Segundo o jornal The News Rep, a China irá vender o porta-aviões ao Paquistão. Será?

De acordo com os meios de comunicação chineses, o governo chinês decidiu vender seu primeiro e único porta-aviões ao Paquistão. Mais especificamente, o Liaoning será vendido ao Paquistão por um preço ainda indeterminado, a fim de melhorar as capacidades da Marinha paquistanesa.

Mas por que a Marinha de guerra da China iria vender seu único porta-aviões ativo? Geopolítica. A China e a Índia estão emaranhadas em um tango geoestratégico há décadas. Eles até entraram em guerra no início dos anos 1960 por causa de uma disputa territorial fronteiriça. A adição de um porta-aviões ao arsenal da Marinha paquistanesa tornará mais competitiva em relação ao seu rival indiano, que possui um porta-aviões operacional. Desde a violenta divisão de 1947 – que resultou na morte de milhões de pessoas inocentes – o Paquistão e a Índia são inimigos mortais.

O Liaoning inicialmente era um navio para a Marinha Soviética na década de 1980 e deveria entrar em serviço no início dos anos 1990. A queda da União Soviética em 1991, no entanto, frustrou esses planos, e a estrutura inacabada foi vendida para a Ucrânia. O casco acabou na China, que reconstruiu e recomissionou o navio e o declarou operacional em 2016.

A Marinha chinesa planeja substituir o Liaoning e construir até seis porta-aviões nucleares. O governo chinês anunciou seus planos de ter seis grupos de batalha até 2035. Além de serem máquinas potentes de guerra naval, os porta-aviões servem como ferramentas ideais de política externa. Por exemplo, apenas a aparição de um porta-aviões americano perto das costas de um país poderia impedir ações hostis aos interesses dos EUA. Considerando que a China está competindo para substituir os EUA como superpotência mundial, a expansão é necessária.

Espera-se que os porta-aviões nucleares da China se juntem à marinha até 2035, elevando o número total de para pelo menos seis – embora apenas quatro trabalhem na linha de frente. O país precisa continuar se desenvolvendo até chegar ao mesmo nível dos Estados Unidos”, disse Wang Yunfei, ex-oficial da Marinha chinesa.

Tal atitude, no entanto, levanta algumas questões. A superioridade naval norte-americana começou após as longas e sangrentas campanhas contra a Marinha Imperial Japonesa e a Kriegsmarine nazista na Segunda Guerra Mundial. Sua dominância só foi solidificada depois de muitas décadas de guerra não declarada contra a Marinha soviética ao redor do Mundo. As operações de porta-aviões são intensamente complexas, exigindo anos de tentativa e erro para aperfeiçoar. A Marinha chinesa não tem essa experiência e, essa experiência, só pode ser obtida da maneira mais difícil: através da guerra.


7 COMENTÁRIOS

  1. Não sei se apenas por meio da guerra é possível que a China chegue ao patamar dos norte americanos…em pleno 2019 com espionagem e tecnologia a todo vapor…? Sei não…me parece que o discurso de uma China "incapaz" disso ou daquilo é pura ilusão.

  2. Se a China pensa que vai escolher um sparring/cobaia de operações embarcadas em carriers, e os EUA ficarão de braços cruzados, vendo a caravana passar, estão intoxicados pelo o que comeram no último Festival de Yulin…