Três adicionais caças F-16 foram entregues para Romênia através de um acordo com a Força Aérea Portuguesa.

Realizou-se, no dia 13 de dezembro de 2016, na Base Aérea n.º 5 (BA5), em Monte Real, a assinatura formal dos documentos da transferência de mais três aeronaves F-16, no âmbito do Programa de Alienação destas aeronaves à Romênia.

A documentação relativa a estas aeronaves foi oficialmente transferida, conforme contratualmente estabelecido. Esta documentação inclui todos os registos de configuração e manutenção das aeronaves e livros das mesmas, bem como o respectivo Certificado de Aeronavegabilidade para exportação, emitido pela Autoridade Aeronáutica Nacional (AAN).

Várias entidades estiveram envolvidas na emissão deste certificado, e contribuíram de forma significativa em todo o processo durante vários meses, incluindo a BA5, a AAN e a Direção de Manutenção e Sistemas de Armas.

Neste evento foi também entregue a documentação decorrente do acompanhamento pela Direção-Geral de Recursos de Defesa Nacional, do Ministério da Defesa Nacional, no âmbito do GOVERNMENT QUALITY ASSURANCE (GQA), que foi requerido pela Romênia.

Os três aviões F-16 romenos decolaram da BA5 às 07h35 do dia 15 de dezembro 2016, pousando na Romênia, na Base Aérea de Borcea, ao final da tarde.

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44 COMENTÁRIOS

  1. Por que Portugal está se desfazendo destes aviões ? Abrindo espaço para novas unidades ?

    • Com o fim da guerra fria a Europa toda está diminuindo seus caças. É venda de excedente.

    • Portugal recebeu um lote de caças para modernizar e revender.

      Estes nunca entraram em operação na força aérea.

      • Somente 3 F-16B foram comprados para fazer MLU e entregar a Romênia, os outros 9 F-16A vendidos foram da reserva de Portugal que tinha 34, perdeu um em acidente e vendeu nove para a Romênia, ficando só com 24 F-16A operacionais e 5 F-16B para instrução/conversão operacional.
        Portugal comprou estes 3 F-16B justamente para não ter que se desfazer dos seus 5 F-16B muito importantes para a formação de novos pilotos.

        • Portugal tinha 39 F-16. Desses, vendeu 9, ficando portanto com 30. Os restantes 3, do total de 12 vendidos, vieram do AMARG.

          • Portugal comprou 17 F-16A bk 15 e 3 F-16B bk 15 em 90 no projeto americano Peace Atlantis I, depois recebeu a doação de 21 F-16A e 4 F-16B usados no Projeto Peace Atlantis II.
            Tres F-16A e dois F-16B foram desmontados para fazer suprimento.
            No final depois de modernizar para MLU padrão bk 52, que equivale a um F-16 bk 52 só que sem capacidade de receber tanques conformais por serem células A e B, ficou com 35 F-16AMLU e 5 F-16B MLU.

            Hoje restam 24 F-16A MLU e 5 F-16B MLU.

            • Strobel,
              Sem querer ser chato, mas tem certeza que o "A" pode por MLU, ser block50/52? Eu jurava que só os "C" block iniciais.
              Eu também tenho duvidas disso, por isso pergunta..

              • Não pode ser um block 50/52, mas como o Strobel disse, sua aviônica pode ser equivalente. A maioria dos F-16AM europeus modernizados são MLU Block 20.

                • O radar do A/B continua sendo o APG-66, mesmo atualizado para (V)2..

                  O radar APG-68 do C/D já é uma evolução do APG-66, contudo vem continuamente atualizado. O APG-68 tem alcance maior e processamento melhor.

                  Logo, além do F16C 50 ser maior e mais potente, enxerga primeiro e atira primeiro.

                • O APG-66(V2) nada mais é que o radar original com módulos do APG-68, teria um alcance bem similar ao APG-68 em sua primeira versão.

              • Não tem como um F16 A ser atualizado para block 50, só reencarnando.

        • Os caças estavam encaixotados e foram recebidos exatamente para isso.

          Apenas uma parcela do Peace Atlantis II foi modernizada para a força aérea. 12 unidades ficaram arnazenadas em busca de comprador.

          A idéia do Peace Atlantis II era capacitar a Ogma a realizar a modernização.

          Detalhes: http://areamilitar.net/analise/analise.aspx?NrMat

  2. A Romênia está bem, operando com 12 F-16 e 48 Mig-21 modernizados pela Elbit.
    E tem "ispecialistas" que afirmam a impossibilidade de operar caças Americanos com Russos, da indigestão filosófica. Deus o livre.
    .
    Não se pode utilizar equipamentos distintos, se não a pessoa derrete.
    .
    A esses Romenos.

      • Ivanmc,

        WRStrobel,

        Há diversos entraves na utilização de caças de procedência diversa.

        A começar pela logística… Manter linhas de suprimento distintas tem seu custo. A organização é mais trabalhosa quando se "despadroniza"; e a especialização de equipes de manutenção termina sendo mais custosa, já que tem que se adestrar gente para mais tipos de sistemas.

        No que diz respeito a operação, há sempre a questão de se ter de compatibilizar sistemas para que se possa atuar eficazmente dentro de um ambiente de guerra centrado em redes. Não raro, hardware e software precisam ser desenvolvidos especificamente. E isso é muito mais difícil quando ha equipamentos de procedências diversas.

        Enfim, quem quer usar tudo o que quer, tem que preparar o bolso…

        Aliás, pelo que sei, uma das maiores dificuldades dos países que antes pertenciam ao antigo Pacto de Varsóvia é justamente a incompatibilidade de seus meios com os já utilizados pela OTAN. Operação distinta, doutrina diversa… É difícil fazer todo mundo "conversar a mesma língua"… Veja também que os Mig-21 'Lancer' dos romenos foram modernizados por Israel e compatibilizados com a logística ocidental no que tange a sistemas eletrônicos.

  3. Amigos,

    Até onde sei, todos os caças F-16 MLU foram elevados a um padrão muito próximo de um F-16C do block 40/42, e só… Os sistemas eletrônicos são todos compatíveis com o que havia de melhor nos anos 90 e nada mais.

    Em muitos aspectos, são muito similares aos F-5M. Em verdade, se adicionássemos ao F-5M um radar um pouco mais potente, eles seriam virtualmente iguais ( "eletronicamente" falando, claro ) aos 'Falcon'.

    • Duvido muito que teriam o mesmo alcance, se é isso que você quis dizer. O pequeno radome do F-5 não permite qualquer radar ter bom alcance.

      Sobre os F-16AM, grande parte dos sistemas implantado via software, dos quais o Block 50 possui, como o JHMCS, estão presentes.

      • Caro Ufric,

        Sei disso. Mesmo que fosse possível a instalação do hardware, a antena seria um problema… Já tiveram que fazer malabarismo só pra instalar a do Grifo F, colocando um novo radome; além de terem que eliminar um dos canhões para adicionar o hardware…

        Apenas usei o F-5M para efeito de comparação e exemplo do que se tem hoje.

        A rigor, excetuando-se radar, aeronaves Mig-21 e F-5 modernizadas ficam muito pouco a dever ( nos aspectos eletrônicos ) aos F-16AM. Os resultados conseguidos com essas modernizações foram realmente muito bons, tornando essas plataformas aptas para esse inicio de século XXI.

    • Eu não queria ver um F-5M ter que entrar em combate com um F-16MLU chileno.

      • Os F-16AM Chilenos não tem o AMRAAM, só podem usar o Derby, mas nunca os vi usando tal míssil. Entretanto, os F-16C Block 50 deles é outro caso, com AMRAAM e tudo mais.

          • Sim, possuem, mas não os F-16AM Chilenos especificamente. Os EUA tiraram a capacidade de carregar o AMRAAM e HARM via software.

            • A FACh tem sim AMRAAMs, mas são para seus 10 F-16C/D Block 50, não para seus 36 F-16AM/BM MLU, que tiveram a capacidade de carregar o AMRAAM e HARM removidas pelos US durante a compra da Holanda.

                • Sim, mas sem BVR para os F-16AM MLU. Essa capacidade do AMRAAM foi retirada a pedido do US. Talvez possam usar o Derby, mas nunca vi qualquer fonte ou foto de tal coisa.

                  Somente os 10 F-16C/D Block 50 são capazes de usar o AMRAAM.

              • não intendo isso de limitar o uso do AMRAAM em apenas parte da frota, quais F-16 o chile adquiriu primeiro?

                • Foram os 36 F-16AM/BM MLU comprados da Holanda, que por alguma razão o Uncle Sam mandou tirar a capacidade de carregar o AMRAAM e HARM. E aí mais tarde, quando compraram o 10 F-16C/D Block 50, o AMRAAM foi liberado para somente esses 10.

                • Mas infelizmente, é assim que a dança foi imposta. Os 36 F-16 MLU tiveram sua capacidade de carregar o AMRAAM removida via software, não há nada que os chilenos podem fazer.

                • Se não me engano, tem a ver com um código OTAN. Já os novos, saíram de fábrica com uma nova linha de comando no software. Algo assim.

    • Prezado _RR_, não dá idea para aumentar o Radar do Mike, se a FAB ouve vai transformar o Forévis num Kfir eterno. Pelamor.
      .
      Sds.;-)

  4. Pessoal: não existe um guia, um site, um livro sobre o F-16, bem atualizado?
    Fico perdido em versões, blocks, tapes…

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