Primeiros caças F-35B produzidos teriam vida útil muito menor do que o esperado. (Imagem ilustrativa)

Dados de testes de durabilidade indicam que a vida útil dos primeiros caças F-35B produzidos “está bem abaixo” da expectativa de vida útil de 8.000 horas de voo e “pode ser tão baixa quanto 2.100” horas de voo, de acordo com o relatório anual do Pentágono DOT&E obtido pelo Bloomberg.

Isso significaria que esses primeiros caças F-35B, variante de decolagem curta e pouso vertical, poderiam atingir seu limite de vida útil já em 2026, muito antes do esperado.

A notícia é particularmente interessante considerando que todas as variantes passaram no teste de durabilidade, com o F-35B e F-35C aprovados para dois ciclos de vida equivalente a 16.000 horas de voo, enquanto o F-35A, variante de decolagem e pouso convencional, foi aprovado para três ciclos de vida equivalente a 24.000 horas de voo.

Mais detalhes esclarecendo a razão do qual esses primeiros caças F-35B produzidos são unicamente afetados por este problema devem ser revelados pelo relatório, que está programado para ser lançado para o público esta semana.

Entretanto, mudanças de design planejadas devem permitir que os primeiros F-35B atendam ao requerimento de vida útil de 8.000 horas de voo, disse uma fonte do programa à Aviation Week.

O relatório também diz que não existe uma “tendência de melhoria” na disponibilidade de aeronaves para voar em missões de treinamento ou combate, uma vez que permanece baixa nos últimos 3 anos, de acordo com o Bloomberg.

Problemas de baixa disponibilidade também continuam a afetar o programa F-35. (Imagem ilustrativa)

De acordo com o relatório, a quantidade de tempo necessária para reparar os caças e retornar ao status de voo “mudou pouco” no ano passado e não é o bastante indicar progresso.

Além disso, a ferramenta de manutenção computadorizada Autonomic Logistics Information System (ALIS), ainda não estaria funcionando conforme o esperado, já que algumas deficiências de dados e funções “têm um efeito significativo na disponibilidade das aeronaves“.

11 COMENTÁRIOS

      • Bandeirante, discordo, são situações completamente distintas:
        – O tal "cheque em branco " que o Brasil deu à Saab é para comprar uma aeronave em desenvolvimento sobre uma que já está operacional na Real Força Aérea Sueca, portanto um desenvolvimento lógico sobre algo que já voava ! Claro que aumentou-se o alcance, carga útil, recheio eletrônico etc.. Mas em suma o risco técnico era mínimo e ainda contemplando o custo hora-vôo dentro das nossas modestas possibilidades orçamentárias, parabéns ao Brigadeiro Sato !
        – Já o F-35 foi vendido como uma verdadeira panacéia, tecnologias ainda embrionárias foram alardeadas como já consolidadas, na prática ninguém sabia se o que prometeram daria certo, vou fazer uma analogia aqui : Se o F-35 fosse um remédio seria vendido como cura para a AIDS, Câncer, Dor de dentes, Calos, Estrias e Barriga de cerveja ! Claro que a diretoria da LM seria presa por charlatanismo !
        Resumo: Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Abraços !

    • Com o F-35B sendo a variante mais complexa é natural ser a mais problemática também. Vamos ter que esperar o relatório sair para o público para maiores explicações, fato é que todas variantes passaram no teste de durabilidade.

      É curioso que essas primeiras unidades produzidas sejam unicamente afetadas, ao invés de um problema geral.