de OPVs para que se cumpram as missões mínimas de guarda costeira e se permita uma folga aos meios mais capazes atuais e futuros. E uma atenção especial também para a força de contra-minagem ( creio que garantir minimamente uns três navios será necessário até 2020 )…

      • Discordo, meu caro.

        A END era e é impraticável. Foi talvez um dos maiores devaneios da história militar moderna, comparável apenas aos projetos do Reagan – claramente um esforço de contra-inteligência – que ao menos serviram para esgotar os soviéticos e fomentar a industria de defesa e tecnologia americana. A END, por outro lado, foi tão ridícula que resultou apenas numa – ainda maior – cartelização do setor de defesa nacional, várias concorrências e licitações ridículas e num sucateamento ainda maior dos meios atuais disponíveis, em razão da fuga de recursos. Para não falar nos inúmeros concursos abertos…

        O futuro para a Pasta da Defesa é sombrio, por pelo menos 10 anos!

        • Você leu o PAEMB?

          De 2011 a 2031:

          1 NAe (de 50.000 a 60.000 tons início 2015, incorporação 2025, data em que saía o NA SP)
          24 caças (versão naval do que a FAB escolher)
          4 aeronaves COD +4 aeronaves AEW (que estão em eterna modernização)
          Mais dois lotes adicionais de 4 SeaHawks
          8 H-225M para transporte + 8 H-225M armados com Exocet ( Porgrama H-XBr)

          2 LHDs (incorporação em 2020 e 2024)
          5 Fragatas EG (contratadas em 2013 com a primeira entregue 6 anos depois)
          5 Fragatas 1 EG + 4 AAW (entregues até 2031)

          4 NaPOcs (construção 2012 – entrega do primeiro 2015)
          4 NaPOcs ( deveriam ser contratados para ser entregues antes 2031)

          2 Macaés já haviam sido construídos.
          4 Estavam em construção.
          6 Unidades seriam contratadas até 2015
          6 Seriam contratados para serem entregues até 2031

          4 Submarinos convencionais já haviam sido contratados
          4 Submarinos convencionais seriam contratados para substituir os IKL que dariam baixa.
          Novos submarinos nucleares somente seriam contratados a partir de 2030, após avaliação do Álvaro Alberto.

          NApLog (seria contratado em 2012, incorporado em 2015)
          Mais dois NApLog seriam contratados até 2031

          É um planejamento de 20 ANOS… E não é fora da casinha…

          Pergunta lá pro Governo pq que a Marinha ficou e ainda está a ver navios.
          Pergunta lá quanto gastaram com Copa e Olimpíada…
          Pergunta lá pq atrasaram os cronogramas do PROSUB…

          Marinha faz planejamento. Quem bate o martelo e faz a coisa andar, pingando dinheiro na conta de fornecedor é aquele que está acima na hierarquia.

          • Realmente, me perdoe! São um exemplo de administração e capacidade, sempre sabotados pelos governos revanchistas!

          • Como assim não é fora da casinha, você mesmo cai em contradição.
            Essa piada PAEMB é o maior exemplo disso.

            Os caras não conseguem manter o pouco que tem e querem ter um Nae e escoltas kkkk

            Vamos atentar so no Nae, pra não alongar tanto o assunto. Todo o dinheiro gasto no Opalão, na década que ele ficou parado, segundo um video que eu vi, foi para reparos, sim reparos, pois a MB espera verba para firmar um contrato com a DCNS para consertar ou trocar os sistemas relevantes do funcionamento.
            TODO esse tempo parado e não fizeram nada além de reparos, a tal "doutrina" de uma década se resumiu a mecânica nivel técnico kkkkkkkk.

            Por favor, vamos acordar, se isso é planejamento o Chavez e o Maduro então vão concorrer ao Nobel da PAZ.

            • Queridão, se esse canal do vídeo que você viu é o "hoje no mundo militar", ou melhor "plano barril channel"… Parabéns, então tá tudo serto…

              Só falta falar também que a MB já gastou BILHÕES no NAe… Ou aquela mais manjada: O NAe é a causa de todos os problemas da MB !!!

              Aí quando alguém comentar que a MB tinha um planejamento de 20 ANOS e que se você parar para pensar, nem é nada de mais se comparado com planejamentos de outros países (Itália, Austrália, Japão, Korea, França), você coloca a culpa na própria MB!! É, pq foi ela a culpada pela não realização do planejamento e não o Governo que quebrou o país para se reeleger e até hoje, 5 ANOS DEPOIS, não viabilizou a compra de um mísero escolta…

              Mas enfim… Com certeza eu estou aqui desperdiçando meu tempo, já que o certo seria, como todo bom brasileiro que entende de tudo, sentar e esperar pelo dia em que um "homem de verdade" surgisse na MB, seja lá o que diabos for um "homem de verdade" e então ele… também não teria poder de decidir e concretizar porcaria nenhuma em termos reais de compra!!!

              Mas talvez vocês consiga explicar melhor o que é um "homem de verdade" e o que ele deveria fazer na MB…

              Talvez, afundar o NAe, comprar um amontoado de corvetas gambiarra de 2.300 tons by Korea e chamar de "Escolta Emprego Geral", como sugere um famoso jornalista Gaga?
              Quem sabe…

      • RR, concordo com bastante coisa do seu comentário.
        Se a MB tivesse "homem" no comando a situação estaria complicada devido a conhecida gestão das forças, com esses comandantes ufanistas então, que pega o pouco dinheiro que tem e joga fora em escolhas erradas, ai dá no que temos.

  7. só um ataque em massa de SSN ou torpedos com ogivas nucleares podem atingir um Grupo de ataque com NAe. Na Cold war a aviação naval russa tinha esse plano. Agora com satélites o aviso é antes de decolarem. o tal míssil chinês só se algum bobo levasse o grupo perto do alcance. mesmo assim o USS. Gerald FORd esta com defeito e desfalcando a VI frota.
    ainda teria a Frota submarina da USN para retaliar o país burro que tentasse

  8. Ufric, pedraoctba,

    O APG-79 é em muito superior ao AWG-9 do 'Tomcat'. Sendo um AESA, tem resolução melhor; mais alcance prático, mais modalidades. É outra geração… É certo que pode localizar um alvo aéreo do tamanho de um caça ( ou mesmo bombardeiros ) e processar a informação antes do que o AWG-9 seria capaz… E a entrada em serviço do AIM-120D sanará quaisquer deficiências… Com mais de 160km de alcance, e somado ao alcance superior do APG-79, é mais que suficiente pra garantir um "lock" antes do binômio AWG-9/AIM-54.

    Mesmo que o alcance do 'Phoenix' seja superior, o fato é que ele nunca iria realmente atacar um alvo a máxima distância. É só observar a história dos combates aéreos para se perceber que raras vezes se conseguiu um acerto em situação real a mais de 50km do alvo. Desconheço, na história dos combates aéreos, uma aeronave atingida a mais de 100km. E isso se deve a diversos fatores, que passam pelo alcance máximo de detecção para determinadas situações…

    Tenhamos em mente que o alcance máximo de um radar normalmente o é para alvos de RCS grande. Mas para alvos de RCS menor, esse alcance de detecção evidentemente cai muito. De fato, desconheço radar PESA ou doppler instalado em um caça hoje que efetivamente localize um caça de quarta geração a mais de 100km… E isso influenciou muito na concepção dos mísseis nos anos 90 ( afinal de contas, não faz sentido um míssil com mais de 200km de alcance se somente é possível abater atacantes abaixo disso ).

    Nesse contexto, vale relembrar que a função do 'Tomcat' era atacar bombardeiros soviéticos, que eram verdeiros chamarizes para os radares, voavam alto, e eram dotados de mísseis pesadíssimos. Previa-se também uma interceptação de frente. Logo, o 'Phoenix' era a resposta mais lógica. Contudo, quando a doutrina de ataque passou a ser voar baixo, o alcance de detecção caiu bastante. Isso, somado a paradoxal situação na qual sempre se tem a possibilidade de se interceptar os bombardeiros muito além da distância de lançamento de suas armas, fez com que o alcance dos mísseis AA se tornasse menos relevante… É por agora, com a evolução da tecnologia de detecção ao "nível" AESA ( tornando mais factível uma localização efetiva a grande distância ) somado ao aumento do alcance dos mísseis de cruzeiro, que o alcance dos mísseis AA torna a ganhar relevância maior, já que a própria plataforma inimiga apresenta maiores possibilidades de operar fora do alcance dos interceptores.

    Pra mim, a grande lacuna do Carrier Group é a ausência de uma aeronave de asa fixa dedicada a ASW, com a retirada do S-3 'Viking'.

    • RR, ninguém está comparando radares. E se for pra comparar, não entendo por que usar o AWG-9, dos anos 60, quando o APG-71 havia sido instalado no F-14D dando uma incrível melhorada no BVR.

      Novamente, ninguém está comparando radares e negando a vantagem dos AESAs.

      E a razão que você nunca viu um F-14A iraniano abater a mais de 100 km, é que o conjunto de IFF do AWG-9 era uma porcaria. Coisa que foi corrigida no APG-71.

      O meu ponto é que o F-14 é uma plataforma de defesa de frota melhor que o SH, o ST-21 deveria ter sido escolhido sobre o SH.

      Pense bem, você está falando que com os atuais AESAs e o AIM-120D essa lacuna vai ser preenchida, mas isso é o avanço da tecnologia. Se o Tomcat continuasse em serviço, avanços também seriam implementados. Quem sabe algo comparável ao R-37, e como o radome do F-14 é maior até mesmo que do F-22, um Super radar do século 21 seria possível.

      Recomendo ao amigo ler como era o F-14 dos sonhos da Grumman:
      http://www.cavok.com.br/blog/o-f-14-do-seculo-21/

  9. Independentemente da ampla maioria dos foristas referendar o carrier group como um sistema bélico praticamente imune ou invencível, há de se afirmar que tal interpretação não reflete a opinião de diversos analistas e ex almirantes e oficiais graduados da USNAVY, sendo que existe uma pluralidade de artigos na net que esboçam opiniões contrárias aquela expressa no texto sob comento.

    Apenas para ilustrar o afirmado deixo 4 links para apreciação dos nobres foristas:
    http://www.businessinsider.com/navy-captain-us-shhttp://nationalinterest.org/feature/how-sink-us-nhttp://www.nationalreview.com/article/417306/us-nhttp://www.politico.com/agenda/story/2016/02/stop

    • Verdade.

      Mas bases aéreas tem as mesmas vulnerabilidades e não se movem. São muito poucos os países capazes de organizar um ataque na escala e no nível tecnológico necessário para colocar um grupo de batalha em desvantagem clara.

      Podem ser afundados sim, dependendo da competência e engenhosidade do adversário, por isso existem 10.Talvez doze dependendo do Trump.

      Limitando o assunto a aviação, submarinos podem ser ainda mais perigosos.

    • Nos tempos da união soviéticas algumas táticas de ataque incluíam até 20 bombardeiros intermediários, acompanhados de dezenas de escoltas além de aeronaves de inteligência e guerra eletrônica.

      O ideal é que o grupo de batalha, somado a outras forças consiga impedir ou reduzir a capacidade do inimigo de atacar primeiro. Depende muito das táticas e das estratégias escolhidas.

  10. A maior ameaça a um NAE americano é o U-212… felizmente não é usado pelos russos ou chineses. 🙂

    []'s

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