O presidente francês, Emmanuel Macron, considera que o acordo de aeronaves Rafale é o ponto central da parceria estratégica indo-francesa.

Durante uma visita de estado oficial à Índia, de 10 a 12 de março, o presidente francês, Emanuel Macron, em conversa com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, promoveu a venda de aviões de combate Dassault Rafale adicionais para a Força Aérea Indiana (IAF).

“É um contrato de longo prazo que é mutuamente benéfico. Eu pessoalmente considero isso o coração da parceria estratégica”, disse o presidente francês em um comunicado na sequência de conversações com o primeiro-ministro indiano no dia 10 de março.

Durante uma reunião que ocorreu no mesmo dia, a ministra francesa da Defesa, Florence Parly, teria oferecido ao seu homólogo indiano Nirmala Sitharaman outro lote de 36 aviões de combate Rafale. A oferta está atualmente em análise pelo Ministério da Defesa da Índia.

Caças Rafales franceses e Su-30MKI indianos.

Em setembro de 2016, a Índia assinou um acordo de US$ 8,7 bilhões para a aquisição de 36 aeronaves Rafale em “condições fly-away” após o cancelamento de um acordo para 126 aviões de combate do mesmo tipo, com 108 das 126 aeronaves planejadas para serem montadas localmente na Índia.

Em uma declaração conjunta emitida no final da visita, Macron e Modi reiteraram a parceria estratégica entre os dois países enfatizando a cooperação em matéria de defesa. “Os dois líderes observaram com satisfação o progresso programado na implementação de acordos relacionados à aquisição, incluindo o acordo de aeronaves Rafale assinado em 2016”, afirma o comunicado. Macron e Modi discutiram a expansão e o aprofundamento das parcerias de fabricação de defesa em andamento, de acordo com o comunicado.

“Eles reconheceram que a iniciativa Make-in-India oferece uma valiosa oportunidade para as empresas de defesa indianas e francesas entrarem em acordos de co-desenvolvimento e co-produção de equipamentos de defesa na Índia, inclusive através da transferência de know-how e tecnologias para a benefício mútuo de todas as partes”.

A IAF repetidamente diz que quer Rafales adicionais, já que o número de aeronaves operacionais no serviço está diminuindo lentamente. O avião de combate Rafale é capaz de levar armas nucleares e, armado com bombas nucleares não guiadas, serviria como parte da tríade nuclear da Índia. A principal objeção à aeronave da quarta geração continua sendo um preço relativamente alto (estimado em cerca de US$ 115 milhões por aeronave). Conseqüentemente, a IAF tem considerado uma série de alternativas mais baratas para o Rafale. (Mesmo o F-35A de Lockheed Martin custaria menos do que o avião de combate francês).

Atualmente, a IAF tem uma força de combate de cerca de 33 esquadrões, dos quais 30 (algumas fontes indicam 31) estão prontos para combate. Estes são 12 esquadrões abaixo do requisito mínimo obrigatório para lutar contra uma guerra de duas frentes com a China e o Paquistão. Com base nessa avaliação, a IAF precisa adicionar 200 a 250 novas aeronaves de combate de médio nos próximos anos. A IAF pretende alcançar seu objetivo de colocar 42 esquadrões de combate prontos para combate em 2027.


Fonte: The Diplomat

40 COMENTÁRIOS

  1. OS franceses e o seu conhecido modus operandi! Prometem mundos e fundos usando as mesmas velhas e surradas palavras "parceria estratégica", "transferência de tecnologia" e outras, tudo isso para empurrar seus produtos.

    No caso indiano acho que seria mais prudente a eles comprar mais Su-30MKI e pensar no upgrade da frota com um radar AESA.

    • E o jabá? Parece que os russos não têm o mesmo poder de barganha que os franceses neste aspecto. Na compra anterior, Narendra Modi cancelou a concorrência e fechou direto com os franceses. Por aqui, o molusco bolivariano e os "parças" franceses almejaram fazer algo semelhante.

    • A politica indiana e' nao colocar todos os ovos na mesma cesta. Acho que e' natural comprarem pelo menos mais um lote de 36, ja que investiram em treinamento e logistica para esse aviao.

      • E parece que a política deles é não comprar quase nada de material americano.
        E se for material sensível. de ponta, não compram.

        • Tem até uma montadora de apache lá!

          A não ser que você não considere o P8I e Apaches como tecnologia de ponta O que seria estranho porque são os e melhores de suas categorias segundo os indianos.

          Sem contar os C-130, CH-48 e SH-70, C-17 todos em detrimento de equivalentes russos que perderam as concorrência e licitações feitas na Índia. Depois que os EUA baixaram as restrições as vendas deles só aumentaram.

          Eram os americanos que tinham restrições e não o contrário.

          Compraram Rafale porque ele se saiu melhor que o Superhornet que ficou em terceiro na competição, simples.

          • Nem sabemos em quanto eles quantificam a errática política externa americana.
            Hoje é uma coisa, amanhã outra.
            Hoje está tudo normal.
            Amanhã boicote.
            Hoje o Tillerson foi demitido.
            Tudo muito conturbado.
            Como confiar assim?

    • metade da frota de SU-30 indiana esta no chão e o governo não gostou de PutInKGb vender Su-35 para China e oferecer para paquistão. O Mig-39 da marinha deles estão quebrando e o suporte russo é pior que nos tempos da URSS. vc pelo visto não sabe inglês.

  2. US$ 8,7 bilhões por 36 caças = US$ 241,670,000.00 por cada um??? "Condições fly-away" e sem ToT??? Isso é que é negócio da "China", ou das "Arábias", ou sei lá de onde!!! Vão os franceses ser bom de lábia assim na Índia!!!

  3. É o que se espera da Índia. Parte armamento europeu ocidental e parte russa.
    Agora, interessante a diferença de porte Su-30 e Rafale.

    • Esse veio da concorrência em que o Mig-35 foi desclassificado por causa do radar, dos motores e do suporte.

    • O Rafale ser menor é uma vantagem, melhor para guardar, é mais difícil de ser travado e perde menos energia nas manobras.

  4. Governo indiano comprar + rafales vai fazer péssimo negócio. Mesmo com a logística chata do F-35 e sendo mais barato que não brilha no radar seria mais ameaça a China e Paquistão. R$115Milhões é caro demais para uma caça ultrapassado

  5. Rafale, até pouco tempo conhecido como "Jaca" e que não vendia para ninguém. Mas já vendeu 36 para Índia, 24 para o Egito e 36 para o Catar, com possibilidade de mais 36 para Índia. São 276 vendas firmes. Tem avião "xodó" que vende muito menos por aí!!!

  6. Rafale, até pouco tempo conhecido como "Jaca", não vendia para ninguém. Mas já vendeu 36 para Índia, 24 para o Egito e 36 para o Catar, com possibilidade de mais 36 para Índia. São 276 vendas firmes. Tem avião "xodó" que vende muito menos por aí!!!

    • Tem avião 'xodó' que vende muito menos e vai ficar sem vender.

        • Xodó de quem?
          Não entendi.
          Aqui é preto no branco.
          Vendeu? Vai para a estatística.
          Não vendeu? Não vai

  7. Teve um tempo em que algumas pessoas tratavam o MIG 1.42 como "xodó".

    É preto no branco? Porque então rem gente que ignora as mais de duas mil vendas do relâmpago e fica chamando de "pepino" ou " batata quente", não é preto no branco? "Vendeu? Vai para a estatística." Não é?

    • Sabe aquele produto que vc está lançando, que não está vingando no mercado, que ninguém quer e vc parte para empurrar para os amigos?
      É esse.

      • Então seria o SU-35 (Flanker-E) com operadores Russia e China, total de 96 unidades ?

        Lembrando que a China comprou para eng.reversa e a Russia é o país de origem.

        F-35 também não é, com mais de duas mil vendas e onze operadores, sendo ele um quinta geração.

        Ou será o SU-57 ? Que só a Russia planeja operar e com talvez doze protótipos produzidos no máximo.

        • Não. É o F-35 mesmo com seus 2.770 probelmas. Ontem apareceu mais um.

          • Pelo visto o seu papo de "preto no branco" esta embaçado, se vendeu não vai para a estatística? Mais de duas mil vendas não contam?

            Agora entendi, só conta o que lhe convém né, não importa se passa longe da realidade, acabou de se contradizer no mesmo post "vendeu? Vai para a estatística,não vendeu? Não vai".

            Como eu ja disse, é assim que funciona o bom senso do camarada em cada comentário.

          • Que troll.

            F-35 tem parceiros e não está sendo para ninguém. E ainda surgem novos interessados.

        • Su-35 foram fabricados 48 para Rússia até 2015 + 50 encomendados = 98
          Para a China mais 24.
          Encomendas firmes = 122
          Talvez mais 11 para a Indonésia o que levaria as encomendas para 133.
          Metade do número da "Jaca" Francesa.

          • 38 para a Rússia até 2015, 24 do primeiro lote + 14 posteriores = 38.

            Não foram 34 encomendas novas da Rússia depois de 2015?

  8. Eu sempre afirmei que a tecnologia francesa é meia boca…

    Mas entre os franceses e os russos, eu fico com os primeiros 100% das vezes

    A Índia tem é que investir no Rafale mesmo…

    O problema é que eles irão fazer lá com o PAKFA deles..

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